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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

“Uma luta e duas vitórias” Anita e Ciro

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Minha história começou desde o instante em que me casei, aos 25 anos. Sempre fui apaixonada por crianças, mas meu objetivo era esperar o melhor momento, até mesmo para que a dificuldade financeira por conta do casamento fosse sanada. Meu marido também sempre foi louco por crianças, e se dependesse dele teríamos filhos no primeiro mês após o casamento.
Em pouco tempo surgiram as cobranças da família, e com apenas um ano de casados decidimos que havia chegado a hora. Após dois anos de tentativas sem sucesso, começamos a ficar preocupados. Marquei uma consulta com a minha ginecologista, que ao saber da minha dificuldade para engravidar, solicitou que meu marido realizasse um exame para verificar se existia algum problema com ele, pois comigo não havia nada de errado.

Após realizar o exame, assim que meu marido recebeu o resultado, me ligou para dar a notícia. Entre lágrimas contou-me que estava com azoospermia. Ficamos arrasados, principalmente porque jamais imaginávamos que isso pudesse nos acontecer. Tínhamos certeza que estava tudo certo e que nada de anormal seria detectado.

Por falta de informação sobre os tratamentos existentes para a infertilidade, achamos que não seríamos pais. O sonho havia acabado e não existia solução! Tentei dar forças a ele para que não desanimasse. Ficamos perdidos por um tempo, sem saber como agir e que atitude tomar diante daquela situação. Pensei na tentativa de uma adoção, mesmo sabendo que ficaria frustrada por não ver minha barriga crescer.

Meu marido realizou consultas em diversas clínicas a fim de confirmar o diagnóstico. Não conseguia e não queria aceitar seu problema. Ao ver sua tristeza, disse-lhe que procuraríamos um especialista para que juntos descobríssemos uma solução. Acredito que seja muito difícil para qualquer homem ter de enfrentar um problema como este.

Foi uma fase muito difícil. A mágoa e a frustração tomaram conta dos nossos corações, que choravam de dor. Tentávamos nos distrair, mas nada nos mantinha longe do nosso problema. Para agravar ainda mais o momento difícil que estávamos tendo de enfrentar, a família e os amigos nos enchiam de perguntas, fazendo brincadeiras que nos deixavam muito incomodados. Sabíamos que não tinham maldade, pois não sabiam de nada, mas o constrangimento era inevitável.
Como não estávamos mais suportando a situação, decidimos contar tudo para os nossos pais, que foram nossa base de apoio. Foi muito difícil ter que expor tudo o que estava acontecendo. Meu marido estava arrasado e não se sentia confortável tendo que expor seu problema. Nossos pais foram nossa fortaleza, nos ajudando a vencer todos os obstáculos. No meio de toda essa situação desconfortável, meu sogro conheceu uma pessoa que indicou a clínica IPGO. Ficamos esperançosos e muito entusiasmados e marcamos uma consulta, acreditando que teríamos boas notícias.

Logo de início recebemos muita confiança do Dr. Arnaldo, que nos disse que a possibilidade de conseguirmos era grande por eu ainda ser jovem. Quanto ao problema do meu marido, explicou que por meio de uma punção do testículo era possível extrair o sêmen. Porém, esse procedimento só poderia ser realizado na metade do meu tratamento, ou seja, daríamos início ao procedimento sem saber se usaríamos o sêmen do meu marido ou de um doador (Banco de Sêmen). Sempre sonhei em ficar grávida, ver minha barriga crescendo, mas mesmo assim a adoção era mais confortável do que gerar um filho que não tivesse a genética do meu marido.

Voltamos para casa radiantes, pois acabávamos de descobrir uma alternativa para solucionar o problema que até aquele momento nos parecia impossível de ser solucionado. Porém, não tínhamos condições financeiras naquele momento para arcar com o tratamento. Sabíamos que era loucura, mas decidimos fazer tudo o que estava ao nosso alcance para realizar o tratamento e encaramos a situação apesar de toda a dificuldade.

