Encontre-nos nas redes sociais:

Instagram da IPGO
Zika Vírus
Espaço Criança
11 Razões para o médico confiar seus pacientes ao IPGO

Use o sistema de busca.

Aspectos psicológicos da infertilidade

Home » Aspectos psicológicos da infertilidade

Leia na hora certa – Use o leitor QR Code e armazene este assunto para ler diretamente em seu Smartphone

“O IPGO realiza esta técnica na rotina de suas pacientes”.

 

Após esta leitura, leia também:
Por que a fertilização in vitro pode falhar
Intralipid®
Os tratamentos de fertilização in vitro
Tratamentos que podem melhorar a fertilidade da mulher
Fertilização in vitro em mulheres maduras
Abortos podem ser evitados
Qual o custo?
Home

 

 

O projeto de vida da maioria dos homens e mulheres gira em torno do sonho de ter filhos. A experiência da maternidade e paternidade carrega em seu cerne o instinto de perpetuação da espécie, sela a ideia de casal e define um novo lugar na inscrição familiar. Porém, muito mais amplo e complexo é o impacto emocional desse projeto no psiquismo humano.

Durante o desenvolvimento emocional de homens e mulheres, esse desejo percorre caminhos diferentes, tornando-se mais central no psiquismo feminino e definindo-se como um dos desejo mais importantes na vida da mulher.
E quando o filho não vem? O que de fato acontece nessa espinha dorsal do desenvolvimento psíquico humano? O desgaste físico e emocional pelo qual passam casais submetidos às técnicas de reprodução assistida já é um consenso nas pesquisas psicológicas desta área. Ao receber o diagnóstico da infertilidade, assim como a exclusão das possibilidades naturais para conceber um filho, os casais vivem um período de crise vital, reativando antigas angústias, conflitos e promovendo uma desestabilidade na estrutura psíquica dos sujeitos.

Quando os casais buscam as clínicas de tratamento, quase na maioria dos casos, estão em um estado emocional de fragilidade, ansiosos e desgastados por um processo de busca por ajuda que já pode ter sido longo e difícil até então.
Este texto tem como objetivo oferecer uma maior clareza sobre os aspectos psicológicos característicos da infertilidade e, principalmente, oferecer sugestões sobre como abordá-los na consulta médica de forma a proporcionar o acolhimento necessário aos casais.

Um paciente demasiadamente angustiado não só tem enorme dificuldade em compreender as informações médicas como quase sempre distorce ou simplesmente “esquece” alguns dados. Essas falhas na comunicação médico-paciente dificultam o vínculo e podem acabar provocando mágoas e ressentimentos, o que leva os casais a um sofrimento maior e às vezes a trocarem de clínicas especializadas com relativa frequência.

É fundamental que o ginecologista tenha um conhecimento sobre essas demandas emocionais que se apresentam desde a primeira consulta e que inevitavelmente são projetadas na figura do médico e da instituição. Reconhecê-las, atentar-se aos detalhes dessa conversa e orientá-los com relação ao emocional só tem a oferecer ganhos extremamente positivos para os pacientes e para o sucesso do tratamento.

Há evidências de que um bom vínculo entre médico e paciente pode influenciar positivamente o tratamento e a confiança que o casal deposita na equipe. A sinceridade do médico, mesmo quando este não traz boas notícias, e a parte mais humana da equipe de saúde também reforçam positivamente o vínculo, proporcionando alívio das ansiedades e manifestando confiança e esperança em realizar o sonho da gravidez.

