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Embriões congelados aumentam as chances de gravidez

3 de fevereiro de 2014
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Embriões congelados aumentam as chances de gravidez

TEC (Transferência de Embriões Congelados) ou FET (Frozen Embryo Transfer)

Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

As mulheres que utilizam embriões congelados nos tratamentos de fertilização podem ter chances maiores de sucesso quando comparadas aquelas que usam os embriões “frescos”. Os resultados atuais de pesquisas mundiais e do IPGO representam uma grande mudança de paradigma na reprodução assistida e pode levar a uma mudança na atual política de preferir embriões congelados aos frescos.

Vantagens:

• Aumento das taxas de implantação;
• Aumento das taxas de gravidez;
• Diminuição taxas de aborto;
• Menor risco de parto prematuro;
• Bebês com maior peso ao nascimento;
• Menor chance de sangramento na gestação.

Estas pesquisas que estão em concordância com os recentes estudos do IPGO, têm demonstrado que a fertilização in vitro, quando for seguida de transferência de embriões congelados, obtém resultados superiores às gestações concebidas em ciclos de transferência de embriões frescos.

A explicação está na receptividade endometrial que fica prejudicada em ciclos frescos, em decorrência da estimulação do ovário, quando comparados com os ciclos de com a preparação isolada do endométrio, sem a interferência dos altos níveis de estradiol (hormônio sexual, da classe dos esteróides, produzido pelos folículos ovarianos) que “encharcam” o endométrio de hormônio, tornando-o inadequado na maioria das vezes, e prejudicando os resultados.

Altos níveis de estradiol são deletérios para a implantação do embrião, principalmente porque eles têm um efeito tóxico sobre o embrião, que pode ocorrer na fase de divisão celular. Além disso, nos tratamento de fertilização in vitro (FIV), as pacientes com níveis altos deste hormônio, no último dia da estimulação ovariana, quando se aplica o medicamento para a maturação final dos óvulos, chamado hCG ( = Ovidrel ou Choriomon) têm chances aumentadas de gerarem bebês pequenos, chamados de “PIGs” (Pequeno Para a idade Gestacional).

Nestes estudos, bebês nascidos de embriões congelados ao nascer, foram, em média, 253 gramas maiores que os demais. Além disso, há uma menor incidência de pré-eclâmpsia (ou DHEG-Doença Hipertensiva Específica) em comparação com pacientes submetidas á transferência de embriões frescos.

Isso poderia ser explicado por uma melhor sincronia embrião e endométrio alcançada com ciclos de preparação isolada do endométrio, um ambiente mais natural e compatível com a concepção espontânea.

No IPGO, em 2013, a taxa de gravidez com embriões congelados foi maior que a de embriões frescos (58% contra 50%). Esta diferença foi ainda mais evidente nos casos de ciclos com maior número de óvulos congelados. Pacientes com mais de 15 óvulos coletados,tiveram taxa de gravidez de 68% quando congelaram os embriões enquanto as que transferiram os “frescos” tiveram somente 47% de sucesso. Neste último grupos as pacientes eram mais jovens.

Agora, a questão é definirmos se para termos resultados melhores de gestações deveremos considerar congelar todos os embriões e transferi-los em uma data posterior, ao invés de transferi-los frescos.
Outra revisão de trabalhos científicos (revisão sistemática), demonstrou que os bebês nascidos de embriões congelados tinham 16% menos risco de ser prematuros e a metade de chances de ser pequeno para a idade gestacional (PIGs), em comparação aos bebês nascidos de embriões frescos.

É bom que se saiba que a transferência de embriões congelados é mais simples, as medicações utilizadas não são injetáveis, são orais ou transdérmicas, e muitas vezes o ciclo natural, sem medicamentos, poderá ser a melhor opção. Portanto, a quantidade total de medicamento é muito menor do que o indicado em um ciclo de FIV fresco.

Referências para leitura:

Anthony N. Imudia, M.D, Awoniyi O. Awonuga, M.D., Anjali J. Kaimal, M.D., M.A.S.,c Diane L. Wright, Ph.D.,a Aaron K. Styer, M.D.,a and Thomas L. Toth, M.D.- Elective cryopreservation of all embryos with subsequent cryothaw embryo transfer in patients at risk for ovarian hyperstimulation syndrome reduces the risk of adverse obstetric outcomes: a preliminary study
Fertility and Sterility® Vol. 99, No. 1, January 2013
Anthony N. Imudiaa Awoniyi O. Awonuga, Joseph O. Doyle,.,a Anjali J. Kaimal,c Diane L. Wright, Thomas L. Toth,.,a and Aaron K. Styera – Peak serum estradiol level during controlled ovarian hyperstimulation is associated with increased risk of small for gestational age and preeclampsia in singleton pregnancies after in vitro fertilization, Fertility and Sterility® Vol. 97, No. 6, June

Bruce S. Shapiroa Said T. Daneshmand, ,b Forest C. Garner, Martha Aguirre, Cynthia Hudson and Shyni Thomas – Evidence of impaired endometrial receptivity after ovarian stimulation for in vitro fertilization: a prospective randomized trial comparing fresh and frozen–thawed embryo transfer in normal responders, Fertility and Sterility_ Vol. 96, No. 2, August 2011

Diana Valbuena, Julio Martin, Jose Luis de Pablo, Jose´ Remohı´, Antonio Pellicer, and Carlos Simon- Increasing levels of estradiol are deleterious to embryonic implantation because they directly affect the embryo, Fertility and Sterility vol. 76, no. 5, november 2001

Matheus Roque, c Karinna Lattes, Sandra Serra, Ivan Sol, B.Psych., Selmo Geber, Ramon Carreras and Miguel Angel Checa, – Fresh embryo transfer in in vitro fertilization cycles: a systematic review and meta-analysis, Fertility and Sterility2012

Há muitos anos …….

Publicação de R.G Edwards 1976 –  A Matter of Life. The Story of IVF 2ª edição, 2011, Impression Publishing.
Poderíamos tentar o congelamento de embriões humanos, e mantê-los  guardados até que os efeitos dos medicamentos para a fertilidade se desapareçam e o ciclo menstrual volte ao  normal. O útero se tornará  mais  receptivo, e capaz de sustentar o crescimento do feto. Nós poderíamos proporcionar  a mãe com uma família inteira mas com filhos espaçados da forma como ela desejava, apenas descongelando cada embrião quando desejado”

 

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