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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Drogas recreativas

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Entre os mais detestáveis produtos que afetam a fertilidade do homem e da mulher, estão as drogas ilícitas, também chamadas por alguns de “drogas recreativas”. Calcula-se que até 37% da população com idade adulta tenha experimentado, alguma vez na vida, uma destas drogas. Atualmente, chama a atenção uma nova modalidade de viciados usuários de drogas lícitas. Estas drogas são receitadas normalmente por médicos como remédios específicos para tratamento de determinadas doenças, mas, ao serem utilizadas de forma inadequada ou combinadas com bebidas alcoólicas, produzem efeitos alucinantes e estimulantes. Este grupo de pessoas tem sido chamado de “Geração Prescrição”. Utilizam a combinação de solventes (éter e clorofórmio), benzodiazepínicos (ansiolíticos) e orexígenos (remédios para estimular o apetite), além de xaropes a base de codeína (xarope antitússico e alguns analgésicos), opiáceos, esteroides, barbitúricos (analgésicos potentes) e anticolinérgicos (Haldol, Haloperidol, Akineton, Bentyl e outros). Muitos destes produtos são utilizados como fonte de divertimento em festas noturnas.
Esta nova opção pode causar complicações ainda desconhecidas e representam um enorme perigo, uma vez que não existe ainda uma lei para punir os usuários. A cada ano novas drogas são introduzidas no “mercado do vício”, mas nem todas são possíveis de serem estudadas em relação a fertilidade, embora o prejuízo causado por elas possa ser suspeitado quando comparadas a outras mais antigas. Todas elas agem no cérebro: estimulando, bloqueando e interferindo nos hormônios, muitos deles fundamentais para o bom funcionamento do sistema reprodutor. Por isso, todas elas perturbam a fertilidade tanto do homem como da mulher.

As drogas podem ser classificadas em:

Estimulantes

Aumentam a atividade do cérebro. As pessoas ficam mais “ligadas”, elétricas e sem sono. São: nicotina, cafeína, cocaína e anfetamina.

Perturbadoras

Modificam a atividade do cérebro distorcendo, fazendo que as pessoas percebam as coisas deformadas e parecidas com imagens de sonhos. São: Maconha, LSD-25, Santo Daime, Cogumelo, Cacto e Anticolinérgicos.

Depressoras

Diminuem e deprimem o funcionamento do cérebro tornando as pessoas “desligadas”, “desinteressadas” e “devagar”. São: Álcoois, Inalantes, Solventes, Ansiolíticos, Barbitúricos, Ópio, Morfina, Codeína e Heroína.
Existem muitas drogas disponíveis para o consumo e, muitas delas, felizmente, são menos usadas e divulgadas, mas merecem ser lembradas, pelos idênticos efeitos negativos que as mais conhecidas causam aos usuários. As mais conhecidas e comentadas são: maconha, cocaína, heroína, ecstasy, LSD e Crack – as duas primeiras são as mais estudadas. As relativamente conhecidas são Narguile e Santo Daime. As menos conhecidas são: GHB (gamahidroxibutirato), Special K (Cetamina-utilizada inicialmente só por veterinários), Merla (obtido da pasta da coca) e Cogumelos. Todas as drogas merecem atenção, uma vez que agem na atividade do cérebro que está intimamente ligado às funções reprodutivas e, por isso, podem levar a infertilidade.

MACONHA – MARIJUANA

A maconha é a droga recreativa mais utilizada no mundo. O termo “marijuana” refere-se ao produto mistura de folhas e flores da planta Cannabis Sativa; que ao serem absorvidas pelo organismo levado pelo fumo, formam substâncias chamadas carbinóides, responsáveis pelos efeitos psíquicos e orgânicos no indivíduo.
Calcula-se que 3 milhões de indivíduos entre 16 e 59 anos, usem esta droga (11%), sendo grande parte deles entre 16 e 24 anos. O principal carbinóide de maconha é o delta -9 – tetrahidrocannabinol (THC).

Fertilidade

Alguns estudos sugerem que o uso da maconha na adolescência pode levar ao declínio da fertilidade, anos após o início deste hábito. Homens que fumam maconha cronicamente (mais do que 4 vezes por semana e por mais de 06 meses), podem sofrer queda do volume do sêmen, da concentração e da motilidade dos espermatozoides, queda do hormônio masculino testosterona e a presença de células infecciosas, alterações estas que são proporcionais à quantidade da maconha utilizada. Fumantes “pesados” podem ter a sua produção zerada. Na mulher pode causar alterações menstruais e ovulatórias por interferir nos hormônios que regulam o ciclo menstrual e interfere na ação dos espermatozoides dentro do organismo, causando dificuldade em engravidar. O haxixe é feito a partir da resina da mesma planta, sendo transformada numa barra de cor castanha. É muito mais potente que a maconha e, da mesma forma que ela, além da dependência psicológica, causa problemas de infertilidade.

COCAÍNA

A cocaína é um psicotrópico que age no sistema nervoso central e está entre as drogas mais consumidas em todo o mundo. Não produz dependência física, mas sim uma grande dependência psicológica, induzindo o consumo compulsivo. Pode ser consumida através da inalação, feita pelo nariz; absorção por mucosas, esfregando-se nas gengivas; por injeção intravenosa ou fumada, embora esta última opção seja menos comum. Os efeitos causados são: ausência de fadiga, de sono e de fome, exaltação, euforia, bem-estar e autoconfiança. Outros efeitos são: alucinação, agressividade, falta de concentração e de memória, irritabilidade, e problemas de infertilidade.

Fertilidade

Atinge tanto o homem como a mulher. No homem provoca alterações dos espermatozoides, como a diminuição da motilidade, alterações da morfologia e apresentar células infecciosas na sua composição (leucócitos), além de agir negativamente no desejo sexual. Na mulher causa alterações hormonais, como por exemplo, o hormônio prolactina.

HEROÍNA E DERIVADOS DA MORFINA

A heroína é uma variação da morfina que, por sua vez é uma variação do ópio, obtido de uma planta denominada papoula. É uma das drogas mais prejudiciais que se tem notícia causando dependência psicológica e física. Apresenta-se em forma de pó branco, amarelado ou castanho. Pode ser administrada por via intravenosa, podendo ser fumada e aspirada, causando efeitos como náuseas, vômitos, euforia, ansiedade, sonolência, reflexos lentos e dificuldade de fala.

Fertilidade

No homem provoca alterações nos espermatozoides. Na mulher provoca alterações hormonais causando disfunções ovulatórias e influenciando negativamente no desejo sexual.

ECSTASY

O nome científico do Ecstasy é MDMA 3,4 – metileno dióxido meta anfetamina, e já foi utilizado por psiquiatras como tratamento médico. Os usuários são compulsivos de forma inconsciente, têm sensações de prazer, euforia, leveza, alegria e poder, tornando-se, a seguir, depressivos e agressivos. É uma droga relativamente nova, sendo consumida principalmente em festas noturnas. Causa dependência física e psicológica. Da mesma forma que outras drogas, afeta a fertilidade do homem e da mulher.

Fertilidade

No homem diminui a libido, a concentração de e o número de espermatozoides com o formato ideal (morfologia). Na mulher causa disfunções na ovulação, menstruação irregular e diminuição da reserva ovariana.

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