Dessa forma, durante o processo de reprodução assistida, a busca por equilíbrio entre os aspectos técnicos do tratamento e o entendimento da situação emocional das pacientes deveria pautar a atitude da equipe multidisciplinar.
Em um importante estudo americano, mulheres com mais de quatro anos de tratamento da infertilidade e que recebiam atendimento psicológico foram comparadas com um grupo controle, de mulheres também inférteis que já estavam em tratamento da mesma forma, mas que não tinham acompanhamento psicológico oferecido pela instituição. Após 18 meses de acompanhamento, observou-se que as mulheres que receberam suporte psicoterápico conseguiram realizar o desejo de ser mãe em um número significativamente maior que as do grupo controle. A porcentagem de gestações ao final do tratamento foi de 54% para as que receberam a terapia em comparação com 20% das demais.
Algumas outras pesquisas ainda apontam que algo do desejo do médico ou dos técnicos tem sim o poder de influenciar o psiquismo dos futuros pais e favorecer os resultados do tratamento.
A postura do médico deveria, portanto, compreender tanto o acolhimento dos conteúdos emocionais do casal quanto o rigor técnico e processual do tratamento, desde o primeiro contato até o desfecho da condução do caso, independentemente do resultado final. É importante manter durante todo o processo um clima de abertura, no qual aspectos técnicos e humanos do tratamento sejam abordados com transparência e empatia

O IMPACTO EMOCIONAL DO DIAGNÓSTICO

Gestar e procriar tem um efeito positivo e intenso no narcisismo, na autoestima, no fortalecimento de relações familiares e na expansão do vínculo conjugal. Porém, quando a decisão de ter filhos chega e esta não é acompanhada pela performance física que se espera, temos com a mesma intensidade o efeito negativo desse insucesso. Instala-se uma crise vital, e as reações emocionais são intensas e impactantes na saúde física e psíquica.
Uma vez que a infertilidade provoca uma profunda sensação de perda (ausência do filho idealizado vindo por meios naturais) e de impotência, todos os pacientes passam por um ciclo de adaptação emocional a essa nova realidade. E são essas fases emocionais que serão descritas a seguir de forma didática. Vale lembrar que a mente é dinâmica, as emoções instáveis e isso significa que regressões na sequência das fases emocionais ocorrem mesmo quando um paciente já estava evoluindo em sua adaptação.

1- Choque

Essa fase é marcada por uma dificuldade de compreensão do problema, negando, diminuindo ou duvidando das informações recebidas. O estado emocional provoca uma paralização e é muito comum a mulher “dar um tempo” para ver se alguma coisa acontece naturalmente.
Quando ainda sob o impacto emocional das informações recebidas, as pacientes tendem a olhar os médicos e os tratamentos em reprodução assistida como antídotos mágicos contra esse “mal” que recai sobre suas vidas e interrompe seus planos. É importante que o médico tenha uma escuta cuidadosa nesse momento, porque a idealização do sucesso do tratamento pode dificultar o manejo do vínculo com as pacientes quando os resultados não forem satisfatórios. A raiva, a revolta e a frustração facilmente podem ser projetadas no médico ou na equipe de saúde que assessora o tratamento reprodutivo.
O impacto emocional e a fragilidade que essa realidade impõe desencadeiam quase que inevitavelmente um movimento psíquico de dependência do casal para com o médico. Muitos criam uma ilusão de que este profissional, assim como um messias, irá ter a solução para todos os problemas.
É importante que o ginecologista esteja atento a essa defesa emocional de negação do problema característica dessa fase, pois dados já demonstraram a sua correlação direta com quadros depressivos posteriores.
O sentimento de insegurança com que os casais chegam às instituições provoca tais projeções, e é muito importante que o profissional esteja atento, pois nesse momento a escuta do paciente fica comprometida e também porque é nessa fase emocional que ocorrem mais distorções com relação à informação recebida.

