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	<title>IPGO</title>
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	<description>Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetricia</description>
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		<title>Final feliz &#8211;  Doença de Huntington (2)</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 12:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casos Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue o depoimento sobre minha feliz história na clínica IPGO com o Dr. Arnaldo e sua equipe. Minha mãe é portadora de uma doença neurológica degenerativa chamada Doença de Huntington, caracterizada por movimentos involuntários, desequilíbrio, perda cognitiva, entre outros sintomas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Segue o depoimento sobre minha feliz história na clínica IPGO com o Dr. Arnaldo e sua equipe.<br />
</strong></p>
<p>Minha mãe é portadora de uma doença neurológica degenerativa chamada Doença de Huntington, caracterizada por movimentos involuntários, desequilíbrio, perda cognitiva, entre outros sintomas. Essa doença passa de pais para filhos, com incidência de 50% (doença autossômica dominante). Se minha mãe tem, eu tenho 50% de chance de ter, se eu tiver, meu filho teria 50% de chance de ter e assim sucessivamente. Não sei se eu tenho, apesar de existir um exame que detecta a alteração genética em qualquer idade, mesmo sem o desenvolvimento dos sintomas. Decidi não fazer esse exame, pois é uma doença que não tem cura, não tem como adotar nenhum cuidado antecipado que a amenize ou a retarde.</p>
<p>Comecei a planejar ter um bebê em novembro de 2010, porém, devido ao hipotireoidismo não controlado, tive que adiar meus planos. Durante o tempo em que me tratava para acertar a dose do hormônio para a tireóide, ouvi falar pela primeira vez que eu poderia ter um filho com 99,9% de chance de não ter a doença de huntington, mesmo que eu fosse portadora e isso seria possível através de uma seleção genética de embriões saudáveis para posterior transferência para o meu útero, utilizando o tratamento de fertilização &#8220;in vitro&#8221;. Ouvi falar também do IPGO e do Dr. Arnaldo, em São Paulo (sou de Vitória/ES). Uma conhecida fez o tratamento para o mesmo caso, deu certo e me deu as melhores recomendações.</p>
<p>Antes de procurá-los, resolvi ver o que tinha em minha cidade, mas descobri que aqui ainda não haviam feito procedimento como este e também não achei as informações muito claras.</p>
<p>Resolvi então marcar minha primeira consulta com o Dr. Arnaldo. O primeiro contato com a clínica, por telefone mesmo, foi o melhor possível, muito atenciosos, profissionais, transparentes. Me passaram um cronograma com valores para cada etapa, me explicaram tudo direitinho. Me colocaram em contato com o laboratório de genética Genesis, e fui, mesmo de longe, me inteirando sobre todas as coisas, antes mesmo da minha primeira consulta, que aconteceu em agosto de 2011.</p>
<p>Em agosto, enfim, conheci o Dr. Arnaldo e a Fernanda (enfermeira). Dois anjos! A primeira impressão foi a melhor possível. Clínica fisicamente estruturada e o principal, tratamento humanizado, parecia que eu já os conhecia há muito tempo. Tive todas as explicações possíveis, responderam a todas as minhas perguntas. Todos sempre muito positivos. Fui atendida para coleta do material genético no próprio IPGO. Saí de lá certa da minha escolha em fazer o tratamento com o Dr. Arnaldo.</p>
<p>O material para análise das células dos embriões no EUA ficou pronto em outubro (antes do previsto) e iniciei o tratamento para fertilização &#8220;in vitro&#8221; no final de outubro com o bloqueador. Logo depois iniciei o indutor de ovulação. Foi tudo bem tranquilo, sem traumas. Mesmo de longe, me sentia assistida pela equipe do Dr. Arnaldo, em especial a Fernanda, que a qualquer hora do dia e da noite, em finais de semana e feriados, estava disponível para tirar a dúvida mais idiota possível. Sempre com paciência e carinho.</p>
<p>Fiz todos os ultrassons em minha cidade e enviava escaneado para a clínica, por e-mail. No mesmo dia recebia o retorno e orientação sobre como proceder com a medicação.</p>
<p>Final de novembro voltei a São Paulo para fazer a coleta e a transferência. Ocorreu tudo bem na coleta, mas não pude fazer a transferência, pois tive um princípio de hiperestímulo. O Dr. Arnaldo e sua equipe, desta vez, com destaque para a enfermeira Eveline, me deram irrestrito apoio nesses difíceis dias que passei lá. Me ligaram de madrugada, me tranquilizaram, me deram suporte para a recuperação física e emocional. Mesmo longe de casa, não me senti desprotegida. Me orientaram como proceder, os medicamento a tomar e em 3 dias já estava bem melhor.<br />
O Dr. Arnaldo me explicou que o hiperestímulo é um risco que se corre no meu caso, pois é importante que se produza muitos óvulos para a seleção genética.</p>
<p>Dessa vez foi suspensa a transferência. Deixei os embriões congeladinhos lá e voltei pra minha cidade.</p>
<p>Passou um ciclo e já no final tomei bloqueador e no início do ciclo seguinte começou a preparação do meu útero para receber meu filhinho.</p>
<p>No final de janeiro voltei a São Paulo para a tão esperada transferência. E olha só que surpresa o destino me guardou: a transferência caiu exatamente no dia do meu aniversário, dia 31 de janeiro. Fui para a clínica e recebi o meu maior presente que hoje está aqui no meu útero se desenvolvendo a pleno vapor! Estou com 12 semanas e essa semana termina meu tratamento&#8230;Só tenho a dizer obrigada, Dr. Arnaldo! Pela sua competência, por ter desenvolvido um centro de excelência nesta área, que além de poder contar com uma tecnologia de ponta, podemos contar com pessoas do melhor nível, que sabem lidar com o ser humano, seus desejos, seus medos, suas dúvidas, que sabem respeitar cada um com suas diferenças. Uma equipe extremamente atenciosa! Vou sentir falta de todos, especialmente de você Fernanda! Desculpe os torpedos e ligações à noite, finais de semana, as dúvidas sem pé nem cabeça, as insistentes perguntas. Mas sem você, o tratamento não seria possível. Você foi o elo essencial! Para nós que moramos longe, contar com essa atenção é essencial. Para mim, com a atenção que recebi, não fez diferença fazer o tratamento numa cidade que fica a 2 horas de avião de onde moro. Tenho certeza que fui melhor atendida aí do que seria em muitas clínicas daqui, mesmo sem a barreira da distância física.</p>
<p>Recomendo muitíssimo o tratamento no IPGO com o Dr. Arnaldo! Ele é ótimo! Sensível e experiente! Sabe o que faz! Confio nele de olhos fechados! Faria tudo de novo!</p>
<p><strong>Um abraço para todos da equipe IPGO!</p>
<p>Clarice e Pierre<br />
</strong></p>
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		<title>Caso da Doença de Huntington</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 17:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casos Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[A GRAVIDEZ É UMA BENÇÃO DIVINA, E DEVE ASSIM SER TRATADA Eu e meu marido nos conhecemos por intermédio de uma amiga em comum, apesar de estudarmos na mesma faculdade. Quando pensamos em gravidez, ela foi muito planejada, isso pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A GRAVIDEZ É UMA BENÇÃO DIVINA, E DEVE ASSIM SER TRATADA</strong></p>
<p>Eu e meu marido nos conhecemos por intermédio de uma amiga em comum, apesar de estudarmos na mesma faculdade. Quando pensamos em gravidez, ela foi muito planejada, isso pelo fato de haver uma doença genética na minha família. Decidimos escolher o melhor futuro para o nosso filho ou filha, por isso fizemos o PGD (diagnóstico pré-implantacional)*. Meu avô já tinha a doença de Huntington** e minha mãe resolveu fazer o teste de DNA, que deu positivo.</p>
<p>Fizemos uma intensa pesquisa sobre a doença, principalmente na Internet e, como é hereditária, analisamos o que fazer para evitar transmiti-la a nossos filhos. Aliás, fiquei muito em dúvida sobre ter filhos, até porque a única certeza que eu tinha é a de que não queria fazer o teste preditivo, pois é uma doença que não há como prevenir e, pelo menos por enquanto, não tem cura. Então li sobre o PGD e resolvi procurar clínicas de fertilização em Brasília, onde moro. </p>
<p>Na primeira em que fui, o médico foi muito insensível, ficou questionando muito o porquê de eu não querer fazer o teste preditivo, que se desse negativo evitaria todo trabalho e gastos, e perguntou várias vezes ao meu marido se ele não ia querer saber o resultado, pois o afetaria diretamente. Graças a Deus meu esposo é maravilhoso, me apoiou em tudo, inclusive na decisão de não saber se tenho ou não a doença.</p>
<p>Esse médico disse ainda que nunca havia feito um procedimento desse tipo, que teria que pesquisar e que entraria em contato comigo depois para contar como seria, o que aconteceu só um mês depois, período no qual eu já havia pesquisado sobre PGD na Internet em geral, entrado em contato com o IPGO e  resolvido fazê-lo por lá. Todas as informações que precisava foram obtidas junto ao IPGO, primeiramente pela internet, depois pelo telefone e, finalmente, em consultas agendadas em São Paulo. </p>
<p>Minha maior frustração, que graças a Deus não se confirmou, aconteceu quando fiz o primeiro teste de gravidez, antes do prazo estabelecido pelo Dr. Arnaldo. Não resisti e comprei um teste de farmácia, que deu negativo. Fiquei muito triste, frustrada, me preparando para o pior. Mas como disse antes, Deus foi grandioso e tudo deu certo: fiquei grávida na primeira implantação.</p>
<p>Quando eu era adolescente, imaginava que seria tudo mais fácil, que não precisaria passar por todo esse tratamento caro e demorado, além de incômodo e dolorido em alguns momentos. Porém, ao engravidar, foi simplesmente mágico. Uma benção divina. Sem dúvida, minha maior alegria foi ver o rostinho da minha filhinha na hora do parto. Ouvir o seu primeiro chorinho e enfim ver o seu rosto. Foram as melhores sensações que já tive na vida! Estou plenamente realizada com minha princesinha ao meu lado!</p>
<p>Minha mensagem para todas as mães é a seguinte: nunca desistam de seus sonhos! A gravidez é uma bênção divina, e deve assim ser tratada. Cuidem-se e, sobretudo, procurem a assistência de profissionais sérios e capacitados para realizar um tratamento, se necessário. No final, tudo vale a pena! Não me arrependo nem um minuto de tudo o que fiz. Tivemos que fazer alguns sacrifícios, mas hoje eu tenho a tranqüilidade de que, independente de qualquer coisa, minha filha não terá essa doença que aflige tanto a minha família. Sei que fiz minha parte e que nunca serei cobrada por ela.</p>
<p>Recomendo muito o IPGO. Mesmo estando longe eles dão total apoio, ligam qualquer hora que seja necessária, falei diversas vezes com o Dr Arnaldo por telefone, ele é muito sensível e competente, respeita muito a paciente e tem experiência no assunto. Parabenizo também toda a equipe, principalmente a Mariana e a Eveline, muito atenciosas e carinhosas, além de pacientes e sempre disponíveis.</p>
<p>Paciente do IPGO</p>
<p>*Desenvolvido no início dos anos 1990, o PGD (diagnóstico pré-implantacional) é uma forma sofisticada e precoce de diagnóstico pré-natal que visa identificar embriões portadores de doenças genéticas. Por meio desse exame, casais poderão identificar embriões portadores de doenças genéticas antes de serem implantados no útero.</p>
<p>**A doença de Huntington é uma disfunção cerebral hereditária que evolui com degeneração (ocorrem alterações no funcionamento das células) corporal e mental. Não há tratamento ou cura para a doença ainda. </p>
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		<title>Novos tratamentos melhoram a fertilidade da mulher e os resultados dos tratamentos de fertilização in vitro</title>
		<link>http://www.ipgo.com.br/novos-tratamentos-melhoram-a-fertilidade-da-mulher-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 17:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; Contato: saude@ipgo.com.br Tel. (11) 3885-4333 Saiba mais: 1.Por que a fertilização in vitro pode falhar 2.Fertilização in vitro em mulheres mais velhas 3.Fertilização em mulheres com FSH elevado 4.Mini-FIV 5.Biópsia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/images-3.jpg"><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/images-3.jpg" alt="" title="images-3" width="275" height="183" class="alignleft size-full wp-image-3874" /></a></p>
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<p><strong>Contato: saude@ipgo.com.br</strong><br />
<strong>Tel. (11) 3885-4333<br />
</strong><br />
Saiba mais:</p>
<p>1.<a href="http://www.ipgo.com.br/por-que-a-fertilizacao-in-vitro-pode-falhar/">Por que a fertilização in vitro pode falhar</a><br />
2.<a href="http://www.ipgo.com.br/fiv-em-mulheres-maduras/">Fertilização in vitro em mulheres mais velhas</a><br />
3.<a href="http://www.ipgo.com.br/gestacao-em-mulheres-com-fsh-elevado/">Fertilização em mulheres com FSH elevado</a><br />
4.<a href="http://www.ipgo.com.br/minima-estimulacao-ovariana/">Mini-FIV</a><br />
5.<a href="http://www.ipgo.com.br/nova-tecnica-de-pgd-cgh/">Biópsia embrionária, PGD e CGH</a><br />
6.<a href="http://www.ipgo.com.br/estimativa-de-custos/">Qual o custo?</a><br />
7,<a href="http://www.ipgo.com.br/ipgo-galeria-de-videos/">Videos</a><br />
8.<a href="http://www.ipgo.com.br/">Home</a></p>
<p> Mulheres acima de 40 anos apresentam um grande desafio para os tratamentos de infertilidade, pois, após esta idade, os ovários envelhecem e produzem óvulos em menor quantidade e de pior qualidade. É a regra da vida! As chances de gravidez diminuem e as possibilidades de abortos e doenças cromossômicas do bebê aumentam. Os resultados dos tratamentos de fertilização tendem a ser piores e a quantidade de medicação utilizada maior, implicando também num maior custo financeiro. Alguns exames de laboratório podem confirmar esta tendência, mas não definem o real quadro de dificuldades da paciente. Os exames mais importantes para a análise do potencial reprodutivo da mulher são as dosagens dos hormônios FSH, LH, estradiol antimulleriano e Inibina-B, todos dosados no 3º dia do ciclo menstrual. O exame de ultrassom é também bastante útil para esta avaliação. Os resultados podem até ser normais, contudo, na maioria das vezes, os óvulos são de qualidade indesejável.A utilização de novos tratamentos que serão agora apresentados oferece alternativas que podem aumentar as chances de gravidez. Novos trabalhos científicos dão uma nova perspectiva para mulheres que querem ter um bebê mas têm dificuldades. São sete alternativas que podem ajudar a ampliar as possibilidades de sucesso, principalmente nos tratamentos de fertilização assistida:</p>
<p>*Coenzima Q10<br />
*Vitamina D<br />
*DHEA<br />
*Etinil Estradiol<br />
*G-CSF (fator estimulante de colônias de granulócitos)<br />
*Gonadotrofina coriônica humana (hCG) intrauterina antes da transferência dos embriões<br />
*Uso da testosterona antes do início do estímulo ovariano.<br />
*Transferência de embriões em ciclos espontâneos</p>
<p>Estas possibilidades são simples e de baixo custo, quando comparadas aosmedicamentos utilizados nos tratamentos convencionais, e com efeitos colaterais indesejáveis praticamente inexistentes.</p>
<p><strong>1-	Coenzima Q10</strong></p>
<p>A Coenzima Q10 ou Quinona Q10 é uma substância natural do nosso organismo, presente em quase todas as células humanas. Desempenha um papel essencial na capacidade celular de produzir ATP (Adenosina trifosfato), que representa a unidade básica de energia utilizada pelo nosso corpo para manter as funções vitais. Está concentrada em organelas situadas no citoplasma das células (fora do núcleo), chamadas de mitocôndrias. Os óvulos das mulheres com mais idade têm uma quantidade menor de mitocôndrias e menos funcional, provocando diminuição do ATP e um provável envelhecimento dos óvulos. Esta diminuição leva a um prejuízo da divisão dos cromossomos e um aumento de malformações fetais (Síndrome de Down, Edwards e outras) comuns nas mulheres mais velhas. A concentração de ATP que as células carregam está diretamente relacionada com o potencial de implantação dos embriões. O uso da Coenzima Q10 pode substituir a Transferência de Citoplasma ( chamado por alguns, de modo inadequado, de “óvulos turbinados”), um procedimento proibido por lei e pela ética médica, embora a sua realização tenha demonstrado um aumento da taxa de gravidez. Neste processo, utilizado para compensar a perda da fertilidade, realiza-se a transferência dedo citoplasma dos óvulos de mulheres jovens para as mais velhas. É chamado de Heteroplasma – presença de material genético de duas fontes – os bebês possuem três origens genéticas (mãe, pai e doadora). O impacto destas três origens provocou experimentalmente, em animais, nascimentos com distúrbios metabólicos graves, daí a razão da proibição.Uma publicação da revista FertilitySterility, da Sociedade Americana de Reprodução Humana (ASRM-American Society of Reproductive Medicine), demonstrou que suplementos dietéticos ricos em Coenzyma Q10 como os alimentos sardinha, cavalinha, óleo de soja, nozes, fígado de boi e amendoins, além da complementação em comprimidos, podem melhorar o funcionamento das mitocôndrias, a produção de energia, a maturação dos óvulos e a formação de embriões melhores e com maior chance de implantação. Isto é, a Coenzima Q10 faz o papel semelhante à transferência de citoplasma e, portanto, aumenta as taxas de gravidez. Um estudo mostrou que pacientes com uma concentração maior de Coenzima Q10 no fluido folicular tiveram embriões de melhor qualidade e a consequente maior taxa de gestação. Uma outra análise observou ainda uma maior concentração e melhor qualidade do sêmen.  A Coenzima Q10 tem um efeito antioxidante 5 a 10 vezes maior que a Vitamina E. É usada há algum tempo em cardiologia para melhorar a atividade cardíaca e também ajuda a prevenir a pré-eclampsia nas pacientes com gravidez de risco.A dose entre 50 e 200mg, além de melhorar a fertilidade, aumenta a capacidade imunológica, previne a pré-eclampsia nas pacientes com gravidez de risco e melhora a função do músculo cardíaco. Não é vendida em farmácias comuns, mas pode ser manipulada em farmácias especializadas.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>1.	Ben-Meir, J. Chong, A. Borrego-Alvarez,K. H. Moley, A. Jurisicova, R. F. Casper. Obstetrics &#038; Gynecology, Universityof Toronto, Samuel Lunenfeld, “ COQ10 Treatment can improve fertility and oocyte quality in old mice”. Research Institute (SLRI), Toronto, ON,Canada; Toronto Centre for Advanced Reproductive Techniques (TCART),Toronto, ON, Canada; Obstetrics and Gynecology, Washington UniversitySchool of Medicine, St Louis, MO ASRM meeting, Orlando 2012.</p>
<p>2.	Turi A, Giannubilo SR, Brugè F, Principi F, Battistoni S, Santoni F, Tranquilli AL, Littarru G, Tiano L. “Coenzyme Q10 content in follicular fluid and its relationship with oocyte fertilization and embryo grading “. ArchGynecol Obstet. 2012 Apr;285(4):1173-6. Epub 2011 Dec</p>
<p>3.	Balercia G, Buldreghini E, Vignini A, Tiano L, Paggi F, Amoroso S, Ricciardo-Lamonica G, Boscaro M, Lenzi A, Littarru G (2009) “Coenzyme Q10 treatment in infertile men with idiopathic asthenozoospermia: a placebo-controlled, double-blind randomized trial”.FertilSteril 91:1785–1792</p>
<p>4.	Chinnery P, Majamaa K, Turnbull D,Thorburn D (2006) “Treatment for mitochondrial disorder”s. Cochrane Database Syst Rev 1:CD004426</p>
<p><strong>IPGO apresenta trabalho científico sobre a Coenzima Q10 em Congresso Internacional</strong></p>
<p><strong>The 4th International IVI Congress 2011 Reproductive Medicine and Beyond Valencia, Spain</strong></p>
<p><strong>O IPGO sob a orientação e coordenação do Dr. Arnaldo S. Cambiaghi apresentou em Valencia, na Espanha, trabalho científico demonstrando as vantagens do uso da Coenzima Q10 no tratamento de infertilidade em mulheres mais velhas.</strong></p>
<p>Neste estudo foram comparados dois grupos de mulheres, um grupo usando a Coenzima Q10 e outro sem o uso desta. Concluiu-se que o uso da Coenzima Q10 traz benefícios positivos aos óvulos e à qualidade dos embriões aumentando a chance de gravidez nos tratamentos de fertilização. </p>
<p>Coenzyme Q10 contribution in IVF outcome of older patients- Cambiaghi A, Leao R, Castellotti D, Nascimento P, </p>
<p>IPGO- Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia, Obstetricia e Reproducao Humana – São Paulo, Brazil</p>
<p>*Introduction: Aging is frequent associated with loss of mitochondrial function. Coenzyme Q10 (CoQ10), a lipid-soluble component of all cell membranes, is the major antioxidant and essential to mitochondrial function. Its tissue level decreases with age. One study has found an improvement of the quality of bovine embryos treated in vitro with CoQ10. The aim of this study was to assess the contribution of CoQ10 to improve in vitro fertilization (IVF) outcome.</p>
<p>*Material and methods: It was a prospective randomized study accomplished in InstitutoPaulista de Ginecologia e Obstetrícia (São Paulo, Brazil). Between January and December 2010 we selected 44 women older than 37 years, with a previous IVF failure. In group I, the patients received CoQ10 150 mg/d for at least 30 days before the IVF cycle, taking the medication until the oocyte retrieval. In group II, they were submitted straight to next cycle. All of them received the same protocol for ovarian stimulation.</p>
<p>*Results: No difference was found between the two groups in terms of patient’s age (40). We observed a slightly higher number of oocytes and mature oocytes in group without CoQ10. However, in CoQ10 group were found an increasing of fertilization rate, number of embryos, embryo quality, pregnancy and clinical pregnancy rate. All the results have had no statistical significance, probably due to a small number of cases.</p>
<p>*Conclusion: The use of CoQ10 may benefit the oocyte and embryo quality. Nevertheless, larger studies are needed to confirm the effectiveness of this supplement</p>
<p><strong>2-	Vitamina D – 25OH vitamina D</strong></p>
<p>Algumas publicações têm demonstrado que quando a vitamina D estiver abaixo dos níveis normais, existe influência negativa na capacidade reprodutiva das mulheres. A dosagem é feita no sangue. Níveis de 250H vitamina D inferiores a 30 devem ser tratados por medicamentos via oral. Tanto o exame como o tratamento são simples e baratos.A importância da vitamina D é conhecida principalmente no metabolismo ósseo e em outras reações metabólicas, mas, ultimamente, tem sido envolvida em outros processos biológicos do organismo inclusive no crescimento. desenvolvimento e envelhecimento  celular, auto imunidade, resistência insulina (recentemente foi publicado que a sua influência na síndrome dos ovários policísticos), doenças cardiovasculares e mais recentemente na fertilidade e até na ajuda ao combate aos efeitos do envelhecimento. Publicações científicas analisaram grandes populações e observaram que 67% da população geral apresenta taxas inferiores à necessidade de Vitamina D e necessitam de tratamento, independente de desejarem ou não a gestação. O tratamento deve iniciar com uma dose de ataque por 4 semanas e depois continuar com uma dose menor para a manutenção.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>1.	Sangita, Jindal, JunShu, Gohar.“Replete vitamin D stores predict reproductive success following in vitro fertilization”- SebihaUniversity, School of Medicine, Department of Obstetrics and Gynecology, Kocaeli, Turkey; Fertility and Sterility_ Vol. -, No. -, – 2009<br />
2.	TourajMahmoudi, M.Sc. “ Genetic variation in the vitamin D receptor and polycystic ovary syndrome risk”, Fertility and Sterility_ Vol. 92, No. 4, October 2009,., Department of Genetics, Reproductive Biomedicine Research Center.<br />
3.	A. D. Moore, S. H. Naqvi, S. Latif, D. Setukavala, K. Bevilacqua, “VITAMIN D DEFICIENCY IS PREDICTIVE OF DEPRESSIVESYMPTOMS IN WOMEN WITH POLYCYSTIC OVARY SYNDROME(PCOS)”. L. Pal. Obstetrics, Gynecology &#038; Reproductive Sciences,Yale University, New Haven, CT; University of Connecticut, Storrs, CT; KasturbaMedical College, Mangalore, India; Albert Einstein College of Medicine&#038; Montefiore Medical Center, Hartsdale, NY.<br />
4.	S. Dubourdieu, T. Freour, D. Masson, L. Dessolle, B. Chaze, P. Barriere, “ IMPACTOF VITAMIND DEFICIENCYONIVFOUTCOME: ANOBSERVATIONALSTUDY.. MedecineetBiologie de laReproduction,CHU de Nantes, Nantes, France; Laboratoire de BiochimieSp_ecialis_ee, CHUde Nantes, Nantes, France.</p>
<p> <strong>3- DHEA (Dehidroepiandrosterona)</strong></p>
<p>O DHEA (Dihidroepiandrosterona) é um hormônio normal no organismo fabricado no ovário e nas glândulas supra-renais. Diminui progressivamente com a idade. É essencial para a fabricação do hormônio estrógeno da mulher e é vendido como suplemento alimentar com o objetivo de combater o envelhecimento e melhorar a sensação de bem-estar. A falta reduz o desejo sexual, a massa muscular e as ações do sistema imunológico.<br />
Durante o período reprodutivo da mulher, sua concentração no organismo é mais alta. Quando está abaixo do normal, reflete em outros hormônios femininos que também estarão em concentração menor, prejudicando a reprodução. Diversos trabalhos científicos têm demonstrado sua ação positiva em mulheres mais velhas com dificuldade em engravidar ou com falência ovariana precoce. Nestes casos o hormônio FSH está acima do limite ideal (maior do que 10) o que significa que o ovário não produz mais óvulos de boa qualidade. A ingestão do hormônio DHEA por via oral em um período não inferior a dois meses tem demonstrado aumentar as chances de gravidez.<br />
O DHEA foi amplamente vendido em todo o mundo durante a década de 90, como uma medicação milagrosa no combate ao envelhecimento, prevenção de doenças cardíacas, obesidade e até na prevenção à doença de Alzheimer. Entretanto, os seus efeitos benéficos não foram comprovados e por isso, em alguns países, como o Brasil, a venda foi proibida, embora a sua aquisição possa ser feita sem dificuldades pela Internet. Devido à resolução – RDC número 47, de 2 de junho de 2000, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização desta substância no nosso país por não ter sua eficácia comprovada para o que se propunha na época. Nos EUA, porém, foi aprovada como suplemento alimentar e até hoje é comercializada sem restrição. A compra pode ser feita pela Internet com receita médica.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>Premature ovarian failure and dehydroepiandrosterone; Reprint requests: Leonidas Mamas M.D., Ph.D., Neogenesis IVF Centre, 3 Kifisias Ave, 151 23 Marousi, Athens, Greece (Fertility and Sterility_ Vol. 91, No. 2, February 2009 0015-0282/09/$36.00; Copyright ª2009 American Society for Reproductive Medicine, Published by Elsevier Inc.</p>
<p><strong>4-	Etinil Estradiol</strong></p>
<p>O etinil estradiol é um hormônio natural que pode ajudar mulheres com mais idade, próximas a menopausa ou com falência ovariana precoce ficarem grávidas. Estas mulheres que tem o hormônio FSH em níveis elevados (maior que 10) e não respondem à indução da ovulação, podem ser beneficiadas com este hormônio.<br />
A dosagem do FSH no 3º dia do ciclo menstrual no sangue da mulher é a avaliação mais objetiva e simples para se conhecer a capacidade do ovário em produzir óvulos de boa qualidade. O ideal é que o seu nível esteja abaixo de 10. Quando estiver acima deste nível, as chances de gravidez serão muito pequenas. Nestes casos o ovário responde muito pouco ou nem responde aos estímulos hormonais.<br />
Recentes publicações demonstraram que, os pacientes nas condições descritas acima, que receberam o medicamento etnilestradiol (diferente de estradiol) tiveram o FSH diminuído para níveis inferiores a 10 e que por isso aumentaram a sua chance de gravidez. O etinilestradiol ajuda a restaurar os receptores de FSH, que antes não tinham, apesar de estarem em um nível bastante alto. O etinil estradiol tem a vantagem de não interferir nas dosagens do estradiol natural do organismo.  Com este tratamento, os autores conseguiram taxas de gravidez de 25% com os próprios óvulos, em mulheres que já tinham indicações de tratamento com óvulos doados. Esta medicação não está disponível em farmácias comuns, mas pode ser adquirida com orientação médica em farmácias de manipulação.</p>
