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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Baixa Libido é comum entre mulheres ?

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Alguns termos utilizados pela ciência ganharam popularidade. É o caso de “libido”, que tem sua origem no latim e significa “vontade”. Tal termo se popularizou principalmente pela associação feita com a sexualidade. Quando utilizamos o termo “libido”, estamos diretamente falando de desejo sexual. A popularização do termo e sua identificação como um problema de saúde é recente, fato que surgiu a partir da segunda metade do século XX.

Tecnicamente conhecido como Desejo Sexual Hipoativo (DSH), a baixa libido ocupa o primeiro lugar no ranking das pesquisas sobre disfunção sexual entre mulheres. Para um diagnóstico preciso, a mulher deve procurar o seu médico ginecologista para averiguar se a baixa de libido está relacionada a alguma causa orgânica, como desequilíbrio hormonal, doença sexualmente transmissível (DST), infecção na região pélvica, etc.
Geralmente, quando não existe uma causa orgânica, a baixa libido está relacionada a problemas psicossociais e a análise dos mesmos se faz necessária com o auxílio de um psicólogo ou terapeuta sexual.

Dentre as causas psicossociais do DSH, encontramos a visão negativa da sexualidade, principalmente entre mulheres, que classificam o ato sexual e tudo que se refere a ele, como algo sujo e imoral. Muitas mulheres quando estão grávidas ou mesmo depois da gravidez se apegam ao papel de mãe e se anulam como mulher, não se mostrando mais atraente para o parceiro ou deixando de procura-lo sexualmente.

Atualmente, existe uma supervalorização da sexualidade que se dá apenas em nível de discurso, pois na prática não é bem assim. A maioria das pessoas reclama da falta de tempo, da correria diária, da rotina que enfrentam e priorizam uma série de coisas na vida: a casa, o trabalho, a escola dos filhos, as despesas, enfim tudo, menos a atividade sexual.
Além disso, a falta de sintonia com o parceiro, a baixa auto-estima, o sentimento de menos valia, os quadros depressivos, a ansiedade e a insegurança diante da atividade sexual, são fatores diretamente relacionados à baixa libido.

Infelizmente, sabemos que muitas mulheres convivem com este problema silenciosamente, carregando o ônus da insatisfação sexual por conta da criação ou por vergonha em se abrir com o parceiro ou em procurar a ajuda de um profissional.

Contudo, gostaríamos de ressaltar que o exercício da sexualidade é uma das formas mais saudáveis de se obter prazer, que entendido num sentido amplo, transcende o aspecto sexual e contribui para a melhoria da qualidade de vida.

Dr. Francisco Carlos Anello é ginecologista e terapeuta sexual
Tel. (11) 2296–5722
E-mail: cmp152@uol.com.br

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