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A Endometriose Intestinal

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Saiba mais sobre a endometriose intestinal

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Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi e EQUIPE IPGO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A endometriose é uma condição que ocorre quando o tecido semelhante ao endometrial que reveste o útero cresce em outras áreas do corpo. Ela geralmente se desenvolve nos órgãos pélvicos, como as trompas de Falópio, mas também ocorre no intestino.

A endometriose intestinal envolve o crescimento anormal do tecido endometrial nos intestinos.  Saiba mais sobre os sintomas da endometriose intestinal, como os médicos a diagnosticam e quais tratamentos estão disponíveis.

O que é endometriose intestinal?

O tecido endometrial geralmente cresce no útero para preparar o corpo para a ovulação, e possivelmente para a fertilização. Ele é composto de células do sangue e tecido conjuntivo e glandular, e engrossa a cada mês até se verter durante a menstruação, se a fertilização não ocorrer.

Quando cresce anormalmente fora do útero, como no intestino, o tecido endometrial ainda aumenta em resposta aos hormônios. No entanto, porque esse tecido endometrial não pode deixar o corpo, causa uma variedade de sintomas.

Os médicos geralmente classificam a endometriose em superficial ou profunda. A superficial cresce na superfície do intestino. Se o tecido penetra na parede do intestino, é chamado endometriose do intestino grosso.

De acordo com uma revisão de 2018, após os órgãos genitais, o intestino é o local mais comum para o crescimento do tecido endometrial anormal.

Sintomas

Os sintomas da endometriose intestinal podem incluir:

=dor pélvica profunda
=dor pélvica durante a relação sexual
=prisão de ventre
=diarreia
=movimentos intestinais dolorosos
=sangramento retal (incomum)

Tecido endometrial anormal pode crescer em qualquer segmento do intestino. Mas, de acordo com pesquisa de 2014, cerca de 90% das incidências da endometriose intestinal envolvem o reto ou o cólon sigmóide.

Os sintomas da endometriose intestinal podem variar entre as pacientes e dependem do ciclo menstrual de uma pessoa. Por exemplo, os sintomas podem ser piores nos dias anteriores ao sangramento menstrual. Eles podem diminuir quando a mulher entra na menopausa e os níveis de estrogênio diminuem.

Causas

Uma teoria é que durante a menstruação o sangue flui de volta para as trompas de falópio e para a pelve. Algumas partes desse tecido podem se unir ao revestimento do intestino. Também é possível que uma cirurgia anterior, envolvendo o útero, possa permitir que as células endometriais se liguem à incisão e, eventualmente, se transfiram para o intestino.

Alguns pesquisadores acreditam que um desequilíbrio de estrogênio também pode contribuir para a endometriose. Parece também haver um elo genético. As pessoas que têm um familiar próximo, como uma mãe ou irmã com a condição, estão em maior risco de desenvolver endometriose.

Pesquisadores ainda não sabem o porquê de o tecido endometrial crescer fora dos órgãos reprodutivos, como no intestino.

Diagnóstico

Como os sintomas da endometriose intestinal podem imitar outros problemas intestinais, é essencial descartar condições, como colite, tumores retais e a síndrome do intestino irritável (SII).

Após um exame físico, incluindo exame pélvico, revisão dos sintomas e histórico médico, podem ser solicitados exames adicionais, incluindo:

=um ultrassom
=uma tomografia computadorizada
=sigmoidoscopia para visualizar o interior dos intestinos

=laparoscopia para visualizar o intestino e o abdômen

Tratamento

Atualmente, não há cura para a endometriose, mas muitos tratamentos estão disponíveis. No caso da endometriose intestinal, isso depende da gravidade dos sintomas, da saúde geral e se a paciente quer engravidar.

O tratamento pode incluir o seguinte:

Medicação para dor

Se os sintomas de uma pessoa forem leves, o médico pode recomendar que ela tome medicamentos analgésicos vendidos sem prescrição. Essas drogas incluem paracetamol e ibuprofeno. A medicação não irá parar o crescimento anormal do tecido, mas pode reduzir a dor e o desconforto.

