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Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Capítulo 10 – Endocrinologia da Mulher

9 de dezembro de 2011
Home » Bem Estar da Mulher » Capítulo 10 – Endocrinologia da Mulher

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Endocrinologia da Mulher

Este capítulo contém várias doenças endócrinas descritas em detalhes em capítulos específicos. A idéia é que a leitora tenha uma noção do universo das principais alterações hormonais que ocorrem na mulher.

Doenças Endócrinas Ginecológicas

Durante todo o seu ciclo de vida, a mulher passa por eventos secundários à ação hormonal. A própria formação e a diferenciação das características sexuais femininas, ainda na vida intra-uterina, são dependentes da ação de hormônios, assim como características adquiridas na infância e adolescência. Durante a fase reprodutiva da mulher, o ciclo menstrual, a vida sexual e a gestação devem-se ao perfeito equilíbrio dessas substâncias. Por fim, a partir da quarta ou quinta década de vida, o climatério e a menopausa também são decorrentes de mudanças da função ovariana.

Puberdade precoce

Em geral, o desenvolvimento de caracteres sexuais na mulher ocorre entre oito e treze anos. Na puberdade precoce, esta diferenciação acontece antes do tempo previsto, com desenvolvimento prematuro de mamas, genitália e alterações na velocidade de crescimento.

O tratamento depende da origem da doença e baseia-se na administração de hormônios. As pacientes com causa tumoral em geral são submetidas à cirurgia.

Hirsutismo

É o crescimento de pêlos com características masculinas e em áreas atípicas na mulher. Há uma quantidade anormal de hormônios chamados androgênios, de origem nos ovários ou supra-renais. Pode estar acompanhado de acne, virilização e infertilidade.

Hiperprolactinemia

A prolactina é o hormônio cuja principal função no organismo é a produção de leite na amamentação. Também tem efeitos sobre o ciclo menstrual. O aumento anormal de seus níveis no organismo ocorre devido a doenças de hipófise (tumores geralmente benignos), tireóide e uso de algumas medicações (Plasil e calmantes), acarretando secreção láctea fora dos períodos normais de amamentação. O aumento de prolactina pode causar também irregularidade menstrual e infertilidade. O tratamento, dependendo da causa, pode ser clínico (hormonal) ou cirúrgico.

Anovulação crônica e a Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (SOP)

É o estado disfuncional caracterizado por alterações menstruais causadas por repetidas falhas na ovulação, secundárias a distúrbios no sistema nervoso central (hipotálamo, hipófise) ou ovarianos (ovários micropolicísticos). A irregularidade menstrual pode estar acompanhada de hirsutismo (aumento de pêlos), acne e infertilidade. Cerca de 20 a 30% dos casos de infertilidade podem ser atribuídos à anovulação crônica (falta de ovulação adequada).

O tratamento é hormonal. Pacientes desejosas de gravidez podem ser submetidas à indução da ovulação.

Climatério – Menopausa

A falência ovariana, com queda da produção hormonal, acarreta mudanças físicas e comportamentais na mulher. Estas alterações devem-se basicamente à diminuição da ação dos estrogênios.

Sintomas ginecológicos: irregularidade menstrual, culminando com a menopausa (parada da menstruação), atrofia genital, mudanças de
comportamento sexual.

Sintomas gerais: ondas de calor, alterações no humor, insônia, cefaléia, dores articulares, redistribuição da gordura corporal.

A longo prazo, a mulher na menopausa pode estar mais sujeita a doenças cardiovasculares (por alterações no metabolismo das gorduras), diabetes, osteoporose e doença de Alzheimer. Na menopausa precoce (antes dos 40 anos) os riscos são maiores.

A terapia hormonal ou uso de substâncias alternativas (derivados da soja, por exemplo, isoflavona), associadas à reposição de cálcio, atividade física e dieta amenizam os sintomas e riscos desta fase.

