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Como escolher o seu médico e o melhor tratamento

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Arnaldo Schizzi Cambiaghi

 

“O IPGO realiza esta técnica na rotina de suas pacientes”.

 

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A escolha do profissional ou da clínica especializada em infertilidade deve ser criteriosa, haja vista que alguns detalhes têm influência direta no tratamento do casal. A paciente deve sentir-se à vontade, ter sempre a oportunidade de realizar diálogos francos e abertos com o médico responsável e ter à sua disposição uma equipe de profissionais eficientes que, trabalhando em conjunto, possam responder as suas dúvidas sempre que as tiver. É normal que os casais tenham muitas dúvidas nesse tipo de acompanhamento médico, pois os detalhes e etapas são bastante complexos.

Todos os profissionais da clínica desempenham papel essencial no auxílio do casal e devem estar em total sintonia com os anseios das pessoas envolvidas, para que não haja informações desencontradas e a paciente não se sinta confusa.

É fundamental que se saiba como a clínica trabalha: os princípios éticos, morais e legais que envolvem os tratamentos, bem como o rigor nos controles e a transparência das taxas de sucesso relatadas, devem ser analisadas no momento da escolha dos profissionais. Não se iluda com tratamentos alternativos, milagrosos ou com taxas de sucesso exageradas. Alguns profissionais exageram a sua estatística com o objetivo de conquistar a confiança das pacientes. Reflita! Saiba avaliar o que ocorre no resto do mundo, pois não existem milagres. O casal deve sentir-se à vontade e jamais ficar constrangido em fazer perguntas. Desta forma é extremamente útil o fornecimento de impressos, cedidos por algumas clínicas, que contêm explicações específicas a respeito dos diversos procedimentos, além de telefones de urgência ou outras formas de contato, para que dúvidas de última hora possam ser resolvidas. O casal deve sentir-se bem acolhido do ponto de vista médico, científico, emocional e psicológico.

As seguintes pessoas devem estar regularmente envolvidas com as pacientes submetidas a quaisquer tratamentos:

. Um funcionário ou enfermeira treinados em agendamento e capazes de dar informações sobre os exames como avaliação hormonal, análise de sêmen e outros procedimentos relacionados à fertilidade;

. Um profissional que possa supervisionar os cuidados e instruções oferecidos ao casal infértil;

. Pelo menos um médico que esteja disponível para supervisionar e monitorizar o casal infértil por toda a fase de avaliação e de tratamento.

A escolha do melhor tratamento

Após uma avaliação médica e laboratorial, quando necessário, um reposicionamento dos hábitos e do estilo de vida do casal, chega-se a um possível diagnóstico. Lembramos aqui que 15% dos casais não conseguem um diagnóstico preciso (ISCA – Infertilidade Sem Causa Aparente). Nesses casos, a idade da mulher passa a ser um ponto decisivo para a conduta e escolha do tipo de tratamento. Os tratamentos podem ser clínicos, cirúrgicos ou mais complexos, necessitando de acompanhamento especializado, daí a importância da autoavaliação do ginecologista e de saber até onde ele pode chegar. Todo profissional deve ter consciência dos seus limites de ação e não avançar além do que permite o seu conhecimento e a sua habilidade técnica para determinado assunto. É muito preocupante observar que alguns profissionais “seguram” a paciente por anos seguidos, adiando um tratamento especializado, pois o passar do tempo e o envelhecimento dos ovários são irreversíveis. Devemos estar sempre atentos à reserva ovariana e aos 35 anos da mulher. Não é raro observar pacientes revoltadas com os seus ginecologistas que, por anos, repetiam “está tudo bem”, sem pedirem uma pesquisa mais detalhada da sua saúde reprodutiva nem alertarem ao fator idade.

OS TRATAMENTOS – Tratamento medicamentoso

Realizado com medicamentos que corrigem fatores que estariam prejudicando a fertilidade, como distúrbios hormonais (hiperprolactinemia, alterações da tireoide, Síndrome dos Ovários Policísticos, hiperplasia adrenal congênita etc.) e infecções (clamídia, DSTs etc.). Esse tratamento pode ser realizado pelo ginecologista e, muitas vezes, corrigindo esses fatores, a gestação pode ser conseguida.

Tratamento cirúrgico

Realizado para correção das alterações anatômicas dos órgãos reprodutores – por microcirurgia, videohisteroscopia ou videolaparoscopia. No homem, inclui a correção da varicocele, reversão de vasectomia e as técnicas para recuperação dos espermatozoides.

