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Falhas de implantação dos embriões podem ser decorrentes de NÍVEIS ELEVADOS DE AROMATASE NO ENDOMÉTRIO

23 de abril de 2014
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Contato: saude@ipgo.com.br
Tel. (11) 3885-4333
 

Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi e Equipe IPGO

Exame já é realizado pelo IPGO

Mesmo após muitos anos do nascimento do primeiro bebê de fertilização in vitro (Louise Brown em 1978) os resultados dos tratamentos de fertilização in vitro ainda não são considerados ideais, apesar da melhora expressiva dos resultados ano a ano. Dois grandes obstáculos são considerados importantes para um resultado positivo. A primeira limitação é uma elevada incidência de alterações cromossômicas (aneuploidias) nos oócitos (óvulos)  e embriões antes da implantação que muitas vezes pode ser diagnosticada pelo Diagnóstico pré-implantacional.  O segundo obstáculo são alterações do endométrio (tecido que reveste internamente o útero) que, mesmo em condições ideais e embriões normais impede a implantação ou desenvolvimento do embrião na cavidade uterina.  Tem sido estudado marcadores endometriais que possam determinar a receptividade endometrial (janela de implamtação) e a dificuldade de implantação embrionária em certas pacientes.

A Aromatase P 450 é um marcador que pode junto à outros como CD56, CD 138 esclarecer estas falhas de implantação. É  uma enzima (estrógeno sintetase) que converte androgênio em estrogênio e está presente em alguns tecidos como ovários, pele, gordura, cérebro e em outros, em  situações patológicas , como câncer de mama ou endometriose. No endométrio a aromatase pode também estar aumentada nos casos de mioma, endometriose e adenomiose.

Trabalhos científicos recentes avaliaram a presença da Aromatase P 450 no endométrio, comparando a taxa de gravidez em pacientes que foram submetidas a tratamentos de fertilização in vitro, e observaram que as pacientes com níveis elevados tinham menor taxa de gravidez quando comparadas aquelas com níveis mais baixos (9,5% X 30,1% ). As amostras de endométrio foram e devem obtidas por biópsia em qualquer fase do ciclo.

O IPGO já realiza este exame (nos casos de FIV, o IPGO realiza durante a VH diagnóstica, que fazemos de rotina antes do tratamento)  e em casos de níveis elevados o tratamento deve ser realizado 2 a 03 meses antes da transferência embrionária, com pílulas anticoncepcionais, análogos do GnRH (Lupron, Lorelim ou Zoladex). Letrozole (Femara), Anastrozole (Arimidex) ou ainda antioxidantes potentes como o Pycnogenol e Resveratrol.

 

Resultados: 

Alto nível de aromatase: 9,5% de gestação.

Baixo nível de aromatase: 30,1% de gestação.

 

Referências:

 

  1. 1. Brosens J, Verhoeven H, Campo R, Gianaroli L, Gordts S,  Hazekamp J, HaÈgglund L, Mardesic T, Varila E, Zech J and Brosens I  High endometrial aromatase P450 mRNA expression is associated with poor IVF outcome Human Reproduction Vol.19, No.2 pp. 352±356, 2004

 

  1. 2. Maia Jr H, Haddad C,  l Pinheiro N,  Casoy J –  The effect of oral contraceptives on aromatase and Cox-2 expression in the endometrium of patients with idiopathic menorrhagia or adenomyosis – International Journal of Women’s Health 2013:5 293–299

 

  1. 3. Maia Jr H, Haddad C,  l Pinheiro N,  Casoy J – Is aromatase expression in the endometrium the cause of endometriosis and related infertility?- Gynecological Endocrinology, April 2009; 25(4): 253–257

 

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