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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

“Ela é a minha Vitória, minha vida!”

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Sofia e Jamil

Me casei aos 23 anos, mas desde o início eu e meu marido combinamos que só pensaríamos em filhos após curtir o casamento, viajando e conhecendo o mundo. Por 12 anos demos prioridades para nossas carreiras profissionais, cheias de viagens maravilhosas. Os amigos e a família achavam esquisito, mas não nos importávamos com as opiniões alheias.

Quando completei 35 anos, decidi que havia chegado a hora, pois já tínhamos vivido tudo o que queríamos viver, antes de passar para essa nova fase. Interrompi todos os métodos contraceptivos, mas por seis meses nada aconteceu. Uma amiga sugeriu que eu procurasse um médico especialista em reprodução humana e logo me indicou um profissional, que foi titulado como “maravilhoso” por ela, que também era sua paciente. … leia mais

Agendei uma consulta, e a pedido dele realizei muitos exames a fim de constatar algum problema. Nada foi identificado e tudo parecia estar dentro de sua normalidade. Iniciei uma medicação para estimular a ovulação e mantinha relações sexuais em dias estratégicos. Após seis meses de tentativas e de muita disciplina com todo o tratamento, nada aconteceu. Foi então quando o especialista sugeriu que realizássemos uma Inseminação Artificial, o que me deixou muito feliz. Acreditava que com um tratamento mais avançado e específico não teria como eu não engravidar.

Dei início às medicações necessárias, realizei a Inseminação Artificial, mas para o meu desespero o resultado foi negativo. Fiquei arrasada, pois não contava com aquela possibilidade. Foi muito difícil superar aquele tombo, mas logo decidi realizar uma nova tentativa, acreditando que desta vez tudo ocorreria bem. Novamente o resultado negativo assolou meu coração e frustrou o meu grande sonho. Foi então quando comecei a ficar com o meu psicológico muito abalado, pois não existia causa aparente, mas mesmo com um tratamento específico nada havia acontecido.

Eu não conseguia entender o porquê de não dar certo, e o meu médico também não tinha nenhuma explicação cabível que me fizesse compreender o que estava acontecendo. O que me deixava ainda mais incomodada é que nenhum problema era detectado em mim. Tudo parecia bem, mas sem nenhuma causa que justificasse eu não conseguir engravidar.

Foi então, quando já estava cansada e com um desejo ainda maior de realizar o que havia se tornado uma grande obsessão, sugeri ao médico que realizássemos uma Fertilização In Vitro. Eu era muito esclarecida sobre o assunto e sabia que este seria um tratamento que me proporcionaria maiores chances. A proposta não foi bem aceita por ele, que me alertou quanto ao fato de eu não apresentar nenhum problema, mas devido à minha insistência decidiu realizar o procedimento.

Eu estava muito confiante, acreditando que não tinha como dar errado. Fui orientada sobre o risco de dar negativo, por se tratar da primeira tentativa, mas eu me mantive segura e cheia de esperança. Infelizmente o resultado foi negativo, me deixando muito arrasada. Como meu médico não havia utilizado todos os embriões, congelando dois, sugeriu que fizéssemos uma transferência. Sinto grande mágoa quando me lembro dessa outra tentativa e da clínica que até hoje não me ligou para dar o resultado. Fiquei impressionada com a falta de respeito daqueles profissionais, que sem dúvida não se preocupavam com os sentimentos de uma mulher que estava sofrendo por não conseguir ser mãe.

Quase enlouqueci com o descaso do meu médico. Chorava dia e noite e acabei engordando quase 20 kilos, em meio à depressão que invadiu a minha vida com força e brutalidade. Meu marido sofria muito mais em ver a minha situação do que em não conseguir ser pai.

Com muito amor e dedicação, me instruiu a iniciar uma série de terapias, para que eu vencesse a depressão que tanto assolava os meus dias. Minha família não sabia o que estava acontecendo e ficava sem entender, pois acompanhava o meu sofrimento e a tristeza que era nítida em meu semblante. Não contava nada a eles, a fim de evitar mais expectativas além das que já existiam em mim.

Ao realizar uma consulta de rotina com uma ginecologista indicada por uma amiga, contei-lhe tudo o que estava enfrentando, na luta pela realização do desejo que consumia a minha alma. Ao ver o meu desespero emocional, me indicou um grande amigo, especialista em reprodução humana, me dizendo que ele era um ótimo profissional.

Apesar do trauma anterior, não me constrangi e logo marquei uma consulta, acreditando que aquela poderia ser uma luz no meu caminho, que estava tão cheio de escuridão e dor. Era tudo diferente, desde o ambiente até os profissionais da clínica, que desde o primeiro instante me trataram com muito carinho. Senti que estava no lugar certo, e após me consultar não tive dúvidas que também seria tratada pelas mãos certas.