2- Raiva e revolta

Os casais experimentam quase que inevitavelmente sentimentos profundos de inferioridade, vergonha e culpa. A sensação de inadequação e o desespero abrem espaço para o medo e a raiva. As mulheres inférteis apresentam quase 25% a mais de sintomas depressivos quando comparadas com um grupo sem tal dificuldade.
Em um estudo realizado com casais após o insucesso do tratamento reprodutivo, foi observado um aumento de 50% nas alterações psicológicas que repercutiam no seu dia a dia e no seu bem-estar. As reações mais comuns foram: a sensação de serem incompletos sem o filho, a projeção da culpa em um dos parceiros, tornando a conversa sobre o tema um conflito ainda maior; a diminuição ou ausência do prazer sexual; o afastamento do convívio social.
A ferida narcísica que a infertilidade provoca pode facilmente se transformar em um luto silencioso, e os momentos de angústia e desespero geram mudanças na forma de o casal se relacionar entre si e com o mundo. Esse desequilíbrio emocional aumenta a incidência de transtornos psicossomáticos e a negação ou dificuldade para lidar com os tratamentos médicos.
A procura pelo culpado é muito comum nesse momento. Existe a necessidade emocional de imprimir a responsabilidade em um cônjuge, um médico, ou até mesmo a visão de que a infertilidade esteja vindo como um castigo por algum comportamento do passado. Quando o sentimento de raiva e revolta é direcionado a um dos cônjuges, atribuindo a este a culpa pelo problema, uma crise ainda maior se instala no casamento.
Sentimentos de hostilidade também podem ser dirigidos à equipe de saúde que assessora o casal no tratamento reprodutivo. Essas reações demonstram a dor e o sofrimento da passagem da fase de ilusão (de que uma solução simples e mágica iria acontecer) para a fase da desilusão. O profissional da equipe de saúde precisa estar atento ao “clima” tenso e, às vezes, desconfiado que a paciente imprime na consulta – muitas vezes as pacientes sabatinam o médico com um check-list de dúvidas e perguntas. Geralmente o profissional percebe um tom mais hostil na fala e no clima da consulta, o que pode ser facilmente dissolvido com uma postura firme, mas ao mesmo tempo acolhedora.

3- Desorganização e sentimentos depressivos

Os sentimentos mais comuns nesta fase são a falta de esperança, a sensação de impotência e o isolamento. Características depressivas começam a aparecer também nesse período.
Muitas vezes o sofrimento psíquico em lidar com a infertilidade é manifestado pelo caminho dos sintomas físicos, das somatizações. As pacientes relatam com muito mais facilidade os efeitos que as medicações utilizadas nos tratamentos causam em seus corpos, porém se esquecem de cuidar dos efeitos psíquicos do diagnóstico e das tentativas realizadas na Reprodução Assistida, o que significa lidar com o ciclo “esperança-fracasso.”
A infertilidade do ponto de vista emocional é vivida como uma perda, e toda perda pressupõe um luto. Esta perda pode ser vivida em diferentes momentos: quando se descobre que a gravidez muito provavelmente não acontecerá sem tratamento; quando há insucessos nos tratamentos; e quando a gravidez é seguida pelo aborto.
Os sentimentos depressivos, típicos deste momento, indicam o fim da fase de raiva e revolta e o início de uma nova fase na qual há a possibilidade de suportar as frustrações sem ressentimentos e com menos hostilidade, e as projeções da raiva no mundo externo diminuem.
Apesar de ser uma fase necessária ao processo de elaboração emocional, é extremamente importante que o médico esteja atento para a intensidade e a permanência da paciente neste quadro. Caso os sintomas depressivos se intensifiquem, um quadro mais severo de depressão pode se configurar. A indicação fármica e psicoterápica é extremamente benéfica e se faz necessária em tais situações.

4- Reorganização

Nessa fase começa a ser possível uma aceitação real do problema e uma reorganização da vida pessoal de forma a aliviar a ansiedade e conseguir um manejo consciente e seguro sobre os passos a serem seguidos para alcançar o filho desejado.
Apesar de as respostas emocionais com relação ao problema serem diferentes entre homens e mulheres, o apoio entre os cônjuges é fundamental para o bem-estar e o equilíbrio mental de ambos. Quando o casal não consegue oferecer um apoio mútuo, isto é, quando o impacto da infertilidade recai negativamente sobre o vínculo conjugal, observa-se uma sobrecarga no psiquismo feminino, e consequentemente os riscos de uma nova crise emocional aumentam. Dados da literatura já comprovaram que as mulheres inférteis apresentam uma tendência maior a sintomas psiquiátricos dos que os homens. Estas também buscam muitas vezes o alívio dessas angústias em sites de internet nada confiáveis ou com amigos e parentes que não lidam com o tema com a delicadeza e compreensão necessária.
É fundamental que o médico atente-se para a qualidade do vínculo conjugal de seus pacientes e o seu efeito positivo ou negativo no alívio das ansiedades e nas tomadas de decisão.
Sabendo da importância do vínculo médico-paciente, do impacto positivo que a escuta e o acolhimento médico podem oferecer, é vital que o ginecologista esteja capacitado para lidar com esses conteúdos emocionais que inevitavelmente irão aparecer em sua prática clínica. A escuta acolhedora, o respeito pelo tempo de espera da paciente em aceitar uma recomendação e a indicação de um profissional da área de saúde mental indicam o cuidado e a atenção necessária quando o sofrimento fica difícil de ser tolerado pelo casal.
O que faz um casal trocar de médico ou clínica especializada quase sempre é uma quebra de confiança e segurança na relação médico-paciente, e não necessariamente o número de tentativas e falhas que já enfrentaram juntos. Por isso, é necessário investir no vínculo que se estabelece desde o primeiro contato médico, lembrando que a qualidade deste já é um fator motivador para o sucesso do tratamento. A qualidade positiva deste relacionamento médico-paciente tem um impacto altamente positivo na esperança e no alívio das ansiedades extremamente intensas dessa fase da vida.

