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Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Capítulo 16 – Mamas (Displasia Mamária; Mastopatia Fibrocística – o Auto-Exame)

7 de dezembro de 2011
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Mamas (Displasia Mamária; Mastopatia Fibrocística – o Auto-Exame)

Muito tem se falado sobre as doenças da mama, com enfoque principalmente sobre o câncer. Hoje ocorre uma “cancerofobia”, ou seja, um medo intenso do câncer, que faz as mulheres erroneamente pensarem que qualquer nodulação ou dor pode ser sintoma de um câncer.

O desenvolvimento

Os seios são formados por glândulas (lobos, lóbulos e bulbos) que produzem leite durante a amamentação. Os lobos, lóbulos e bulbos são ligados por tubos finos chamados ductos. Estes ductos conduzem ao mamilo, que é centrado em uma área escura de pele chamada de aréola. Os espaços entre os lóbulos e os ductos são preenchidos com gordura. Não há nenhum músculo no seio, mas os músculos encontram-se sob cada um e cobrem as costelas.

Na criança a mama é formada por ductos e tecido conjuntivo, aumentando na puberdade devido à intensificação de hormônios, completando o seu total desenvolvimento em torno de 4 anos após seu início.

Depois da puberdade, na idade adulta, a quantidade de tecido gorduroso aumenta juntamente com o desenvolvimento das glândulas. Na menopausa ocorre atrofia, levando à flacidez, restando quase exclusivamente tecido gorduroso.

Alterações na criança: antes de a menina menstruar já se inicia o desenvolvimento das mamas, com o aparecimento do chamado broto mamário.
Pode ser acompanhado ou não de vermelhidão, inchaço e dor no local, tendendo a desaparecer estes sintomas em poucos dias e não devendo, portanto, ser motivo de grandes preocupações.

Raramente o desenvolvimento das mamas é feito de maneira simétrica, podendo ficar uma maior que a outra. Quando a assimetria é muito acentuada e provoca desconforto, deve-se avaliar a necessidade de cirurgia corretiva.

Displasia Mamária Existe?

Este nome vem tirando o sono de muitas mulheres no mundo. Displasia mamária vem designando, ERRONEAMENTE, uma alteração benigna da mama. É uma doença que não existe. Observamos muitas pacientes que se rotulam portadoras de displasia mamária e se angustiam.

Primeiramente devemos abolir o termo displasia, que significa “algo fora do lugar”. Esta palavra é usada corretamente para definir alterações do colo uterino, onde encontramos de fato células fora de lugar, em relação direta com neoplasia celular.

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Mas nas mamas não tem esse sentido: “Se não existe doença, então por que minhas mamas doem?” Algumas alterações dependentes dos hormônios produzidos pelos ovários, bem como as sensibilidades das mamas a eles (através dos chamados receptores hormonais) determinam mudanças estruturais. Assim, se estudarmos as mamas de uma mulher todos os dias, verificamos que estas se modificam a todo instante. Elas são entendidas como alterações funcionais benignas da mama.

Muitas mulheres apresentam inchaço, sensibilidade e dor antes e, às vezes, durante o ciclo menstrual. Neste mesmo tempo, uma ou mais nodulações, ou uma sensação maior de espessamento ou endurecimento mamário podem aparecer por causa do acúmulo de fluido nos tecidos mamários. Essas nodulações normalmente desaparecem ao fim do ciclo menstrual.

Alguns desconfortos produzidos podem ser minorados com o uso de medicamentos não-hormonais ou mesmo hormonais. A simples compreensão destes fenômenos ajuda bastante a mulher a superar esta etapa. Algumas orientações nutricionais e dietéticas são úteis na abordagem. É necessário saber que estas alterações não se relacionam com o câncer de mama. As ocorrências de nódulos de mamas, abcessos e ou inflamações, derrames papilares (secreção dos mamilos) devem ser abordadas adequadamente.

As dores mamárias (mastalgias) cíclicas que acontecem na maioria das vezes próximas da menstruação merecem primeiramente uma orientação adequada para afastar a chamada “cancerofobia”. Muitas mulheres pensam que quanto maior a dor, mais sério é o problema, o que não tem fundamento. Mesmo assim, deve-se procurar orientação médica quando a dor ou o desconforto forem grandes.

A segunda abordagem, que pode ainda fazer parte das orientações gerais, é dietética, restringindo sal, café, chocolates, e aumentando a ingestão de líquidos. Assim, atenuam-se as queixas.

A punção para esvaziamento dos cistos só é indicada quando eles se tornarem muito incômodos, porém o procedimento não impede que o cisto volte a crescer ou apareça em outros lugares. A cirurgia de retirada dos cistos somente é indicada quando o cisto foi esvaziado, retornou e apresenta algo suspeito (por exemplo, área sólida em seu interior).

As alterações funcionais benignas das mamas podem se tornar mais óbvias à medida que a mulher se aproxima da meia-idade e o tecido produtor de leite cede lugar para o tecido adiposo ou gordura. A não ser que a mulher esteja fazendo tratamento de reposição hormonal, esta situação geralmente desaparece por completo após a menopausa.

Mesmo quem sofre do mal, deve fazer o auto-exame mensalmente.

É importante a mulher conhecer as mamas e a partir daí, encontrando um nódulo ou outra mudança no seu seio, não tente se diagnosticar sozinha. Não há substituto para uma avaliação médica.

Palavra de cuidado: o auto-exame não serve para fazer o diagnóstico precoce do câncer; mesmo sem nenhuma alteração as mulheres devem procurar regularmente seu ginecologista, que deverá examinar as mamas da paciente e solicitar os exames que forem necessários.

Às vezes o exame físico realizado pelo médico é suficiente para afastar qualquer alteração, não sendo necessário nenhum exame complementar.

Mas, se tiver a idade correta, a mamografia bilateral deve ser realizada anualmente; somente ela é capaz do diagnóstico precoce do câncer, que na maioria das vezes é silencioso.

Auto-exame das mamas

Em frente ao espelho com os braços caídos ao longo do corpo, procure lesões.

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Coloque as mãos na cintura e contraia os ombros observando retrações ou nodulações. Repita o mesmo procedimento com as mãos na nuca.

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Abaixe e levante os braços observando alguma mudança nas mamas.

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No chuveiro, levante seu braço direito e o coloque sobre a cabeça. Com a mão esquerda esticada examine a mama direita. Use as polpas de seus dedos e não as pontas ou as unhas. Não faça o movimento de “pegar alguma coisa”, mas sim de “sentir” a mama. Repita o movimento na outra mama.

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Repita o processo em todos os quadrantes e depois na outra mama.

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Faça movimentos circulares da mesma forma nas duas mamas.

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Faça expressão dos mamilos de forma delicada e observe a saída e característica do líquido.

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Repita toda a operação deitada com a ajuda de um travesseiro debaixo do ombro.

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