Ao ouvir toda a minha trajetória e analisar o meu diagnóstico, o Dr. Arnaldo sugeriu que realizássemos uma nova Fertilização In Vitro, até mesmo porque eu já estava com 38 anos e não podia mais perder tempo. Me enchi de esperança e com muita garra e dedicação dei início ao tratamento. Após a transferência, não conseguia me conter de tanta ansiedade. Queria que tivesse um botão em mim para que pudessem me desligar, e somente após os 12 dias me acordar.

Eu estava em minha escola de música, dentro do canil brincando com o meu cachorro, quando recebi a notícia de que não estava grávida. Apenas me abaixei, desabando no chão e ali fiquei por um longo tempo, me desfazendo em lágrimas. Achei que fosse morrer de tanta tristeza e não conseguia nem sair de casa. Me constrangia até de olhar para as pessoas na rua, pois era como se todos soubessem da minha situação e da minha incapacidade de gerar um filho. Me sentia um lixo, pois sabia que aquilo não estava no meu controle. Não dependia de mim!

Para agravar ainda mais a minha decepção e frustração, as grávidas começaram a aparecer na família, e felizes da vida davam a notícia para todos. Eu ficava pior ainda, com questionamentos do tipo: “Por que elas conseguem e eu não?”, “Por que Deus está me castigando?” Ligava a televisão e assistia às diversas reportagens sobre mães que abandonavam seus filhos por não terem condições financeiras para criá-los. Ficava inconformada, pois além de muito amor, eu tinha boas condições para criar um filho, mas elas conseguiam e eu não.

A culpa por eu ter demorado demais para decidir ter um filho logo apareceu. Passou a ser um saco de pedra que eu carregava todos os dias. Acreditava que Deus estava me castigando porque antes eu nunca quis ter filhos. A situação fazia com que eu piorasse cada dia mais. Como engordei muito, decidi fazer uma cirurgia para redução do estômago, e após ter emagrecido, decidi realizar uma nova Fertilização In Vitro.

Meu terapeuta achava que eu não estava emocionalmente preparada para uma nova tentativa, mas eu estava muito certa do que queria e ninguém me fazia mudar de idéia. Iniciei o tratamento, sofri tudo de novo e mais uma vez. resultado negativo. Larguei a terapia e quase terminei meu casamento, pois me sentia uma fracassada e tinha vergonha até de olhar para o meu marido.
Briguei com Deus e com tudo aquilo que eu tinha fé. Me questionava sobre até onde valia a minha crença, mas logo tudo passava e eu pedia desculpas a Deus, pois sabia que Ele estava do meu lado.

Foi então quando o Dr. Arnaldo me pediu para realizar um exame, que constatava se eu tinha alguma rejeição ao sangue do meu marido. Segui sua orientação e descobrimos que meu corpo realmente rejeitava o sangue do meu marido. Comecei um novo tratamento, mas desta vez havia sido identificado um problema diferente das outras vezes, que era como tiros no escuro. Foram seis meses de tratamento, quando tomei diversas injeções muito doloridas mas que não me abatiam, pois eu tinha certeza que iria conseguir.

Após ter tratado essa deficiência, dei início a uma nova Fertilização In Vitro. No dia da transferência, o Dr. Arnaldo me avisou que eu tinha seis embriões, porém apenas um deles estava em perfeitas condições. Decidimos colocar quatro, mas eu fiquei mais segura e com o pé no chão. Acreditava que novamente viria um resultado negativo.

Chegado o dia do exame, não me agüentava de tanta ansiedade na espera pelo resultado. Foi então quando recebi a ligação do Dr. Arnaldo, que disse: “Parabéns futura mamãe!” Uma enorme alegria invadiu meu coração, me fazendo cair em lágrimas. Meu marido, que estava fora de São Paulo, recebeu a notícia por telefone com muitos gritos de emoção.

Dia mais feliz que este, somente quando ela, menina nasceu. Linda, perfeita e saudável. Hoje, com ela aqui, não me arrependo de nada que fiz para consegui-la. Foi tudo muito difícil, angustiante e dolorido, mas ela está aqui e é a minha grande vitória, minha vida.

“Acredite! Pois se você mesma não acreditar, ninguém poderá te ajudar. Tudo te leva a desistir. o cansaço, as dores, o estresse, a parte financeira. mas não desista! Não deixe de lutar por esse sonho, pois quando você conseguir vai ver que nenhuma loucura é louca demais, quando se trata de uma mulher que deseja ser mãe!”

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