Encontre-nos nas redes sociais:

Instagram da IPGO

Use o sistema de busca.

A Fertilização dos 35 aos 45 anos

Home » Sem categoria » A Fertilização dos 35 aos 45 anos
Agende sua Consulta

Leia na hora certa - Use o leitor QR Code e armazene este assunto para ler diretamente em seu Smartphone

Voltar ao Índice

1) Existe limite de idade para ter filhos para o homem e para a mulher?

R: Existe, e nesse ponto o homem é privilegiado em relação à mulher. Embora o homem possa ter uma queda da fertilidade após os 45 e 50 anos, isso não o torna infértil, podendo ter filhos até os 70, 80 ou mais. Já a mulher, tem o seu relógio biológico com limites bem definidos. Dificilmente uma mulher consegue engravidar com os seus próprios óvulos após os 50 anos.

2) Qual o limite de idade para a mulher?

R: Para entender esse limite é importante conhecer como funciona o sistema reprodutor da mulher. Um bebê do sexo feminino ao nascer, tem 2 milhões de óvulos nos seus ovários. Ao chegar à puberdade, na primeira menstruação, esse número diminui para 300 a 400 mil óvulos. Esse número de óvulos disponíveis é chamado de Reserva Ovariana, que corresponde ao “estoque” de óvulos capazes de serem fertilizados. A cada ciclo menstrual natural, 1000 óvulos são estimulados espontaneamente, mas somente um deles chega à ovulação. Os outros 999 são perdidos, caem da cavidade abdominal e são absorvidos. Portanto, a cada mês são retirados do estoque ou Reserva Ovariana 1000 óvulos. Consequentemente, a cada ano 12 mil, e após 25 anos já foram perdidos 300 mil. Portanto, após os 35 anos de idade começa haver uma redução importante dos melhores óvulos e após os 40 sobram muito menos. Geralmente, após essa idade, os que restaram são os de pior qualidade e mais difíceis de serem fertilizados e gerarem uma gravidez.
Assim, o limite máximo da gravidez pode ser considerado 45 anos e em alguns casos muito excepcionais pode chegar até os 50 anos.

3) Mesmo que uma mulher menstrue normalmente aos 48 anos, a Reserva Ovariana estará prejudicada?

R: Sem dúvida nenhuma. É muito comum mulheres contestarem o argumento descrito na questão anterior por apresentarem menstruações regulares e concluírem com isso que podem ficar grávidas naturalmente. Não existe uma relação direta e obrigatória entre a menstruação e a Reserva Ovariana.

4) A Reserva Ovariana pode ser avaliada?

R: Sim. Pode-se ter uma boa ideia por meio de exames. Os mais importantes são:
a) FSH, LH e Estradiol: são exames de sangue hormonais e devem ser avaliados entre o 3º e 5º dia do ciclo menstrual. FSH maior do que 10 mlU/ml e estradiol maior que 35 pg/ml, geralmente sugerem uma má respondedora aos estímulos hormonais (Poor Responder). FSH menor que 10 mlU/ml e estradiol menor que 35 pg/ml geralmente sugerem uma boa respondedora aos estímulos hormonais. (Good Responder).
b) Inibina-B: é um hormônio fabricado pelas células dos ovários e indica a quantidade de óvulos disponíveis para serem fertilizados. Quando estiver com concentração abaixo do normal, significa que existe uma diminuição deste número e a capacidade de engravidar diminui.
c) Hormônio antimulleriano (AMH): é um hormônio fabricado por células do ovário (folículos) e dá uma ideia do número de óvulos existentes nos ovários capazes de serem fertilizados – a dosagem permite uma possível avaliação de longevidade reprodutiva.
d) Ultrassonografia (avaliação do numero de folículos antrais): realizado entre o 3º e 5º dia do ciclo menstrual, avalia o tamanho, o volume dos ovários e a presença de folículos antrais (ou folículos primordiais). Ovários pequenos e sem esses folículos significa uma baixa reserva ovariana.

5) Se houver alteração nesses exames citados na questão anterior significa que a mulher não conseguirá engravidar?

R: Não obrigatoriamente. Significa que haverá dificuldades e que quanto mais esperar por um tratamento efetivo, pior serão os resultados.

6) Além das possíveis dificuldades em engravidar após os 35 anos, existem outros riscos?

R: Após os 35 anos, aumenta também a chance de malformações e de abortamentos. Entre os 35 e 40 esse aumento não é tão importante. Após os 40 anos fica mais evidente, e após os 45 passa a ser muito maior. É importante que o casal tenha consciência desse fato, principalmente próximo aos 45 anos, para que não cometam enganos e se arrependam posteriormente. Conheça a tabela abaixo.

Tabela 1

7) Quanto tempo uma mulher deve esperar para engravidar naturalmente após os 35 anos?

R: O quadro abaixo resume o tempo de espera sugerido para o início da pesquisa das eventuais causas que impedem a gravidez.

Tabela 1

8) Após o tempo de espera sugerido na pergunta anterior, qual deve ser o procedimento do casal?

R: Deverá procurar um especialista em Reprodução Humana ou pelo menos um ginecologista que tenha noções importantes sobre os fatos aqui relatados. Muitas vezes, ginecologistas sem experiência em infertilidade pedem que o casal espere o momento da gravidez sem prazo pré-determinado. Isso pode atrasar a pesquisa e o tratamento. Nessa fase da vida da mulher, a atitude tomada deve ser objetiva pois, quanto maior a idade da mulher, menor será a chance de gestação.
Lembre-se:

Tabela 1

9) Como deve ser a pesquisa e o tratamento?

R: Deve ser da maneira mais objetiva possível. Além do casal receber orientações sobre a alimentação adequada e procurar corrigir os maus hábitos como por exemplo, o cigarro; os exames investigativos deverão ser feitos todos de uma única vez. Evita-se assim idas e vindas e perda de tempo. Os tratamentos deverão ser indicados de acordo com os resultados encontrados. Caso não haja exames alterados, a espera pela gestação espontânea deverá ter um prazo estabelecido. Esse prazo poderá ter duração pequena proporcional também à ansiedade do casal. Muitos não aguentam esperar demais pela a ação da natureza.
Depois do prazo de espera encerrado, o tratamento deverá ser a Reprodução Assistida: Relação Sexual Programada, Inseminação Intrauterina (IIU) ou Fertilização In Vitro. A escolha de um dos tratamentos ou a decisão de passar de um para o outro deverá ser discutida com o profissional médico.
Cada caso deve ser individualizado, mas sem dúvidas e, mais uma vez, sem perda de tempo.

Comments

comments