<p>•	Duas semanas antes do inicio do ciclo a paciente deverá tomar 50 mcgde etinilestradiolpor boca, três vezes ao dia ou 200mg supositórios vaginais duas vezes ao dia. Iniciar a estimulação ovariana com FSHr ou HMG  ( Gonal, Puregon ou Menopur).O etinilestradioldeverásermantidodurante a estimulaçãoovariana. </p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>1.	Check ML, Check JH, Choe JK, Berger GS (2002). &#8220;Successful pregnancy in a 42-year-old woman with imminent ovarian failure following ovulation induction with ethinyl estradiol without gonadotropins and in vitro fertilization&#8221;. ClinExpObstetGynecol29 (1): 11–4.<br />
2.	Check ML, Check JH, Kaplan H (2004). &#8220;Pregnancy despite imminent ovarian failure and extremely high endogenous gonadotropins and therapeutic strategies: case report and review&#8221;. ClinExpObstetGynecol31 (4): 299–301.<br />
3.	Katsoff B, Check JH (2005). &#8220;Successful pregnancy in a 45-year-old woman with elevated day 3 serum follicle stimulating hormone and a short follicular phase&#8221;. ClinExpObstetGynecol32 (2): 97–8.<br />
4.	Check JH (2006). &#8220;Pharmacological options in resistant ovary syndrome and premature ovarian failure&#8221;. ClinExpObstetGynecol33 (2): 71–7.<br />
5.	Check JH (December 2007). &#8220;Mild ovarian stimulation&#8221;. J. Assist. Reprod. Genet.24 (12): 621–7.<br />
6.	Tartagni M, Cicinelli E, De Pergola G, De Salvia MA, Lavopa C, Loverro G (April 2007). &#8220;Effects of pretreatment with estrogens on ovarian stimulation with gonadotropins in women with premature ovarian failure: a randomized, placebo-controlled trial&#8221;. Fertil. Steril.87 (4): 858–61.</p>
<p><strong>5-	G-CSF (fator estimulante de colônias de granulócitos)</strong></p>
<p>Pacientes com:<br />
*	Falhas nos tratamentos de fertilização<br />
*	Abortos repetidos<br />
*	Com má resposta ao estímulo ovariano (más respondedoras)<br />
*	Endométrio com espessura inadequada<br />
*	Melhora dos fatores imunológicos</p>
<p>Esse medicamento, já usado na oncologia, tem demonstrado efeitos positivos em mulheres com problemas inexplicáveis de infertilidade. São pacientes que têm falhas repetidas nos tratamentos de fertilização in vitro e abortos repetidos que podem sugerir problemas imunológicos, mulheres que respondem mal aos estímulos ovarianos e em situações em que o endométrio não alcança a espessura necessária para a implantação dos embriões. Essa medicação, chamada G-CSF – em inglês GRANULOCYTE COLONY-STIMULATING FACTOR), já é naturalmente produzida pelos glóbulos brancos do sangue (neutrófilos), mas quando aplicada, estimula as células tronco.<br />
É largamente utilizada em pacientes que se submetem a quimioterapia, que enfrentam baixa imunidade em decorrência da pequena quantidade de neutrófilos. Além desses efeitos, tem uma ação positiva sobre a placenta (trofoblastos). Não tem efeitos tóxicos ou teratogênicos para o embrião<br />
Um estudo de 2005 (Samassiet al, 2005), publicado na Human Reproduction, avaliou 82 mulheres submetidas a FIV, dosando o nível sérico de G-CSF, e mostrou que as que apresentaram grande aumento do G-CSF endógeno tiveram taxa de gravidez de 33,5%, e as que tiveram nível baixo de G-CSF tiveram taxa de gravidez nula. Esse aumento ocorre principalmente durante a estimulação ovariana, caindo do dia do HCG até o dia da transferência. Entretanto, a partir da transferência, as pacientes que engravidaram mostraram aumento progressivo da citocina, da transferência até a implantação, e então até confirmação da gestação. As que não engravidaram mostraram pequeno aumento até a implantação, mas depois caiu até o dia do beta-HCG, o que sugere um importante papel do G-CSF na implantação e na manutenção da gravidez.</p>
<p>Frente à importância do G-CSF nas diferentes etapas do processo reprodutivo, pensou-se que o G-CSF poderia ser útil como coadjuvante nos tratamentos de fertilidade e abortos de repetição. </p>
<p>Falhas nos tratamentos de fertilização:<br />
Em um estudo publicado na revista HumanReproduction, realizado por Würfelet al, foi utilizado o G-CSF em pacientes com falha de implantação em ciclos prévios de FIV e tiveram taxas de gravidez entre 42% e 73,8% entretanto tiveram taxas de aborto entre  37% e 38%.</p>
<p><strong>Abortos:</strong></p>
<p>Um estudo foi realizado por Scarpellini e Sbracia com mulheres com problemas de abortos repetidos. Eles compararam 35 mulheres tratadas com G-CSF com um grupo de 33 mulheres que receberam, no lugar do G-CSF, um placebo. No grupo que recebeu a medicação, 29 deram à luz um bebê saudável, e seis abortaram novamente (82% de bebês nascidos). Entre as que receberem o placebo, 16 deram à luz, e as outras 17 abortaram (48,5% de bebês nascidos). Foi usado Filgrastim (Neupogen) subcutâneo diário na dose de 1mcg/kg, do sexto dia depois da ovulação até nona semana de gestação. Esses dados são bastante significativos.</p>
<p><strong>Má resposta ao estímulo ovariano (más respondedoras):</strong></p>
<p>Em 2009, Takasaki et al publicaram um estudo na revista especializada Fertility and Sterility no qual demonstraram que, em pacientes más respondedoras, com o uso concomitante de CSF-1 durante o estímulo ovariano, houve menos cancelamentos e menor dose de gonadotrofina necessária, com uma taxa de gravidez de 11%.</p>
<p><strong>Ação sobre o endométrio:</strong></p>
<p>Muitas pacientes têm problemas na implantação nos tratamentos de fertilização decorrentes do endométrio fino (menor do que 7 mm), sem resposta ao estímulo ovariano e aos medicamentos usuais com a finalidade de torná-lo mais espesso. Um estudo publicado na revista especializada Fertility and Sterility, por Gleitcher et al, demonstrou que a utilização do G-CSF aplicado diretamente na cavidade endometrial, antes da transferência dos embriões, pode aumentar a espessura em apenas 48 horas após o uso da medicação. Nesse estudo todas as pacientes melhoraram o endométrio e engravidaram, embora uma gravidez tenha sido ectópica (nas tubas).</p>
<p>Melhora dos fatores imunológicos: em muitas situações, o fator imunológico tem sido responsabilizado pelo insucesso da gravidez podendo substituir os tratamentos propostos com, por exemplo, as “vacinas” com linfócitos paternos (ILP), imunoglobulina e outros. </p>
<p><strong>Referências bibliográficas:<br />
</strong><br />
1.	Scarpelini F. and Sbracia M – Use of granulocyte colony-stimulation factor for te treatment of unexplained recurrent miscarriage; a randomized controllled trial. Human Reproduction 2009. 24:2703-2708.<br />
2.	Wurfel W.,Santijohanser C. et al – High pregnancy rates with admnistration of granulocyte colony-stimulating factor in ART – patients with repetitive implantation failure and lacking killer-cell immunglobulin-like receptors. Human Reproduction 2010, 25:2151-2153.<br />
3.	Gleicher N., Vidali A and Brand D.H. Successful treatment of unresponsive thin endometrium. Fertility Sterility 2011.<br />
4.	Salmassi A, Schmutzler AG, Schaefer S, Koch K, Hedderich J, Jonat W, Mettler L.Is granulocyte colony-stimulating factor level predictive for human IVF outcome? Hum Reprod. 2005 Sep;20(9):2434-40.<br />
5.	Arici A, Macdonald PC and Casey ML (1996) Modulation of the levels of transforming growth factor-beta messenger ribonucleic acids in human endometrial stromal cells. BiolReprod 54,463–469.<br />
6.	Azuma C, Saji F, Kimura T, Tokugawa Y, Takemura M, Samejima Y and Tanizawa O (1990) Steroid hormones induce macrophage colony-stimulating factor (MCSF) and MCSF receptor mRNAs in the human endometrium. J MolEndocrinol 5,103–108.<br />
7.	Bhatnagar P, Papaioannou VE and Biggers JD (1995) CSF-1 and mouse preimplantation development in vitro. Development 121,1333–1339.<br />
8.	Brannstrom M and Norman RJ (1993) Involvement of leukocytes and cytokines in the ovulatory process and corpus luteum function. Hum Reprod 8,1762–1775.<br />
9.	Brannstrom M, Norman RJ, Seamark RF and Robertson SA (1994) Rat ovary produces cytokines during ovulation. BiolReprod 50,88–94.<br />
10.	Calhoun DA, Donnelly WH Jr, Du Y, Dame JB, Li Y and Christensen RD (1999) Distribution of granulocyte colony-stimulating factor (G-CSF) and G-CSF-receptor mRNA and protein in the human fetus. Pediatr Res 46,333–338.<br />
11.	Clark SC and Kamen R (1987) The human hematopoietic colony-stimulating factors. Science 236,1229–1237.<br />
12.	Duan JS (1990) Production of granulocyte colony stimulating factor in decidual tissue and its significance in pregnancy. Osaka City Med J 36,81–97.<br />
13.	Erickson GF and Danforth DR (1995) Ovarian control of follicle development. Am J ObstetGynecol 172,736–747.<br />
14.	Garrido N, Navarro J, Remohi J, Simon C and Pellicer A (2000) Follicular hormonal environment and embryo quality in women with endometriosis. Hum Reprod Update 6,67–74.<br />
15.	Giacomini G, Tabibzadeh SS, Satyaswaroop PG, Bonsi L, Vitale L, Bagnara GP, Strippoli P and Jasonni VM (1995) Epithelial cells are the major source of</p>
<p><strong>6-	Gonadotropina coriônica humana (hCG) intrauterina antes da transferência dos embriões</strong></p>
<p>A implantação é um processo complexo e muitos fatores estão envolvidos como, por exemplo, a gonadotrofina coriônica humana (hCG) . Esse hormônio é secretado pelo embrião e tem papel fundamental na “invasão” do embrião no endométrio e na regulação da tolerância imunológica do endométrio ao embrião, essencial para implantação. Além disso, ele regula a liberação de várias substâncias importantes para esse processo. Dessa forma, a injeção de hCG diretamente no endométrio pode melhorar a taxa de implantação. Um grande estudo publicado em 2011 realizado no Egito por Mansour et al, avaliou a injeção intrauterina de 500 U.I de hCG antes da transferência de embrião e demonstrou que com esse procedimento, houve aumento da taxa de implantação de 29,5% para 41,6% e a taxa de gravidez de 60 para 75%, resultados estatisticamente significativos  (crescimento médio de 23% nesse estudo). Nesta técnica um frasco de hCG é diluído em  meio de cultura e injetada no endométrio antes da  transferência.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>1.	Norwitz ER, Schust DJ, Fisher SJ. Implantation and the survival of early pregnancy. N Engl J Med 2001;345:1400–8. Psychoyos A. Uterine receptivity for nidation. Ann NYAcadSci 1986;476:36–42.<br />
2.	Tsampalas M, Gridelet V, Berndt S, Foidart JM, Geenen V, Perrier d’Hauterive S. Human chorionic gonadotropin: a hormone with immunological and angiogenic properties. J ReprodImmunol 2010;85:93–8.<br />
3.	Burton GJ. Early placental development. Placenta 2006;27:A2.<br />
4.	Zenclussen AC, Gerlof K, Zenclussen ML, Ritschel S, ZambonBertoja A, Fest S, et al. Regulatory T cells induce a privileged tolerant  microenvironment at the fetal-maternal interface. Eur J Immunol 2006;36:82–94.<br />
5.	Licht P, L€osch A, Dittrich R, Neuwinger J, Siebzehnr€ubl E, Wildt L. Novel insights into human endometrial paracrinology and embryo-maternalcommunicationby  intrauterinemicrodialysis. Hum Reprod Update 1998;4:532–8.<br />
6.	Mansour R, Tawab N, Kamal O, El-Faissal Y, Serour A, Aboulghar M, SerourG.Intrauterine injection of human chorionic gonadotropin before embryo transfer significantly improves the implantation and pregnancy rates in in vitro fertilization/intracytoplasmic sperm injection: a prospective randomized study. FertilSteril. 2011 Dec;96(6):1370-1374.e1. Epub 2011</p>
<p><strong>7-	Uso de testosterona antes do estímulo ovariano</strong></p>
<p>As mulheres que respondem mal aos estímulos ovarianos (“más respondedoras”), mesmo com o uso de doses máximas de medicações, representam sempre um grande desafio ao médico especialista. Estes casos representam 9 a 24% das pacientes submetidas a ciclos de fertilização in vitro e independente do protocolo de estimulação usado, os resultados são baixos, com altas taxas de cancelamento e baixas taxas de gravidez.<br />
Um estudo desenvolvido realizado por Bosdou e Cols publicado na revista Human Reproduction Update avaliou o uso da testosterona previamente a ciclos de FIV na tentativa de aumentar a resposta ovariana em pacientes más respondedoras. Esta pesquisa demonstrou que o uso de testosterona transdérmica antes do ciclo de FIV parece aumentar a taxa de gravidez em 15% e a taxa de nascimento em 11%. Além disso, diminui a dose de gonadotrofina necessária e o número de dias de estímulo. Embora ainda sejam necessários mais estudos, este trabalho aponta uma nova possibilidade de tratamento complementar para as pacientes com baixa resposta à estimulação ovariana.<br />
Quatro publicações estudaram o uso da testosterona prévia nos tratamentos de fertilização in vitro: 2 com gel e 2 com patch. </p>
<p>Gel de testosterona:</p>
<p>1-	Estudo feito na Coréia do Sul com 110 pacientes más respondedoras, onde metade recebeu testosterona gel 1% &#8211; (dose equivalente a 12,5 mg de testosterona com taxa de absorção de 10%), por 21 dias prévio ao ciclo associado a pílula. No grupo controle só deu pílula. Em todas foi usado Cetrotide. Observou: menos dose de gonadotrofina necessária, menos dias, maior numero de óvulos coletados e fertilizados, mais embriões bons, maior taxa de implantação e maior taxa de gravidez no grupo de testosterona. Não foi observado efeito colateral.</p>
<p>2-	Estudo realizado em paris com 50 mulheres, metade usou testosterona 1% 1g/dia (equivalente a 10 mg de testosterona por dia, com absorção de 10%). Usou por 15 a 20 dias antes do ciclo (durante o lupron ou durante uso de pilula), não houve diferença entre os grupos.</p>
<p>Patch (adesivo) de testosterona:</p>
<p>3-	Estudo feito em Barcelona com 62 mulheres. Todas foram protocolo longo. Quando confirmava a supressão, metade usou 5 dias de testosterona patch 2,5mg/d antes de inicar o estimulo. houve menor numero de ciclos cancelados, menor dose de gonadotrofina e menos dias.   </p>
<p>4-	Este estudo avaliou 25 másrespondedoras e repetiu o protocolo prévio usando também 5 dias de adesivo de testosterona antes do estimulo e das 25, 20 tiveram melhor resposta com aumento de numero de embrioes. a taxa de gravidez foi de 30%.</p>
<p><strong>Referência Bibliográficas:</strong></p>
<p>1.	Tarlatzis BC, Zepiridis L, Grimbizis G, Bontis J. Clinical management of low ovarian response to stimulation for IVF: a systematic review. Hum Reprod Update 2003; 1:61–76.</p>
<p>2.	Bosdou JK, Venetis CA, Kolibianakis EM, Toulis KA, Goulis DG, Zepiridis L, Tarlatzis BC. The use of androgens or androgen-modulating agents in poor responders undergoing in vitro fertilization: a systematic review and meta-analysis.HumReprod Update. 2012 Mar;18(2):127-45. Epub 2012 Feb 3.</p>
<p>3.	Balasch J, Fabregues F, Penarrubia J, Carmona F, Casamitjana R, Creus M, Manau D, Casals G, Vanrell JA. Pretreatment with transdermal testosterone may improve ovarian response to gonadotrophins in poor-responder IVF patients with normal basal concentrations of FSH. Hum Reprod 2006; 7:1884–1893.<br />
4.	Kim CH, Howles CM, Lee HA. The effect of transdermal testosterone gel pretreatment on controlled ovarian stimulation and IVF outcome in low responders. FertilSteril 2011;2:679–683.</p>
<p>5.	Kyrou D, Kolibianakis EM, Venetis CA, Papanikolaou EG, Bontis J, TarlatzisBC.Howtoimprove the probability of pregnancy in poor responders undergoing in vitro fertilization: a systematic review and meta-analysis. FertilSteril 2009;3:749–766.</p>
<p>6.	Weil S, Vendola K, Zhou J, Bondy CA. Androgen and follicle-stimulating hormone interactions in primate ovarian follicle development. J ClinEndocrinolMetab 1999;8:2951–2956.</p>
<p>7.	Hugues JN, Durnerin IC. Impact of androgens on fertility &#8211; physiological, clinical and therapeutic aspects. Reprod Biomed Online 2005;5:570–580.</p>
<p>8.	Frattarelli JL, Peterson EH. Effect of androgen levels on in vitro fertilization cycles. FertilSteril2004;6:1713–1714.</p>
<p>9.	Fabregues F, Penarrubia J, Creus M, Manau D, Casals G, Carmona F, Balasch J. Transdermaltestosteronemay improve ovarian response togonadotrophins in low-responder IVF patients: a randomized, clinicaltrial. Hum Reprod 2009; 2:349–359.</p>
<p>10.	C. A.Venetis, J. Bosdou, E. Kolibianakis, K. Toulis, D. Goulis, BC Tarlatzis. Unidade para os Direitos Humanos Reprodução, 1 Departamento de Escola de Medicina de OB / Gyn, Universidade Aristóteles de Salónica, N. Efkarpia, Thessaloniki, Grécia</p>
<p><strong>8-	Transferência de embriões em ciclos espontâneos<br />
</strong></p>
<p>Com as regras mais restritivas quanto ao número de embriões transferidos e o avanço nas técnicas de vitrificação de embriões, tem-se crescido muito o número de embriões congelados. Frente a isso, muito tem se discutido a respeito da melhor forma de preparar o endométrio para receber estes embriões após o descongelamento .<br />
Estudos mais recentes vem confirmando esses achados. Mozorov et al, em 2007, em estudo realizado em Nova Iorque (EUA), tiveram 36.76% de gravidez em ciclos naturais de transferência de congelados, para 22.99% de gravidez com reposição de hormônios. Foi observada ainda uma maior espessura endometrial no ciclo natural, com uma menor concentração de estradiol no sangue. Nas pacientes que engravidaram, o nível de estradiol foi menor que nas que tiveram falha, mostrando que o estradiol em excesso talvez atrapalhe a implantação .<br />
	Um novo estudo avaliando 648 ciclos de transferências de congelados, na Coréia do Sul, também observou maior taxa de gravidez em ciclos naturais (41,9%) contra 30,4% em ciclos com hormônios, além de maior taxa de implantação. Não houve diferença na espessura endometrial ou nível de estradiol .<br />
Um outro estudo, realizado na França mostrou esse mesmo resultado. Comparando o ciclo natural com ciclo com estrógeno ou estimulação ovariana com gonadotrofinas, observou uma taxa de gravidez superior no ciclo natural (20,49% contra 13,04% e 11,32% nos outros grupos).<br />
Apesar dos bons resultados, ressaltamos que o ciclo natural para transferência de embriões só pode ser tentado se a paciente apresenta níveis hormonais normais e ciclo regular. Além disso, exige-se um controle mais rigoroso de ultrassom e dosagens hormonais.<br />
Nos casos em que é possível, o ciclo natural é uma boa opção para aumentar a chance de implantação e gravidez nos ciclos de transferência de embriões congelados.</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>
<p>1 &#8211; Morozov V, Ruman J, Kenigsberg D, Moodie G, Brenner S. Natural cycle cryo-thaw transfer may improve pregnancy outcome.J Assist Reprod Genet. 2007 Apr;24(4):119-23. Epub 2007 Feb 16.<br />
2 &#8211; Loh SK, Leong NK. Factors affecting success in an embryo cryopreservation programme.Ann Acad Med Singapore. 1999 Mar;28(2):260-5.<br />
3 – Chang EM, Han JE, Kim YS, Lyu SW, Lee WS, Yoon TK. Use of the natural cycle and vitrification thawed blastocyst transfer results in better in-vitro fertilization outcomes : cycle regimens of vitrification thawed blastocyst transfer.J Assist Reprod Genet. 2011 Apr;28(4):369-74. Epub 2011 Jan 13.</p>
<p>4- El Bahja D, Hertz P, Schweitzer T, Lestrade F, RagageJP.Frozen embryo transfer protocol: Does spontaneous cycle give good results?]GynecolObstetFertil. 2012 Feb 15.</p>
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		<title>Medicamentos para câncer podem melhorar a fertilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
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		<description><![CDATA[G-CSF (fator estimulador de colônias de granulócitos) Uma alternativa em reprodução humana que melhora a fertilidade dos casais Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi Dr. Rogério B. F. Leão Esse medicamento, já usado na oncologia, tem demonstrado efeitos positivos em mulheres com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>G-CSF (fator estimulador de colônias de granulócitos)<br />
Uma alternativa em reprodução humana que melhora a fertilidade dos casais</strong><br />
<strong><br />
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi<br />
Dr. Rogério B. F. Leão</strong></p>
<p>Esse medicamento, já usado na oncologia, tem demonstrado efeitos positivos em mulheres com problemas inexplicáveis de infertilidade. São pacientes que têm falhas repetidas nos tratamentos de fertilização in vitro e abortos repetido,s que podem sugerir problemas imunológicos, mulheres que respondem mal aos estímulos ovarianos e em situações em que o endométrio não alcança a espessura necessária para a implantação dos embriões. Essa medicação, chamada G-CSF ou CSF-3 (fator estimulador de colônias de granulócitos – em inglês GRANULOCYTE COLONY-STIMULATING FACTOR), já é naturalmente produzida pelos glóbulos brancos do sangue (neutrófilos), mas quando aplicada, estimula as células tronco.<br />
É largamente utilizada em pacientes que se submetem a quimioterapia, que enfrentam baixa imunidade em decorrência da pequena quantidade de neutrófilos. Além desses efeitos, tem uma ação positiva sobre a placenta (trofoblastos). Não tem efeitos tóxicos ou teratogênicos para o embrião.<br />
Um estudo de 2005 (Samassi et al, 2005), publicado na Human Reproduction, avaliou 82 mulheres submetidas a FIV, dosando o nível sérico de G-CSF, e mostrou que as que apresentaram grande aumento do G-CSF endógeno tiveram taxa de gravidez de 33,5%, e as que tiveram nível baixo de G-CSF tiveram taxa de gravidez nula. Esse aumento ocorre principalmente durante a estimulação ovariana, caindo do dia do HCG até o dia da transferência. Entretanto, a partir da transferência, as pacientes que engravidaram mostraram aumento progressivo da citocina, da transferência até a implantação, e então até confirmação da gestação. As que não engravidaram mostraram pequeno aumento até a implantação, mas depois caiu até o dia do beta-HCG, o que sugere um importante papel do G-CSF na implantação e na manutenção da gravidez.<br />
Frente à importância do G-CSF nas diferentes etapas do processo reprodutivo, pensou-se que o G-CSF poderia ser útil como coadjuvante nos tratamentos de fertilidade e abortos de repetição. Nos EUA, alguns médicos iniciaram o uso dessa medicação em pacientes com falhas de FIV, mas ainda sem estudos que confirmassem seu benefício.<br />
Os granulócitos são provenientes da medula óssea e liberados no sangue; são 65% das células brancas; possuem muitos grânulos no citoplasma, daí o nome (granuló, de grânulos; cito, de célula; célula com grânulos). São representados pela células: basófilos (0,5% a 1% dos granulócitos), eosinófilos (3% a 5% dos granulócitos) e neutrófilos (90% a 95% dos granulócitos). Como os neutrófilos ocorrem em maior quantidade, as pessoas entendem por neutrófilos todos os granulócitos, então, é preciso tomar cuidado com isso. Os granulócitos circulam pelo sangue e podem migrar para os tecidos, por exemplo, os ovários e o endométrio, o que beneficiaria os resultados nos tratamentos de fertilização.<br />
Existem outros Fatores Estimulantes de Colônias – CSFs (colony-stimulation factor) – com funções semelhantes: CSF-1, ou fator estimulante de macrófagos (macrophage colony-stimulation factor); e CSF-2 ou GM-CSF, fator estimulante de macrófagos e granulócitos (granulocyte-macrophage colony-stimulation factor). Não são produzidos só nas células sanguíneas, mas também em vários tecidos como osteoblastos, endotélio, ovários e endométrio. Estudos demonstraram que nos tecidos fetais há receptores para esses fatores de crescimento, e a concentração sanguínea dessas citocinas aumenta durante ovulação, além de ter alta concentração no interior dos folículos e nos tecidos fetais. Em animais, se essas citocinas estiverem ausentes, não ocorrerá implantação. Conclui-se, então, a importância desses fatores em todas as etapas reprodutivas.</p>
<p>Vantagens:</p>
<p>1-	Melhora dos fatores imunológicos: em muita situações, o fator imunológico tem sido responsabilizado pelo insucesso da gravidez. Muitos tratamentos têm sido propostos com, por exemplo, as “vacinas” com linfócitos paternos (ILP), imunoglobulina e outros. Entretanto, existem muitas controvérsias sobre eles pela falta de evidências nos resultados apresentados, pelo alto custo e pelas dificuldades técnicas em administrá-los. O G-CSF pode ser uma alternativa para a correção desses problemas. Isso porque o sistema imunológico é composto por células do sangue que nos outros tratamentos são injetadas nas pacientes, mas nesses tratamentos esse medicamento estimula as próprias células do organismo, tornando o processo mais natural.</p>
<p>A)	Falhas nos tratamentos de fertilização:</p>
<p>Em um estudo publicado na revista Human Reproduction, realizado por Würfel et al, foi utilizado o G-CSF em pacientes com falha de implantação em ciclos prévios de FIV. Elas e=usaram 13 mU de G-CSF a cada três dias após a transferência dos embriões, e os resultados foram uma taxa de gravidez entre 42% e 73,8%. São taxas muito altas, porém, houve também uma taxa de aborto acima do esperado (entre 37% e 38%).</p>
<p>B)	Evitando abortos:</p>
<p>Um estudo foi realizado por Scarpellini e Sbracia com mulheres com problemas de abortos repetidos. Eles compararam 35 mulheres tratadas com G-CSF com um grupo de 33 mulheres que receberam, no lugar do G-CSF, um placebo. No grupo que recebeu a medicação, 29 deram à luz um bebê saudável, e seis abortaram novamente (82% de bebês nascidos). Estre as que receberem o placebo, 16 deram à luz, e as outras 17 abortaram (48,5% de bebês nascidos). Foi usado Filgrastim (Neupogen) subcutâneo diário na dose de 1mcg/kg, do sexto dia depois da ovulação até nona semana de gestação. Esses dados são bastante significativos.</p>
<p>2-	Pacientes com má resposta ao estímulo ovariano (más respondedoras):<br />
Além do G-CSF, já foi observado que outras citocinas, como CSF-1 (macrophage colony-stimulation factor), também são importantes nos processos de reprodução. Em modelos animais já se demonstrou que na ausência desta citocina não ocorre implantação. Ela é semelhante ao G-CSF, mas estimula a produção de outro tipo de glóbulo branco, chamado macrófago.<br />
Em 2009, Takasaki et al publicaram um estudo na revista especializada Fertility and Sterility no qual demonstraram que, em pacientes más respondedoras, com o uso concomitante de CSF-1 durante o estímulo ovariano, houve menos cancelamentos e menor dose de gonadotrofina necessária, com uma taxa de gravidez de 11%. Selecionaram, então, entre as más respondedoras, somente as que tinham CSF-1 sérico baixo e o associaram ao estímulo ovariano, obtendo maior número de oócitos fertilizados, menos cancelamentos em relação a ciclo prévio e taxa de gravidez de 40%, valor bem alto em se tratando de más respondedoras. A medicação utilizada foi o M-CSF (Mirimostim), 8MU em dias alternados. Essa medicação ainda não é vendida no Brasil, precisando ser importada.</p>
<p>3-	Ação sobre o endométrio:<br />
Muitas pacientes têm problemas na implantação nos tratamentos de fertilização decorrentes do endométrio fino (menor do que 7 mm), sem resposta ao estímulo ovariano e aos medicamentos usuais com a finalidade de torná-lo mais espesso. Um estudo publicado na revista especializada Fertility and Sterility, por Gleitcher et al, demonstrou que a utilização do G-CSF aplicado diretamente na cavidade endometrial, antes da transferência dos embriões, pode aumentar a espessura em apenas 48 horas após o uso da medicação. Nesse estudo todas as pacientes melhoraram o endométrio e engravidaram, embora uma gravidez tenha sido ectópica (nas tubas).</p>
<p>Referências bibliográficas:</p>
<p>1.	Scarpelini F. and Sbracia M – Use of granulocyte colony-stimulation factor for te treatment of unexplained recurrent miscarriage; a randomized controllled trial. Human Reproduction 2009. 24:2703-2708.</p>
<p>2.	Wurfel W.,Santijohanser C. et al – High pregnancy rates with admnistration of granulocyte colony-stimulating factor in ART – patients with repetitive implantation failure and lacking killer-cell immunglobulin-like receptors. Human Reproduction 2010, 25:2151-2153.</p>
<p>3.	Gleicher N., Vidali A and Brand D.H. Successful treatment of unresponsive thin endometrium. Fertility Sterility 2011.</p>
<p>4.	Salmassi A, Schmutzler AG, Schaefer S, Koch K, Hedderich J, Jonat W, Mettler L.<br />
Is granulocyte colony-stimulating factor level predictive for human IVF outcome? Hum Reprod. 2005 Sep;20(9):2434-40.</p>
<p>5.	Arici A, Macdonald PC and Casey ML (1996) Modulation of the levels of transforming growth factor-beta messenger ribonucleic acids in human endometrial stromal cells. Biol Reprod 54,463–469.</p>