O PSICÓLOGO ESPECIALISTA EM REPRODUÇÃO ASSISTIDA

1- O alívio das ansiedades e angústias

O trabalho mutidisciplinar é de fundamental importância em diversas áreas da medicina, pois já são conhecidas as interfaces mente-corpo. Mesmo que o paciente não procure um tratamento psicológico de imediato, a indicação de um trabalho profissional que possa servir de apoio e auxílio às dificuldades para engravidar sempre é vista de forma acolhedora pelo paciente.
A resistência em procurar um psicólogo ainda é muito grande pelos casais. Colocar o sofrimento em palavras, reviver sentimentos dolorosos é visto como algo muito penoso em um primeiro momento. É comum subestimar o impacto emocional ao longo do tratamento, principalmente quando há causas orgânicas absolutamente esclarecidas. Muitas pacientes ficam meses, às vezes anos com o número de telefone do psicólogo guardado em algum lugar até tomarem coragem para ligar.
A forma com que os profissionais da equipe de saúde encaminham os pacientes ao psicólogo pode facilitar ou dificultar essa procura. Quando os pacientes sentem que estão sendo encaminhados por estarem “problemáticos”, “dando trabalho”, isso só aumenta o estigma e o preconceito em relação às dificuldades mentais e a resistência na busca de apoio psicológico especializado. Sentem-se mais uma vez “incompetentes”, até para lidarem com suas emoções, e essa procura é dificultada. Porém, se o médico encaminha o paciente ao psicólogo de forma acolhedora, acreditando de fato que esse tratamento emocional terá eficácia em aliviar as angústias e ansiedades, aumentando o bem-estar e a qualidade de vida das pacientes, o caminho para a aceitação e procura de apoio psicológico especializado fica extremamente facilitado.
O psicólogo tem como função oferecer uma terapia de apoio, às vezes de forma breve e focal, mas também é comum esse vínculo entre profissional e paciente ficar tão estreito que as demandas aumentam e a configuração do tratamento pode ser estendida e aprofundada para outros temas e conflitos da vida dessa mulher que não somente os vinculados à questão reprodutiva.
O tratamento pode se configurar de forma individual, à qual as mulheres geralmente recorrem com mais facilidade, ou com o casal. Uma vez que é sabido que o diagnóstico e os diversos tratamentos para a infertilidade provocam uma desestruturação no vínculo conjugal, uma indicação para um tratamento com os cônjuges é fundamental, principalmente quando se observa um comprometimento pessoal em um dos parceiros. A perda da intimidade conjugal, assim como a diminuição do desejo sexual, são queixas frequentes. Quando ocorre a projeção (explícita ou velada) da culpa e da responsabilidade pelo problema em um dos parceiros, constatamos uma qualidade hostil no relacionamento, dificultando a comunicação e criando uma situação bastante conflituosa para a sustentação do vínculo amoroso. Esses mal-entendidos entre os cônjuges geram frequentemente dúvidas com relação ao futuro do relacionamento e consequentemente aumentam o estresse e as ansiedades, podendo, sim, comprometer o sucesso do tratamento de reprodução assistida.
O impacto emocional do tratamento de reprodução é extremamente atenuado quando um dos cônjuges é capaz de tolerar as angústias mais intensas do seu parceiro. Nestes casos, eles conseguem se ajudar e se apoiar mutuamente, fortalecendo o vínculo afetivo e demonstrando maior segurança quanto à sua capacidade de passar pelas situações de crise e de tomar decisões. Conseguem, desta forma, e com a ajuda terapêutica, manter o sentimento de pertinência e continência entre eles.

