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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Avaliando a Paciente Receptora

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acesse também: http://www.doacaodeovulos.com.br/

 

Doadoras e Receptoras

A avaliação da receptora inclui uma história clínica detalhada, exame físico e exames laboratoriais específicos (Quadro 18-2). A decisão de partir para uma doação de óvulos nem sempre é fácil, por isso uma avaliação psicológica é fundamental. Deve haver uma conversa franca sobre assuntos relacionados a estar gerando um filho não biológico, sentimentos relacionados às falhas de tratamentos anteriores, gestação em idade avançada e vantagens e desvantagens em contar ou não ao filho que irá nascer. Em geral, as taxas de gravidez em ciclos de ovodoação são altas, em torno de 50% a 70%, semelhantes às de pacientes jovens, uma vez que a “idade do óvulo” é o principal fator preditivo de sucesso na FIV (Quadro 18-1). Porém, é importante frisar a possibilidade de não dar certo, para que a paciente possa saber como lidar com isso e não crie expectativas exageradas de sucesso do tratamento na 1ª tentativa.

 

QUADRO 18-1. TAXA DE NASCIMENTOS POR EMBRIÃO TRANSFERIDO DE ACORDO COM IDADE MATERNA

quadro 18.1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A avaliação do útero da receptora é fundamental. Existem vários métodos que podem ser utilizados para tal, como o ultrassom transvaginal, histeroscopia e, às vezes, histerossalpingografia ou histerossonografia. Um exame de papanicolau deve ser realizado (menos de um ano antes), assim como dosagens hormonais básicas (TSH, T4 livre e Prolactina). Além disso, o casal deve colher tipagem sanguínea e sorologias para HIV, HTLV, sífilis e hepatite B e C. O marido ainda terá que ter um espermograma recente com cultura, e a mulher, coleta de secreção vaginal para pesquisa de Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum,Mycoplasma hominis, Neisseria Gonorrhoeae e bactérias aeróbias. A mulher deve ainda colher sorologias para toxoplasmose, citomegalovírus (CMV) e Rubéola.

Quando as receptoras estiverem ao redor dos 40 anos ou mais, deverão ser também solicitados exames gerais, como mamografia, raio X de tórax, glicemia, avaliação cardiovascular, resistência insulínica, colesterol e outros, para uma investigação clínica global.

Essa avaliação detalhada da saúde física da mulher é muito importante para saber se na idade em que se encontra, seu organismo será capaz de suportar uma gravidez sem colocá-la em risco, principalmente em casos de gestação múltipla. Todos esses detalhes devem ser muito bem analisados pela equipe médica responsável e ponderados junto ao casal.

Pela resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM nº 2.013/13), a idade limite da receptora é de 50 anos.

 

QUADRO 18-2. PESQUISA DA RECEPTORA DE ÓVULOS E SEU PARCEIRO

Quadro 18-2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RECEPTORA DE IDADE AVANÇADA

 

A mulher, no esplendor dos seus cinqüenta anos, quando acompanhada por profissionais especializados, mantém o privilégio de sua feminilidade, orgulha-se de sua idade, sabedoria e forma física. Entretanto, nesse momento, muitas delas nunca experimentaram a emoção da maternidade ou, se já experimentaram, podem ter desejos e motivos para mais uma experiência.

Há muitos fatores que motivam uma mulher a buscar um filho nesta idade. Algumas obrigadas pelo destino, outras pela vontade de atingir um status profissional, retardaram o casamento ou a gravidez e, ainda outras, mesmo já tendo filhos, mas com um novo relacionamento após um casamento desfeito, desejam dessa união a chance de gerar.

Uma menina, quando chega à puberdade e inicia suas menstruações (12-13 anos), tem 300 mil óvulos “disponíveis” que, submetidos ao estímulo hormonal, podem chegar à ovulação, fecundação e gravidez. O conjunto desses óvulos, capazes de responder a um estímulo hormonal, ser fertilizados e formar embriões com chance de se implantar no útero, chama-se “reserva ovariana”, que corresponde ao “estoque” de óvulos viáveis. Durante a vida reprodutiva, em cada ciclo menstrual para cada óvulo que atinge a maturidade, mil são “desperdiçados”, fazendo com que, ao redor dos 50 anos, não exista praticamente mais nenhum disponível capaz de ser fecundado. É o fim da “reserva ovariana”, o fim do “estoque”: a menopausa. A única maneira de se obter gravidez nesta fase da vida é por meio de doação de óvulos.

Uma vez que a Ciência permite e estejamos alinhados com os princípios éticos, legais e morais, uma mulher que preencha os requisitos básicos de boas condições físicas e tenha uma união sólida, que seja emocionalmente equilibrada e tenha até 55 anos, merece essa rara oportunidade de conceber.

 

POR QUE 50 ANOS E NÃO 55 OU MAIS? ESTA É A IDADE MÁXIMA?

 

Esta é uma pergunta que intriga a todos. Na verdade, do ponto de vista ético e legal, ainda não está estabelecida a idade máxima em que uma mulher pode receber embriões provenientes de óvulos de doadoras. Ao se avaliar incontáveis publicações, observa-se que, embora este limite máximo de idade não esteja definido, ele pode existir, mas é variável de clínica para clínica. J. G. Franco em seu livro “Reprodução Assistida” cita que a idade limite seria entre 50 e 60 anos. Em todos os países, esta é a média. John Leeton no livro Subfertility Handbook (Cambridge University Press), de autoria de Gab Kovaes, relata que não está estabelecida esta idade máxima, mas que a maioria dos autores que consultou define como “mid fifties”, isto é, ao redor dos 55 anos.

O livro “Reprodução Assistida: Até onde podemos chegar?” compreendendo a ética e a lei de autoria do Dr. Edson Borges e da Juíza de Direito Débora Ciocci Alvarez de Oliveira (Editora Gaia), não descreve as limitações para idade da receptora e cita no capítulo “Doação de óvulos” o artigo 5º, II e XXXIX da Constituição Federal: ” Em nosso País , tudo o que não é proibido é permitido, pois ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. E mais, não há crime sem lei anterior que o defina”. Portanto, mais uma vez, neste campo, até hoje, podemos observar que nada é proibido em termos de limite de idade. Em conversa com vários e respeitados profissionais especialistas, a totalidade dos entrevistados deu como limite sensato os 55 anos, pois acreditam também que, até esta idade, de um modo geral, o organismo da mulher tem condições de suportar uma gravidez. Mas, isto não é uma regra geral, pois uma jovem nem sempre tem condições de saúde melhor que a mais idosa. Desta forma, o bom senso deve prevalecer.

Assim, fixar o limite máximo em 50 anos pode ser considerado adequado, mas também pode ser controverso e polêmico, uma vez que, nesta idade, algumas mulheres ainda menstruam e apesar de nesta fase da vida ser raríssima e excepcional a ocorrência de uma gestação, isto não é totalmente impossível.

Portanto, devemos ser muito criteriosos ao aceitar uma determinada paciente para este tipo de tratamento. É necessária uma avaliação equilibrada do UNIVERSO desta futura família e uma análise rigorosa do casal, do ponto de vista psicológico e médico para saber se o organismo desta mulher suportará uma gestação. Cada caso deve ser avaliado isoladamente. Recentemente, na Índia uma mulher de 70 anos deu a luz, é considerada a mais velha até o momento a gerar um filho por ovodoação.

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