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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Caso da Doença de Huntington

29 de março de 2012
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A GRAVIDEZ É UMA BENÇÃO DIVINA, E DEVE ASSIM SER TRATADA

Eu e meu marido nos conhecemos por intermédio de uma amiga em comum, apesar de estudarmos na mesma faculdade. Quando pensamos em gravidez, ela foi muito planejada, isso pelo fato de haver uma doença genética na minha família. Decidimos escolher o melhor futuro para o nosso filho ou filha, por isso fizemos o PGD (diagnóstico pré-implantacional)*. Meu avô já tinha a doença de Huntington** e minha mãe resolveu fazer o teste de DNA, que deu positivo.

Fizemos uma intensa pesquisa sobre a doença, principalmente na Internet e, como é hereditária, analisamos o que fazer para evitar transmiti-la a nossos filhos. Aliás, fiquei muito em dúvida sobre ter filhos, até porque a única certeza que eu tinha é a de que não queria fazer o teste preditivo, pois é uma doença que não há como prevenir e, pelo menos por enquanto, não tem cura. Então li sobre o PGD e resolvi procurar clínicas de fertilização em Brasília, onde moro.

Na primeira em que fui, o médico foi muito insensível, ficou questionando muito o porquê de eu não querer fazer o teste preditivo, que se desse negativo evitaria todo trabalho e gastos, e perguntou várias vezes ao meu marido se ele não ia querer saber o resultado, pois o afetaria diretamente. Graças a Deus meu esposo é maravilhoso, me apoiou em tudo, inclusive na decisão de não saber se tenho ou não a doença.

Esse médico disse ainda que nunca havia feito um procedimento desse tipo, que teria que pesquisar e que entraria em contato comigo depois para contar como seria, o que aconteceu só um mês depois, período no qual eu já havia pesquisado sobre PGD na Internet em geral, entrado em contato com o IPGO e resolvido fazê-lo por lá. Todas as informações que precisava foram obtidas junto ao IPGO, primeiramente pela internet, depois pelo telefone e, finalmente, em consultas agendadas em São Paulo.

Minha maior frustração, que graças a Deus não se confirmou, aconteceu quando fiz o primeiro teste de gravidez, antes do prazo estabelecido pelo Dr. Arnaldo. Não resisti e comprei um teste de farmácia, que deu negativo. Fiquei muito triste, frustrada, me preparando para o pior. Mas como disse antes, Deus foi grandioso e tudo deu certo: fiquei grávida na primeira implantação.

Quando eu era adolescente, imaginava que seria tudo mais fácil, que não precisaria passar por todo esse tratamento caro e demorado, além de incômodo e dolorido em alguns momentos. Porém, ao engravidar, foi simplesmente mágico. Uma benção divina. Sem dúvida, minha maior alegria foi ver o rostinho da minha filhinha na hora do parto. Ouvir o seu primeiro chorinho e enfim ver o seu rosto. Foram as melhores sensações que já tive na vida! Estou plenamente realizada com minha princesinha ao meu lado!

Minha mensagem para todas as mães é a seguinte: nunca desistam de seus sonhos! A gravidez é uma bênção divina, e deve assim ser tratada. Cuidem-se e, sobretudo, procurem a assistência de profissionais sérios e capacitados para realizar um tratamento, se necessário. No final, tudo vale a pena! Não me arrependo nem um minuto de tudo o que fiz. Tivemos que fazer alguns sacrifícios, mas hoje eu tenho a tranqüilidade de que, independente de qualquer coisa, minha filha não terá essa doença que aflige tanto a minha família. Sei que fiz minha parte e que nunca serei cobrada por ela.

Recomendo muito o IPGO. Mesmo estando longe eles dão total apoio, ligam qualquer hora que seja necessária, falei diversas vezes com o Dr Arnaldo por telefone, ele é muito sensível e competente, respeita muito a paciente e tem experiência no assunto. Parabenizo também toda a equipe, principalmente a Mariana e a Eveline, muito atenciosas e carinhosas, além de pacientes e sempre disponíveis.

Paciente do IPGO

*Desenvolvido no início dos anos 1990, o PGD (diagnóstico pré-implantacional) é uma forma sofisticada e precoce de diagnóstico pré-natal que visa identificar embriões portadores de doenças genéticas. Por meio desse exame, casais poderão identificar embriões portadores de doenças genéticas antes de serem implantados no útero.

**A doença de Huntington é uma disfunção cerebral hereditária que evolui com degeneração (ocorrem alterações no funcionamento das células) corporal e mental. Não há tratamento ou cura para a doença ainda.

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