Reprodução assistida

Consiste em um conjunto de técnicas laboratoriais utilizadas pelos médicos e embriologistas para promover a fecundação do oócito pelo espermatozoide, quando ela não ocorre por meios naturais. Esses procedimentos podem ser classificados quanto à complexidade:

I – Baixa complexidade: indução da ovulação – coito programado (CP)

II – Média complexidade: inseminação intrauterina (IIU)

III – Alta complexidade: fertilização in vitro (FIV), que pode ainda estar associada a:

• congelamento de embriões;
• congelamento de óvulos;
• biópsia embrionária: DPI (Diagnóstico Pré-Implantacional) ou PGD (Pre-implantation Genetic Diagnosis).

Banco de sêmen

Geralmente quando o homem não produz espermatozoides ou situações especiais, podendo ser usado tanto para IIU como para FIV.

Doação de óvulos:

Quando a mulher não tem mais óvulos ou em situações especiais.

A DECISÃO COMPARTILHADA

A decisão de um determinado tratamento para os casais com infertilidade não exige só um conhecimento médico técnico, mas também um envolvimento do profissional com o universo da vida do casal em questão (Quadro 5-1). Esses casais geralmente estão frustrados pelo fracasso de um planejamento antigo de uma futura família com filhos e não imaginavam que isso poderia ter dificuldades. Sentem-se diferentes dos amigos, muitos deles já casados e com filhos, e são cobrados por eles, pelos pais e pela sociedade: “quando vem o herdeiro?’’ e “ainda não se decidiram?” são as perguntas mais frequentes. Sem contar que são praticamente obrigados a frequentar festas infantis, e ainda demonstrar felicidade quando alguém muito próximo a eles engravida, o que aumenta ainda mais a frustração: “só nós não conseguimos”, pensam. Ao conviver com crianças nascendo, têm um sentimento misto de felicidade que se confunde com “inveja”, e sentem-se mal com esse conflito.

 

QUADRO 5-1. FATORES QUE INTERFEREM NA DECISÃO DO TRATAMENTO DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA

 

Quadro-5-1
FIV: Fertilização in vitro. ICSI: Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide.

Assim, o médico ginecologista que atende a paciente deve ser sensível a essas frustrações e ajudar o casal na escolha do melhor caminho, ponderando as possibilidades de tratamentos. Não há dúvida de que, em primeiro lugar, as patologias limitantes devem ser respeitadas, como a obstrução tubária ou a falta de espermatozoides e outras, mas, muitas vezes, existe mais de uma alternativa para um mesmo objetivo. Quando isso acontece, o casal deve ser alertado quanto às chances de cada uma das possibilidades, levando-se sempre em consideração a idade da mulher (Quadro 5-2 e 5-3) e algumas vezes a do homem também. Em diversos casos, mesmo sendo um caso de infertilidade sem causa aparente (ISCA), a falta de um filho pode estar afetando o relacionamento afetivo do casal e desgastando a vida a dois pelo fato de terem relações sexuais com objetivos puramente reprodutivos, esquecendo-se do lado romântico do casamento. Mas jamais se deve culpar como o único vilão da infertilidade “o lado emocional” ou “a ansiedade”. Por isso, é importante que sejam demonstradas aos pacientes as estatísticas e as chances de sucesso de cada tratamento, para que, juntos, o casal e o médico decidam qual o melhor caminho. O lado econômico, a fé e religiosidade e todas as dificuldades dos dois devem ser ponderadas. Nem sempre a melhor conduta médica está fundamentada exclusivamente no conhecimento técnico. É importante saber discernir para ajudar o casal da melhor forma.

 

QUADRO 5-2. TAXA DE GRAVIDEZ COM TRATAMENTOS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA

 

Quadro-5-2
*Dados estatísticos das médias publicadas por diversos autores.
QUADRO 5-3. TAXA DE GRAVIDEZ COM FERTILIZAÇÃO IN VITRO (FIV) DE ACORDO COM A IDADE

Quadro-5-3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Dados do IPGO

 

O tratamento de casais com infertilidade exige do médico compreensão, reflexão, tolerância e uma assistência quase integral. Às vezes aos sábados, domingos e feriados. Esses casais necessitam não só da HABILIDADE dos profissionais que os atendem, mas também de sua AMABILIDADE e DISPONIBILIDADE.

O QUE OS CASAIS GOSTAM DE SABER?

Perguntas mais frequentes:

• Qual a chance de sucesso?
• Qual a chance de ter gêmeos?
• Se for FIV, quantos embriões são transferidos?
• Qual a chance de malformação?
• É possível escolher o sexo?
• O que fazer com os embriões excedentes?
• Qual o custo?
• Quais os potenciais riscos de complicações e efeitos colaterais?
• Qual a duração média do tratamento?

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