<p>6.	Azuma C, Saji F, Kimura T, Tokugawa Y, Takemura M, Samejima Y and Tanizawa O (1990) Steroid hormones induce macrophage colony-stimulating factor (MCSF) and MCSF receptor mRNAs in the human endometrium. J Mol Endocrinol 5,103–108.</p>
<p>7.	Bhatnagar P, Papaioannou VE and Biggers JD (1995) CSF-1 and mouse preimplantation development in vitro. Development 121,1333–1339.</p>
<p>8.	Brannstrom M and Norman RJ (1993) Involvement of leukocytes and cytokines in the ovulatory process and corpus luteum function. Hum Reprod 8,1762–1775.</p>
<p>9.	Brannstrom M, Norman RJ, Seamark RF and Robertson SA (1994) Rat ovary produces cytokines during ovulation. Biol Reprod 50,88–94.</p>
<p>10.	Calhoun DA, Donnelly WH Jr, Du Y, Dame JB, Li Y and Christensen RD (1999) Distribution of granulocyte colony-stimulating factor (G-CSF) and G-CSF-receptor mRNA and protein in the human fetus. Pediatr Res 46,333–338.</p>
<p>11.	Clark SC and Kamen R (1987) The human hematopoietic colony-stimulating factors. Science 236,1229–1237.</p>
<p>12.	Duan JS (1990) Production of granulocyte colony stimulating factor in decidual tissue and its significance in pregnancy. Osaka City Med J 36,81–97.</p>
<p>13.	Erickson GF and Danforth DR (1995) Ovarian control of follicle development. Am J Obstet Gynecol 172,736–747.</p>
<p>14.	Garrido N, Navarro J, Remohi J, Simon C and Pellicer A (2000) Follicular hormonal environment and embryo quality in women with endometriosis. Hum Reprod Update 6,67–74.</p>
<p>15.	Giacomini G, Tabibzadeh SS, Satyaswaroop PG, Bonsi L, Vitale L, Bagnara GP, Strippoli P and Jasonni VM (1995) Epithelial cells are the major source of</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Genética do envelhecimento ovariano prematuro</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 16:16:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
				<category><![CDATA[IPGO News]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ipgo.com.br/?p=3810</guid>
		<description><![CDATA[Alteração genética causa riscos de envelhecimento prematuro dos ovários, menopausa precoce e possibilidade de filhos com retardo mental Muitas mulheres só descobrem que têm uma diminuição precoce da função ovariana quando realizam dosagens hormonais para avaliar sua fertilidade. Aí descobrem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Alteração genética causa riscos de envelhecimento prematuro dos ovários, menopausa precoce e possibilidade de filhos com retardo mental<br />
</strong></p>
<p>Muitas mulheres só descobrem que têm uma diminuição precoce da função ovariana quando realizam dosagens hormonais para avaliar sua fertilidade. Aí descobrem que têm chances aumentadas de menopausa precoce e, além disso, algumas vezes, esse problema pode estar associado ao risco de ter filhos com problemas mentais.</p>
<p>Normalmente, na idade fértil da mulher, os ovários produzem óvulos e hormônios em níveis satisfatórios, que indicam uma provável ovulação normal e boa capacidade de gerar filhos, desde que não haja outros problemas que impeçam a gravidez. Essa rotina deve ocorrer até a idade próxima dos 40 anos. Se os hormônios FSH, LH, Estradiol e o hormônio Anti-Mulleriano, que de algum modo comprovam o funcionamento equilibrado das funções reprodutivas estão normais, indicam nessa fase uma Reserva Ovariana compatível com a idade da mulher. Apenas será observado o envelhecimento natural dos cromossomos com o tempo, diminuindo a chance de ter filhos ao longo dos anos.</p>
<p>Quando a insuficiência ovariana ocorre precocemente, antes dos 40 anos, chamamos de INSUFICIÊNCIA OVARIANA PREMATURA, ENVELHECIMENTO PRECOCE DOS OVÁRIOS ou, em situações extremas FALÊNCIA OVARIANA PREMATURA, esta última também chamada de MENOPAUSA PRECOCE. Nesses casos, mesmo nas mulheres que apresentam as menstruações normais, o ovário tem comportamento de envelhecimento antes da época esperada, assim, elas não ovulam adequadamente, têm dificuldade de engravidar, respondem pouco ou nada aos medicamentos que estimulam os ovários e têm níveis do hormônio FSH aumentados e do hormônio Anti-Mulleriano diminuído. Isso pode acontecer por vários motivos, mas entre todos o que mais preocupa é a alteração do gene FMR-1 (Fragile X Mental Retardation 1), situado no cromossomo X da mulher (lembrando que os cromossomos são 46XX para a mulher e 46XY para o homem). Esse cromossomo X tem uma aparencia &#8220;frágil&#8221; sob o microscópio, um fenômeno que deu à síndrome o nome X frágil.</p>
<p>O Gene FMR-1 é formado por uma sequência de três substâncias chamadas nucleotídeos que se repetem. Cada sequência é abreviada pela sigla CGG: C (citosina), G (guanina), G (guanina). Uma mulher normal deve ter até 30 repetições dessa sequência. Quando existe uma expansão (um aumento) do número de repetições da mesma, chegando a acima de 200, o gene FMR-1 fica inativo e não produz a proteína FMRP, que é necessária para o normal desenvolvimento neurológico, provocando uma doença grave que leva à deficiência mental. É a Síndrome do X-FRÁGIL ou Síndrome de Martin Bell, uma desordem genética considerada a causa mais frequente de retardo mental herdado. São indivíduos desabilitados intelectualmente e com várias alterações físicas (orelhas proeminentes, cara longa pelo excesso de maxilar vertical, palato arqueado e outras). Na população, apresenta uma incidência estimada de 1/4.000 em homens e de 1/4.000 a 1/8.000 em mulheres.<br />
Repetições entre 30 e 200 não causam essa doença, mas provocam repercussões de gravidade variável. As mulheres são saudáveis, mas apresentam manifestações ocultas que só serão observadas quando houver sinais de insuficiência ovariana ou alterações hormonais detectadas quando solicitadas. São as situações Intermediária e Pré-mutação, que são avaliadas pelo exame de sangue chamado PCR para X Frágil, que determina o número de repetições no gene desta sequência.</p>
<p><strong>O QUE NOS PREOCUPA?</strong></p>
<p>As duas situações que merecem maior atenção são a Intermediária e a Pré-mutação, por causarem alterações clínicas, na maioria das vezes ocultas e pouco evidentes para um diagnóstico antecipado, e provocarem complicações futuras.</p>
<p><strong>1.	Intermediário ou zona cinzenta (45-54 CGG repetições):</strong></p>
<p>•	associada à Insuficiência ovariana Prematura (POI);<br />
•	ocorre em 1 a cada 35 mulheres;<br />
•	recentes estudos demonstraram que mesmo repetições entre 35 e 44 podem levar ao ENVELHECIMENTO PRECOCE DOS OVÁRIOS (Karimov-2011 e Gleycher-2009).</p>
<p><strong>2.	Pré-mutação (55-200CGG repetições):</strong></p>
<p>•	ocorre em 1 a cada 300 mulheres;<br />
•	tem maior chance de desenvolver insuficiência ovariana, diminuição da fecundidade e uma insuficiência ovariana oculta. Tem ciclos regulares, mas FSH aumentado, Hormônio Antiulleriano e Inibina B diminuídos;<br />
•	20% dos casos têm Insuficiência ovariana evidente e menopausa antecipada em 5 anos.</p>
<p>                Insuficiência ovariana oculta pode ser observada em mulheres entre 18 e 40 anos com FSH aumentado e Inibina B e AMH diminuídos. Cerca de 4 a 7,5% dessas pacientes apresentam a pré-mutação. Apesar de não ser tão frequente, é importante pesquisar o número de repetições no gene FMR1 nessas pacientes pelo risco de ter filhos com a síndrome. Pacientes portadoras da pré-mutação, ao formar seus gametas, podem ter expansão das repetições para mais de 200 repetições, e assim ter filhos com a mutação completa, risco que é maior quanto maior o número de repetições da mãe. Assim, se a mãe tiver mais de 90 repetições, a chance de expandir à mutação completa é maior que 90%, enquanto que de 59 a 79 repetições essa chance é de menos de 50%. Mulheres com repetições entre 45 e 70 têm somente 4 a 5% de chance de ter essa expansão para sua prole, mas ela pode acabar evoluindo para a mutação completa após duas a três gerações.<br />
		Frente a tudo isso, o American College of Medical Genetics, o American College of Obstetricians and Gynecologists, a European Society for Human Genetics e a European Society for Human Reproduction and Embryology (ESHRE) recomendam a pesquisa da premutação do gene FMR1 em pacientes com alteração da função ovariana, principalmente se houver história familiar de FOP, X-frágil ou retardo mental de origem desconhecida.<br />
Entretanto, deve-se observar que embora a presença da pré-mutação aumente o risco da Falência Ovariana Prematura, essa alteração não determina obrigatoriamente que isso ocorrerá. Parece haver outros genes envolvidos na determinação da idade da menopausa. Ela serve de alerta para fazer a pesquisa de reserva ovariana precocemente, para não adiar demais a maternidade e evitar hábitos como o cigarro, que pode diminuir ainda mais a idade da menopausa. Além disso, aconselhamento genético é importante nesses casos, para avaliar os riscos de filhos com a doença. </p>
<p><a href="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/grafico11-definitivo1.jpg"><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/02/grafico11-definitivo1-300x193.jpg" alt="" title="Gráfico" width="300" height="193" class="alignnone size-medium wp-image-4017" /></a></p>
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<p><strong>Perguntas e Respostas:</strong></p>
<p>1)	O qué é Insuficiencia Ovariana Primária Associada ao Cromossomo X-Frágil (abreviado em inglês FXPOI)?</p>
<p>FXPOI é uma condição na qual os ovários não estão funcionando a plena capacidade em uma paciente portadora da pré-mutação FMR1. Os sintomas comuns da FXPOI incluem menstruações ausentes ou irregulares, sintomas da menopausa, como ondas de calor etc., menopausa precoce e infertilidade.</p>
<p>2)	Qual a função dos ovários?</p>
<p>Os ovários fazem parte do sistema reprodutivo de uma mulher. Eles são como um &#8220;ninho&#8221; que contém todos os ovos, que são liberados para o útero a cada mês no meio do ciclo menstrual, quando poderá ser fertilizado. Se não for fertilizado, será  eleminado no período menstrual.<br />
Ovários também produzem e liberam hormônios que são importantes para a fertilidade e para a preparação e manutenção do endométrio. Com o passar dos anos, os ovários diminuem a sua função reprodutiva e produzem menos óvulos e pouco saudáveis para o desenvolvimento de um bebê. Os ovários em mulheres com FXPOI não funcionam a plena capacidade e podem assemelhar-se aos ovários de uma mulher mais velha, tanto no número quanto na qualidade dos ovos disponíveis.</p>
<p>3)	Qual a difrença  entre FXPOI e Menopausa Precoce? </p>
<p>As mulheres com FXPOI podem desenvolver sintomas semelhantes aos da menopausa, como ondas de calor e secura vaginal, mas a FXPOI difere da menopausa em alguns aspectos importantes.</p>
<p>	Mulheres com FXPOI ainda podem engravidar em alguns casos porque seus ovários podem, ocasionalmente, liberar óvulos viáveis. Mulheres na menopausa não conseguem engravidar, porque seus ovários não produzem mais óvulos.</p>
<p>	Mulheres com FXPOI podem voltar a ter menstruações, mas as mulheres na  menopausa não terão mais períodos menstruais.</p>
<p>	Portadoras pré-mutação FMR1 podem ter a função ovariana normal, ainda que possam ter em um futuro breve a menopausa precoce (ao redor dos 40 anos).  A menopausa ocorre normalmente ao redor dos 50 anos. </p>
<p>4)	O que é Falência Ovariana Prematura (sigla em inglês = POF) e como difere da  FXPOI ?</p>
<p>POF significa &#8220;Falência Ovariana Prematura&#8221;, que é a completa cessação dos períodos menstruais antes da idade de 40. Os sintomas da FXPOI incluem  POF, que é o estágio final da síndrome, além de outros sintomas de insuficiência ovariana, como ciclos irregulares, infertilidade, ondas de calor etc. Os sintomas da FXPOI podem ser mais amplos do que os sintomas da POF sozinha.</p>
<p>5)	Como uma mulher pode saber se tem FXPOI ?</p>
<p>Por definição, todas as mulheres que têm FXPOI têm a pré-mutação FMR1. Se uma mulher tiver os sintomas da  FXPOI, ela deverá recorrer ao seu médico para os exames hormonais e o teste genético para o FMR1.<br />
Se for confirmada a pré-mutação, será importante que os familiares próximos tenham ciência para identificar outros portadores na familia que possam estar em risco de ter a FXPOI e suas consequências.<br />
Todas as mulheres portadoras FMR1 devem manter um registro de seus ciclos menstruais e anotar padrões incomuns como ausência de menstruações, ciclos anormalmente longos (mais de 35 dias) ou ciclos curtos (menos de 21 dias). Além disso, devem estar atentas a outras alterações físicas, tais como ondas de calor, insônia, ressecamento vaginal e/ou diminuição da libido, aumento da ansiedade etc.</p>
<p>6)	Qual a frequência da FXPOI na população em geral?</p>
<p>A FXPOI ocorre em cerca de 20-25% dos adultos do sexo feminino portadores de pré-mutação FMR1. Também tem sido relatada em adolescentes, embora seja menos comum nessa população.</p>
<p>7)	As mulheres com uma pré-mutação FMR1 podem engravidar? </p>
<p>Muitas mulheres que são portadoras da FMR1 podem engravidar. No entanto, todas correm o risco de ter filhos com síndrome do X frágil e por isso devem consultar um especialista em medicina reprodutiva ou genética para discutir questões reprodutivas.<br />
As mulheres que tiverem a fertilidade normal podem tentar engravidar naturalmente ou avaliar com um especialista as opções reprodutivas, como o Diagnóstico Genético Pré-implantacional, que avalia o embrião antes de ser transferido para o útero (PGD – CGH). Se a concepção for natural, a avaliação poderá ser feita no pré-natal pela amniocentese ou biópsia do vilo corial (BVC). Em algunas casos, poderá ser discutido outras opções da medicina reprodutiva, como incluindo fertilização in vitro com os próprios óvulos ou  fertilização in vitro com óvulos doados.</p>
<p>8)	Como uma paciente pode saber se é portadora da pré-mutação FMR1?</p>
<p>Qualquer médico especialista em reprodução humana ou geneticista pode solicitar o  exame PCR para X- frágil.</p>
<p>A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG) recomendam que todas as mulheres com insuficiência ovariana ou níveis elevados de FSH façam esse teste. Cerca de 2% (1/50) das mulheres com insuficiência ovariana são encontrados para ter uma pré-mutação FMR1, assim como cerca de 7% (15/01) das pacientes com uma história pessoal e familiar de insuficiência ovariana.</p>
<p><strong>Contato: saude@ipgo.com.br<br />
Tel. (11) 3885-4333 </p>
<p>Após esta leitura, leia também:<br />
</strong></p>
<p>1.	<a href="http://www.ipgo.com.br/por-que-a-fertilizacao-in-vitro-pode-falhar/">Por que a fertilização in vitro pode falhar</a><br />
2.	<a href="http://www.ipgo.com.br/congelamento-de-embrioes-ovulos-e-tecido-ovarino/">“Amazenamento” de embriões</a><br />
3.	<a href="http://www.ipgo.com.br/fertilizacao-in-vitro-bebe-de-proveta-icsi/">Os tratamentos de fertilização in vitro</a><br />
4.	<a href="http://www.ipgo.com.br/fiv-em-mulheres-maduras/">Fertilização in vitro em mulheres maduras</a><br />
5.	<a href="http://www.ipgo.com.br/gestacao-em-mulheres-com-fsh-elevado/">Fertilização em mulheres com FSH elevado</a><br />
6.	<a href="http://www.ipgo.com.br/vitrificacao/">Vitrificação</a><br />
7.	<a href="http://www.ipgo.com.br/novos-tratamentos-melhoram-a-fertilidade-da-mulher-2/">Tratamentos que podem melhorar a fertilidade da mulher e os resultados dos tratamentos de fertilização </a><br />
8.	<a href="http://www.ipgo.com.br/nova-tecnica-de-pgd-cgh/">Biópsia embrionária, PGD e CGH</a><br />
9.	<a href="http://www.ipgo.com.br/estimativa-de-custos/">Qual o custo?</a><br />
10.	<a href="http://www.ipgo.com.br/ipgo-galeria-de-videos/">Videos</a><br />
11.    <a href="http://www.ipgo.com.br/congelamento-de-ovulos/"> congelamento de óvulos</a><br />
12.	<a href="http://www.ipgo.com.br/">Home</a></p>
<p><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>
<p>1- Wittenberger MD, Hagerman RJ, Sherman SL, McConkie-Rosell A, Welt CK, Rebar RW, Corrigan EC, Simpson JL, Nelson LM. The FMR1 premutation and reproduction. FertilSteril. 2007 Mar;87(3):456-65. Epub 2006 Oct.</p>
<p>2- Welt CK, Smith PC, Taylor AE. Evidence of early ovarian aging in fragile X premutation carriers. J ClinEndocrinolMetab 2004;89:4569–74.</p>
<p>3- Nolin SL, Brown WT, Glicksman A, Houck GE Jr, Gargano AD, Sullivan A, et al. Expansion of the fragile X CGG repeat in females with premutation or intermediate alleles. Am J Hum Genet 2003;72:454–64.</p>
<p>4- Hunter JE, Epstein MP, Tinker SW, Charen KH, Sherman SL. Fragile X-associated primary ovarian insufficiency: evidence for additional genetic contributions to severity. Genet Epidemiol. 2008 Sep;32(6):553-9.</p>
<p>5- Platteau P, Sermon K, Seneca S, Van Steirteghem A, Devroey P, Liebaers I. Preimplantation genetic diagnosis for fragile Xa syndrome: difficult but not impossible. Hum Reprod. 2002 Nov;17(11):2807-12.</p>
<p>6- Gleicher N, Weghofer A, Barad DH. A pilot study of premature ovarian senescence: I. Correlation of triple CGG repeats on the FMR1 gene to ovarian reserve parameters FSH and anti-Müllerian hormone. FertilSteril. 2009 May;91(5):1700-6. Epub 2008 Apr2.</p>
<p>7- Karimov CB, Moragianni VA, Cronister A, Srouji S, Petrozza J, Racowsky C, Ginsburg E, Thornton KL, Welt CK. Increased frequency of occult fragile X-associated primary ovarian insufficiency in infertile women with evidence of impaired ovarian function.HumReprod.2011 Aug;26(8):2077-83. Epub 2011 Jun6.</p>
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		<title>A Genética da Menopausa Precoce</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 16:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[ALTERAÇÃO GENÉTICA CAUSA RISCOS DE ENVELHECIMENTO PREMATURO DOS OVÁRIOS, MENOPAUSA PRECOCE E POSSIBILIDADE DE FILHOS COM RETARDO MENTAL Muitas mulheres só descobrem que têm uma diminuição precoce da função ovariana quando realizam dosagens hormonais para avaliar sua fertilidade. Aí descobrem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ALTERAÇÃO GENÉTICA CAUSA RISCOS DE ENVELHECIMENTO PREMATURO DOS OVÁRIOS, MENOPAUSA PRECOCE E POSSIBILIDADE DE FILHOS COM RETARDO MENTAL</strong></p>
<p>Muitas mulheres só descobrem que têm uma diminuição precoce da função ovariana quando realizam dosagens hormonais para avaliar sua fertilidade. Aí descobrem que têm chances aumentadas de menopausa precoce e, além disso, algumas vezes, esse problema pode estar associado ao risco de ter filhos com problemas mentais.</p>
<p>Normalmente, na idade fértil da mulher, os ovários produzem óvulos e hormônios em níveis satisfatórios, que indicam uma provável ovulação normal e boa capacidade de gerar filhos, desde que não haja outros problemas que impeçam a gravidez. Essa rotina deve ocorrer até a idade próxima dos 40 anos. Se os hormônios FSH, LH, Estradiol e o hormônio<br />
Anti-Mulleriano, que de algum modo comprovam o funcionamento equilibrado das funções reprodutivas estão normais, indicam nessa fase uma Reserva Ovariana compatível com a idade da mulher. Apenas será observado o envelhecimento natural dos cromossomos com o tempo, diminuindo a chance de ter filhos ao longo dos anos.</p>
<p>Quando a insuficiência ovariana ocorre precocemente, antes dos 40 anos, chamamos de INSUFICIÊNCIA OVARIANA PREMATURA, ENVELHECIMENTO PRECOCE DOS OVÁRIOS ou, em situações extremas FALÊNCIA OVARIANA PREMATURA, esta última também chamada de MENOPAUSA PRECOCE. Nesses casos, mesmo nas mulheres que apresentam as menstruações normais, o ovário tem comportamento de envelhecimento antes da época esperada, assim, elas não ovulam adequadamente, têm dificuldade de engravidar, respondem pouco ou nada aos medicamentos que estimulam os ovários e têm níveis do hormônio FSH aumentados e do hormônio Anti-Mulleriano diminuído. Isso pode acontecer por vários motivos, mas entre todos o que mais preocupa é a alteração do gene FMR-1 (Fragile X Mental Retardation 1), situado no cromossomo X da mulher (lembrando que os cromossomos são 46XX para a mulher e 46XY para o homem). Esse cromossomo X tem uma aparencia &#8220;frágil&#8221; sob o microscópio, um fenômeno que deu à síndrome o nome X frágil.</p>
<p>O Gene FMR-1 é formado por uma sequência de três substâncias chamadas nucleotídeos que se repetem. Cada sequência é abreviada pela sigla CGG: C (citosina), G (guanina), G (guanina). Uma mulher normal deve ter até 30 repetições dessa sequência. Quando existe uma expansão (um aumento) do número de repetições da mesma, chegando a acima de 200, o gene FMR-1 fica inativo e não produz a proteína FMRP, que é necessária para o normal desenvolvimento neurológico, provocando uma doença grave que leva à deficiência mental. É a Síndrome do X-FRÁGIL ou Síndrome de Martin Bell, uma desordem genética considerada a causa mais frequente de retardo mental herdado. São indivíduos desabilitados intelectualmente e com várias alterações físicas (orelhas proeminentes, cara longa pelo excesso de maxilar vertical, palato arqueado e outras). Na população, apresenta uma incidência estimada de 1/4.000 em homens e de 1/4.000 a 1/8.000 em mulheres. </p>
<p>Repetições entre 30 e 200 não causam essa doença, mas provocam repercussões de gravidade variável. As mulheres são saudáveis, mas apresentam manifestações ocultas que só serão observadas quando houver sinais de insuficiência ovariana ou alterações hormonais detectadas quando solicitadas. São as situações Intermediária e Pré-mutação, que são avaliadas pelo exame de sangue chamado PCR para X Frágil, que determina o número de repetições no gene desta sequência.</p>
<p><strong>O QUE NOS PREOCUPA?</strong></p>
<p>As duas situações que merecem maior atenção são a Intermediária e a Pré-mutação, por causarem alterações clínicas, na maioria das vezes ocultas e pouco evidentes para um diagnóstico antecipado, e provocarem complicações futuras.</p>
<p><strong>1.	Intermediário ou zona cinzenta (45-54 CGG repetições):</strong> </p>
<p>•	associada à Insuficiência ovariana Prematura (POI);<br />
•	ocorre em 1 a cada 35 mulheres;<br />
•	recentes estudos demonstraram que mesmo repetições entre 35 e 44 podem levar ao ENVELHECIMENTO PRECOCE DOS OVÁRIOS (Karimov-2011 e Gleycher-2009).</p>
<p><strong>2.	Pré-mutação (55-200CGG repetições):</strong></p>
<p>•	ocorre em 1 a cada 300 mulheres;<br />
•	tem maior chance de desenvolver insuficiência ovariana, diminuição da fecundidade e uma insuficiência ovariana oculta. Tem ciclos regulares, mas FSH aumentado, Hormônio Antiulleriano e Inibina B diminuídos;<br />
•	20% dos casos têm Insuficiência ovariana evidente e menopausa antecipada em 5 anos.</p>
<p>                Insuficiência ovariana oculta pode ser observada em mulheres entre 18 e 40 anos com FSH aumentado e Inibina B e AMH diminuídos. Cerca de 4 a 7,5% dessas pacientes apresentam a pré-mutação. Apesar de não ser tão frequente, é importante pesquisar o número de repetições no gene FMR1 nessas pacientes pelo risco de ter filhos com a síndrome. Pacientes portadoras da pré-mutação, ao formar seus gametas, podem ter expansão das repetições para mais de 200 repetições, e assim ter filhos com a mutação completa, risco que é maior quanto maior o número de repetições da mãe. Assim, se a mãe tiver mais de 90 repetições, a chance de expandir à mutação completa é maior que 90%, enquanto que de 59 a 79 repetições essa chance é de menos de 50%. Mulheres com repetições entre 45 e 70 têm somente 4 a 5% de chance de ter essa expansão para sua prole, mas ela pode acabar evoluindo para a mutação completa após duas a três gerações.<br />
		Frente a tudo isso, o American College of Medical Genetics, o American College of Obstetricians and Gynecologists, a European Society for Human Genetics e a European Society for Human Reproduction and Embryology (ESHRE) recomendam a pesquisa da premutação do gene FMR1 em pacientes com alteração da função ovariana, principalmente se houver história familiar de FOP, X-frágil ou retardo mental de origem desconhecida.<br />
Entretanto, deve-se observar que embora a presença da pré-mutação aumente o risco da Falência Ovariana Prematura, essa alteração não determina obrigatoriamente que isso ocorrerá. Parece haver outros genes envolvidos na determinação da idade da menopausa. Ela serve de alerta para fazer a pesquisa de reserva ovariana precocemente, para não adiar demais a maternidade e evitar hábitos como o cigarro, que pode diminuir ainda mais a idade da menopausa. Além disso, aconselhamento genético é importante nesses casos, para avaliar os riscos de filhos com a doença. </p>
<p><strong>Perguntas e Respostas</strong></p>
<p>1)	O qué é Insuficiencia Ovariana Primária Associada ao Cromossomo X-Frágil (abreviado em inglês FXPOI)?</p>
<p>FXPOI é uma condição na qual os ovários não estão funcionando a plena capacidade em uma paciente portadora da pré-mutação FMR1. Os sintomas comuns da FXPOI incluem menstruações ausentes ou irregulares, sintomas da menopausa, como ondas de calor etc., menopausa precoce e infertilidade.</p>
<p>2)	Qual a função dos ovários?</p>
<p>Os ovários fazem parte do sistema reprodutivo de uma mulher. Eles são como um &#8220;ninho&#8221; que contém todos os ovos, que são liberados para o útero a cada mês no meio do ciclo menstrual, quando poderá ser fertilizado. Se não for fertilizado, será  eleminado no período menstrual.<br />
Ovários também produzem e liberam hormônios que são importantes para a fertilidade e para a preparação e manutenção do endométrio. Com o passar dos anos, os ovários diminuem a sua função reprodutiva e produzem menos óvulos e pouco saudáveis para o desenvolvimento de um bebê. Os ovários em mulheres com FXPOI não funcionam a plena capacidade e podem assemelhar-se aos ovários de uma mulher mais velha, tanto no número quanto na qualidade dos ovos disponíveis.</p>
<p>3)	Qual a difrença  entre FXPOI e Menopausa Precoce? </p>
<p>As mulheres com FXPOI podem desenvolver sintomas semelhantes aos da menopausa, como ondas de calor e secura vaginal, mas a FXPOI difere da menopausa em alguns aspectos importantes.</p>
<p>	Mulheres com FXPOI ainda podem engravidar em alguns casos porque seus ovários podem, ocasionalmente, liberar óvulos viáveis. Mulheres na menopausa não conseguem engravidar, porque seus ovários não produzem mais óvulos.</p>
<p>	Mulheres com FXPOI podem voltar a ter menstruações, mas as mulheres na  menopausa não terão mais períodos menstruais.</p>
<p>	Portadoras pré-mutação FMR1 podem ter a função ovariana normal, ainda que possam ter em um futuro breve a menopausa precoce (ao redor dos 40 anos).  A menopausa ocorre normalmente ao redor dos 50 anos. </p>
<p>4)	O que é Falência Ovariana Prematura (sigla em inglês = POF) e como difere da  FXPOI ?</p>
<p>POF significa &#8220;Falência Ovariana Prematura&#8221;, que é a completa cessação dos períodos menstruais antes da idade de 40. Os sintomas da FXPOI incluem  POF, que é o estágio final da síndrome, além de outros sintomas de insuficiência ovariana, como ciclos irregulares, infertilidade, ondas de calor etc. Os sintomas da FXPOI podem ser mais amplos do que os sintomas da POF sozinha.</p>
<p>5)	Como uma mulher pode saber se tem FXPOI ?</p>
<p>Por definição, todas as mulheres que têm FXPOI têm a pré-mutação FMR1. Se uma mulher tiver os sintomas da  FXPOI, ela deverá recorrer ao seu médico para os exames hormonais e o teste genético para o FMR1.<br />
Se for confirmada a pré-mutação, será importante que os familiares próximos tenham ciência para identificar outros portadores na familia que possam estar em risco de ter a FXPOI e suas consequências.<br />
Todas as mulheres portadoras FMR1 devem manter um registro de seus ciclos menstruais e anotar padrões incomuns como ausência de menstruações, ciclos anormalmente longos (mais de 35 dias) ou ciclos curtos (menos de 21 dias). Além disso, devem estar atentas a outras alterações físicas, tais como ondas de calor, insônia, ressecamento vaginal e/ou diminuição da libido, aumento da ansiedade etc.</p>
<p>6)	Qual a frequência da FXPOI na população em geral?</p>
<p>A FXPOI ocorre em cerca de 20-25% dos adultos do sexo feminino portadores de pré-mutação FMR1. Também tem sido relatada em adolescentes, embora seja menos comum nessa população.</p>
<p>7)	As mulheres com uma pré-mutação FMR1 podem engravidar? </p>
<p>Muitas mulheres que são portadoras da FMR1 podem engravidar. No entanto, todas correm o risco de ter filhos com síndrome do X frágil e por isso devem consultar um especialista em medicina reprodutiva ou genética para discutir questões reprodutivas.<br />
