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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

“Deus realiza sonhos impossíveis” Carla e Augusto

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Desde nova, sempre me achei o patinho feio da família. Por este motivo sempre achei que nem fosse casar. Desta forma, não pensava e nem sonhava com filhos, mesmo adorando crianças. O desejo surgiu depois que eu conheci o meu atual marido. Aos 25 anos me casei e dei início a um relacionamento que até hoje só me traz alegrias.
Como naquele momento estávamos em plena ascensão profissional, nossos planos eram de que os filhos viessem apenas depois de uns três anos, pois já estaríamos mais estabilizados e preparados para vivenciar esta nova fase.

Após dois maravilhosos anos, decidimos que havia chegado a hora, e no terceiro ano de casados demos início às tentativas. Vários meses se passaram e nada aconteceu. Desconfiada, procurei o meu médico, que após me examinar disse que nada de errado havia em mim, senão a ansiedade que conseqüentemente abalava o meu psicológico.

Fiquei muito desconfiada, e com indicação de uma amiga decidi me consultar com um outro ginecologista. Logo na primeira consulta o médico pediu que meu marido realizasse um espermograma. Ficamos muito assustados, e para nossa tristeza o exame detectou a presença de azoospermia. Foi como perder o chão, porque na verdade o ser humano nunca está preparado para receber uma notícia como esta. O sonho de nos tornarmos pais morreu ali. O médico não nos deu esperanças e também não nos encaminhou para um especialista.

Apesar de muito chateados, superamos esta fase de uma forma bem positiva. Eu não havia casado com o meu marido para que ele me desse filhos. Eu me casei para viver ao lado dele para sempre, pois acima de todas as coisas, o queria como meu marido, meu companheiro e meu amigo. A impossibilidade de termos uma criança não abalava o meu amor pela pessoa que estava ao meu lado, e sempre fiz questão de deixar isso claro a ele.
Não tocamos mais no assunto e demos continuidade às nossas vidas. Após dois anos ele teve um problema de saúde degenerativo, e por conta disto teve que realizar biópsia e cirurgia. Decidimos aproveitar o procedimento para que fossem realizadas também a varicocele e a biópsia testicular. Tivemos muita esperança de um possível resultado positivo, mas infelizmente a realidade foi outra. Aquele dia, mais do que nunca, tivemos a certeza de que a possibilidade de termos filhos genéticos acabava ali. Mesmo chateados, tínhamos a certeza de que Deus sabia de todas as coisas, e juntos superaríamos mais essa etapa.

Muitos anos se passaram, e por um longo tempo não tocávamos mais nesse assunto, até que um dia fui cobrada pelo meu marido, que me disse que eu não queria ter um filho dele. Conversamos bastante e percebemos que, na verdade um não cobrava o outro porque não queríamos que isso se tornasse um problema em nosso relacionamento. Nesse mesmo tempo meu marido leu em uma revista muito conhecida um artigo que falava sobre infertilidade. A matéria indicava a clínica IPGO, que temporariamente estava realizando consultas totalmente gratuitas.

Meu marido ficou muito animado com o que leu e logo entrou em contato com a clínica para agendar um horário. Morávamos em Vitória, mas percorremos mil quilômetros para chegar ao lugar que poderia realizar o nosso grande sonho. Ao chegarmos para a nossa primeira consulta, contamos ao Dr. Arnaldo tudo o que havia acontecido. Ele nos disse que não faria rodeios, e que no nosso caso só seria possível uma gravidez com doação de espermatozóides. Meu marido se mostrou a favor de imediato, e decidimos então aceitar a única opção que poderia realizar nosso grande sonho. O Dr. Arnaldo nos explicou como seria realizado todo o procedimento e saímos da clínica decididos e muito felizes.
Não contamos à família sobre a doação de espermatozóides, pois era uma coisa muito nossa. Foram muitas perguntas e também muita desconfiança por parte dos familiares, mas a medicina está muito avançada. Quem iria contestar? Passamos por cima de tudo e de todos, pois só o que nos importava naquele momento era a realização do nosso maior sonho.