Terapia hormonal

Como o estrogênio desempenha um papel na endometriose intestinal, a terapia hormonal pode ajudar a controlar a condição. O tratamento hormonal pode envolver adesivos ou pílulas anticoncepcionais. Esses medicamentos contêm estrogênio, progesterona ou ambos e previnem o acúmulo de tecido endometrial. Eles também podem diminuir o crescimento no intestino.

Em outros casos, um médico pode prescrever o hormônio liberador de gonadotrofina, que impede a ovulação e o crescimento do tecido endometrial. Os sintomas podem retornar, uma vez que uma pessoa pare de tomar os hormônios.

Cirurgia

O médico pode recomendar cirurgia se a terapia hormonal não aliviar os sintomas ou se uma pessoa desejar engravidar. O tipo de cirurgia depende se o médico classifica a condição como superficial ou profunda.

Um procedimento envolve a remoção do tecido endometrial no intestino, mas deixando os intestinos intactos. Se o crescimento do endométrio for profundo, um cirurgião removerá as lesões e fechará quaisquer orifícios no intestino.

Em casos graves, um cirurgião pode remover uma porção do intestino que tenha tecido endometrial antes de reencaixar as seções restantes dos intestinos.

 

Dieta

Não há evidências conclusivas de que uma dieta específica possa aliviar os sintomas da endometriose intestinal. Alguns estudos sugerem que comer frutas e verduras tem ligação com menos sintomas de endometriose.

Por exemplo, um estudo de 2018 analisou 70.835 mulheres na pré-menopausa. Os resultados indicaram que as que consumiram uma ou mais porções de frutas cítricas diariamente tiveram um risco 22% menor de desenvolver endometriose do que as mulheres que consumiram menos frutas cítricas. O estudo não examinou especificamente a endometriose intestinal.

Outro pequeno estudo analisou as mulheres que tinham SII, bem como endometriose com sintomas intestinais que pioraram durante a menstruação. O estudo indicou que manter uma dieta FODMAP (oligossacarídeos, dissacáridos, monossacarídeos e polióis fermentáveis) baixa pode aliviar os sintomas intestinais possivelmente associados à endometriose.

Alimentos FODMAP são carboidratos que tendem a desencadear sintomas, como cólicas estomacais, gases e inchaço. Pesquisas adicionais são necessárias para concluir se uma dieta especial pode ajudar a reduzir os sintomas da endometriose intestinal.

Acesse: http://www.ipgo.com.br/o-que-e-endometriose/

Palavra do especialista

Para o ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva e diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO, Arnaldo Cambiaghi,  o tratamento da endometriose profunda é sempre cirúrgico, feito por videolaparoscopia: “É algo extremamente complexo e exige médicos qualificados e experientes neste tipo de intervenção”.

Cambiaghi comenta que há diversas teorias relacionam o efeito positivo da alimentação sobre a progressão e a agressividade da endometriose: “Essa relação ocorre porque a endometriose é uma doença estrogênio-dependente, o que significa que os níveis deste hormônio no organismo podem interferir na progressão da doença”.

Assim, estudos diversos relacionam a melhora das dores com algumas intervenções nutricionais pontuais, como aumento do consumo de fibras, substituição de gorduras de animais por óleos de boa qualidade e consumo adequado de vitaminas antioxidantes como A, C, E e complexo B. São boas fontes de vitamina A: damascos, pêssegos, melão cantalup e vegetais verde-escuros e amarelo-escuros. Das vitaminas A e C: abóbora, tomate, manga, mamão papaia e couve. Da vitamina E: frutas cítricas, morangos, pimentas, repolho, batata-doce e brócolis. Já as vitaminas do complexo B são encontradas em ovos e laticínios (prefira orgânicos), leguminosas e alimentos integrais.

“Há também aqueles alimentos que podem agravar a dor como os industrializados, produzidos com excesso de gordura hidrogenada, farinha e açúcar refinado. Alimentos de origem animal são a maior fonte de substancias hormonalmente ativas, pois o tecido gorduroso e produtos à base de gordura animal são grandes retentores de xenoestrogênios, bem como antibióticos, drogas veterinárias e hormônios para estimulo do crescimento. Assim, o ideal é evitar embutidos, carnes vermelhas, leite e derivados não-orgânicos, além de gorduras saturadas”, finaliza o médico.

Fonte: MedicalNewsToday

 

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