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“As batalhas existem para ser vencidas”

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Najla e Matheus

Desde novinha sempre pensei em ter filhos, mas sempre quis tê-los como fruto de um casamento sólido e maduro. Somente após oito anos de união, sendo dois de casados, eu e meu marido decidimos ter um filho. Antes disso, preferimos priorizar outras coisas, a fim de alcançar uma condição favorável, segura e estável. Quando eu já estava com quase 35 anos, decidimos que era o melhor momento para uma gravidez. Após seis meses de tentativas, nenhum resultado foi obtido e logo passei a me queixar de dores na região dos meus ovários. Foi então quando procurei um médico que através de alguns exames me revelou as suspeitas de que eu estivesse com endometriose. Eu nunca tinha ouvido falar na doença, e apesar de ter sido alertada sobre possíveis dificuldades para engravidar, enfrentei a situação com naturalidade. Fiquei muito tranqüila, talvez pelo fato de ainda não ter noção da gravidade da minha situação.

Fui encaminhada para outro profissional, especialista em endometriose, que confirmou a doença. Realizei quase que imediatamente a videolaparoscopia e foi então quando o meu tormento começou. Fiquei muito debilitada após a cirurgia, e ainda durante o período de recuperação eu e meu marido retornamos à clínica, que nos deu um resultado desanimador: uma endometriose com grau severo e focos de aderências. Uma gravidez natural tornava-se praticamente impossível se não fosse realizado um novo procedimento a fim de amenizar a gravidade do meu diagnóstico.

Ficamos muito chateados, porque nunca esperávamos ter que passar por tudo isso para conseguir ter um filho. Sempre achávamos que na hora que fosse decidido, tudo iria acontecer naturalmente. Resolvemos então pesquisar um pouco sobre o assunto, e como não tínhamos com quem compartilhar tantas duvidas e incertezas, recorremos à internet, lemos tudo o que encontramos a respeito da endometriose e sobre fertilização, até decidirmos ouvir a opinião de um especialista no assunto. O tempo passava muito depressa e parecia correr contra nós. Quanto mais avançada fosse a minha idade, menores seriam as chances da gravidez pelo método natural. O desejo pela gestação aumentava, associado ao fato de que era sabido que a gravidez contribuía em muito para que o processo da endometriose fosse sanado em virtude da ausência da menstruação. Decidimos que antes de realizar a segunda cirurgia de endometriose, eu faria a Fertilização In Vitro. A primeira impressão que tivemos era que na primeira tentativa o resultado seria positivo, mas a frustração veio logo em seguida. Fomos incentivados a tentar mais uma vez, mesmo sabendo que o processo era muito caro e que poderia não dar certo. Pensamos muito e o desejo não nos permitia dizer não. Partimos para um nova tentativa, mas desta vez, mais preparados e conscientes de que a gravidez não era certa.

A cada tentativa um sentimento de expectativa e esperança tomava conta de nós, deixando uma frustração imensa quando eu era surpreendida com a menstruação. Foi então quando eu e meu marido decidimos em comum acordo com o médico que uma nova videolaparoscopia seria realizada. O sucesso foi unânime e logo uma nova esperança surgiu em nossos corações. Todo esse processo durou cerca de um ano e meio, e em pouco tempo eu completaria 37 anos. A dificuldade aumentava, mas nunca perdi a esperança, até mesmo porque o sonho era tanto meu quanto do meu marido, que sofria e chorava comigo. Fomos cúmplices desde o início dessa batalha, compartilhando as frustrações, as dores, as angústias, e também a fé e a certeza de que um dia conseguiríamos. Apoiávamos um no outro, já que nossas famílias não sabiam do nosso histórico e sempre nos mantivemos firmes, procurando outras formas e procedimentos que pudessem nos ajudar.