As mulheres que tiverem a fertilidade normal podem tentar engravidar naturalmente ou avaliar com um especialista as opções reprodutivas, como o Diagnóstico Genético Pré-implantacional, que avalia o embrião antes de ser transferido para o útero (PGD – CGH). Se a concepção for natural, a avaliação poderá ser feita no pré-natal pela amniocentese ou biópsia do vilo corial (BVC). Em algunas casos, poderá ser discutido outras opções da medicina reprodutiva, como incluindo fertilização in vitro com os próprios óvulos ou  fertilização in vitro com óvulos doados.</p>
<p>8)	Como uma paciente pode saber se é portadora da pré-mutação FMR1?</p>
<p>Qualquer médico especialista em reprodução humana ou geneticista pode solicitar o  exame PCR para X- frágil.</p>
<p>A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG) recomendam que todas as mulheres com insuficiência ovariana ou níveis elevados de FSH façam esse teste. Cerca de 2% (1/50) das mulheres com insuficiência ovariana são encontrados para ter uma pré-mutação FMR1, assim como cerca de 7% (15/01) das pacientes com uma história pessoal e familiar de insuficiência ovariana</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>
<p>1- Wittenberger MD, Hagerman RJ, Sherman SL, McConkie-Rosell A, Welt CK, Rebar RW, Corrigan EC, Simpson JL, Nelson LM. The FMR1 premutation and reproduction. FertilSteril. 2007 Mar;87(3):456-65. Epub 2006 Oct.</p>
<p>2- Welt CK, Smith PC, Taylor AE. Evidence of early ovarian aging in fragile X premutation carriers. J ClinEndocrinolMetab 2004;89:4569–74.</p>
<p>3- Nolin SL, Brown WT, Glicksman A, Houck GE Jr, Gargano AD, Sullivan A, et al. Expansion of the fragile X CGG repeat in females with premutation or intermediate alleles. Am J Hum Genet 2003;72:454–64.</p>
<p>4- Hunter JE, Epstein MP, Tinker SW, Charen KH, Sherman SL. Fragile X-associated primary ovarian insufficiency: evidence for additional genetic contributions to severity. Genet Epidemiol. 2008 Sep;32(6):553-9.</p>
<p>5- Platteau P, Sermon K, Seneca S, Van Steirteghem A, Devroey P, Liebaers I. Preimplantation genetic diagnosis for fragile Xa syndrome: difficult but not impossible. Hum Reprod. 2002 Nov;17(11):2807-12.</p>
<p>6- Gleicher N, Weghofer A, Barad DH. A pilot study of premature ovarian senescence: I. Correlation of triple CGG repeats on the FMR1 gene to ovarian reserve parameters FSH and anti-Müllerian hormone. FertilSteril. 2009 May;91(5):1700-6. Epub 2008 Apr2.</p>
<p>7- Karimov CB, Moragianni VA, Cronister A, Srouji S, Petrozza J, Racowsky C, Ginsburg E, Thornton KL, Welt CK. Increased frequency of occult fragile X-associated primary ovarian insufficiency in infertile women with evidence of impaired ovarian function.HumReprod.2011 Aug;26(8):2077-83. Epub 2011 Jun6.</p>
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		<title>Fertility Forum &#8211; SHAPE in-clinic meeting &#8211; 23 e 24 de Novembro de 2011</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 12:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Encontro Internacional de Especialistas em Reprodução Humana &#8211; Utrecht &#8211; Holanda Fertility Forum &#8211; SHAPE in-clinic meeting University Medical Centre, Utrecht &#8211; The Netherlands ( Holanda) 23 e 24 November 2011 A importância do Gene FMR-1 (A genética do envelhecimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Encontro Internacional de Especialistas em Reprodução Humana &#8211; Utrecht &#8211; Holanda<br />
Fertility Forum &#8211; SHAPE in-clinic meeting<br />
University Medical Centre, Utrecht &#8211;  The Netherlands ( Holanda)<br />
23 e 24 November 2011<br />
</strong></p>
<p><strong>A importância do Gene FMR-1 (A genética do envelhecimento ovariano prematuro e filhos com deficiência mental) </strong></p>
<p>Em novembro de 2011, participei mais uma vez de um grupo de estudo em Utrecht – Holanda. Esse encontro não é exatamente um simpósio, mas sim um encontro fechado de 16 especialistas conceituados de países diferentes: Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Canadá, Austrália, Brasil e outros. Foram dois dias em que foram discutidas as experiências de cada um dos profissionais presentes nas técnicas de reprodução assistida. As atenções se concentraram no conceito do que pode ser considerado “SUCESSO” em um tratamento, independente de o resultado ser positivo ou negativo. Muitas vezes o tratamento positivo acompanha complicações e sofrimento para o casal. Mas questiona-se: o teste de gravidez positivo não deve trazer junto a ideia do bem-estar do casal? Não se deve buscar a melhor maneira para a administração das medicações avaliando sua eficácia, simplificando as aplicações e causando menos desconforto aos pacientes? Organizado pelos Professores Bart C. Fauser, Prof. PhD. UMC Utrecht, e Frank Broekmans, da mesma Universidade, aconteceu na Universidade de Utrecht, um dos mais importantes centros de reprodução humana do mundo, na cidade de mesmo nome, no interior da Holanda. </p>
<p><strong>Assunto importante: O gene FMR-1 e a síndrome do X-Frágil</strong></p>
<p>Entre as várias discussões, foi enfatizada a importância do gene FMR-1, já conhecido há algum tempo mas que agora volta a  ser discutido devido a algumas novas descobertas de sua ação. O assunto é complexo e está descrito em detalhes no site do IPGO (<a href="http://www.ipgo.com.br/alteracao-genetica-causa-riscos-de-envelhecimento-prematuro-dos-ovarios-menopausa-precoce-e-possibilidade-de-filhos-com-retardo-mental-2/">www.ipgo.com.br/fmr1</a>)<br />
Mulheres que têm uma diminuição precoce da função ovariana têm chances aumentadas de menopausa precoce, e isso pode estar associado ao risco de ter filhos com problemas mentais. A síndrome do X-frágil é a causa mais frequente de retardo mental herdado, com uma incidência estimada de 1/4.000 em homens e 1/6.000 em<br />
mulheres. É causada por expansões da repetição de trinucleotídeos CGG dogene FMR-1 (Fragile X Mental Retardation 1) no cromossomo X. A sua importância é variável de acordo com o número de repetições em que aparece. Existem quatro situações na região do cromossoma envolvido na síndrome do X-frágil que se relacionam com o númeroo de repetições da sequência CGG;</p>
<p>•       Normal (6-55 CGG repetições): não afetados pela síndrome<br />
•	Intermediário ou zona cinzenta (45-54 CGG repetições):<br />
•	associada à Insuficência ovariana Prematura (POI);<br />
•	ocorre em 1 a cada 35 mulheres;<br />
•	recentes estudos demonstraram que mesmo repetições entre 35 e 44 podem levar ao ENVELHECIMENTO PRECOCE DOS OVÁRIOS (Karimov -2011 e Gleycher-2009).<br />
•	Pré-mutação (55-200 CGG repetições):<br />
•	ocorre em 1 a cada 300 mulheres<br />
•	tem maior chance de desenvolver insuficiência ovariana, diminuição da fecundidade e uma insuficiência ovariana oculta. Tem ciclos regulares, mas FSH aumentado, Hormônio Antiulleriano e Inibina B diminuídos;<br />
•	20% dos casos têm Insuficiência ovariana evidente e menopausa antecipada em 5 anos.</p>
<p>Insuficiência ovariana oculta pode ser observada em mulheres entre 18 e 40 anos com FSH aumentado e Inibina B e AMH diminuídos. Cerca de 4 a 7,5% dessas pacientes apresentam a pré-mutação. Apesar de não ser tão frequente, é importante pesquisar o número de repetições no gene FMR-1 nessas pacientes pelo risco de ter filhos com a síndrome. Pacientes portadoras da pré-mutação, ao formar seus gametas, podem ter expansão das repetições para mais de 200 repetições e assim ter filhos com a mutação completa, risco que é maior quanto maior o número de repetições da mãe. Assim, se a mãe tiver mais de 90 repetições, a chance de expandir à mutação completa é maior que 90%, enquanto que de 59 a 79 repetições, essa chance é de menos de 50%. Mulheres com repetições entre 45 e 70 têm somente 4 a 5% de chance de ter essa expansão para sua prole, mas pode acabar evoluindo para a mutação completa após duas a três gerações.</p>
<p>•	Mutação completa (>200CGG repetições; 1/8000 mulheres):<br />
É a Síndrome do X–frágil. O gene deixa de ser funcional, caracterizando a mutação completa, que leva ao quadro clínico da síndrome de deficiência mental.  </p>
<p><strong>Conclusão 1:</strong> A pré-mutação aumenta o risco da Falência Ovariana Prematura e, embora essa alteração não determine obrigatoriamente que isso ocorrerá, ela serve de alerta para fazer a pesquisa de reserva ovariana precocemente, para não adiar demais a maternidade e evitar hábitos como o cigarro, que pode diminuir ainda mais a idade da menopausa. Além disso, aconselhamento genético é importante nesses casos, para avaliar os riscos de filhos com a doença. </p>
<p><strong>Conclusão 2:</strong> A discussão foi muito proveitosa, o que trará muitos benefícios aos tratamentos futuros – menos medicação, menos desconforto, mais facilidade e melhores resultados.</p>
<p><strong>Utrecht, uma cidade Holandesa característica</strong>  </p>
<p>Utrecht é uma das cidades mais antigas da Holanda.  É uma típica cidade holandesa com casas renascentistas, canais, pontes, ruas em ladrilho e catedrais góticas. É tranquila, histórica e muito acolhedora. As pessoas andam nas ruas, entre o trânsito do número enorme de bicicletas e pelas várias bancas de flores. A região central é a mais atrativa, com canais que datam do século 14. O mais famoso é o Oudegracht (antigo canal), que está cinco metros abaixo do nível das ruas, para evitar inundações. Ao andar de barco pelo canal, observa-se a cidade de um ponto de vista diferente, como se não fôssemos percebidos pelos transeuntes. De lá, podem ser vistos diversos restaurantes com comidas típicas e cozinha internacional, conferindo à tal zona o título de centro da vida social local. Sem dúvida, passar pelos canais e pontes, desfrutando da tranquilidade e beleza de Utrecht, é um passeio imperdível para quem vai conhecer a cidade, que tem cerca de 300 mil habitantes, mas assim mesmo é uma das principais cidades holandesas. </p>
<p>Utrecht também é um dos centros universitários da Holanda, por isso, não se deve ficar impressionado com a parcela expressiva de estudantes no local. A Universidade local é a maior do país, com o segundo maior número de eventos culturais, depois de Amsterdam. A arquitetura é datada de 1636.<br />
Como opção de pontos turísticos, em Utrecht está a torre mais alta da Holanda, a Domtoren, com 112 metros. Com ares góticos, está bem perto da catedral Domkerkpor. A cidade é reconhecida também por ser o berço da malha ferroviária holandesa.</p>
<p><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/f1.jpg" alt="" title="" width="209" height="278" class="alignleft size-full wp-image-3754" /><br />
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		<title>Tema da novela da Rede Globo, Fina Estampa, está na contramão da ética</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 19:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[“A vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a vida” &#8211; Oscar Wilde A questão da Reprodução Humana e a Infertilidade há algum tempo tem sido alvo de notícias e comentários nos meios de comunicação. Principalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a vida” &#8211; Oscar Wilde</p>
<p>A questão da Reprodução Humana e a Infertilidade há algum tempo tem sido alvo de notícias e comentários nos meios de comunicação. Principalmente nos últimos anos é lembrada não só pelo progresso científico, mas também associada a outros temas não muito edificantes como falta de ética e crime. As contravenções são raras exceções, mas por estarem ligadas à manipulação da vida têm uma repercussão maior entre as notícias em geral.</p>
<p>A novela Fina Estampa trata entre outros deste assunto e, mais especificamente, sobre a doação de óvulos e sêmen. Algo muito específico e ao mesmo tempo bastante atual. A médica especialista em Reprodução Humana, Dra. Daniele Fraiser, interpretada pela atriz Renata Sorrah, tem atitudes absurdas em sua clínica que contrariam os princípios éticos tais como bebida alcoólica em seu consultório e relações de afeto e intimidade com seus pacientes, comportamento muito incomum a um profissional sério e dedicado à sua profissão.</p>
<p>Entretanto, a pior de todas as infrações éticas é como se conduz frente a um assunto tão sério como a perda da fertilidade no decorrer da idade e a necessidade da utilização de óvulos doados para se alcançar a gravidez. No Brasil, em nenhuma hipótese a doadora pode ter conhecimento de quem recebeu seus óvulos e a receptora de quem os doou.</p>
<p>Eu temo que os espectadores acreditem que o modo com que estes tratamentos estão sendo mostrados, de forma fictícia e romanceada, seja verdadeiro no mundo real. Por isso, considero importante que aqueles que se interessem por este assunto, conheçam os pontos principais do tratamento abaixo descriminados. </p>
<p>As produções da Rede Globo são um primor, verdadeiras obras de arte, mas se “a vida imita a arte e não a arte imita a vida”, espero que, no final desta história que é apresentada todos os dias às 21 horas, o autor da trama e a emissora deem um destino certo à sua evolução. Que possamos assistir um final feliz, onde a doutora seja punida com rigor por seus atos; que a ética, o bom senso e a justiça prevaleçam e, de preferência, não haja criança(s) ou mãe(s) ferida(s). O Gran finale deve ser um exemplo que o mal sempre perde!</p>
<p>Regras gerais para a doação de óvulos:</p>
<p>    A doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial. Não se vendem óvulos (nem espermatozóides);<br />
    Trata-se de um tratamento muito sigiloso que é do conhecimento exclusivo do médico, do casal e, em algumas vezes, dependendo deles, de alguém muito íntimo (mãe ou irmã). Os doadores não podem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Obrigatoriamente serão mantidos o sigilo e o anonimato. A legislação brasileira não permite doação entre familiares;<br />
    As clínicas especializadas mantêm, de forma permanente, um registro dos doadores, dados clínicos de caráter geral com as características fenotípicas (semelhança física), exames laboratoriais que comprovem sua saúde física. A escolha de doadores baseia-se na semelhança física, imunológica e à máxima compatibilidade entre doador e receptor (tipo sanguíneo, etc.).</p>
<p>As pacientes fontes doadoras são:</p>
<p>    Mulheres férteis, que desejam submeter-se à ligadura tubária, poderão ser incentivadas a aceitar a estimulação ovariana e a doação dos óvulos;<br />
    Pacientes do programa de fertilização in vitro ou inseminação artificial com altas respostas ao estímulo ovariano, às vezes, desejam de forma voluntária e anônima doar parte dos óvulos obtidos. São pacientes que não desejam congelar embriões e temem demais uma gestação múltipla;<br />
    Doação compartilhada: neste caso, a receptora recebe os óvulos excedentes da doadora que não tem interesse em fertilizá-los.  A receptora recebe metade dos óvulos produzidos pela doadora. Desta forma, estaremos ajudando duas mulheres e dando a elas o direito de serem mães;<br />
    Irmãs e familiares de receptoras podem ser doadoras desde que façam uma doação cruzada, isto é, os óvulos do familiar de uma doadora serão doados para uma outra receptora que também terá uma familiar que doará para a primeira receptora. Exemplo fictício: A paciente receptora “A” tem uma irmã que se chama “X” e a outra paciente receptora “B” tem uma irmã que se chama “Y”. Neste caso, a paciente “A” poderá receber óvulos da doadora “Y” e a receptora “B” poderá receber óvulos da doadora “X”. Desta maneira, será preservado o anonimato;<br />
    Mulheres que, voluntariamente e altruisticamente, concordam em doar óvulos.</p>
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		<title>Biópsia de endométrio pode ser útil no diagnóstico de endometriose</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 11:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Endometriose é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial (revestimento interno do útero) fora da cavidade uterina, localizando-se normalmente nas vísceras e membranas que revestem os órgãos pélvicos. Sua prevalência na população não é clara, mas estima-se que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Endometriose é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial (revestimento interno do útero) fora da cavidade uterina, localizando-se normalmente nas vísceras e membranas que revestem os órgãos pélvicos. Sua prevalência na população não é clara, mas estima-se que acomete de 10 a 15% das mulheres em idade fértil (1). Em pacientes inférteis, chega a acometer até 50% das pacientes (2). Acredita-se que, no Brasil, existam de 3,5 a 5 milhões de mulheres com endometriose, ou seja, é uma doença de alta prevalência.<br />
A etiologia da endometriose ainda não é estabelecida e seu diagnostico não é fácil. Ela pode ser suspeitada em quadros de cólicas menstruais, dor pélvica, dispareunia (dor nas relações) e infertilidade. Entretanto, o diagnóstico clínico é difícil, uma vez que apresenta uma grande variedade de sintomas, os sintomas não são específicos e cerca de 16% são assintomáticas (3). Além disso, o grau de sintomas não se correlaciona com a extensão da doença, podendo ter pacientes com endometriose severa e poucos sintomas e pacientes com endometriose mínima e dores intensas (4). Em muitos casos, os quadros dolorosos tornam-se incapacitantes.<br />
Exames de imagem e laboratoriais podem auxiliar o diagnóstico, mas o único método realmente fidedigno é a laparoscopia, ou seja, cirurgia onde uma câmera é introduzida pelo umbigo, sob anestesia geral, visualizando-se em detalhes a cavidade abdominal e pélvica (5). A laparoscopia é um procedimento invasivo e, como todo procedimento cirúrgico, envolve riscos (6).<br />
Dessa forma, o diagnóstico acaba sendo muitas vezes retardado, principalmente em pacientes mais jovens, podendo chegar a uma demora de 6 a 10 anos do início dos sintomas até o diagnóstico da doença (7, 8, 9). Com essa demora, pode haver uma grande deterioração da qualidade de vida da paciente, aumento da angústia por não saber as razões de seus sintomas e progressão da doença para graus mais avançados.<br />
	Frente a tudo isso, faz-se necessário um exame mais simples que possa diagnosticar essa doença que é tão prevalente e com tamanha morbidade.<br />
Um estudo anterior demonstrou que pacientes com endometriose apresentavam fibras nervosas na camada funcional (mais superficial) do endométrio, normalmente não presentes em pacientes sem endometriose (10,11). Além disso, apresentavam uma maior concentração de fibras nervosas nas camadas basais (mais profundas) do endométrio e miométrio (106a). Essas fibras podem ser detectadas por marcadores específicos, então foi sugerido que a biópsia endometrial poderia ser útil no diagnóstico de endometriose, através da pesquisa de um desses marcadores (12). O produto gênico proteíco (marcador pan-axonal) PGP 9,5 é um marcador que pode ser detectado por imuno-histoquímica e é especifico para fibras nervosas<br />
Assim, Al-Jefout et al (2009) realizaram um estudo para avaliar se a biópsia de endométrio com pesquisa de fibras nervosas através do marcador PGP9,5 poderia ser uma alternativa para o diagnóstico de endometriose e os resultados foram promissores.<br />
Neste estudo, foi pesquisado o PGP9,5 em 64 pacientes com endometriose confirmada na laparoscopia. Destas, somente 1 não apresentou o marcador, ou seja, o exame apresentou uma sensibildade de 98%. Já entre 35 pacientes sem o diagnóstico de endometriose na laparoscopia, somente 6 apresentaram o marcador. Com isso, o valor preditivo do teste é de 91%, ou seja, na presença desse exame positivo, temos 91% de chance de ter endometriose. Já se o exame der negativo, temos 96% de chance de realmente não ter endometriose (13).<br />
Como a biópsia endometrial é um procedimento simples, não necessita anestesia e os estudos vem mostrando bons resultados no diagnóstico da endometriose, a pesquisa do PGP9,5 hoje é uma boa opção como auxílio diagnóstico dessa patologia.</p>
<p>Referências:</p>
<p>1.	Lebovic DI, Mueller MD, Taylor RN. Immunobiology of endometriosis. Fertil Steril 2001;75:1–10.</p>
<p>2.	Bulun, S.E. Endometriosis. N Engl J Med. 2009; Jan; 360(3): 268-79.</p>
<p>3.	Barbosa CP, Souza AM, Bianco B, Christofolini D, Bach FA, Lima GR. Frequency of endometriotic lesions in peritoneum samples from asymptomatic fertile women and correlation with CA125 values. Sao Paulo Med J. 2009 Nov;127(6):342-5.</p>
<p>4.	Chapron C, Fauconnier A, Dubuisson JB, Barakat H, Vieira M, Breart G. Deep infiltrating endometriosis: relation between severity of dysmenorrhoea and extent of disease. Hum Reprod 2003;18:760–766. </p>
<p>5.	Kennedy S, Bergqvist A, Chapron C, D’hooghe T, Dunselman G, Greb R, Hummelshoj L, Prentice A, Saridogan E. ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis. Hum Reprod 2005; 20:2698–2704.</p>
<p>6.	Slack A, Child T, Lindsey I, Kennedy S, Cunningham C, Mortensen N, Koninckx P, Mcveigh E. Urological and colorectal complications following surgery for rectovaginal endometriosis. BJOG 2007; 114:1278–1282.</p>
<p>7.	Ballard K, Lowton K, Wright J. What’s the delay? A qualitative study of<br />
women’s experiences of reaching a diagnosis of endometriosis. Fertil<br />
Steril 2006;86:1296–1301.</p>
<p>8.	Hadfield R, Mardon H, Barlow D, Kennedy S. Delay in the diagnosis of endometriosis: a survey of women from the USA and the UK. Hum Reprod 1996;11:878–880. </p>
<p>9.	Matsuzaki S, Canis M, Pouly JL, Rabischong B, Botchorishvili R, Mage G. Relationship between delay of surgical diagnosis and severity of disease in patients with symptomatic deep infiltrating endometriosis. Fertil Steril 2006;86:1314–1316; discussion 1317.</p>
<p>10.	Tokushige N, Markham R, Russell P, Fraser IS. High density of small nerve fibres in the functional layer of the endometrium in women with endometriosis. Hum Reprod 2006a;21:782–787.</p>
<p>11.	Tokushige N, Markham R, Russell P, Fraser IS. Nerve fibres in peritoneal endometriosis. Hum Reprod 2006b;21:3001–3007.</p>
<p>12.	Al-Jefout M, Andreadis N, Tokushige N, Markham R, Fraser I. A pilot study to evaluate the relative efficacy of endometrial biopsy and full curettage in making a diagnosis of endometriosis by the detection of endometrial nerve fibers. Am J Obstet Gynecol 2007;197:578 e1–4.</p>
<p>13.	Al-Jefout M, Dezarnaulds G, Cooper M, Tokushige N, Luscombe GM, Markham R, Fraser IS. Diagnosis of endometriosis by detection of nerve fibres in an endometrial biopsy: a double blind study. Hum Reprod. 2009 Dec;24(12):3019-24. Epub 2009 Aug 18.</p>
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		<title>A idade da mulher é a principal causa de infertilidade do casal</title>
		<link>http://www.ipgo.com.br/a-idade-da-mulher-e-a-principal-causa-de-infertilidade-do-casal/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 12:21:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmem</dc:creator>
				<category><![CDATA[IPGO News]]></category>

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		<description><![CDATA[Contato: saude@ipgo.com.br Tel. (11) 3885-4333 Após esta leitura, leia também: 1. Por que a fertilização in vitro pode falhar 2. “Amazenamento” de embriões 3. Os tratamentos de fertilização in vitro 4. Fertilização in vitro em mulheres maduras 5. Fertilização em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Contato: saude@ipgo.com.br<br />
Tel. (11) 3885-4333 </p>
<p>Após esta leitura, leia também:<br />
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1.	<a href="http://www.ipgo.com.br/por-que-a-fertilizacao-in-vitro-pode-falhar/">Por que a fertilização in vitro pode falhar</a><br />
2.	<a href="http://www.ipgo.com.br/congelamento-de-embrioes-ovulos-e-tecido-ovarino/">“Amazenamento” de embriões</a><br />
3.	<a href="http://www.ipgo.com.br/fertilizacao-in-vitro-bebe-de-proveta-icsi/">Os tratamentos de fertilização in vitro</a><br />
4.	<a href="http://www.ipgo.com.br/fiv-em-mulheres-maduras/">Fertilização in vitro em mulheres maduras</a><br />
5.	<a href="http://www.ipgo.com.br/gestacao-em-mulheres-com-fsh-elevado/">Fertilização em mulheres com FSH elevado</a><br />
6.	<a href="http://www.ipgo.com.br/vitrificacao/">Vitrificação</a><br />
7.	<a href="http://www.ipgo.com.br/novos-tratamentos-melhoram-a-fertilidade-da-mulher-2/">Tratamentos que podem melhorar a fertilidade da mulher e os resultados dos tratamentos de fertilização </a><br />
8.	<a href="http://www.ipgo.com.br/nova-tecnica-de-pgd-cgh/">Biópsia embrionária, PGD e CGH</a><br />
9.	<a href="http://www.ipgo.com.br/estimativa-de-custos/">Qual o custo?</a><br />
10.	<a href="http://www.ipgo.com.br/ipgo-galeria-de-videos/">Videos</a><br />
11.    <a href="http://www.ipgo.com.br/congelamento-de-ovulos/"> congelamento de óvulos</a><br />
12.	<a href="http://www.ipgo.com.br/">Home</a></p>
<p>O mundo das mulheres mudou para melhor. Com papéis estabelecidos no mercado de trabalho, dedicam-se de forma intensa à vida profissional, aumentam a exigência de um parceiro ideal para ser o pai de seus filhos e terminam por retardar o momento de ter o primeiro filho. Entretanto, o sonho da maternidade permanece e acompanha estas mulheres que adiam a gestação para priorizar a carreira e a estabilidade financeira. A cada ano que passa, as estatísticas demonstram, elas procuram engravidar do primeiro filho em uma idade mais avançada, e esse desejo só se torna real em uma idade superior à ideal (próximo aos 40 anos). Esse modelo de maternidade, que envolve praticamente todas as culturas do mundo, fez com que a idade avançada se tornasse o principal motivo que dificulta ou até impede que as mulheres tenham seus filhos (Figura 1). Pelo menos com os próprios óvulos e não com óvulos doados. Atualmente, de cada seis gestantes atendidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, uma tem mais de 35 anos. Na década de 1970, a taxa era uma a cada 20. No Laboratório Fleury, em São Paulo, cerca de 35% das gestantes têm mais de 35 anos, e 15% mais de 40 (Revista “Fleury-saúde em dia” edição 22, de abril/2011). No IPGO, esse aumento tem sido progressivo nos últimos anos. A cada ano cresce o número de mulheres maduras, que já alcançam até 60% dos casais que buscam um tratamento, estando hoje acima de todas as outras causas de infertilidade (endometriose 40%, problemas do homem 50%, problemas de tubas 30%). Há dez anos essa proporção era de no máximo 10%. É evidente que os cuidados com os bons hábitos e estilos de vida são importantes. O peso ideal, exercícios físicos, não fumar, não beber, tomar pouco ou nenhum café, evitar a proteína animal, tomar vitaminas e ter cuidados gerais com a fertilidade masculina, como  o aquecimento dos testículos, têm um impacto significativo nas causas de infertilidade. A determinação de ter relações sexuais com hora marcada e na época certa da ovulação são importantes, mas podem causar algum prejuízo no lado romântico das relações afetivas, o que considero o lado bom da vida conjugal. Esses detalhes são pequenos, mas podem fazer a diferença na vida de um casal. A ciência tem tentado fazer a sua parte. Altas doses de hormônios, mudanças de protocolos de indução de ovulação, novas drogas, novas técnicas de laboratório etc. são avanços tecnológicos que têm ajudado muito os casais a engravidar. Entretanto, é impossível aplicar técnicas milagrosas quando já não existem mais óvulos adequados para serem fertilizados. O médico Juan Garcia Velasco da Clinica IVI – Madrid, na Espanha, explica essa dificuldade na frase: “Nós não podemos estimular folículos (óvulos) que não existem” (“We cannot stimulate follicles wich do not exist”).  Por isso, apesar de todas essas medidas, é inevitável a queda natural da fertilidade da mulher ao longo dos anos.<br />
Há evidências muito bem estabelecidas na literatura sobre essa queda mostrando tal diminuição após 35 anos, que chega a cair em 50% dos 25 para os 35 anos. Isso se deve a vários fatores, entre eles o fato de a idade afetar o numero de folículos disponíveis para a ovulação.<br />
A menina, quando nasce, tem nos seus ovários um número predeterminado de óvulos, que é em torno de 1 a 2 milhões. Quando chega à idade fértil, possui apenas 300 mil óvulos capazes de ser fecundados. A cada ciclo menstrual, para um óvulo que atinge a maturidade, aproximadamente mil são perdidos. Segundo esse processo contínuo e normal, após os 35 anos o número de óvulos capazes de serem fertilizados estará diminuído.<br />