Doenças endócrinas não-ginecológicas mais comuns Diabetes

O Diabetes mellitus é uma das doenças crônicas mais comuns no ser humano, caracterizada por distúrbio no metabolismo dos carboidratos. No diabetes tipo I, geralmente em jovens, o organismo não produz insulina, hormônio responsável pela entrada da glicose na célula. No tipo II, mais comum principalmente em pessoas com mais de 40 anos, há produção de insulina, porém esta se apresenta em quantidade inadequada ou não é aproveitada pelas células. Nos últimos anos, o diabetes vem sendo mais diagnosticado, tanto pela iniciativa das pacientes que procuram os consultórios médicos, como por campanhas governamentais para o rastreamento da doença.

Obesidade, sedentarismo e herança genética são os principais fatores de risco para o diabetes tipo II. A mulher aumenta seu risco na menopausa, quando há mudança no metabolismo dos carboidratos e lipídeos (gordura). O tipo I acomete o paciente jovem, geralmente magro, com herança genética para a doença.

Embora a perda súbita de peso e aumento da dieta, de sede e do débito urinário sejam os sintomas mais comuns do diabetes, a doença muitas vezes não apresenta sintomas, o que torna mais difícil o diagnóstico.

A detecção do diabetes é feita através de testes sanguíneos de glicemia, em jejum ou em dosagens seriadas com ou sem sobrecarga (paciente ingere determinada quantidade de açúcar – dextrose, por exemplo).

A prevenção e o acompanhamento do diabetes são relevantes, pois a doença afeta diretamente a qualidade de vida, uma vez que suas complicações podem atingir coração, rins, retina, sistema nervoso e a imunidade. Por várias vezes, pode estar acompanhada por alterações dos níveis de colesterol, exigindo maiores cuidados.

O tratamento do diabetes inclui mudanças de hábito de vida (dieta, atividade física), hipoglicemiantes orais e insulina. No diabetes tipo II, dieta e atividade física são fundamentais para o tratamento.

Doenças da tireóide

A tireóide é uma glândula localizada na região cervical. Sua principal função é regular o metabolismo através da secreção de dois hormônios principais: a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Estas substâncias relacionam-se ainda com a formação e o desenvolvimento de vários aparelhos do organismo.

As doenças relacionadas à tireóide são muito mais freqüentes em mulheres, e se diagnosticadas e acompanhadas de forma adequada são perfeitamente controláveis.

Hipertireoidismo

Quando há um aumento da função da tireóide, isto é, maior concentração de hormônios tireoidianos, o paciente passa a apresentar sintomas de aumento do metabolismo, como nervosismo, tremores, aumento do apetite e perda de peso, irregularidade menstrual, sudorese e palpitações. Sua origem está ligada na maior parte das vezes a fatores auto-imunes, podendo relacionar-se com causas emocionais, medicamentosas e tumorais.

O tratamento clínico consiste em medicações capazes de bloquear a função da tireóide. Opções mais invasivas são cirurgia e tratamento com iodo radioativo.

Hipotireoidismo

No hipotireoidismo ocorre desaceleração dos processos metabólicos do organismo, devido à diminuição da função tireoidiana. Fraqueza, fadiga, diminuição da memória, aumento de peso, edema, constipação intestinal e alterações no ciclo menstrual são os principais sintomas.

As causas mais freqüentes são: auto-imune, congênita, medicamentosa, pós-cirurgia de tireóide, falta de iodo na dieta e tumoral.

O tratamento consiste na administração de hormônios tireoidianos.

Alterações no metabolismo dos lipídeos

As dislipidemias são caracterizadas pelo aumento de colesterol e triglicérides no organismo. Sua incidência aumenta conforme a idade em ambos os sexos, sendo na mulher mais evidente após a menopausa. O fator que torna esta patologia uma das mais importantes na medicina atual é sua associação com obesidade, diabetes e infarto do miocárdio, relacionando-se, portanto, com as grandes taxas de óbito por doenças cardiovasculares.

Grande parte dos distúrbios do metabolismo dos lipídeos pode ser evitada, ou pelo menos controlada com mudanças simples de hábitos. Buscar o peso adequado, dieta, atividade física e não fumar proporcionam muitas vezes efeitos importantes no controle da doença. Em alguns casos há necessidade de tera

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