Estávamos bem resolvidos quanto à nossa decisão, e logo demos início à escolha do doador. Aquele momento foi muito difícil, pois você espera encontrar alguém que tenha as características da sua família, mas tudo aquilo é muito superficial. Não dá pra saber ao certo se é ou não é parecido… é uma decisão muito difícil. Eu e meu marido sempre acreditamos que o filho fica igual aos pais por conta da criação. Meu marido foi criado pelo padrasto e fisicamente é mais parecido com ele do que com o próprio pai. Por este motivo fizemos a nossa escolha, mas acreditávamos que as semelhanças viriam com o passar dos anos, através da convivência.
Após dois meses demos início à nossa primeira Inseminação Artificial. A experiência de tomar aquelas injeções e fazer o controle de ovulação foi maravilhosa! Pois ali tive contato com pessoas que se dedicavam verdadeiramente à realização de um sonho que passa a ser delas a partir do momento que entramos na clínica. Me senti muito segura e muito feliz!

Os 12 dias foram tranqüilos e em nenhum momento senti medo ou insegurança. A família nos deu muito apoio, sempre nos dizendo que tudo daria certo. No dia do exame eu tinha certeza que o resultado seria positivo, mas infelizmente não aconteceu como o esperado: o beta deu negativo. Não sei explicar o que senti naquele momento, pois não chorei e nem senti tristeza. É claro que fiquei um pouco decepcionada, mas cria que Deus estava do meu lado em todas as circunstâncias da vida e isso me deixava tranqüila e segura.

Voltamos para casa já conformados e decidimos que não tentaríamos mais. Até mesmo porque não teríamos como arcar com o gasto de mais uma tentativa. Ao saber da nossa decisão, minha mãe nos incentivou a dar continuidade ao tratamento e nos propôs uma nova tentativa que seria paga por ela. Ficamos muito felizes com aquele presente, e após dois meses voltamos ao consultório e demos início à nossa primeira Fertilização In Vitro.

As injeções, o controle de ovulação e o contato com a equipe, sempre tão dedicada, voltaram a fazer parte da minha rotina diária. Eu e meu marido estávamos muito confiantes e o tratamento foi maravilhoso, com exceção da pressão que sentimos quando novamente tivemos que escolher o doador. O que me confortava era ver a tranqüilidade do meu marido quanto à criança não ter sua genética, devido à sua semelhança com o seu padrasto. Decidimos transferir três embriões, e desde o dia da transferência ficávamos vibrando com a hipótese de vir mais de uma criança. Faltavam dois dias para a realização do exame quando recebi uma ligação da clínica, avisando que eu já poderia realizar o beta. Pela primeira vez fiquei nervosa e a ansiedade veio em dobro.

Fiz o exame, e quando vi o resultado positivo não fiz nada além de ir correndo para casa para dar a grande notícia ao meu marido. Quando cheguei, tentei disfarçar mas não contive o riso, e logo meu marido deduziu que tudo tinha dado certo. Comemoramos muito e não sabíamos se dávamos risada ou se chorávamos. A mistura de emoções é muito grande neste momento. Demos a notícia à clínica e a toda a família, e todos ficaram muito felizes pela nossa vitória! A vida se transformou em uma grande festa, pois o que antes parecia impossível se tornou real. Após alguns dias me dirigi a uma clínica na minha cidade, indicada pelo próprio Dr. Arnaldo, e durante o ultrassom descobrimos que eram gêmeos! Ficamos mais felizes ainda, se é que isso era possível. A partir desse dia, os nossos agradecimentos a Deus jamais cessaram, pois vivíamos uma constante comemoração que parecia que jamais iria acabar.

A gravidez foi muito tranqüila, e como se não bastassem tantas alegrias, fomos contemplados com a notícia de que seríamos pais de um lindo casal. Hoje, com eles aqui, nossa família está muito mais do que completa. Eu e meu marido estamos curtindo cada fase, cada momento, com muito carinho e com muita gratidão a todos que colaboraram para que este sonho se tornasse real.
“É preciso saber que a persistência é crucial neste tratamento, além de muita fé em Deus, o único que tem poder para realizar todos os nossos sonhos, por mais impossíveis que eles pareçam ser.”

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