Além de diminuir o número de óvulos, sabe-se também que este passar dos anos afeta a integridade cromossômica e o funcionamento das mitocôndrias (organelas que, dentro da célula, são responsáveis pela fonte de energia).  Isso, além de  diminuir a taxa de gravidez,  aumenta as chances de abortos e de malformações fetais, como por exemplo a Síndrome de Down (Figura 2). Com isso, a chance de uma gravidez espontânea vai caindo naturalmente, sendo mais frequente a necessidade do uso de técnicas de reprodução assistida – e mesmo estas terão menor chance de sucesso.<br />
Assim, de todas as dificuldades, a que chama mais atenção é, sem dúvida, a idade da mulher, o envelhecimento dos óvulos. Por tudo isso, quando o tempo de espera pela gravidez não puder ser antecipado, o congelamento dos óvulos pela técnica de vitrificação é a melhor maneira de preservar a fertilidade. Esse procedimento, infelizmente, ainda é pouco divulgado.</p>
<p><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fig1.jpg" alt="" title="Figura 1" width="571" height="422" class="alignleft size-full wp-image-3721" /></p>
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<p><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Fig2.jpg" alt="" title="Figura 2" width="472" height="350" class="alignleft size-full wp-image-3722" /></p>
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<p><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Fig3.jpg" alt="" title="Figura 3" width="423" height="379" class="alignleft size-full wp-image-3723" /></p>
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<p>	<strong>Congelamento (vitrificação) dos óvulos </strong></p>
<p>É importante divulgar que os melhores resultados são obtidos em mulheres com menos de 32 anos, e por isso elas devem ser alertadas da perda do seu potencial reprodutivo com o passar dos anos. Congelar óvulos é relativamente fácil, seguro e tem poucos riscos, embora não seja muito barato. Doze óvulos congelados aos 28 anos oferecem 50% de chances de gestação ao serem fertilizados aos 40.</p>
<p>	<strong>Como é feito o congelamento de óvulos passo a passo</strong></p>
<p>Podemos dividir em duas partes:<br />
A)	1ª parte: congelamento propriamente dito.<br />
B)	2ª parte: descongelamento e fertilização para se obter a gravidez, quando desejada.</p>
<p>A)	1ª parte: o congelamento propriamente dito.</p>
<p>1-	 ESTÍMULO DO CRESCIMENTO DOS ÓVULOS<br />
A estimulação dos ovários tem o objetivo de produzir um número maior de óvulos para serem congelados. Normalmente a mulher, em cada ciclo menstrual, produz um único óvulo (eventualmente dois), o que é pouco para um congelamento e para garantir uma reserva de óvulos que produza bons resultados de gestação. A grande maioria desses medicamentos é injetável e administrada pela via subcutânea. As dosagens são reguladas de acordo com as necessidades de cada paciente e pelos exames realizados sistematicamente durante essa fase (hormônios e ultrassom).</p>
<p><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Fig4.jpg" alt="" title="Figura 4" width="250" height="221" class="alignleft size-full wp-image-3724" /></p>
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<p>2 &#8211; BLOQUEIO DOS HORMÔNIOS DO ORGANISMO  </p>
<p>Tem o objetivo de impedir que a ovulação ocorra antes do momento da captação dos óvulos e de garantir a maior precisão no acompanhamento do desenvolvimento folicular (óvulos). Esse bloqueio pode ser realizado em uma fase precoce (antes do início da estimulação ovariana – Agonista GnRH) ou mais tardia, ao redor do 5º/ 6º dia do ciclo, após já ter sido iniciada a estimulação dos ovários. Essa medicação é chamada de Antagonista GnRH. A decisão pelo bloqueio precoce ou tardio é uma decisão médica e vai depender de cada caso. Com um acompanhamento ultrassonográfico seriado, determina-se o momento adequado para administrar outro medicamento (o último), específico para ocorrer a maturação dos óvulos, chamado HCG.  A ASPIRAÇÃO DOS ÓVULOS deverá ocorrer ao redor de 35 horas após essa injeção. As doses e os horários das medicações têm influência direta no horário da captação dos óvulos. Os efeitos colaterais são discretos, e os mais comuns são dores de cabeça, perda de apetite, leve dor abdominal e no local das injeções. Nesse último caso, a massagem e o calor local (compressas) podem aliviar os sintomas.</p>
<p>3 &#8211; ASPIRAÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS ÓVULOS</p>
<p>Esta é a fase final. A paciente deverá comparecer ao Laboratório de Reprodução Humana aproximadamente 34 horas após a administração do último medicamento (HCG). Em jejum e em um horário preestabelecido, em uma sala adequada, será dada uma medicação para que ela relaxe e durma por alguns minutos. Com auxílio do ultrassom, uma agulha especial e um aparato para sucção, os óvulos são colhidos e encaminhados para análise. Após ficar aproximadamente 30 minutos em um quarto em repouso, a paciente será liberada, podendo executar atividades normais no mesmo dia, mas que não exijam destreza ou concentração (pelas próximas 24 horas).</p>
<p><strong>*Veja o vídeo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=p-bORqreKoA&#038;list=UUrPmenHoGhMExGiWi7X41SA&#038;index=16&#038;feature=plpp_video">(clique aqui)</a></strong></p>
<p><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Fig5.jpg" alt="" title="Figura 5" width="250" height="197" class="alignleft size-full wp-image-3725" /></p>
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<p>•	Congelamento (vitrificação)<br />
Após a aspiração, os óvulos são separados, cultivados e classificados quanto à sua maturidade. Poderão permanecer vitrificados por tempo indeterminado. A técnica de congelamento por vitrificação assegura resultados excelentes nos tratamentos de fertilização in vitro.  A taxa de gestação por essa técnica é semelhante ao estado “fresco” das células, diferente do congelamento lento (pouco usado hoje em dia), que provoca a formação de cristais de gelo no interior das células, que consequentemente danificam a qualidade das mesmas. A vitrificação foi criada pelo Dr. Masashige Kwayama da Clinica Kato, em Tóquio, no Japão, e difere pela rapidez com que atinge a baixa temperatura (-196º), produzindo um estado vitreo no embrião ou óvulo e impedindo a formação de cristais de gelo e os consequentes danos celulares. A velocidade da diminuição de temperatura no congelamento convencional é de 0,3 ºC por minuto, ao passo que na vitrificação é de 23 ºC por minuto ou seja, 70 vezes mais rápido.</p>
<p>B) 2ª parte: descongelamento e fertilização para se obter a gravidez, quando desejada.</p>
<p>•	Descongelamento e fertilização dos óvulos na época definida pela paciente<br />
AMOSTRA SEMINAL: São colhidas no dia indicado para a fecundação. Após a preparação adequada, a amostra é examinada e encaminhada para o processo de fertilização.<br />
No descongelamento, os óvulos são aquecidos e retirados do meio conservante que os manteve no período em que estiveram vitrificados. Em seguida, são encaminhados para o processo de fertilização.<br />
O preparo do útero para receber os embriões é extremamente simples, pois a necessidade de medicamentos é mínima. Isso pode ser feito até dentro de um ciclo ovulatório absolutamente natural, espontâneo, com a presença somente dos hormônios produzidos pelo próprio organismo.</p>
<p>4 &#8211; FERTILIZAÇÃO DOS ÓVULOS PELO ESPERMATOZOIDE</p>
<p><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Fig6.jpg" alt="" title="Figura 6" width="250" height="204" class="alignleft size-full wp-image-3726" /></p>
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<p>Posteriormente, a fertilização poderá ocorrer de duas maneiras:</p>
<p>1)	FIV clássica:<br />
Os óvulos são colocados em uma incubadora no laboratório, junto dos espermatozoides, em condições ambientais semelhantes às encontradas na trompa uterina – local onde normalmente ocorre a fecundação.<br />
2)	ICSI<br />
Quando a quantidade de espermatozoides for pequena, os óvulos são fertilizados através da micromanipulação dos gametas, injetando-se um espermatozoide em cada óvulo – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide.</p>
<p>3)	ICSI Magnificado, Super-ICSI ou IMSI (Intracytoplasmic Morfologically Select Sperm Injection).<br />
É uma técnica que identifica com precisão os espermatozoides com maior capacidade de fertilização, quando tiverem alterações no seu formato (morfologia alterada), vacúolos motilidade e no DNA (fragmentações do DNA). </p>
<p><strong>*Veja o vídeo (<a href="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2011/07/32isciconvencionaltrad1.wmv">clique aqui</a>)</strong></p>
<p>Em qualquer uma dessas técnicas, após 18 horas da coleta dos óvulos, é confirmada a fertilização e, assim, passam a se chamar EMBRIÕES. </p>
<p> 5 &#8211; TRANSFERÊNCIA DO(S) EMBRIÃO(ÕES) PARA O ÚTERO </p>
<p>A paciente deverá comparecer ao Laboratório de Reprodução Humana no horário predeterminado e sem estar em jejum. Sem necessidade de anestesia, é introduzido um pequeno cateter flexível pela vagina em direção ao colo do útero, até atingir a cavidade uterina. É um momento nobre e delicado, que exige certo virtuosismo do profissional executor. A transferência de embriões deve ser da maneira menos traumática possível. A passagem do cateter precisa ser com um movimento delicado, pois as chances de gravidez têm muita ligação com esse momento. Trata-se de um procedimento simples, mas que exige tranquilidade, um bom relaxamento da paciente e experiência do médico. Após essa etapa, a paciente deverá ficar deitada na mesa ginecológica por cerca de 20 minutos, retornando posteriormente para casa com atividades físicas limitadas e orientada com as devidas medicações. Atualmente, com a alta tecnologia dos laboratórios em identificar os melhores embriões, o numero de embriões transferidos, raramente ultrapassa dois.</p>
<p><img src="http://www.ipgo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Fig7.jpg" alt="" title="Figura 7" width="250" height="198" class="alignleft size-full wp-image-3727" /><br />
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<p>6- SUPORTE HORMONAL</p>
<p>Após a transferência dos embriões, realiza-se um controle rigoroso das condições hormonais a fim de mantê-los em níveis satisfatórios para um adequado desenvolvimento embrionário intrauterino. Assim, ao redor do 5º dia após a transferência dos embriões, é realizado um exame de sangue para essa avaliação, o qual é repetido no 11º dia após a transferência, juntamente com o teste de gravidez. Se houver necessidade, são modificados ou acrescentados medicamentos hormonais para normalizar eventuais deficiências.</p>
<p><strong>As mulheres devem ser avisadas de que a gestação é preferível antes dos 35 anos pois é mais segura e com maior probabilidade de se ter um bebê saudável, quando se compara a gravidez em idades mais avançadas.</strong></p>
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		<title>Capítulo 1 &#8211; Puberdade e Crescimento</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 17:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Puberdade e Crescimento Ginecologia Infantil A criança não deve ser levada ao ginecologista rotineiramente, entretanto, algumas vezes esta consulta será necessária. Geralmente as crianças são encaminhadas ao ginecologista após uma avaliação inicial do pediatra, por algum problema específico. O adulto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Puberdade e Crescimento</strong></p>
<p><strong>Ginecologia Infantil</strong></p>
<p> A criança não deve ser levada ao ginecologista   rotineiramente, entretanto, algumas vezes esta consulta será necessária.   Geralmente as crianças são encaminhadas ao ginecologista após uma   avaliação inicial do pediatra, por algum problema específico.</p>
<p>O adulto que traz a criança deve ficar o tempo todo   presente na consulta, pois, além de poder esclarecer as dúvidas, trará   maior segurança à criança.</p>
<p><strong>Mas o que leva uma criança ao consultório do ginecologista?</strong></p>
<p> Sem dúvida nenhuma a queixa mais freqüente é o corrimento   vaginal. A mãe refere que a calcinha da menina fica suja e muitas vezes   a menina diz ter coceira ou ardor na vagina. Nestes casos não há   necessidade de exame invasivo, o(a) médico(a) vai apenas olhar “por   fora”, de preferência sempre distraindo e brincando com a criança para   tornar o ambiente o mais agradável possível. O corrimento vaginal na   menina, na maior parte das vezes, é conseqüência de má higiene. Na idade   de três a seis anos as meninas já acham que sabem se limpar   adequadamente mas isto não ocorre; assim, há contaminação da região por   bactérias do sistema digestivo e urinário. É muito comum também a menina   &#8220;segurar&#8221; a urina por muitas horas; a maioria não gosta de ir ao   banheiro na escola e acaba sempre perdendo um pouquinho de urina, que   por ser muito ácida inflama toda a região vulvar.</p>
<p>Os processos infecciosos específicos da vagina são raros em   crianças, o que vemos são processos inflamatórios do terço externo da   vagina e da vulva.</p>
<p>O tratamento é simples com banhos de assento, sabonetes e   pomadas específicos, mas a orientação é fundamental. É importante   demonstrar para a criança a maneira correta de fazer a higiene e não só   falar. No caso de o corrimento persistir após o tratamento alguns exames   específicos serão solicitados. A coleta de material vaginal deve ser   feita excepcionalmente visando a exames específicos que possam realmente   ajudar a esclarecer o caso.</p>
<p>Coalescência de pequenos lábios é uma outra situação que   leva a menina, muitas vezes bebê ao ginecologista. Acontece em torno de   1,4% das crianças sendo mais freqüente na primeira infância. É causada   pelo hipoestrogenismo fisiológico (estrogênio baixo) associado a   processos inflamatórios. O tratamento deve ser feito com higiene local e   uso de cremes de estrogênios de forma parcimoniosa por um período   máximo de 14 dias.</p>
<p>Nenhum procedimento que cause dor deve ser realizado com a   criança acordada, à força. É importante que não se façam manobras   intempestivas para desfazer a coalescência, pois, além de traumatizar a   criança, são inapropriadas e inúteis pelo alto índice de recidiva. No   caso de necessidade de tratamento cirúrgico, este deve ser realizado com   a criança sedada, em ambiente próprio.</p>
<p>Se uma criança se queixa de sangramento genital, ou este é   percebido pela mãe ou responsável, trata-se de uma urgência médica,   pois pode tratar-se de doença neoplásica (tumor) ou abuso sexual. Outras   causas de sangramento vaginal na infância incluem traumas, corpos   estranhos, lesões dermatológicas,  hemangiomas e prolapso de mucosa   uretral, todas bastante raras. </p>
<p>Logo após o nascimento a bebê pode apresentar pequeno   sangramento vaginal por &#8220;despreendimento endometrial&#8221;. Isto ocorre   porque a criança estava sob estímulo estrogênico da mãe, e após o   nascimento o estrogênio circulante cai e pode então ocorrer o   sangramento, o qual só deve ser investigado quando se iniciar ou se   prolongar após 10 dias de vida.</p>
<p><strong> Ginecologia na Puberdade</strong></p>
<p>A menina, antes de se tornar mulher, passa por uma série de mudanças   físicas, hormonais e psicológicas, as quais fazem parte do que chamamos   de puberdade.</p>
<p>A puberdade é um período de transição quando a menina   deixa de ser criança para ser adulta, é uma fase, uma etapa com duração   variável na qual as modificações do organismo são muito marcantes.</p>
<p>Nas meninas, a puberdade inicia-se entre 8 e 13 anos,   sendo a idade média de 12 anos e três meses. Sabemos que vários fatores   estão relacionados com o início da puberdade, mas ainda é desconhecido o   fator desencadeante. Entre aqueles relacionados podemos citar: fator   nutricional (a menina mais gordinha vai menstruar antes), raça (meninas   negras entram na puberdade mais cedo que as brancas), estado de saúde,   localização geográfica, fatores psicológicos, fator genético, atividade   física, exposição à luz e restrição de crescimento intra-uterino.</p>
<p>O principal é o fator genético, entretanto, pouco ainda se conhece a respeito dos genes envolvidos neste processo.</p>
<p>A puberdade é marcada principalmente pelo que chamamos de   “estirão” de crescimento, amadurecimento dos caracteres sexuais   primários (gônadas e genitais) e pelo aparecimento dos caracteres   sexuais secundários (mamas, pêlos axilares e pubianos e depósito de   gordura na pelve).</p>
<p><strong>O crescimento pode ser dividido em três fases:</strong></p>
<p>1) Fase de crescimento estável: o aumento da altura é mais constante   (5 a 7 cm por ano) e acontece até mais ou menos 10 a 11 anos.</p>
<p>2) Fase de aceleração: a velocidade de crescimento aumenta   gradualmente 8 a 9 cm ao ano, podendo chegar a 13 cm dos 11 aos 14 anos.   O pico da velocidade de crescimento ocorre em média 1 a 3 anos antes da   menarca (primeira menstruação).</p>
<p>3) Fase de desaceleração: desaceleração gradual até a parada do crescimento: 15 a 17 anos, em média, na menina.</p>
<p><strong>Quanto mais cedo se inicia a puberdade, menor será a estatura final da menina.</strong></p>
<p>O estirão do crescimento constitui a primeira manifestação da   puberdade na maioria das meninas, apesar do broto mamário ser o primeiro   sinal notado.</p>
<p>Normalmente, em 80% das meninas a seqüência da evolução   dos caracteres sexuais secundários é: crescimento e desenvolvimento das   mamas (telarca), aparecimento dos pêlos pubianos e axilares   (pubarca/axilarca), e por último a menarca (primeira menstruação). Em   20% das meninas a ordem pode não ser exata. Este processo leva em média   dois anos para se completar.</p>
<p>Após a primeira menstruação a menina iniciará uma   desaceleração na curva de crescimento e ganhará, em média, mais 5-7 cm   até atingir sua estatura final.</p>
<p>Entre o início do estirão e a parada do crescimento a   menina cresce por volta de 25 cm. O ganho de estatura na adolescência   corresponde a cerca de 20% da estatura final, e o aumento de peso, a   aproximadamente metade do peso da idade adulta.</p>
<p>Tanto as variações de crescimento como de ganho de peso   são motivos de consulta médica em razão de preocupações e ansiedade por   parte dos pais e dos pacientes. Assim, é muito importante diferenciarmos   o normal do patológico para a correta orientação em cada caso. Estas   variações são em grande parte ditadas pelo componente genético, mas   também por valores de determinados grupos da sociedade.</p>
<p>É relevante diferenciarms puberdade de adolescência, esta   última um fenômeno bem mais abrangente, biopsicossocial, caracterizado   pela busca do indivíduo por um papel social. Podemos dizer que a   puberdade faz parte da adolescência.</p>
<p>Qual o papel do ginecologista nesta fase da mulher? É   enorme. É nesta idade (12 a 14 anos) que as dúvidas em relação ao   desenvolvimento do corpo começam a surgir, e um pouco mais pra frente   (15 a 18 anos) virão os namorados e as dúvidas sobre sexualidade e   anticoncepção devem ser esclarecidas.</p>
<p><strong>A seguir listaremos as principais dúvidas em relação às consultas ginecológicas da adolescente.</strong></p>
<p><strong> Como escolher o absorvente</strong></p>
<p>Uma das questões mais freqüentes nas consultas de meninas e   adolesecentes é em relação à escolha do absorvente. A variedade hoje em   dia é enorme e podemos dividi-los em dois grandes grupos – os externos e   os internos. A maioria das garotas  sente-se mais à vontade utilizando   os absorventes externos, os quais existem de vários tamanhos que   adequados a cada intensidade de fluxo, além de poderem ser com ou sem   abas, com formatos diversos, espessuras diferentes, com ou sem perfume,   enfim, cada uma irá escolher o que melhor se adaptar a ela. Uma pergunta   quase constante nas consultas é se a menina virgem pode utilizar o   absorvente interno. A resposta é sim, porém o ideal é que na primeira   vez ela o coloque junto com o(a) ginecologista, que saberá orientá-la   adequadamente. É muito comum as meninas sentirem dor na colocação pela   contração dos músculos vaginais, mas com a prática a dor desaparece e   ela sentirá mais confiança em colocá-lo sozinha. Sempre utilizar o menor   tamanho existente no mercado, que é o mini.</p>
<p><strong>A seguir listamos as principais dúvidas relacionadas à ginecologia infanto-puberal:</strong></p>
<p><strong>Qual a idade ideal para a primeira consulta ginecológica?</strong></p>
<p>Não existe. Supondo que a menina nunca teve corrimento ou qualquer   queixa relacionada ao sistema genital, a primeira consulta deve ocorrer   quando surgirem as dúvidas ou qualquer problema ginecológico. Geralmente   as mães acabam trazendo as filhas quando elas menstruam para saber se   está tudo “normal”. O ideal é a vontade partir da própria garota ou,   obviamente, se a mãe notar qualquer alteração deve levá-la ao médico(a).   A consulta passa a ser fundamental a partir do início da vida sexual a   fim de orientarmos na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e   gravidez indesejada.</p>
<p><strong>Como é a consulta ginecológica infanto-juvenil?</strong></p>
<p>O início da consulta é igual à de qualquer outro médico, ou seja,   haverá uma  conversa sobre o motivo da consulta, questões sobre   problemas de saúde pessoais ou familiares, uso de medicação, além de   perguntas mais pessoais, como local de estudo, série, etc. A isto   chamamos de anamnese.</p>
<p><strong>O exame físico é obrigatório?</strong></p>
<p>Não. A primeira consulta pode ser apenas para conversar, tirar   dúvidas e conhecer o(a) médico(a). A consulta é da menina e ela pode   aproveitá-la como quiser, o(a) médico(a) está à disposição com seu   conhecimento para esclarecer todas as dúvidas. É um espaço só dela, com   toda a privacidade para expor suas queixas e conflitos.</p>
<p><strong>A mulher virgem pode ser examinada sem risco?</strong></p>
<p>Sim. O exame ginecológico da menina será diferente do realizado em mulheres com vida sexual.</p>
<p><strong>Como é o exame da adolescente virgem?</strong></p>
<p>Geralmente o exame começa pelas mamas, depois examinamos o abdômen, e   por fim os órgãos genitais externos (monte de vênus, grandes e pequenos   lábios, clitóris, entrada da vagina e o períneo (região entre a parte   posterior dos pequenos lábios e o ânus). O exame pode ser acompanhado   pela garota com o auxílio de um espelho, assim ela passará a conhecer   melhor o seu corpo, além de tranquilizá-la se tudo estiver normal.</p>
<p><strong>Este exame é doloroso?</strong></p>
<p>Absolutamente não. No caso de ser necessária a coleta de material para exame, esta será feita com cotonete e também não dói.</p>
<p><strong>Quando é realizado o toque vaginal?</strong></p>
<p>Apenas nas meninas que já iniciaram vida sexual. Além do toque   podemos examinar a vagina por dentro e o colo uterino com um aparelhinho   chamado espéculo. O toque serve para avaliarmos o tamanho do útero e   ovários. Para aquelas que são virgens, a melhor maneira de se avaliar o   útero e ovários é através da ultra-sonografia pélvica.</p>
<p><strong>A mãe deve entrar junto na consulta?</strong></p>
<p> Esta é uma questão muito freqüente e delicada. É claro que a mãe ou   responsável deverá estar presente nas consultas das crianças.</p>
<p>A partir de 13-14 anos algumas meninas já preferem entrar sozinhas,   pois sentem-se mais livres e à vontade para tirar dúvidas e expressar   seus conflitos. Outras preferem que a mãe entre junto, o que também não   significa que ela deve permanecer até o final da consulta. A mãe é   importante na primeira consulta uma vez que informará sobre as doenças   da infância, tipo de parto e desenvolvimento da menina/adolescente.</p>
<p>É muito comum a mãe entrar por alguns minutos e depois aguardar lá fora.</p>
<p>Enfim, a vontade da garota deve ser respeitada e o médico também   pode se manifestar se perceber que será melhor a menina ficar um pouco   sozinha.</p>
<p>Com o tempo as adolescentes ficam sozinhas, e isto as ajuda a   amadurecer, pois estão assumindo a responsabilidade pela sua saúde.</p>
<p><strong>O médico pode contar para a mãe o que falamos na consulta?</strong></p>
<p>O(a)s ginecologistas são obrigados a manter “sigilo”, ou   seja, manter em segredo o que foi dito na consulta. Em casos onde há   risco de vida para a adolescente (menor de 18 anos) o(a) médico(a) po</p>
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		<title>Capitulo 2 &#8211; Corrimento Vaginal</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 17:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Corrimento Vaginal Corrimento vaginal, leucorréia, conteúdo vaginal ou fluxo vaginal é um tipo de secreção que sai pela vagina em quantidade variável e com características diversas. Pode ser normal, chamado de “corrimento fisiológico”. Neste caso tem aspecto transparente ou branco, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Corrimento Vaginal</strong></p>
<p>Corrimento vaginal, leucorréia, conteúdo vaginal ou fluxo vaginal é   um tipo de secreção que sai pela vagina em quantidade variável e com   características diversas. Pode ser normal, chamado de “corrimento   fisiológico”. Neste caso tem aspecto transparente ou branco, sem odor, e   aspecto de muco.</p>
<p>É uma queixa bastante comum no cotidiano das mulheres, e as causas   podem ser benignas, que não necessitam de tratamento, ou infecções que   podem ser tão graves exigindo até mesmo a internação. Em casos extremos,   até cirurgia. São os casos de doença inflamatória pélvica, chamada   simplesmente pela sigla DIP. O corrimento é proveniente da vagina ou do   colo uterino e pode ser classificado de corrimento de causas   não-infecciosas e infecciosas.</p>
<p><strong>Corrimento de causas não-infecciosas</strong></p>
<p>Entre as causas não-infecciosas estão as alterações do período   menstrual, transpiração vaginal excessiva, período de excitação sexual,   gestação, alergia, ou seja, condições naturais, sem maiores repercussões   clínicas.</p>
<p>Durante algumas fases do ciclo menstrual, a mulher pode normalmente   apresentar padrões diferentes de corrimento. Um exemplo é o que ocorre   no período de ovulação (na metade do ciclo, ou cerca de 14 dias após a   última menstruação) quando aparece um muco claro, transparente, viscoso,   semelhante à clara de ovo. Outro exemplo é o que ocorre alguns dias   antes da menstruação, em que surge um muco mais espesso, por vezes   esbranquiçado, semelhante ao que ocorre em gestantes.</p>
<p> A alergia pode se manifestar com um corrimento fluido, associado a   sintomas como ardor e vermelhidão na região da vagina e vulva, e pode   estar associada ao uso de absorventes íntimos e roupas íntimas   sintéticas (lycra). O corrimento após relação sexual pode ser bastante   fluido, em quantidade que varia entre as mulheres, conforme a   lubrificação vaginal durante a relação.</p>
<p><strong> Corrimento de causas infecciosas</strong></p>
<p>Antes de descrever as causas infecciosas, vale a pena ressaltar   algumas características da vagina. Além da ação fisiológica dos   hormônios<br />
(essencialmente estrógeno e progesterona), existe a ação de   bactérias e fungos que vivem normalmente em equilíbrio no ambiente das   células da parede vaginal. Esta flora (como é chamada) confere um grau   de acidez adequado à vagina, protegendo contra infecções por agentes   patogênicos. São os “soldados” protetores da vagina.</p>
<p>Caso haja algum desequilíbrio entre os componentes da flora vaginal,   os agentes que se encontram em menor quantidade (5%) podem se reproduzir   e, de acordo com o mais prevalente, haverá um conjunto de sintomas,   entre eles o corrimento. Esse desequilíbrio pode ser conseqüência de uso   prolongado de antibióticos ou corticóides, doenças sistêmicas como o   diabetes, baixa imunidade por carência alimentar, entre outros.</p>
<p>Por outro lado, também pode haver infecção por microorganismos que   não fazem parte da flora vaginal, através da via sexual, causando   corrimento que, dependendo do agente infeccioso, causará alterações não   apenas da vagina, mas também do útero, das tubas uterinas e   comprometimento da fertilidade feminina.</p>
<p><strong>Assim, as infecções mais comuns são:</strong></p>
<p><strong>Candidíase</strong></p>
<p>Causada pelo fungo Candida albicans, manifesta-se com prurido   (coceira) em região genital, aspecto avermelhado de vagina e vulva e   corrimento esbranquiçado semelhante a um “leite coalhado”; não há odor   característico e ocorre piora com o uso de roupas apertadas, umidade e   calor. Muito comum em gestantes e diabéticas.</p>