2- O auxílio na tomada de decisões

Por trás do desejo “quero ter filhos”, muitas outras demandas e anseios podem se esconder. O sonho de ter filhos, que muito interessa nessas conversas, tem significados diferentes para homens e mulheres e pode emergir em diferentes momentos da trajetória de vida, mesmo se tratando de um casal unido há muitos anos.
O terapeuta auxilia os casais a reconhecer o melhor momento para inicar ou retomar um tratamento, baseando-se na avaliação do contexto emocional em que se encontram. Quando os cônjuges apresentam opiniões e desejos diferentes com relação a tentar novamente a gravidez, adotar ou decididamente viver sem filhos, o auxílio do psicólogo torna-se fundamental. A consulta psicológica proporciona um espaço livre de julgamentos, para que as fantasias, medos e dúvidas que o casal apresenta de forma divergente possam ser pensados e discutidos, evitando dessa forma mal-entendidos e ressentimentos.
Outra decisão difícil que o casal precisa tomar refere-se ao uso de material genético doado. Esta situação infringe um dilema ainda mais complexo no manejo das questões emocionais. A entrada desse terceiro elemento, a doadora dos óvulos ou o doador do esperma, suscita inúmeras fantasias em homens e mulheres que passam por este processo. É necessário observar que um novo luto se instala: como abrir mão do filho biológico desejado, um sonho que carrega enorme carga afetiva e de cuja ideia deve proceder um desligamento. A realização narcísica de transmitir a herança genética para futuras gerações, a imortalidade do Eu, está presente nas vivências inconscientes da concepção. Existe o risco de o casal “adoecer” novamente em termos psíquicos.
Há uma necessidade de adaptação a essa nova possibilidade de gestar e criar um filho, e aos poucos construir-se uma visão mais otimista sobre a nova proposta. A valorização das heranças culturais e afetivas de que um casal dispõe para passar ao futuro filho precisa ser enfatizada, diminuindo o foco na questão da herança genética. Cada casal necessita de um tempo próprio para elaborar esses sentimentos, e qualquer decisão precipitada trará repercussões emocionais desastrosas no vínculo futuro mãe-bebê e na estrutura familiar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A terapia psicológica aplicada à área de reprodução assistida tem embasamento e técnicas apropriadas para trabalhar as ansiedades, angústias e conflitos relacionados ao tema.
Nas sessões da terapia é possível aprofundar esses conteúdos mais íntimos da história de vida da mulher ou do casal e oferecer um espaço acolhedor e ao mesmo tempo facilitador para que novas estratégias mentais sejam elaboradas para a preparação do luto e a solução do problema. Somente esse ambiente acolhedor poderá tocar em conflitos inconscientes mais profundos. Esta é a vantagem da parceria do profissional de saúde mental com a equipe médica: dividir os cuidados para somar as possibilidades de sucesso!
Não queremos que as pacientes deixem os aspectos psicológicos implícitos na infertilidade tomarem conta de sua vida, tirarem a energia e a esperança não só de continuar tentando a gravidez mas também de viver a vida em toda a sua plenitude. É preciso lembrar que não há apenas sofrimento e dor nos obstáculos que a vida impõe, mas também a possibilidade de encontrar força, saúde e resistência para enfrentar com coragem os novos desafios. Quanto maior o bem-estar, quanto maior a compreensão dos conflitos emocionais íntimos e profundos que a infertilidade provoca, menor a angústia e a ansiedade e maiores são as chances de o corpo encontrar um caminho “livre” para a realização do desejo.

Comments

comments