Após minha recuperação da tentativa anterior, partimos para a terceira Fertilização In Vitro. Os óvulos já estavam ficando escassos, devido às raspagens que eram realizadas na cirurgia para a retirada do endometrioma. Novamente a expectativa tomava conta de todas as partes envolvidas, mas com uma intensidade maior ainda vieram a frustração e a descrença pelo insucesso, que para nós, em virtude do alto investimento financeiro e principalmente emocional, chegava ao limite extremo. Nesse momento tivemos vontade de jogar tudo para o alto. De noite, meu marido se jogava na cama e dizia: “Como eu quero ser pai!” Eu ficava muito triste, por mim e por ele, pois sabia que a realização daquele sonho, que pertencia aos dois, dependia apenas de mim. Cheguei a autorizar que procurasse uma outra mulher que fosse capaz de lhe dar um filho. Ele, como sempre, jamais desistiu e sempre se manteve ao meu lado, me dando apoio e me mostrando que não estava sozinha. Cansados, começamos a investigar o processo para a adoção de uma criança, pois tínhamos combinado que aquela seria a nossa última tentativa. Não queríamos prolongar o nosso sofrimento, pois ter um filho naturalmente havia se tornado praticamente impossível diante daquelas circunstâncias. Por muitas vezes ouvimos o médico dizendo que nossos embriões eram lindos, mas para nós de nada adiantava, já que os mesmos não se fixavam em meu útero. Era uma situação muito frustrante.

Entre tantas angústias, já com o coração apertado, enquanto navegava na internet encontrei o site da Clínica IPGO, que trazia informações a respeito de infertilidade e imunologia. Apesar de o meu médico não acreditar nesta possibilidade, eu e o meu marido queríamos realizar todos os testes possíveis e disponíveis na medicina, que pudessem nos ajudar a identificar de alguma forma o motivo de os embriões não se fixarem no meu útero.

Ao tomar conhecimento do assunto, logo nos recordamos de um exame chamado Cross Match que realizamos no início da nossa jornada. O resultado do mesmo apontou uma incompatibilidade do meu sangue com o do meu marido, mas foi deixado de lado pelo meu médico durante todos os procedimentos. Nós podíamos partir para a adoção direto, ou antes consultar um outro especialista para que tivéssemos uma outra opinião a respeito. Optamos pela segunda opção e imediatamente entramos em contato com a clínica para marcar um horário. Em nossa primeira consulta, explicamos ao Dr. Arnaldo tudo o que já havíamos passado e as nossas dúvidas sobre o sistema imunológico. Ele nos explicou tudo sobre o tratamento e logo demos início ao mesmo. Foram ao todo quatro vacinas que eram produzidas com o sangue do meu marido, juntamente com meus linfócitos.

Nesse mesmo tempo, o médico com quem eu estava realizando os tratamentos me ofereceu uma indução por sua conta, já que eu tinha realizado três tentativas de Fertilização In Vitro que não me trouxeram resultado algum. Para nós foi muito bom, pois já estávamos fazendo o tratamento com o Dr. Arnaldo, mas não teríamos condições financeiras de realizar uma nova FIV. Como não tínhamos nada a perder, realizei a Indução após ter terminado o tratamento das vacinas com o Dr. Arnaldo. Não comentamos nada com o meu médico, porque ele não acreditava na imunologia.

Depois de uma viagem com o meu marido a fim de nos distrairmos um pouco, retornamos a São Paulo e logo comecei a sentir alguns sintomas que não eram habituais. Foi então quando me ligaram da clínica, dando a tão esperada notícia: Eu estava grávida! Eu e meu marido chegamos a não acreditar no que eu tinha ouvido. Ficamos atônitos por dias, emocionados e anestesiados pela grande alegria que encheu nossos corações. Demos a notícia à equipe do Dr. Arnaldo, que logo nos reservou um horário para a realização do primeiro ultrassom. Durante o procedimento fomos surpreendidos com uma grande surpresa: eram gêmeos. Mais uma vez, ficamos atônitos e sem reação. Era muita alegria para nossos corações!

Ver e sentir minha barriga crescer foi uma das maiores realizações da minha vida. Era o mesmo que ver o meu sonho ali, crescendo… até se concretizar com o nascimento. A emoção é indescritível e incomparável. Palavras jamais descreveriam a nossa felicidade ao ver nossas duas menininhas chegando ao mundo.

Todo esse processo durou cerca de três anos. Foram períodos de ansiedade, angústia e preocupação, mas quando tudo parecia perdido, uma luz se acendeu e um excelente profissional apareceu em nossas vidas, nos guiando até o caminho que nos levaria à realização do nosso maior sonho.

“Para você que enfrenta o mesmo que enfrentei no passado, peço para que nunca desista. Tente todas as possibilidades, procure a opinião de mais de um médico e não se abale com os obstáculos. Entregue-se ao seu sonho e lute com todas as suas forças. As batalhas existem para ser vencidas! Você conseguirá!”

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