<p><strong>Candidíase por repetição</strong></p>
<p>Também conhecida como monilíase, é uma infecção genital e está entre   as causas mais comuns de infecção do trato genital feminino. Embora   pertença à flora normal da vagina, certas situações fazem com que esse   fungo se multiplique rapidamente tornando-se patogênico, ou seja,   causando a candidíase. Cerca de 90% das mulheres podem ser infectadas   pela candidíase vaginal ao menos uma vez na vida. E é bom saber que essa   infecção não é transmitida exclusivamente pelo contato sexual. Mas,   então, quando e por que a candidíase aparece? Ela acontece quando a   resistência do organismo sofre algumas alterações, e por esta razão o   sistema que cuida das defesas do corpo (o sistema imune) fica vulnerável   às infecções.</p>
<p><strong>Assim, a candidíase vaginal pode acontecer nos períodos de:</strong></p>
<p><strong>Menopausa</strong></p>
<p>Quando ocorre a diminuição da quantidade de hormônios femininos   (estrogênio e progesterona), tornando a mucosa vaginal menos resistente   aos microorganismos.</p>
<p><strong>Gravidez</strong></p>
<p>Quando o aumento dos níveis de estrogênio torna o meio vaginal favorável ao desenvolvimento da cândida: </p>
<ul>
<li>- ao tomar antibióticos: por provocar um desequilíbrio entre a flora bacteriana da vagina e a flora micótica;</li>
<li>- quando se faz uso de anticoncepcionais: por aumentarem os níveis   do estrogênio no fluxo vaginal que tornam o meio mais sensível ao   desenvolvimento da cândida;</li>
<li>- ao usar corticóides: por alterarem o sistema imunológico, que protege nosso corpo contra as infecções;</li>
<li>- no caso de distúrbios endócrinos, como o diabetes, por provocar alta concentração de açúcar no meio vaginal e na urina.</li>
<li>- por causa de maus hábitos de higiene pessoal, que podem disseminar os microorganismos do intestino para a vagina;</li>
<li>- no uso de roupas íntimas com material sintético, cujo tecido   aumenta o calor e a umidade sobre a pele. O acúmulo de suor e ausência   de ventilação favorecem o crescimento da cândida;</li>
<li>- no uso de meias de náilon apertadas, que propiciam o desenvolvimento de microorganismos;</li>
<li>- na aplicação de agentes sensibilizantes de pele que podem causar   lesões ou inflamações pela ação de sabonetes, desodorantes e   nebulizações vaginais (ducha), deixando o local mais sensível às   infecções;</li>
</ul>
<p>nas relações sexuais, a mulher pode adquirir candidíase vaginal   através da auto-infestação e contaminar o parceiro sexual, que passa a   ser uma fonte de contágio;</p>
<p> na promiscuidade sexual (trocas freqüentes de parceiros).</p>
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		<title>Capítulo 3 &#8211; Cólica Menstrual</title>
		<link>http://www.ipgo.com.br/capitulo-3-colica-menstrual/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 17:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cólica Menstrual A cólica menstrual, conhecida também como dismenorréia, é a dor em localização pélvica, no ventre, que ocorre pouco antes ou pouco depois do período menstrual. A dor pode ser leve ou moderada, acompanhada de diarréia, cefaléia e mal-estar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cólica Menstrual</strong></p>
<p>A cólica menstrual, conhecida também como dismenorréia, é a dor em   localização pélvica, no ventre, que ocorre pouco antes ou pouco depois   do período menstrual.  A dor pode ser leve ou moderada, acompanhada de   diarréia, cefaléia e mal-estar, ou ainda forte, incapacitando a mulher   de realizar suas atividades normais, por dois até sete dias. Muitas   apresentam estes sintomas com tal intensidade que as obrigam a faltar ao   trabalho, a estudos e atividades de lazer, prejudicando assim a sua   qualidade de vida e bem-estar. </p>
<p><strong>A dismenorréia pode ser classificada em primária e secundária.</strong></p>
<p><strong>Primária:</strong> é a menstruação dolorosa sem   lesões e alterações em órgãos pélvicos. Geralmente é de natureza   desconhecida, e ocorre logo após as primeiras menstruações, diminuindo a   intensidade da dor e outros sintomas em torno dos 20 anos de idade ou   na gravidez. As dores são causadas pelas contrações uterinas promovidas   por substâncias produzidas pelo próprio organismo, chamadas   prostaglandinas.</p>
<p> <strong>Secundária:</strong> ocorre principalmente após dois anos da   primeira menstruação, e está relacionada a algumas alterações dos   órgãos localizados na pelve, como miomas uterinos, infecção pélvica,   endometriose, alterações no formato do útero e uso de DIU (Dispositivo   Intra-Uterino) entre outros. A dor pode durar até os últimos dias do   fluxo menstrual.</p>
<p> O diagnóstico é feito pela história clínica da paciente,   exame ginecológico e alguns exames complementares, como ultra-som   transvaginal, dosagem de hormônios e marcadores que podem sugerir a   presença da endometriose.  Tratamento</p>
<p>Para o tratamento da dismenorréia primária devem ser   indicados exercícios físicos cotidianos (pelo menos fazer caminhadas   diárias), e pode ser usado antiinflamatório tomado um pouco antes e   durante toda a menstruação. Podem ainda ser usados anticoncepcionais.   Atualmente, implantes hormonais que impedem o ciclo menstrual podem ser   uma alternativa interessante. Uma dieta com menos gordura animal e mais   fibras também pode ajudar. Para o alívio da dor, coloque uma bolsa de   água quente no baixo ventre e faça massagens.  Na secundária são   utilizadas as mesmas medidas citadas acima, mas deve-se ainda fazer um   tratamento direcionado à causa da dor, seja para endometriose, infecção   pélvica ou presença do DIU, entre outros.<br />
<a href="http://"></p>
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		<title>Capítulo 4 &#8211; Hirsutismo (pêlos em excesso na mulher)</title>
		<link>http://www.ipgo.com.br/capitulo-4-hirsutismo-pelos-em-excesso-na-mulher/</link>
		<comments>http://www.ipgo.com.br/capitulo-4-hirsutismo-pelos-em-excesso-na-mulher/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 17:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Hirsutismo (pêlos em excesso na mulher) O hirsutismo é caracterizado pelo crescimento excessivo de pêlos terminais em topografia tipicamente masculina. Difere portanto da hipertricose, que é o excesso de pêlos localizados em regiões onde a mulher normalmente os têm. Mulheres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hirsutismo (pêlos em excesso na mulher)</strong></p>
<p>O hirsutismo é caracterizado pelo crescimento excessivo de pêlos   terminais em topografia tipicamente masculina. Difere portanto da   hipertricose, que é o excesso de pêlos localizados em regiões onde a   mulher normalmente os têm. Mulheres descendentes de portuguesas,   libanesas e de países banhados pelo mar Mediterrâneo, em geral,   apresentam uma quantidade aumentada nas regiões tipicamente femininas, e   neste caso não se trata de hirsutismo e sim de hipertricose, devido a   histórico familiar, o que é absolutamente normal. Já as orientais, no   geral, possuem menos pêlos que as mulheres de origem caucasiana, e estas   menos que as de ascendência portuguesa e libanesa.</p>
<p>Os pêlos apresentam seu crescimento na dependência de   hormônios produzidos pelo organismo. Esses hormônios agem no folículo   piloso fazendo com que eles cresçam. Apenas a testosterona (hormônio   masculino), que se encontra na forma livre no organismo, é capaz de   atuar junto ao folículo piloso e promover o crescimento deles. Assim, o   hirsutismo pode aparecer na presença aumentada dos hormônios androgênios   (hormônios masculinos presentes também nas mulheres) devido ao aumento   da sensibilidade dos receptores a estes hormônios ou pela alteração no   transporte deles no organismo, fazendo com que aumente a fração livre do   hormônio circulante.</p>
<p>Portanto, mesmo com a taxa de hormônios masculinos dentro   do limite da normalidade, pode haver crescimento dos pêlos graças a uma   sensibilidade maior do folículo piloso.</p>
<p>Uma situação curiosa é a da mulher durante a menopausa.   Em geral ocorre o que chamamos de aumento relativo dos hormônios   masculinos, ou seja, a taxa total está normal, mas se comparadas com as   taxas de hormônios femininos, que estão diminuídas nesse período, vê-se   que os hormônios masculinos estão aumentados. Assim podem aparecer   alguns pêlos principalmente na face dessas mulheres.</p>
<p>Situação não comum é o aparecimento de pêlos em regiões   tipicamente femininas em crianças menores de oito anos. Nesses casos   pode-se tratar de outras patologias que necessitam ser investigadas.</p>
<p>Os hormônios masculinos são produzidos pelos ovários,   glândula supra-renal e pela pele, esta última através da conversão   periférica citada anteriormente. Nas mulheres encontramos alguns tipos   de hormônios masculinos, sendo o mais importante deles a testosterona.   Além dele podemos citar a androstenediona, a deidroepiandrosterona e o   seu sulfato. Deste total, dois terços da testoterona são produzidos   direta ou indiretamente pelos ovários.</p>
<p>Nas mulheres não-hirsutas apenas 1% da testosterona   encontra-se livre e, portanto, capaz de atuar. Já nas hirsutas, cerca de   2% do total de testosterona encontra-se livre, podendo atuar junto ao   folículo piloso e desenvolver o aumento dos pêlos. Também há aquelas   mulheres que apresentam taxas hormonais dentro do limite da normalidade e   mesmo assim apresentam o hirsutismo denominado hirsutismo idiopático   (sem causa justificada).</p>
<p>Muito importante no hirsutismo é avaliá-lo através de uma   escala que nos permita quantificá-lo e saber seu grau de   comprometimento.Essa escala é conhecida como Escala de Ferrimam e   Gallwey e deve ser utilizada pelo médico ao avaliar sua paciente.   Através dela podemos saber o grau de acometimento da paciente. Ainda   sobre esse aspecto é de suma importância saber de que forma apareceram   esses pêlos, ou seja, se foi de uma maneira repentina ou não e se sua   evolução está lenta ou rápida.</p>
<p> hirutismo</p>
<p> <strong>Escala de Ferriman e Gallway</strong></p>
<p><strong>Diagnóstico</strong></p>
<p>Um histórico clínico completo e um exame físico adequado são   essenciais para o correto diagnóstico, além de alguns exames   complementares. É comum a paciente apresentar, além do aparecimento de   pêlos, acne, seborréia, alopécia (perda de cabelos ou pêlos),   irregularidade menstrual, e em casos mais severos, aumento do clitóris,   engrossamento de voz e aumento da massa muscular.</p>
<p>Muitas são as causas de hirsutismo, entre elas,   alterações ovarianas, das glândulas supra-renais e do folículo piloso.   Na grande maioria das vezes são patologias benignas.</p>
<p>Chama a atenção e causa preocupação o aparecimento   abrupto de pêlos com crescimento rápido, pois sua origem pode vir de um   tumor ovariano ou da glândula supra-renal. Quando o crescimento for   lento, possivelmente não tem origem tumoral. Daí a importância de esses   fatos serem percebidos pela paciente e comunicados ao profissional   durante a consulta médica. Entretanto, deve ser lembrado que felizmente   as causas tumorais são raríssimas.</p>
<p>Mulheres portadoras de tumores produtores de hormônios   masculinos comumente apresentam o que chamamos de virilização, ou seja, o   aparecimento de caracteres masculinos, tais como aumento dos pêlos,   aumento do clitóris e da massa muscular, diminuição dos cabelos   principalmente na fronte, e voz mais grave. Porém, antes que isso   ocorra, a mulher passará por um processo de perda de suas   características femininas para então desenvolver as características   masculinas.</p>
<p> As alterações das supra-renais variam desde a síndrome de   Cushing (função aumentada da glândula), hiperplasia congênita de   supra-renal até quadros tumorais, sendo algumas alterações já   suspeitadas ao nascimento.</p>
<p>Com relação às causas ovarianas, são as mais freqüentes e   responsáveis por mais de 90% das causas de hirsutismo. Excluindo-se os   tumores, a hipertecose (alteração em uma camada do ovário) e a   anovulação crônica (falta de ovulação) são as mais comuns, sendo esta   última responsável por mais de 90% das causas de hirsutismo.</p>
<p>A anovulação crônica, em sua maioria, é representada pela   síndrome dos ovários policísticos (SOP, ver capítulo 11), caracterizada   por alterações hormonais, ciclos menstruais irregulares, acne, aumento   de pêlos e aumento da resistência à insulina. A SOP e a   hipersensibilidade periférica são as causas mais freqüentes de   hirsutismo. Outras causas que podem levar ao hirsutismo são o uso de   corticóides e alguns tipos de anticoncepcionais.</p>
<p>Para fazer o diagnóstico, além da história clínica e   acurado exame físico, são necessárias algumas dosagens hormonais (perfil   androgênico) e exames de imagens, como ultra-sonografia, algumas vezes   ressonância ou tomografia. Doenças como a hiperprolactinemia (aumento do   hormônio da lactação) e doenças da tireóide também podem levar ao   hirsutismo, devendo ser pesquisadas.</p>
<p><strong> Tratamentos</strong></p>
<p> O tratamento do hirsutismo baseia-se na supressão dos   androgênios circulantes em excesso ou no bloqueio de sua ação no pêlo,   com o objetivo de diminuir a quantidade do hormônio circulante ou sua   ação no pêlo. Os casos de ovários policísticos receberão o tratamento   adequado, conforme capítulo 11.</p>
<p>A resposta ao tratamento é lenta, pois obedece ao ciclo   de crescimento do pêlo, que alterna fases de crescimento, involução e   repouso, que duram em média seis meses. Portanto, só é possível perceber   melhora do quadro em torno de seis a nove meses após o início do   tratamento; além disso, os pêlos estão em fases de crescimento   diferentes e a medicação não poderá atuar em todos ao mesmo tempo. Por   isso, o tratamento deve ser mantido por 18-24 meses, pois é considerado   tempo dependente.</p>
<p>Outro fato importante é saber que com o tratamento os   pêlos não deixarão de crescer, e sim o farão de maneira mais lenta e   ficarão mais delgados e, portanto, menos perceptíveis.</p>
<p> As mulheres com história familiar de pêlos aumentados   poderão ter de manter o tratamento por longos períodos, pois não se   altera a genética.</p>
<p><strong> Tratamentos cosméticos</strong></p>
<p> A raspagem dos pêlos, a depilação com cera quente ou fria   e a eletrólise (depilação definitiva), que destrói o pêlo fazendo com   que ele não cresça mais, e o laser. A eletrólise (eletrocauterização) é   bem eficiente e deve ser feita por profissional treinado e experiente.</p>
<p>A depilação com cera quente ou fria é eficaz para regiões   extensas como pernas, coxas e virilhas. Dura em média 30 dias e   geralmente o pêlo cresce mais fino. Um grande inconveniente é que o   processo de arrancamento dos pêlos em geral é doloroso. As pinças também   podem ser usadas, mas para regiões menores.</p>
<p> A raspagem dos pêlos com lâminas dura muito pouco, cerca   de três dias. Como corta o pêlo na altura da pele, têm-se a sensação de   que ele cresce mais grosso. A grande vantagem é que o processo é   indolor.</p>
<p>A terapia com laser dura em torno de seis meses e pode   ser usada para a face, pescoço, virilhas, axilas e coxas, não tendo o   inconveniente de manchar a pele como a eletrocauterização, mas além de   doloroso é relativamente caro.</p>
<p><strong> Tratamentos Medicamentosos</strong></p>
<p>No tratamento medicamentoso podem ser utilizados vários   medicamentos, dentre eles: hormônios isolados ou associados, diuréticos,   análogos do GnRH, flutamida, cimetidina, cetoconazol, indutores de   ovulação, corticoesteróides, e recentemente a finasterida. Caberá ao   médico da paciente a escolha do tratamento mais indicado para o   diagnóstico certo.</p>
<p>Após a apresentação dos medicamentos acima descritos, é   possível entender que pode ser difícil tratar o hirsutismo e que é   necessária uma boa dose de paciência para se alcançar o resultado   desejado.</p>
<p><strong> Outros tratamentos</strong></p>
<p>Algumas outras medidas são importantes para reduzir os   pêlos, como por exemplo a perda de peso, que diminui a formação de   hormônios masculinos no tecido gorduroso. Além disso, a perda de peso   diminui a resistência à insulina, o que também colabora para que se   perca mais peso e melhore todo o processo.</p>
<p>Psicoterapia é igualmente indicada em alguns casos, pois o   estresse pode contribuir para aumentar o ACTH (hormônio que produz os   corticóides), que aumenta os hormônios masculinos.<br />
<a href="http://"></p>
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		<title>Capítulo 5 &#8211; Obesidade, Anorexia e Bulimia</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 18:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Obesidade, Anorexia e Bulimia Obesidade é uma doença de causa multifatorial, complexa, definida como aumento de tecido adiposo no organismo. É uma doença universal, crônica, de caráter progressivo, considerada preocupante para a saúde pública. Nos últimos anos, deixou de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Obesidade, Anorexia e Bulimia</h2>
<p>Obesidade é uma doença de causa multifatorial, complexa, definida   como aumento de tecido adiposo no organismo. É uma doença universal,   crônica, de caráter progressivo, considerada preocupante para a saúde   pública.</p>
<p>Nos últimos anos, deixou de ser considerada um problema   estético e passou a ser reconhecida como uma doença que pode trazer um   risco maior de várias complicações específicas, como Diabetes mellitus,   hipertensão arterial, dislipidemia (elevação de gordura no sangue),   doenças articulares, esteatose hepática (infiltração de gordura no   fígado), doenças do coração, etc.</p>
<p>A obesidade é uma enfermidade conhecida há séculos e   sempre esteve associada ao prazer, aos hábitos alimentares e   comportamentais. Acredita-se que as formas mais comuns da obesidade   humana desenvolvam-se a partir da interação de diversos genes, de   fatores ambientais e do comportamento do indivíduo. O estilo de vida,   provavelmente, é que vai determinar se uma pessoa será ou não obesa,   mesmo que tenha predisposição genética.</p>
<p>Como ainda não podemos interferir nos genes da obesidade,   existem evidências científicas indicando que o controle alimentar com o   auxílio da atividade física regular e técnicas de modificação   comportamental são suficientemente efetivos para o controle do peso   corporal.</p>
<p> É importante saber que mesmo perdas modestas de peso e   manutenção, ou seja, a redução da gravidade da obesidade, já trazem   benefícios significativos para a saúde. Sabe-se que perdas de peso de   cerca de 5% a 10% melhoram e reduzem o risco de complicações da pressão   alta, do diabetes, da dislipidemia, etc. Portanto, não se deve pensar   como sendo o objetivo do tratamento somente normalizar o peso corporal   mas, sim reduzir a gravidade da obesidade.</p>
<p> A dieta para o tratamento da obesidade deve ser   equilibrada, contendo todos os nutrientes: carboidratos, proteínas,   gorduras, sais minerais, vitaminas, fibras vegetais.</p>
<p>Os carboidratos são os elementos energéticos, e devem   representar cerca de 50% a 55% do total diário de calorias, constituindo   a base da alimentação. Devemos dar preferência aos elementos ricos em   fibras, como os cereais, arroz integral, pão, frutas frescas, vegetais e   leguminosas. Devem-se evitar os açúcares simples, refinado, cristal e   mascavo, além de mel e doces.</p>
<p>As proteínas contribuem para a construção e a reparação   dos tecidos do organismo, devendo representar cerca de 15% a 20% do   total de calorias diárias. São encontradas principalmente nos alimentos   de origem animal, como o leite e derivados, ovos, carnes, frango e   peixes, além de vegetais como as leguminosas: soja, feijão, ervilha,   etc.</p>
<p>Já as gorduras devem ser responsáveis por 25% a 30% do   total diário das calorias e devemos preferir as de origem vegetal, como   óleos de girassol, canola, milho e margarinas. Vale ressaltar a   importância de evitarmos as gorduras de origem animal, como a banha de   porco e peles em geral.</p>
<p>Quanto à atividade física, sabemos que proporciona   sensação de bem-estar e melhora a auto-imagem, além de auxiliar o   controle do estresse e do peso.</p>
<p>Não há necessidade de a atividade física ser intensa,   bastando ser de intensidade moderada e devendo ocorrer na maior parte   dos dias da semana, de forma a atingir pelo menos 30 minutos por dia.   Alguns exemplos de atividades físicas são: caminhar, nadar, utilizar   mais escadas, etc.</p>
<p>O tratamento medicamentoso, que chega a ser atraente e   desperta interesse, é admissível e válido sob supervisão médica desde   que indicado para facilitar a adesão do paciente à mudança alimentar e   comportamental.</p>
<p>Na prática clínica vem ocorrendo o reconhecimento   crescente da indicação de remédios para o controle da obesidade. As   comprovações científicas atestam a sua utilidade quando realizada de   maneira racional e coerente. Não podemos mais negligenciar o tratamento   medicamentoso antiobesidade e sim reconhecer sua legitimidade, já que   existem evidências convincentes que justificam sua utilização.</p>
<p>O tratamento medicamentoso não cura a obesidade, portanto sua   indicação é justificada somente quando associada à orientação   nutricional e à mudança no estilo de vida.</p>
<p>Certas pessoas obesas e com obesidade grave, também chamada de   obesidade mórbida, têm um risco maior de apresentarem as complicações   acima citadas e outras mais, como calculose de vesícula biliar, apnéia   do sono, alterações da coagulação sanguínea, elevação de ácido úrico com   ou sem gota, etc., havendo freqüentemente necessidade de intervenção   cirúrgica (redução do estômago), que deve ser considerada somente após   repetidas falhas de todos os tratamentos clínicos anteriormente   efetuados.</p>
<p> O diagnóstico de obesidade na prática clínica é calculado pelo IMC   (índice de massa corpórea), que é o peso dividido pelo quadrado da   altura.</p>
<p align="center">IMC = PESO (kg)/ALTURA² (m)</p>
<p>Entretanto, o IMC possui algumas limitações por não distinguir   gordura central ou visceral (abdominal) de gordura periférica (quadril e   coxa), e por não distinguir massa gordurosa de massa magra (músculo).</p>
<p> A obesidade central ou visceral (abdominal) apresenta   mais correlação com as complicações cardíacas (infarto do miocárdio,   hipertensão arterial) e metabólicas (Diabetes mellitus e dislipidemia).   Já a obesidade periférica (quadril e coxas) está mais associada a   complicações circulatórias e estéticas (varizes, tromboses, culotes) e a   problemas ortopédicos.</p>
<p>Diante disso, a medição da circunferência abdominal pode predizer um risco maior de complicações associadas à obesidade.</p>
<p>Vale a pena lembrar que certos estudos mostram um risco   aumentado de câncer relacionado à obesidade, principalmente câncer de   vesícula biliar, de mama, do endométrio (útero) e de próstata.</p>
<p>As mulheres obesas têm maior chance de apresentar   infertilidade e, quando grávidas, maior probabilidade de hipertensão e   diabetes gestacional.</p>
<p>A obesidade, além de afetar a saúde física, reduzindo a   qualidade e a expectativa de vida, compromete também a saúde   psicológica, podendo levar a comportamentos alimentares patológicos   chamados de transtornos alimentares.</p>
<p> Quando mencionamos transtornos alimentares, logo vem à mente a lembrança da tão falada dupla: anorexia e bulemia nervosas.</p>
<p><strong>Anorexia Nervosa</strong></p>
<p>Trata-se de um transtorno alimentar de extrema gravidade e   difícil tratamento, que geralmente incide na faixa etária dos 13 aos 20   anos, e ocorre com mais freqüência em mulheres do que em homens.</p>
<p>A anorexia nervosa possui taxa de mortalidade maior em   relação a outros distúrbios psiquiátricos. Ela é mais comum nas classes   sociais média e alta. As pessoas que valorizam em excesso a aparência e o   peso são mais vulneráveis à doença (mais comumente encontrada em   modelos, bailarinas, cantores, atrizes, etc.).</p>
<p> Também se sabe que alguns antecedentes podem influenciar   no desenvolvimento da doença, como questões familiares, fatores   psicológicos e socioculturais.</p>
<p> A característica principal da anorexia nervosa é a   restrição acentuada do alimento ingerido e, freqüentemente, a prática   excessiva de exercícios.</p>
<p>É importante ressaltar que muitas vezes a paciente   resiste em colaborar para o diagnóstico da anorexia nervosa e também   para o seu tratamento, retardando a possibilidade de obter uma evolução   mais favorável do seu quadro nutricional e talvez até de salvar sua   própria vida.</p>
<p> As pacientes geralmente apresentam um quadro de   desnutrição grave, que se traduz fisicamente no amarelamento da pele do   corpo, na queda dos cabelos, na atrofia das mamas, pele e cabelos secos e   quebradiços, além de algumas vezes apresentarem distúrbio de   comportamento mental com risco de suicídio.</p>
<p>Ocorre que pessoas com anorexia nervosa podem apresentar   personalidade que tende ao perfeccionismo, à inibição e a um transtorno   obsessivo.</p>
<p>É interessante atentar para as mulheres que freqüentam   clínicas de fertilidade, pois um porcentual significativo das anoréxicas   pode estar omitindo o transtorno alimentar, e quando elas conseguem   engravidar, sua má nutrição pode prejudicar o bebê. Portanto, essas   gestações devem ser caracterizadas como de alto risco. Um estudo sobre   efeitos reprodutivos em anorexia nervosa demonstrou que a taxa de   prematuridade foi duas vezes maior que a esperada, e que a mortalidade   perinatal foi aumentada em seis vezes.</p>
<p><strong> O diagnóstico é baseado em quatro critérios:</strong></p>
<p>1) Recusa em manter o peso dentro de uma faixa normal para a altura e idade.<br />
2) Medo intenso de ganhar peso ou tornar-se obesa, mesmo estando com o peso abaixo do normal.<br />
3) Deturpação acentuada da imagem corporal com negação do baixo peso atual.<br />
4) Ausência de menstruação por pelo menos três ciclos   menstruais consecutivos (amenorréia) em decorrência da desnutrição   acentuada.<br />
Muito provavelmente, dentre os fatores socioculturais, a   exigência da sociedade atual da obtenção de um corpo magro como padrão   estético tem levado muitas mulheres a optarem por dietas rígidas,   exercícios físicos excessivos e outros comportamentos nada saudáveis,   que podem precipitar o início de transtornos alimentares.</p>
<p>O tratamento da anorexia nervosa consiste principalmente   na reabilitação alimentar e, quando indicado, na utilização de   antidepressivos e psicoterapia.</p>
<p><strong>Bulemia Nervosa</strong></p>
<p>Diz respeito a um transtorno alimentar caracterizado por   crises em que o indivíduo come de maneira compulsiva e, em seguida,   procura um comportamento compensatório inadequado para prevenir o ganho   de peso.</p>
<p>Ao contrário dos pacientes com anorexia nervosa, os indivíduos com bulemia apresentam-se com peso normal ou são até pré-obesos.</p>
<p>O diagnóstico é baseado em episódios recorrentes em que a   pessoa come compulsivamente, com a sensação de total perda de controle,   tanto da quantidade de alimento ingerido quanto da velocidade de   ingestão, e ainda da capacidade de parar de comer.</p>
<p>Estes procedimentos são denominados episódios bulímicos, e   são seguidos de um comportamento compensatório que pode ser de dois   tipos: purgativo e não-purgativo.</p>
<p>O tipo purgativo é aquele em que a pessoa provoca vômitos ou faz uso indevido de laxantes ou diuréticos.</p>
<p>Já no tipo não-purgativo o indivíduo envolve-se com exercícios físicos excessivos e dietas rígidas ou jejum.</p>
<p>As conseqüências físicas e psicológicas da bulemia podem   ser também de alta gravidade, chegando a ameaçar a vida das pessoas   comprometidas pela doença.</p>
<p>Em pacientes que induzem o vômito, pode-se encontrar uma   calosidade ou machucado no dorso da mão, decorrente do atrito da pele   com os dentes incisivos durante a indução dos vômitos. A freqüência e a   intensidade dos vômitos também podem levar a uma perda acentuada de   potássio sanguíneo (hipocalemia), com risco de arritmia cardíaca e morte   súbita.</p>
