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Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Capitulo 2 – Corrimento Vaginal

12 de dezembro de 2011
Home » Bem Estar da Mulher » Capitulo 2 – Corrimento Vaginal

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Corrimento Vaginal

Corrimento vaginal, leucorréia, conteúdo vaginal ou fluxo vaginal é um tipo de secreção que sai pela vagina em quantidade variável e com características diversas. Pode ser normal, chamado de “corrimento fisiológico”. Neste caso tem aspecto transparente ou branco, sem odor, e aspecto de muco.

É uma queixa bastante comum no cotidiano das mulheres, e as causas podem ser benignas, que não necessitam de tratamento, ou infecções que podem ser tão graves exigindo até mesmo a internação. Em casos extremos, até cirurgia. São os casos de doença inflamatória pélvica, chamada simplesmente pela sigla DIP. O corrimento é proveniente da vagina ou do colo uterino e pode ser classificado de corrimento de causas não-infecciosas e infecciosas.

Corrimento de causas não-infecciosas

Entre as causas não-infecciosas estão as alterações do período menstrual, transpiração vaginal excessiva, período de excitação sexual, gestação, alergia, ou seja, condições naturais, sem maiores repercussões clínicas.

Durante algumas fases do ciclo menstrual, a mulher pode normalmente apresentar padrões diferentes de corrimento. Um exemplo é o que ocorre no período de ovulação (na metade do ciclo, ou cerca de 14 dias após a última menstruação) quando aparece um muco claro, transparente, viscoso, semelhante à clara de ovo. Outro exemplo é o que ocorre alguns dias antes da menstruação, em que surge um muco mais espesso, por vezes esbranquiçado, semelhante ao que ocorre em gestantes.

A alergia pode se manifestar com um corrimento fluido, associado a sintomas como ardor e vermelhidão na região da vagina e vulva, e pode estar associada ao uso de absorventes íntimos e roupas íntimas sintéticas (lycra). O corrimento após relação sexual pode ser bastante fluido, em quantidade que varia entre as mulheres, conforme a lubrificação vaginal durante a relação.

Corrimento de causas infecciosas

Antes de descrever as causas infecciosas, vale a pena ressaltar algumas características da vagina. Além da ação fisiológica dos hormônios
(essencialmente estrógeno e progesterona), existe a ação de bactérias e fungos que vivem normalmente em equilíbrio no ambiente das células da parede vaginal. Esta flora (como é chamada) confere um grau de acidez adequado à vagina, protegendo contra infecções por agentes patogênicos. São os “soldados” protetores da vagina.

Caso haja algum desequilíbrio entre os componentes da flora vaginal, os agentes que se encontram em menor quantidade (5%) podem se reproduzir e, de acordo com o mais prevalente, haverá um conjunto de sintomas, entre eles o corrimento. Esse desequilíbrio pode ser conseqüência de uso prolongado de antibióticos ou corticóides, doenças sistêmicas como o diabetes, baixa imunidade por carência alimentar, entre outros.

Por outro lado, também pode haver infecção por microorganismos que não fazem parte da flora vaginal, através da via sexual, causando corrimento que, dependendo do agente infeccioso, causará alterações não apenas da vagina, mas também do útero, das tubas uterinas e comprometimento da fertilidade feminina.

Assim, as infecções mais comuns são:

Candidíase

Causada pelo fungo Candida albicans, manifesta-se com prurido (coceira) em região genital, aspecto avermelhado de vagina e vulva e corrimento esbranquiçado semelhante a um “leite coalhado”; não há odor característico e ocorre piora com o uso de roupas apertadas, umidade e calor. Muito comum em gestantes e diabéticas.

Candidíase por repetição

Também conhecida como monilíase, é uma infecção genital e está entre as causas mais comuns de infecção do trato genital feminino. Embora pertença à flora normal da vagina, certas situações fazem com que esse fungo se multiplique rapidamente tornando-se patogênico, ou seja, causando a candidíase. Cerca de 90% das mulheres podem ser infectadas pela candidíase vaginal ao menos uma vez na vida. E é bom saber que essa infecção não é transmitida exclusivamente pelo contato sexual. Mas, então, quando e por que a candidíase aparece? Ela acontece quando a resistência do organismo sofre algumas alterações, e por esta razão o sistema que cuida das defesas do corpo (o sistema imune) fica vulnerável às infecções.

Assim, a candidíase vaginal pode acontecer nos períodos de:

Menopausa

Quando ocorre a diminuição da quantidade de hormônios femininos (estrogênio e progesterona), tornando a mucosa vaginal menos resistente aos microorganismos.

Gravidez

Quando o aumento dos níveis de estrogênio torna o meio vaginal favorável ao desenvolvimento da cândida:

  • – ao tomar antibióticos: por provocar um desequilíbrio entre a flora bacteriana da vagina e a flora micótica;
  • – quando se faz uso de anticoncepcionais: por aumentarem os níveis do estrogênio no fluxo vaginal que tornam o meio mais sensível ao desenvolvimento da cândida;
  • – ao usar corticóides: por alterarem o sistema imunológico, que protege nosso corpo contra as infecções;
  • – no caso de distúrbios endócrinos, como o diabetes, por provocar alta concentração de açúcar no meio vaginal e na urina.
  • – por causa de maus hábitos de higiene pessoal, que podem disseminar os microorganismos do intestino para a vagina;
  • – no uso de roupas íntimas com material sintético, cujo tecido aumenta o calor e a umidade sobre a pele. O acúmulo de suor e ausência de ventilação favorecem o crescimento da cândida;
  • – no uso de meias de náilon apertadas, que propiciam o desenvolvimento de microorganismos;
  • – na aplicação de agentes sensibilizantes de pele que podem causar lesões ou inflamações pela ação de sabonetes, desodorantes e nebulizações vaginais (ducha), deixando o local mais sensível às infecções;

nas relações sexuais, a mulher pode adquirir candidíase vaginal através da auto-infestação e contaminar o parceiro sexual, que passa a ser uma fonte de contágio;

na promiscuidade sexual (trocas freqüentes de parceiros).

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