Decididos, confiantes e cheios de esperança, demos início à nossa caminhada. Comecei o tratamento sabendo que o filho poderia não ser do meu marido e isso me atormentava. Toda aquela situação era muito estranha. Tivemos que apontar um doador e foi muito sacrificante ter que escolher em um banco de sêmen um biotipo que mais se aproximava do meu marido. Pensar nos detalhes como altura, cor dos cabelos, entre outras coisas, eram em nossa mente importantes para que futuramente ninguém viesse a descobrir, caso tivéssemos que usar realmente o sêmen de um doador.

O tratamento foi desgastante. As injeções eram dolorosas, mas cada picada era cheia de esperança. No decorrer do tratamento tivemos muita insegurança e medo de não dar certo. Estávamos muito confiantes e sabíamos que se viesse um resultado negativo, ficaríamos desestruturados. Fazíamos o possível para manter nossos pensamentos positivos, tentando não pensar em coisas ruins, que nos deixassem apreensivos.

Finalmente chegou o dia da punção. Era um momento decisivo, onde descobriríamos se o nosso filho teria 100% da nossa genética. Meu marido foi para a sala onde seria realizado o procedimento, enquanto eu e meus sogros aguardávamos aos prantos na sala de espera. Depois de algum tempo o Dr. Arnaldo apareceu e nos disse o que mais desejávamos ouvir naquele momento: “Ele tem um monte de sêmen!” Ficamos contagiantes, explodindo de felicidade. Meu marido ainda estava adormecido por conta da anestesia. Dar aquela boa notícia para ele foi um dos melhores momentos que vivemos. Havíamos vencido mais um dos obstáculos que nos distanciavam do nosso sonho. A reação foi instantânea! Choramos muito, mas desta vez, de felicidade.
No dia da transferência dos embriões estávamos bem ansiosos. Foram transferidos três embriões por indicação do próprio Dr. Arnaldo, que considerou como caso especial pelas nossas dificuldades. Fiz repouso absoluto e cumpri com todas as orientações que me foram passadas. Os 12 dias de espera foram longos, muito longos. Eu já me sentia grávida e o meu marido estava certo de que o resultado seria positivo. Porém, mesmo com toda esta convicção, só teríamos a confirmação por meio do exame. Mesmo confiantes, era inevitável sofrermos naquele período onde os dias custavam a passar.

Chegado o dia, não estávamos agüentando de tanta ansiedade. Foi então quando a Mariana ligou para o meu marido dando a boa notícia: Eu estava grávida! Imediatamente meu marido me ligou e não me agüentei de tanta felicidade. Foi um momento único e inesquecível. Palavras jamais serão capazes de expressar a emoção que sentimos naquele momento, após viver tanta decepção. Dividimos com todos a felicidade que transbordava dos nossos corações.
Mesmo gratos a Deus pelo que Ele já tinha feito, não imaginávamos que o melhor ainda estava por vir. Ao realizar o ultrassom descobrimos que eu estava grávida de gêmeos. Foi uma sensação maravilhosa e a nossa luta estava muito mais do que vencida. Quando achamos que nada mais poderia nos acontecer, recebemos a notícia que era um casal! Tudo estava perfeito!
Apesar de ter que enfrentar enjôos intermináveis, minha gravidez foi ótima. Curti cada minuto como se fosse o último. A Rafaela e o Gabriel vieram ao mundo com muita saúde. Foi mágico viver todos aqueles momentos felizes, de muita realização.

Seremos eternamente gratos a Deus pela infinita bondade e por ter permitido que fôssemos pais. A felicidade que sentimos é tão grande, que não dá para medir. É tão valiosa, que não tem preço. A alegria é tão infinita, que nos dá a certeza de que jamais deixará de estar presente em nossos corações.
“Queremos que a nossa trajetória sirva de exemplo para você que está vivendo isso hoje. Creia sempre em Deus, pois Ele faz o impossível acontecer, e quando menos esperar, suas lágrimas serão substituídas pelo riso e muita, mas muita alegria!”

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