<p>Felizmente, ao contrário dos pacientes com anorexia   nervosa, os bulímicos costumam procurar mais freqüentemente auxílio   médico, possivelmente por sentirem-se incomodados com seus   comportamentos alimentares.</p>
<p>O tratamento indicado na bulimia nervosa é a utilização   da psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental) juntamente com os   antidepressivos, não deixando de lembrar a importância da informação e   educação dos pais do paciente, dos parentes e companheiros, enfim, do   envolvimento de todos no auxílio da recuperação e do tratamento do   indivíduo.</p>
<p><strong>Cirurgia da Obesidade</strong></p>
<p>Os tratamentos cirúrgicos para obesidade, as chamadas   cirurgias bariátricas, são indicadas em pacientes com índice de massa   corpórea superior a 40kg/m2. São pacientes que tentaram tratamento   clínico e não obtiveram resultado satisfatório. Aqueles com índice entre   35 e 40kg/m2, que tenham doenças associadas à obesidade e que   melhorarão com a perda de peso também são candidatos à cirurgia. Os   candidatos à cirurgia devem realizar avaliação clínica e psicológica e   participar de reuniões para esclarecimentos. Estas cirurgias não são   isentas de riscos e as vantagens devem ser pondenradas diante do médico   especialista. Os três principais tipos de cirurgia são: marca-passo   gástrico, banda gástrica ajustável e gastroplastia em Y de Roux –   convencional ou por laparoscopia (cirurgia de Capella) e derivação   ileopancreática – duodenal Switch Scorpinaro.</p>
<p> A indicação de cada intervenção vai depender de cada caso.</p>
<p><strong>Dicas do autor do livro para manter o peso ideal</strong></p>
<ul>
<li>a) Procure um profissional qualificado que possa elaborar uma dieta compatível com seu estilo de vida.</li>
<li>b) Evite fazer compras em supermercados quando estiver com fome ou acompanhada de alguma criança.</li>
<li>c) Beba água – no mínimo dois litros por dia. Ela ajuda a acelerar   o seu metabolismo, diminui a retenção hídrica e previne a prisão de   ventre.</li>
<li>d) Fracione sua alimentação diária de três em três horas. Entre as   grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar) intercale frutas ou   barras de cereal.</li>
<li>e) Não coma carboidratos após as 18 horas. Somente proteínas, verduras e legumes.</li>
<li>f) Coma sempre sentado à mesa, nunca em pé, no quarto ou na sala vendo televisão.</li>
<li>g) Coma devagar. Mastigar bastante dá tempo de ter a sensação de saciedade.</li>
<li>h) Não coma enquanto estiver fazendo outras coisas como:   dirigindo, assistindo à TV ou lendo. Concentre-se e preste atenção no   que está comendo.</li>
<li>i) Faça exercícios – recomenda-se um programa compatível com a sua condição física.</li>
<li> j) Lembre-se: primeiro você faz os seus hábitos, depois eles fazem você.</li>
</ul>
<p><img src="http://www.bemestardamulher.com.br/img/piramide-alimentar.jpg" alt="pirâmide alimentar" align="middle" hspace="120" vspace="10"></p>
<p>A pirâmide alimentar adaptada à população brasileira (Philippi, 1999) foi planejada para uma dieta de 2000 cal.</p>
<p>As porções foram estabelecidas para os diferentes grupos alimentares   com definição dos valores dos alimentos em gramas, calorias e medidas   usuais de consumo, para facilitar o entendimento e transmissão das   orientações.</p>
<p>A dieta padrão de 2000 cal tem 8 grupos alimentares:</p>
<ul>
<li>1) Grupo do arroz, pão, massa, batata e mandioca – 6 porções (1 porção = 150 cal).</li>
<li>2) Grupo das frutas – 3 porções (1 porção = 70 cal).</li>
<li>3) Grupo dos legumes e verduras – 3 porções (1 porção = 15 cal).</li>
<li>4) Grupo das carnes e ovos – 1 porção = 190 cal.</li>
<li>5) Grupo do leite, queijo e iogurte – 3 porções ( 1 porção = 120 cal).</li>
<li>6) Grupo dos feijões – 1 porção = 55 cal.</li>
<li>7) Grupo dos óleos e gorduras – 1 porção = 73 cal.</li>
<li>8) Grupo dos açúcares e doces – 1 porção = 110 cal.</li>
</ul>
<p>A soma dos vegetais (frutas, verduras e legumes) deve alcançar, no mínimo, 400g.</p>
<p> Para o planejamento das dietas saudáveis deve ser incorporado o   conceito de escolha inteligente, ou seja, diminuir o consumo de gorduras   e açúcares e aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos   integrais, leite, queijo e iogurte desnatados.      O consumo adequado   de todos os grupos de alimentos contribui para a saúde em geral.<br />
<a href="http://"></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Capítulo 6 &#8211; Nutrição e Educação Alimentar</title>
		<link>http://www.ipgo.com.br/capitulo-6-nutricao-e-educacao-alimentar/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 18:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Nutrição e Educação Alimentar &#8230;Quando criança Após o primeiro ano de vida, tanto as meninas quanto os meninos têm um menor ritmo de crescimento que é caracterizado por uma redução no apetite, o que para a maioria das famílias e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nutrição e Educação Alimentar</strong></p>
<p><strong>&#8230;Quando criança</strong></p>
<p>Após o primeiro ano de vida, tanto as meninas quanto os   meninos têm um menor ritmo de crescimento que é caracterizado por uma   redução no apetite, o que para a maioria das famílias e principalmente   para as mães torna-se motivo de preocupação. Esta preocupação pode ser   infundada se a criança apresentar uma boa progressão no peso e estatura,   o que representa uma adequada nutrição ainda que o consumo habitual não   aparente ser o correto; caso contrário, é importante salientar que a   alimentação nas fases pré-escolar e escolar se refletirá definitivamente   na adolescência e na vida adulta, garantindo assim qualidade de vida e   menor risco de desenvolvimento de doenças.</p>
<p> Para oferecer uma alimentação saudável às crianças é   preciso conhecer um pouco sobre os alimentos. Todos os alimentos são   compostos de nutrientes: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e   sais minerais, os quais não podem faltar numa dieta, pois são os   responsáveis pelo fornecimento de energia e estão presentes em diversas   reações químicas que o organismo realiza para crescer e se manter.</p>
<p><strong>Alimentos em que o principal nutriente são as proteínas</strong><br />
As proteínas são responsáveis pela multiplicação celular e, por isto,   são essenciais para o crescimento das crianças. Vale lembrar que seu   consumo exagerado não aumentará o ritmo de crescimento e poderá   prejudicar a saúde.</p>
<p><strong>Onde encontramos as proteínas?</strong></p>
<p>Encontramos em todos os tipos de carne, como a bovina, de   aves, de peixes, em vísceras (fígado, coração), no leite e derivados   (iogurte e queijos), nos ovos. São as proteínas de origem animal.   Existem proteínas de origem vegetal, como o feijão, a lentilha, o   grão-de-bico, a soja, a ervilha, a castanha e a noz.</p>
<p>A recomendação diária de proteína é fácil de ser atingida, pois os alimentos fonte têm grande concentração do nutriente.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong></p>
<p>Uma criança de 3 anos com 12 quilos  precisa de 16,52 g   de proteínas, sendo facilmente atingida com um bife pequeno (50 g), que   tem aproximadamente 15 g.</p>
<p>Alimentos em que os principais nutrientes são carboidratos e as   gorduras   A maior parte de energia fornecida ao organismo das crianças, e que com   certeza elas consomem, vem dos carboidratos e das gorduras, que também   têm o papel de fixar as proteínas.</p>
<p><strong> Onde encontramos carboidratos e gorduras?</strong></p>
<p>Os carboidratos estão presentes nos cereais (arroz,   aveia, milho, trigo), pão, macarrão, batata, mandioca, mandioquinha,   cará, batata-doce, biscoitos, cereais matinais, pipoca e farinhas.</p>
<p> Já as melhores fontes de gordura para as crianças são os óleos vegetais, o azeite e a manteiga</p>
<p>Alimentos em que os principais nutrientes são as vitaminas e os sais   minerais   As vitaminas e os minerais são considerados micronutrientes por estarem   presentes nos alimentos em pequenas quantidades, mas se faltarem por   longo período na alimentação infantil, as crianças correm o risco de   crescerem menos, sentirem-se cansadas, preguiçosas e mais suscetíveis ao   aparecimento de doenças, principalmente as infecciosas.</p>
<p>Dentre essas vitaminas e minerais, existem quatro que são fundamentais para o bom desenvolvimento e crescimento das crianças.</p>
<p><strong>Ferro</strong></p>
<p>É importantíssimo para a prevenção da anemia. As crianças   anêmicas têm deficiência de crescimento e principalmente no   desenvolvimento, pois se tornam inapetentes, apáticas, sonolentas e com   dificuldade no aprendizado.</p>
<p> Os alimentos que contêm mais ferro são as carnes   vermelhas e as vísceras, como o fígado, e é desses alimentos que o   organismo absorve melhor. Alimentos como feijão, ovos, folhas verdes e   beterraba também contêm ferro, só que o organismo não consegue   absorvê-lo totalmente, então para melhorar a absorção é indicado o   consumo de alimentos com fonte de vitamina C juntamente ou logo após a   refeição.</p>
<p>A necessidade de ferro de uma menina até os 10 anos é de   10 mg diários, o que é atingida com dois pedaços de carne e três   colheres de sopa de feijão.</p>
<p><strong>Vitamina C</strong></p>
<p>Tem a função de aumentar a imunidade das crianças   principalmente contra doenças infecciosas e regular o funcionamento do   organismo. Precisa estar na alimentação diária  já que o organismo não   faz reserva dela. As principais fontes alimentares são as frutas   cítricas, como laranja, acerola, limão, goiaba e morango.</p>
<p>A necessidade é de 45 mg por dia, o que é facilmente atingida com meio copo de suco de laranja.</p>
<p><strong>Cálcio</strong></p>
<p>Mineral importante para a formação e crescimento dos   ossos e dentes. Os alimentos ricos em cálcio são: o leite, o iogurte e   os queijos, que devem estar  presentes na alimentação diária das   crianças com aproximadamente três porções.</p>
<p>Especialmente para as meninas, uma ingestão adequada de   cálcio na infância e adolescência irá prevenir a osteoporose na vida   adulta.</p>
<p><strong>Vitamina A</strong></p>
<p>Esta vitamina tem papel imprescindível no crescimento das   crianças e ainda garante um aumento na resistência contra doenças   infecciosas. Seu consumo não precisa ser diário, pois de certa forma o   organismo faz uma reserva, mas é aconselhável que ela esteja presente no   cardápio pelo menos quatro vezes por semana. O alimento mais rico em   vitamina A é o fígado, e um pequeno pedaço (50 g) cobre a necessidade da   vitamina por uma semana. Outros alimentos que são ricos em vitamina A   são os que têm cor amarelo-alaranjada, como a cenoura, a abóbora, o   leite integral, a margarina, o mamão, a manga, a laranja. As folhas   verdes também são uma boa fonte, desde que sejam consumidas numa   quantidade que encha um prato de sobremesa.</p>
<p><strong>&#8230;Quando Adolescente</strong></p>
<p>A adolescência é um período da vida que começa com o   aparecimento de características sexuais secundárias, quando a capacidade   de reprodução sexual é atingida e cujo pico ocorre na puberdade e   termina com o último período de crescimento acelerado, o estirão.</p>
<p> A puberdade na menina inicia-se entre 8 e 13 anos de   idade, e é comum nesse período um aumento entre 15 a 25 centímetros de   altura e um ganho de peso entre 15 a 25 quilos. No final da puberdade os   adolescentes crescem no máximo 5 centímetros.</p>
<p>Para gerar esse crescimento, a adolescente gasta muita   energia, por isso é comum que acabe comendo mais do que o habitual. É   preciso verificar se esse aumento de peso realmente é reserva para o   estirão, estando relacionado com o início da puberdade, ou é um indício   de desenvolvimento da obesidade, que deve ser investigada.</p>
<p>Sem dúvida alguma, é bom lembrar que os hábitos   alimentares adquiridos nessa época – marcada por uma independência   alimentar, ou seja, ela mesma prepara seus alimentos ou come fora de   casa em diferentes horários – podem levá-la não somente à obesidade como   também a um déficit de crescimento por ingestão inadequada e/ou   insuficiente de nutrientes.</p>
<p> Então, do que uma adolescente precisa?</p>
<p><strong>Mais Energia</strong></p>
<p>As necessidades são diferentes entre as adolescentes e   deve-se considerar a velocidade do crescimento e o nível de atividade   física se se tratar de praticante, mas gira em torno de 2.200 calorias   por dia.</p>
<p><strong> Proteína</strong></p>
<p>A quantidade de proteína necessária para o crescimento   deve ser a da dieta normal. Caso haja alguma doença crônica, ela talvez   precise ser aumentada para não prejudicar o desenvolvimento físico. Na   adolescência, a recomendação para as jovens está em torno de 0,8 g por   quilo de peso ao dia.</p>
<p>As principais fontes de proteína são os alimentos de   origem animal, como carne bovina, aves, peixes, ovos, leite e derivados.   Os alimentos de origem vegetal mais ricos em proteína são as   leguminosas, como feijões, ervilhas, lentilhas e amendoins.</p>
<p><strong> Minerais</strong></p>
<p> As adolescentes precisam do dobro da quantidade de cálcio, ferro e zinco durante os anos de estirão.</p>
<p><strong> Cálcio</strong></p>
<p>A necessidade de cálcio é baseada nas necessidades do   crescimento esquelético, 45% do qual ocorre nesse período, mas as   recomendações para as mulheres são menores, cerca de 1.200 mg diários, o   que equivale a três copos de leite e um pedaço médio de queijo.</p>
<p>As principais fontes de cálcio são: leite, iogurte, queijos, em especial a ricota, e as sardinhas com espinhas.</p>
<p><strong> Ferro</strong></p>
<p>É fácil compreender que um organismo em pleno crescimento   e desenvolvimento precisaria de mais sangue, e o ferro é o componente   principal para a formação dos glóbulos vermelhos que o compõem. Nas   mulheres as necessidades ainda aumentam pelo fato de o ferro ser perdido   mensalmente com o início da menstruação. A necessidade de ferro é de 15   g por dia, o que equivale a dois bifes de carne vermelha e uma concha   de feijão.</p>
<p>As principais fontes desse mineral são as carnes   vermelhas, principalmente o fígado, que é melhor absorvido pelo   organismo; já as leguminosas (feijão, lentilha e ervilha), as folhas   verde-escuras e os ovos contêm ferro, só que não são bem absorvidos pelo   organismo. O ideal é consumi-los juntamente com um suco ou uma fruta   fonte de vitamina C, e os cereais enriquecidos com ferro também são uma   boa opção.</p>
<p><strong>Zinco</strong></p>
<p> O zinco é  essencial para o crescimento. A absorção de   zinco aumenta muito durante o estirão, levando a um uso mais eficiente   das fontes dietéticas. A necessidade de zinco diária é de 12 mg.</p>
<p>As principais fontes são: carne bovina, fígado, peixe, ostras, mariscos, queijo, cereal de grão integral, feijão e noz.</p>
<p><strong>Vitaminas  Vitamina D</strong></p>
<p>É necessária, pois desenvolve um papel fundamental no   processo de ossificação e crescimento, visto que graças à vitamina D o   cálcio é fixado nos ossos. O sol é um fator indispensável para a síntese   de vitamina D, e as principais fontes alimentares são o leite   enriquecido, o azeite de fígado de bacalhau, a gema de ovo e alguns   pescados, como atum, bonito e sardinha.</p>
<p><strong>Outras vitaminas</strong></p>
<p>As quantidades recomendadas das vitaminas A, E, C, B6 e   ácido fólico para adolescentes são as mesmas que para os adultos, e   todas essas vitaminas podem ser fornecidas por uma dieta bem escolhida   sem a necessidade de suplementos.</p>
<p><strong> &#8230;Quando em idade fértil</strong></p>
<p>Aproximadamente dos vinte aos quarenta anos a mulher deve   continuar com uma boa alimentação, pois é a fase da consolidação,   evitando carências em etapas posteriores da vida.</p>
<p>Todos os nutrientes são importantes para manter o   organismo em condições ótimas, mas é conveniente que se aumente o   consumo de alimentos ricos em cálcio, ferro e ácido fólico.</p>
<p><strong>Cálcio</strong></p>
<p>Este mineral é vital para fortalecer os ossos e manter os   depósitos no organismo, já que se inicia uma perda da massa óssea. Em   idades mais avançadas prevenirá a osteoporose, ou seja, é um bom   investimento.</p>
<p>Os principais alimentos que contêm cálcio são o leite e   derivados, mas a sardinha, a amêndoa, a avelã, o pistache, o espinafre e   o brócolis também o contêm, mas em menor quantidade.</p>
<p>O organismo precisa da luz solar para poder sintetizar a   vitamina D na pele, e então absorver e armazenar o cálcio nos ossos. Por   isso tomar sol em horários apropriados é uma boa opção para se evitar a   osteoporose.</p>
<p><strong>Ferro</strong></p>
<p> As necessidades de ferro da mulher na idade fértil são   maiores que as do homem, visto que a mulher tem uma perda mensal desse   mineral pela menstruação; portanto, é indispensável à mulher para que   não desenvolva anemia.</p>
<p>Os alimentos ricos em ferro são as carnes vermelhas, o   fígado e miúdos. Devido à sua alta absorção pelo organismo, superior à   absorção do ferro de origem vegetal, como de grãos, eles não podem   faltar na dieta da mulher.</p>
<p>Assim como as frutas cítricas aumentam a absorção do   ferro de origem vegetal (feijão, lentilha, folhas verde-escuras),   alimentos como o leite e o café competem com o ferro, diminuindo sua   absorção. O melhor é não abusar do café e não incluir alimentos ricos em   cálcio e ferro na mesma refeição.</p>
<p><strong> Ácido fólico</strong></p>
<p> A carência de ácido fólico pode ser responsável pelo   aparecimento de defeitos congênitos em bebês, como defeitos do tubo   neural. Quando a mulher planeja engravidar, ela poderá fazer uma   suplementação medicamentosa de ácido fólico meses antes, visto que essa   vitamina é facilmente perdida durante a cocção dos alimentos.</p>
<p> As melhores fontes de ácido fólico são fígado, feijão e vegetais frescos de folhas verde-escuras.</p>
<p><strong> &#8230;Quando na menopausa</strong></p>
<p>Quase todas as patologias da mulher guardam uma relação   direta com a alimentação e hábitos pouco saudáveis. A incidência das   doenças aumenta entre os 50 e 65 anos na população feminina e são elas:</p>
<p><strong>Doenças cardiovasculares como:</strong></p>
<ul>
<li>• Hipertensão arterial</li>
<li>• Arteriosclerose</li>
<li>• Acidente vascular-cerebral</li>
<li>• Infarto agudo do miocárdio</li>
</ul>
<p><strong> Alguns tipos de câncer:</strong></p>
<ul>
<li>• Câncer de útero</li>
<li>• Câncer de ovário</li>
<li>• Câncer de mama</li>
</ul>
<p><strong>Dentre outras:</strong></p>
<ul>
<li>• Osteoporose</li>
<li>• Diabetes e Obesidade</li>
</ul>
<p>Para a prevenção de doenças cardiovasculares, deve-se   restringir o consumo de gorduras saturadas e colesterol presentes em   carnes vermelhas, fígado, leite integral, cremes de leite, iogurte   integral, gema de ovo, frituras, manteiga e bacon.</p>
<p> Por outro lado, deve-se aumentar a ingestão de alimentos   ricos em fibras e vitaminas antioxidantes, como as vitaminas A, C e E,   assim como também as do complexo B.</p>
<p>Não podem faltar na dieta: cereais integrais, legumes,   verduras de folhas verde-escuras, cenoura, grãos, leite e derivados sem   gordura, carnes magras, azeite de oliva, peixes e frutas, sendo uma   cítrica e uma de cor amarelo-alaranjada, como mamão ou manga.</p>
<p> A partir dos 25 e 30 anos inicia-se uma perda gradual de   massa óssea, perda esta acentuada na mulher durante a menopausa. O   exercício físico, uma alimentação saudável e rica em cálcio é capaz de   reduzir a velocidade desta perda.</p>
<p> A “National Osteoporosis Foundation” (Fundação Nacional   de Osteoporose) recomenda que as mulheres na pós-menopausa que não estão   realizando terapia de reposição de estrógeno consumam 1.200 mg de   cálcio diários, o equivalente a aproximadamente quatro copos de leite.</p>
<p>O leite e derivados são as melhores fontes de cálcio, mas   os vegetais de folhas verde-escuras, como a couve, a couve-manteiga,   folhas de mostarda e brócolis, são boas fontes. Sardinhas, ostras,   moluscos bivalves, salmão e os grãos de soja também contêm cálcio.</p>
<p>Quanto à prevenção de câncer, diversos pesquisadores estão de acordo em vários aspectos:</p>
<ul>
<li>• é muito benéfica a diminuição de consumo de carnes e gorduras saturadas;</li>
<li>• um aumento na ingestão de frutas, legumes, verduras e cereais previne a aparição de alguns tipos de câncer;</li>
<li>• o consumo de fibras e de alguns probióticos, como o iogurte, diminui a incidência de alguns tumores;</li>
<li>• em particular, as vitaminas antioxidantes A, C, E, betacaroteno e   selênio, presentes em frutas e vegetais, diminuem a incidência de   câncer;</li>
<li>• a ingestão excessiva de álcool e o tabagismo são fatores relevantes na aparição de câncer.</li>
</ul>
<p> Com relação à hipertensão arterial, é possível controlá-la   diminuindo a ingestão de sal na alimentação, bem como reduzindo o   consumo de alimentos que já o contêm, como azeitonas, anchovas,   enlatados ou outra conserva qualquer, e embutidos em geral. </p>
<p><strong>&#8230;Na 3ª idade</strong></p>
<p>A alimentação é um tema que preocupa cada dia mais    muitas pessoas, pelo fato de ser de vital importância em algumas fases   da vida, quando adquire características especiais: uma delas é na   infância e a outra é na terceira idade.</p>
<p>Com o avançar da idade, a composição corporal varia,   diminuindo a massa muscular e o aumento de tecido gorduroso; por outro   lado, a perda de massa óssea dá lugar à aparição de osteoporose, e   conseqüentemente a um aumento do risco de fraturas, dificultando a   mobilidade e comprometendo a qualidade de vida da mulher.</p>
<p>Outro fator considerável é o cuidado com a boca, em   especial com a perda de dentes e a substituição destes. A dificuldade na   mastigação – aliada à diminuição do apetite por gastar menos energia –   acaba fazendo com que a mulher se prive de alimentos de difícil   mastigação, ocorrendo então carências nutricionais.</p>
<p> O gosto, o olfato e a visão podem estar debilitados a   ponto de a preparação dos alimentos poder ser prejudicada, levando a   mulher a um estado de desnutrição.</p>
<p>De modo geral, alguns cuidados com a alimentação podem   gerar muitos benefícios à mulher em idade avançada, sobretudo uma boa   qualidade de vida. São eles:</p>
<p>• A alimentação deve ser variada e rica em fibras. As hortaliças,   legumes, frutas e pães integrais, além de melhorar o funcionamento   intestinal, ajudam a controlar os níveis de glicose e colesterol   sanguíneos.</p>
<p>• Deve haver um consumo de ovos, pois eles são uma fonte de proteína   de alto valor biológico, fácil preparação e degustação, salvo se os   níveis de colesterol estiverem altos. Os peixes são também uma ótima   fonte de proteína, absolutamente necessária para uma boa regeneração   celular. Alguns deles como a sardinha, o atum e o salmão, oferecerem   ácidos graxos ômega 3 que comprovadamente ajudam a diminuir o colesterol   “ruim” e aumentar o colesterol “bom”, o que protege o coração.</p>
<p>• O consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas deve ser   moderado, como o consumo de carnes de porco ou outra carne gorda, de   frios e embutidos, queijos gordos e frituras. O azeite de oliva é   saudável, mas a quantidade diária não deve ultrapassar duas colheres de   sopa.</p>
<p>• Em uma dieta equilibrada não deve faltar o consumo de leite e   derivados, porque fornecem cálcio, magnésio e vitamina D, necessários   para uma correta mineralização óssea, evitando assim o desenvolvimento   de osteoporose. Banhos de sol em horários adequados também ajudam a   fixar o cálcio nos ossos.</p>
<p>• A desidratação é freqüente nas mulheres em idade avançada. Isto   acontece devido a uma menor resposta do centro regulador da sede, só que   as necessidades continuam as mesmas; portanto, deve haver um consumo de   1,5 a 2 litros de líquido ao dia, como água, chás, sucos e sopas.</p>
<p>• O consumo de alimentos frescos deve ser priorizado, pois garante a   oferta de micronutrientes, como vitaminas e sais minerais, evitando   carências nutricionais.</p>
<p>• É importante que a alimentação diária seja dividida em cinco a seis   pequenas refeições, porque além de ajudarem no aspecto digestório,   oferecem oportunidade de variar a alimentação.</p>
<p>• Uma atividade física diária moderada é excelente recomendação,   porquanto ajuda a manter o peso ou diminuí-lo  caso seja necessário,   aumentando o apetite.</p>
<p><strong>&#8230; Viveremos muito e melhor se nos alimentarmos adequadamente &#8230;</strong></p>
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		<item>
		<title>Capítulo 7 &#8211; Cistite Infecção Urinária</title>
		<link>http://www.ipgo.com.br/capitulo-7-cistite-infeccao-urinaria/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 17:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Cistite Infecção Urinária O aparelho urinário feminino (Figuras 1 e 2) é estéril, com exceção de 1 cm final da uretra, onde há bactérias. A cistite é uma infecção urinária em que as bactérias invadem somente a bexiga. Durante a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cistite Infecção Urinária</strong></p>
<p>O aparelho urinário feminino (Figuras 1 e 2) é estéril, com exceção   de 1 cm final da uretra, onde há bactérias. A cistite é uma infecção   urinária em que as bactérias invadem somente a bexiga.</p>
<p> Durante a   vida, 10 a 20% das mulheres adultas apresentarão pelo menos um episódio   de cistite. É 10 a 20 vezes mais comum na mulher que no homem, pelo fato   de a uretra feminina ser mais curta, aproximadamente de 4 cm, tornando   mais fácil esta “subida” das bactérias para a bexiga.</p>
<p> Vários   fatores podem contribuir para o aparecimento da cistite, e um deles é a   atividade sexual. Sabemos que o movimento causado pela fricção do pênis   na parede anterior da vagina pode favorecer a migração de bactérias da   uretra para a bexiga, levando a um quadro conhecido como “cistite de   lua-de-mel”. Este quadro ocorre mais freqüentemente no início da   atividade sexual, em mulheres com pouca atividade, após as relações, e   em algumas após toda relação sexual.</p>
<p> Outra causa de cistite é o   “refluxo uretro-vesical”, situação em que a urina volta para a bexiga   depois de ter percorrido uma parte da uretra (onde há bactérias). Ou   seja, qualquer fator que leve as bactérias da uretra para a bexiga pode   causar cistite.</p>
<p> E por que não são todas as mulheres que têm   cistite? Porque nós temos mecanismos naturais de defesa. As bactérias   naturais presentes na vagina competem com as bactérias que causam   cistite, dificultando seu crescimento e conseqüente invasão da bexiga. A   acidez natural (pH) da vagina também impede o crescimento dessas   bactérias.</p>
<p> O esvaziamento da bexiga, total e periódico, é um   mecanismo muito eficiente de eliminação de bactérias que porventura   venham a invadir a bexiga. Por isto é tão importante não “segurar” a   urina por pressa, falta de tempo, etc.</p>
<p> Existem também na bexiga,   na própria urina e na parede de revestimento da bexiga, substâncias com a   função de proteção contra infecções.</p>
<p><img src="http://www.bemestardamulher.com.br/img/aparelho_urinario.jpg" alt="aparelho urinário" hspace="120" vspace="15"></p>
<p> A bactéria mais comum que causa cistite é a Escherichia coli (80% dos casos), que é normal nos intestinos.</p>
<p> Os sintomas mais freqüentes da cistite são urinar freqüentemente, com   dor, pouca quantidade, dor na região da bexiga, vontade constante de   urinar, sangue na urina, e não conseguir eliminar a urina.</p>
<p> Recomenda-se procurar um médico que pedirá um exame de urina para   constatar a presença de bactérias. Ele fará o tratamento adequado com   antibióticos, antiinflamatórios, antiespasmódicos, etc., conforme o   caso.</p>
<p> <strong>Mas algumas medidas gerais são sugeridas para evitar e melhorar a cistite:</strong></p>
<ul>
<li>
    Ingestão abundante de líquidos, com a finalidade de “diluir” a concentração das bactérias.
  </li>
<li>
    Ir ao banheiro sempre que estiver com vontade e esvaziar a bexiga completamente.
  </li>
<li>
    Limpar-se de frente para trás após evacuar, e se possível lavar-se depois.
  </li>
<li>
    Calor local.
  </li>
<li>
    Manter   a rotina ginecológica em dia (Papanicolaou) para conservar as bactérias   naturais da vagina (bacilos de Doderlein) que protegem contra a   cistite.
  </li>
</ul>
<p><strong>Infecção recorrente</strong></p>
<p> Até 20 % das mulheres apresentam nova infecção após a primeira.   Neste caso, deve ser feita uma consulta com um especialista para   verificar o motivo. Deve ser descartada a presença de cálculo renal,   malformações do trato urinário, infecções vaginais, falha do tratamento   anterior, métodos anticoncepcionais com espermaticidas, menopausa,   corpos estranhos na bexiga, entre outros.</p>
<p><strong>Situações Especiais</strong></p>
<p><strong>Menopausa</strong></p>
<p> Na menopausa, com a perda dos hormônios, a vagina deixa de ter   grande parte da sua proteção (mecânica e bactérias). A acidez (pH) muda,   facilitando a proliferação de bactérias como a E.Coli e a instalação de   cistite. A falta de hormônio também diminui a proteção da própria   uretra e bexiga. Às vezes, é bastante comum em mulheres menopausadas a   presença da saída da parede interior da uretra para fora (ectopia   uretral), aparentando-se como uma “ferida” ao exame ginecológico. Dez   por cento das mulheres menopausadas têm cistites recorrentes. O   tratamento inclui, além dos medicamentos já citados, o uso de hormônios   locais ou orais para melhorar a defesa da vagina, uretra e bexiga.</p>
<p><strong>Cistite pós-relação sexual</strong></p>
<p> Algumas mulheres apresentam quadro de cistite após toda relação   sexual. Além das medidas gerais, como higiene, Papanicolaou anual,   tratamento de infecções, recomenda-se praticar o ato sexual com a bexiga   com um pouco de urina e esvaziá-la logo após o término. Antibióticos de   dose única podem ser recomendados pelo médico após cada relação sexual.</p>
<p><strong> Cistite em meninas </strong></p>
<p> A menina, antes de menstruar, possui na vagina bem menos bactérias que a   mulher adulta, portanto tem menos defesa para a cistite. Por outro   lado, tem menos fatores causais como atividade sexual. Um pediatra deve   ser sempre consultado para elucidar o diagnóstico e as causas. Devem ser   tomadas medidas gerais de higiene, cuidado com objetos que possam ser   introduzidos na uretra pela própria criança, verificação de manipulação   por parte de adultos. O sintoma às vezes pode ser somente parecido com   uma gripe até sangramento ao urinar.</p>
<p><strong> Cistite Intersticial </strong></p>
<p> Com sintomas semelhantes a uma cistite comum, esta doença tem um   caráter crônico. Ocorre mais em mulheres de meia idade e dez vezes mais   em mulheres que em homens. Parece haver um fator imunológico presente. É   de difícil tratamento e o diagnóstico é feito com cistoscopia e biópsia   da bexiga. Vários tratamentos têm sido propostos, desde medicamentos   até cirurgias, todos com pouco êxito.</p>
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		<item>
		<title>Capítulo 8 &#8211; DST: Doenças Sexualmente Transmissíveis</title>
		<link>http://www.ipgo.com.br/capitulo-8-dst-doencas-sexualmente-transmissiveis/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 16:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[DST: Doenças Sexualmente Transmissíveis São doenças transmitidas principalmente através de relação sexual. Constituem um conjunto de doenças infecciosas que podem acometer as áreas: genital, anal, oral e ocular, afetando tanto as mulheres quanto os homens. Geralmente podem ser prevenidas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DST: Doenças Sexualmente Transmissíveis</strong></p>
<p>São doenças transmitidas principalmente através de relação sexual.   Constituem um conjunto de doenças infecciosas que podem acometer as   áreas: genital, anal, oral e ocular, afetando tanto as mulheres quanto   os homens. Geralmente podem ser prevenidas e controladas através de   métodos de barreira, como preservativo, camisinha feminina,   espermaticidas e modificação de comportamento de risco: muitos   parceiros, uso de drogas, ou ter parceiros que usam drogas, ou que têm   outras pessoas com quem tenham relações sexuais. Podem ser evitadas pela   detecção precoce da infecção.</p>
<p> Tendo em vista que as DSTs são   mais freqüentes em mulheres e que nelas ocorrem maiores complicações, é   importante que cada mulher procure seu ginecologista sempre que observar   alguma alteração suspeita ou algum sintoma que sugira essas doenças. A   avaliação e tratamento do parceiro também são recomendáveis em todos os   casos. As DSTs devem ser consideradas doenças graves que podem levar a   problemas de infertilidade, causar aborto, nascimentos de bebês   prematuros, alguns tipos de câncer e até a morte.</p>
<p><strong>Sífilis</strong></p>
<p> Também conhecida como Cancro Duro e Lues, é causada pela bactéria   Treponema pallidum. É uma doença que acomete todo organismo, evoluindo   para um curso crônico e lento que pode manifestar-se agudamente ou com   períodos sem sintomas. É transmitida pela relação sexual, transfusão de   sangue contaminado e pela placenta. Pode acometer a pele, ossos,   coração, olhos e sistema nervoso. A sífilis pode ser dividida em   primária, secundária, latente, terciária, e ainda congênita, quando   transmitida da mãe para o feto durante a gestação. Nesta doença é   importante reconhecer a sua lesão primária – o cancro duro – decorrente   da inoculação da bactéria na pele ou na mucosa (e geralmente aparece   após três semanas desta). Esta lesão é indolor, ulcerada, brilhante e de   bordas endurecidas com secreção líquida e transparente. Aparece nos   grandes lábios, vagina, clitóris, períneo e colo uterino.</p>
<p> A sífilis pode levar ao aborto espontâneo, natimorto, bebês de baixo peso ao nascer e alterações no feto.</p>
<p> A doença pode ser prevenida com uso de camisinha nas relações sexuais.</p>
<p> O diagnóstico é efetuado pela clínica por técnicas laboratoriais –   VDRL. O tratamento é feito com antibiótico: geralmente penicilina   benzatina.</p>
<p><strong>Cancro Mole ou Cancróide</strong></p>
<p> É causado pela bactéria Haemophilus ducrey através da relação   sexual. Apresenta uma ferida dolorosa no local da inoculação, de base   amolecida e fundo purulento. Aparece na genitália e ânus, e menos   freqüentemente em lábios e boca. Não é raro ocorrer juntamente com a   sífilis.</p>
<p> Pode-se prevenir a doença com camisinha e higienização   genital após a relação sexual. O tratamento é feito com antibióticos e   antiinflamatórios.</p>
<p><strong>Herpes Genital</strong></p>
<p> É causada pelo vírus herpes, responsável por grande parte das   infecções genitais. Este agente provoca lesões dolorosas após dois a   sete dias da infecção, que se caracterizam por vesículas-bolhas   agrupadas na vulva e no útero. Após dois dias essas vesículas rompem-se e   formam úlceras com posterior cicatrização. Caracteriza-se também por   ter períodos de remissão e exarcebação (sem e com sintomas).</p>
<p> Nas   gestantes a indicação do parto cesariana é fundamental na prevenção da   infecção neonatal, principalmente se esta infecção tiver ocorrido seis   semanas antes da data do parto.</p>
<p> O tratamento com medicamentos   pode ser via oral e local e visa ao alívio dos sintomas. Devem ser   utilizados antiinflamatórios e limpeza das lesões com água boricada, com   o objetivo de diminuir a transmissão e melhorar o estado psicológico da   mulher.</p>
<p><strong>HPV (Human Papiloma VÍRUS)</strong></p>
<p> Também conhecida como “crista de galo”, “verruga genital” e   “jacaré”. É causada por um grupo de vírus, HPV-DNA, com mais de 100   subtipos. Nesta doença, os subtipos 6, 11 e 42 determinam lesões   papilares que confluem e formam massas de verrugas com o aspecto de   couve-flor. Estas lesões ocorrem principalmente na vulva, vagina,   períneo e colo do útero, podendo também aparecer no ânus e no reto.</p>
<p> Na maioria das vezes as lesões são inaparentes, sem nenhuma   manifestação detectada pelo paciente. Outros subtipos podem ainda   acometer as mãos e os pés.</p>
<p> A transmissão quase sempre é por   contato sexual íntimo, e mesmo sem a penetração o vírus pode ser   transmitido. O parto vaginal também pode ser outra via de transmissão,   da mãe para o recém-nascido, e por isto neste caso é indicada a   cesariana. É raro, mas pode ocorrer a transmissão pelo uso comum de   toalhas e roupas íntimas em banheiros e saunas.</p>
<p> Como existem   lesões muitas vezes impossíveis de serem visualizadas, o diagnóstico é   feito inicialmente pelo Papanicolaou e pela colposcopia (exame que   verifica o colo uterino com uma lente de aumento). Com a confirmação,   realiza-se outro exame detalhado que definirá o tipo de HPV. Alguns   deles não têm importância para o futuro da saúde do casal, mas outros   são oncogênicos, isto é, podem causar câncer a médio prazo caso não   sejam tratados.</p>
<p> A principal preocupação com HPV é a sua relação com câncer de colo uterino e de vulva, principalmente os vírus 16, 18, 45 e 56.</p>
<p> Para prevenção da doença é recomendável o uso de camisinha nas relações   sexuais, e vacinas vêm sendo desenvolvidas para impedir a doença.</p>
<p> O tratamento tem o objetivo de remover as lesões com quimioterápicos,   cauterização, cáusticos locais. Mesmo com o tratamento há chance de   recidiva das lesões. Não existe tratamento específico para a erradicação   do vírus. Além da avaliação do parceiro, é necessária também a   abstinência sexual durante o tratamento.</p>
<p><strong>Gonorréia</strong></p>
<p> Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. A chance de transmissão   na relação sexual é de 90%. Também é conhecida pelos nomes de uretrite   gonocócica, blenorragia e torgagem.</p>
<p> A mulher infectada apresenta   quantidade grande de corrimento na vagina e na vulva. Precedendo este   corrimento pode haver sintomas de prurido e ardência ao urinar. A   sintomatologia pode ser branda ou até ausente.</p>
<p> Como conseqüência,   pode ocorrer desenvolvimento de doença inflamatória pélvica (DIP),   infertilidade, aborto espontâneo, natimorto, bebê com baixo peso ao   nascer e parto prematuro. Os recém-nascidos de mães portadoras da doença   podem apresentar pneumonia e otite média.</p>
<p> Esta doença pode ser   evitada com o uso de camisinha nas relações sexuais e higiene local. O   tratamento é feito com antibióticos.</p>
<p><strong>Linfogranuloma Venéreo ou Bubão ou Linfogranuloma Inguinal</strong></p>
<p> É uma doença causada pela bactéria Clamydia trachomatis. No local de   sua inoculação aparece lesão genital ulcerada e indolor que dura três a   cinco dias. Após o aparecimento dessas lesões há acometimento dos   gânglios (linfonodos), com inchaço, dor e endurecimento, o que se pode   chamar de “bubão inguinal” (íngua).</p>
<p> Se não tratada, a doença   evolui com saída de secreção purulenta do linfonodo através de fístulas.   Pode ocorrer cicatrização levando à fibrose e retração, chegando a   causar “elefantíase genital”, que se caracteriza pelo aumento do volume   dos órgãos genitais externos.</p>
<p> A prevenção é com o uso de camisinha e a higienização genital pós-coito. O tratamento é com antibióticos.</p>
<p><strong>Donovanose</strong></p>
<p> Causada pela bactéria Klebsiella. Também conhecida como granuloma   venéreo, granuloma tropical, granuloma contagioso e úlcera venérea.</p>
<p> Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões ulcerosas, indolores,   facilmente sangrantes e de evolução linear, sem acometimento ganglionar.   Também é distinguida por ter lesões de aparência de “bife vermelho”, de   aspecto desagradável.</p>
<p> Pode levar à malformação genital e acometer outros órgãos.</p>
<p> A prevenção é feita com o uso de camisinha e higienização. O tratamento é com antibióticos, e eventualmente cirúrgico.</p>
<p><strong>Hepatite B</strong></p>
<p> É causada pelo vírus HBV, transmitido pelo sangue, sêmen e secreção   vaginal. Tem um acometimento desde inaparente até muito grave. Há   sintomas de náuseas, vômito, falta de apetite e icterícia (cor amarelada   da pele e da mucosa, principalmente dos olhos).</p>
<p> Pode   levar até a um quadro de cirrose hepática, câncer de fígado e hepatite   crônica. Não há tratamento para combater a doença, apenas para o alívio   dos sintomas. Entretanto, a prevenção pode ser feita com vacinação (três   doses) e uso de camisinha nas relações sexuais, principalmente por   profissionais que estão constantemente em contato com os pacientes.</p>
<p><strong>HIV ou SIDA ou AIDS</strong></p>
<p> É a síndrome causada pelo vírus HIV, levando a uma infecção crônica.   É transmitida pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite   materno.</p>
<p> Este vírus compromete o funcionamento do sistema de   defesa (imune), impedindo-o de proteger o organismo de bactérias,   fungos, vírus, e de outros parasitas. Desta maneira o organismo adquire   infecções não-usuais, oportunistas, como tuberculose miliar, e alguns   tumores como linfomas e sarcoma de Kaposi, levando à morte.</p>
<p> O   tratamento da Aids tem o objetivo de inibir a multiplicação desse vírus   usando drogas que não eliminam o HIV e não curam o indivíduo, mas   controlam o aparecimento das manifestações graves da Aids e das doenças   oportunistas como as citadas acima.</p>
<p> A prevenção é feita tendo relação sexual segura, com uso de camisinha. Cuidado também em transfusões de sangue.</p>
<p><strong>Tricomoníase</strong></p>
<p> Causada pelo protozoário Trichomonas vaginnalis e transmitida na   relação sexual, é uma das principais causas de vulvovaginite (inflamação   na vagina e vulva) na mulher adulta, podendo ainda não ter manifestação   clínica. Acomete também o aparelho urinário. O sintoma mais comum é um   corrimento de aspecto amarelado, odor forte e coceira. A prevenção é com   o uso de camisinha e o tratamento simultâneo do parceiro com   antibióticos. Esta infecção está também descrita no capítulo 2 –   Corrimento Vaginal.</p>
<p><strong>Gestação e DSTs</strong></p>
<p> As DSTs podem ser transmitidas durante a gestação, na hora do parto,   logo após este (puerpério) e também durante o aleitamento materno, como   no caso da Aids. Podem levar a doença ao feto, podendo até causar a   morte. Assim, é importante que a gestante faça exames para o diagnóstico   precoce desta doença durante o pré-natal.</p>
<p><strong>Sorologia para sífilis: VDRL</strong></p>
<p> Solicitar o teste na primeira consulta pré-natal. Se positivo, toda   gestante com sífilis deve ser tratada para diminuir o risco de   transmissão da doença da mãe para o feto através da passagem da bactéria   pela placenta. O teste deve ser repetido no segundo e no terceiro   trimestre.</p>
<p><strong>Hepatite B</strong></p>
<p> Teste solicitado na primeira consulta e repetido no final da   gestação, em pacientes com resultado negativo e fatores de risco para a   contaminação com a doença.</p>
<p><strong>HIV</strong></p>
<p> Solicitar o teste na primeira consulta.</p>
<p> Deve-se também pesquisar vaginose bacteriana em pacientes devido ao risco de trabalho de parto prematuro. </p>
<p><strong>Doença Inflamatória Pélvica (DIP)</strong></p>
<p> A DIP é um termo usado para representar qualquer processo infeccioso   e inflamatório envolvendo o trato genital feminino superior. Estão   dentro das DIPS: endometrite (inflamação do endométrio, que é o tecido   que reveste o útero internamente); ooforite (infecção ou inflamação dos   ovários); abcesso tubo-ovariano (abcesso intimamente ligado às tubas e   ovários); e salpingite (inflamação das tubas ou trompas).</p>
<p> Os   mesmos fatores de risco associados às DSTs também se relacionam com a   DIP: (múltiplos parceiros, infecção por Clamydia, parceiro com DST,   início precoce da vida sexual). Os principais microorganismos envolvidos   nessas infecções são as N. gonorrhoea e a Clamydia trachomatis, também   causadoras de DSTs, como já citado.</p>
<p> Durante a menstruação a   mulher tem mais chance de adquirir uma DIP em virtude de menor proteção   do aparelho genital nesta fase do ciclo.</p>
<p> O diagnóstico da DIP é   feito pelo quadro clínico, que basicamente resume-se em dor forte na   região pélvica, hipersensibilidade pélvica e dor ao toque vaginal,   podendo ter febre.</p>
<p> Além disso, exames laboratoriais podem ser realizados, como exame de sangue, ultra-sonografia e até laparoscopia.</p>
<p> No tratamento deve-se excluir uma possível gravidez e realizar   antibioticoterapia, podendo ainda considerar o caso de uma internação.   As pacientes gestantes com DIP devem ser internadas.</p>
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		<title>Capítulo 9 &#8211; TPM (Tensão Pré-Menstrual) ou SPM (Síndrome Pré-Menstrual)</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 16:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[TPM (Tensão Pré-Menstrual) ou SPM (Síndrome Pré-Menstrual) Tensão Pré-Menstrual x Síndrome Pré-Menstrual Recentemente, a Organização Mundial da Saúde classificou como uma síndrome este problema que atinge milhões de mulheres, o que invalidou a tão conhecida TPM (Tensão Pré-Menstrual). A explicação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TPM (Tensão Pré-Menstrual) ou SPM (Síndrome Pré-Menstrual)</p>
<p><strong>Tensão Pré-Menstrual x Síndrome Pré-Menstrual</strong></p>
<p> Recentemente, a Organização Mundial da Saúde classificou como uma   síndrome este problema que atinge milhões de mulheres, o que invalidou a   tão conhecida TPM (Tensão Pré-Menstrual). A explicação é simples:   tensão implicaria apenas mudanças nos aspectos nervosos e emocionais da   mulher, porém sintomas orgânicos estão também presentes no período,   causando dores e inchaços pelo corpo. Todos esses fatores se englobam   numa síndrome, que inclui ainda as mudanças comportamentais.</p>
<p><strong>Síndrome Pré-Menstrual (SPM)</strong></p>
<p> Considerando-se que uma mulher menstrua meses, por mais de 30 anos,   pode-se dizer que ela possivelmente sofrerá de Síndrome Pré-Menstrual   por mais de 5 mil anos de sua vida. Mas, afinal, o que significa   Síndrome Pré-Menstrual?</p>
<p><strong>O que é Síndrome Pré-Menstrual (SPM)?</strong></p>
<p> Dá-se o nome de Síndrome Pré-Menstrual ao conjunto de sintomas   surgidos na fase que antecede a menstruação e que desaparecem com o seu   início. Estima-se que 30% das mulheres em idade fértil apresentam alguns   sintomas dessa síndrome. Pode parecer assustador, mas cerca de 5%   dessas mulheres enfrentam quadros tão severos que são obrigadas a se   afastarem do trabalho, do convívio social, e às vezes, do meio familiar.   Nos casos mais graves, a doença pode levá-las até mesmo a cometer   suicídio.</p>
<p><strong>Quem pode sofrer de SPM?</strong></p>
<p> Algumas   mulheres estão mais sujeitas que outras a sofrer de síndrome   pré-menstrual. Os sintomas ocorrem mais comumente entre as que se   enquadram em pelo menos um dos seguintes critérios:</p>
<ul>
<li>
    Histórico familiar de síndrome pré-menstrual.
  </li>
<li>
    Histórico familiar ou pessoal de depressão pós-parto.
  </li>
<li>
    Início de sintomas durante a puberdade.
  </li>
<li>
    Início de sintomas logo após a interrupção de um tratamento anticoncepcional hormonal.
  </li>
</ul>
<p><strong>Quadro clínico</strong></p>
<p> Mais de 150 sintomas já foram descritos, podendo variar em   freqüência e gravidade em uma mesma pessoa, ou ainda em um mesmo ciclo   menstrual. Neste caso, o diagnóstico deve levar em conta o tempo de   ocorrência da síndrome e não suas características. Os sintomas devem   desaparecer pelo menos uma vez por semana em cada ciclo.</p>
<p> Os   aspectos da SPM podem surgir em qualquer época da vida reprodutiva da   mulher, mas, na maioria dos casos, isso ocorre na faixa dos 30 ou 40   anos.</p>
<p><strong>Fatores associados e influentes</strong></p>
<p> Muitos autores acreditam que haja uma relação múltipla de causa e   efeito na Síndrome Pré-Menstrual, que ocorreria em seqüência a uma   desorganização hormonal ou a uma neurotransmissão (carência de   serotonina, por exemplo), sob influências de fatores ambientais   psicológicos e/ou nutricionais. A falta de alguns composto, como a   vitamina B6, o cálcio e o zinco, também pode ser responsável pela   síndrome.</p>
<p> Estudos mostram que fatores sociais e culturais,   estresse, experiências vividas, além de doenças atuais e/ou antigas   tenham influência na Síndrome Pré-Menstrual. As expectativas culturais e   imagens estereotipadas sobre o ciclo menstrual contribuem para   possíveis variações do humor e do comportamento. Nessa situação, o   importante é o aspecto psicológico da mulher. Apesar de ocorrerem   igualmente, sem distinção de cultura ou status socioeconômicos, alguns   quadros clínicos específicos têm sido mais freqüentes em determinadas   regiões.</p>
<p> Não há nada de comprovado sobre uma possível relação   entre características de personalidade e sintomas da doença. Quanto à   genética, poucos autores estudaram seu papel, identificando-se, porém,   sua provável influência. </p>
<p><strong>Sintomas Psíquicos</strong></p>
<p> Estes são os sintomas que afetam o sistema nervoso e que respondem   pelas mudanças de humor durante o período pré-menstrual. Em alguns   casos, podem modificar a rotina das vítimas, causando-lhes grande   sofrimento.</p>
<p> Os tormentos são caracterizados por irritabilidade,   agressividade e insônia. Também estão presentes: um estado de depressão   com ansiedade, letargia e melancolia. Este último, que costuma ser o   mais freqüente, é também o mais estudado. Pacientes com doenças   psiquiátricas comumente apresentam sintomas mentais mais graves na fase   pré-menstrual.</p>
<p><strong>Sintomas Orgânicos</strong></p>
<p> Não só o sistema nervoso é atingido, mas também o corpo da mulher   pode sofrer modificações durante este período. Dores são sintomas que   aparecem com freqüência, e a cólica é um bom exemplo. A retenção de   líquidos pode provocar dores de cabeça, aumento de volume dos seios,   mastalgia (dor na mama), distensão abdominal e aumento de peso. </p>
<p> Além disso, a mulher pode apresentar fadiga com alteração de sono e de   atividades; transtornos alimentares, com grande desejo por massas,   batata, arroz (carboidratos); alteração da atividade sexual com   diminuição da libido e alterações cognitivas com deficiência de   concentração e coordenação motora. </p>
<p><strong>Conseqüências Comportamentais</strong></p>
<p> Dependendo da gravidade, a mulher sob os efeitos da Síndrome   Pré-Menstrual é capaz de apresentar um comportamento muito diferente de   seu estilo de vida normal. Não é difícil encontrar casos de práticas de   crimes violentos, de suicídios e assaltos. Ademais, pode haver uma   diminuição de produtividade, faltas ao trabalho e abusos de drogas como   álcool, maconha e tabaco.</p>
<p> Um exemplo claro do distúrbio é o de   uma mãe que tinha vontade de matar a filha durante esse período. Tais   práticas são tão comuns que na Inglaterra existe uma lei que suaviza a   pena de mulheres que cometem crimes ou atos agressivos no período   pré-menstrual. Muitas vezes elas podem até ser absolvidas.</p>
<p><strong>A SPM compreende segundo classificação da Organização Mundial da Saúde.</strong></p>
<ul>
<li>• Grupo A (ansiety – ansiedade): ansiedade, irritabilidade, insônia e posteriormente depressão;</li>
<li>• Grupo C (craving – apetite compulsivo): compulsão por doces, dor de cabeça, palpitação, fadiga e desmaios;</li>
<li>• Grupo D (depression – depressão): depressão, esquecimento, confusão e letargia;</li>
<li>•   Grupo H (hyperhidration): ganho de peso superior a 1,4 kg, aumento de   sensibilidade, congestão dos seios, edema facial e de extremidades,   dilatação do abdômen e aumento da sensibilidade.</li>
</ul>
<p><strong>Critérios de Diagnóstico</strong></p>
<p> É importante caracterizar a ausência dos sintomas na fase folicular   ou, no mínimo, do 5º ao 10º dia do ciclo. Os referidos sintomas aparecem   em qualquer época após a ovulação, e os mais graves geralmente nos seis   dias que precedem a menstruação. Outro dado para elaboração do   diagnóstico é a presença de pelo menos cinco sintomas em dois ciclos   consecutivos, não havendo necessidade de que o mesmo sintoma se repita.   Geralmente há interferências no trabalho, nas atividades sociais   habituais ou no relacionamento interpessoal.</p>
<p><strong>Medidas para Aliviar os Sintomas</strong></p>
<p> Algumas mudanças na alimentação e no estilo de vida podem ajudar a   reduzir os sintomas mais suaves, além de beneficiar a saúde de um modo   geral:</p>
<ul>
<li>• reduzir o consumo de sal e cafeína;</li>
<li>• cortar açúcar e gorduras;</li>
<li>• consumir regularmente alimentos ricos em carboidratos, como pães e batatas;</li>
<li>• evitar cigarros e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;</li>
<li>• fazer exercícios com certa freqüência;</li>
<li>• se possível, reorganizar a carga de trabalho para reduzir o estresse;</li>
<li>• agendar eventos importantes para os melhores períodos do ciclo menstrual;</li>
<li>• manter um sono regular e procurar ter sempre momentos de relaxamento.</li>
</ul>
<p><strong> Tratamento </strong></p>
<p> O tratamento da síndrome   dura cerca de dois anos e varia conforme a sintomatologia descrita pela   mulher. Em alguns casos, apenas mudanças no estilo de vida (redução do   estresse e prática de exercícios) e na dieta (ingestão de vitaminas e   sais minerais) podem fazer efeito. Outras alternativas são a reposição   de substâncias de que o organismo esteja desfalcado, e psicoterapia ou   técnicas holísticas de tratamento, como acupuntura, homeopatia e   antroposofia.</p>
<p> Quanto ao uso de medicamentos, aconselha-se os que   provocam poucos efeitos colaterais, mais eficazes, com menor dosagem e   menor freqüência de administração. Só se pode considerar uma   não-resposta quando se usa o medicamento por três ciclos consecutivos,   na dose adequada e sob supervisão médica.</p>
<p> Cinqüenta por cento das   mulheres melhoram com placebo (medicamentos sem nenhum princípio ativo,   ministrados com fins sugestivos e de uso comum em pesquisas).</p>
<p> Na   maioria das vezes, o tratamento é baseado em três elementos: alteração   dos neurotransmissores no sistema nervoso central, ovulação e análise   sociopessoal. Além disso, a terapia é voltada para a correção da   possível causa do transtorno e dos sintomas predominantes. Outra saída é   tornar o ciclo anovulatório, ou seja, com níveis hormonais diariamente   iguais, já que as flutuações hormonais que ocorrem no ciclo ovulatório   estão associadas à síndrome. Esta mudança é feita geralmente através de   anticoncepcional oral.</p>
<p> Afora as medidas terapêuticas gerais,   medicamentos direcionados para sintomas orgânicos podem ser utilizados   em certos casos. As recentes descobertas sobre o papel dos   neurotransmissores e sua relação com os hormônios sexuais (estrogênio e   progesterona) afirmam a eficácia de certos medicamentos, como calmantes e   antidepressivos.<br />
</a></p>
<p><strong>As manifestações da SPM são resultados de uma interação de fatores ambientais e orgânicos.</strong></p>
<p> As intervenções médicas até agora eram basicamente medicamentosas ou   cirúrgicas, levando em consideração o potencial curativo das mudanças de   atitude.</p>
<p> A SPM não é associada a parte nenhuma do corpo sob o aspecto de biologia mecânica.</p>
<p> Nem sempre a atitude médica deve restringir-se ao alívio do sofrimento.</p>
<p> Transcender o modelo biomédico é intervir em atitudes, tornando o modo de viver uma atividade mais saudável. </p>
<p><strong>Dicas do autor do livro para aqueles que convivem com mulheres que apresentam SPM1) No trabalho (gestores):</strong></p>
<ul>
<li>Estejam atentos a mudanças de humor das   funcionárias. Saibam que a SPM não é “frescura”, é uma realidade que   incomoda a todos, principalmente a ela. </li>
<li>Estimulem as   funcionárias a fazerem ginástica ou a participarem de programas para   tratamento da SPM. Se possível, introduzam no ambiente de trabalho   músicas que tranqüilizem o ambiente. </li>
<li>Procurem deixar as críticas para uma oportunidade fora deste período. </li>
<li>Ao   reconhecer os sinais de SPM, saibam que a funcionária estará mais   cansada e a produtividade poderá cair. Sejam compreensivos e demonstrem   que ela poderá compensar suas tarefas em outro dia. Se ela não puder   fazê-las, deleguem a outros profissionais. </li>
</ul>
<p><strong>2) Filhos:</strong></p>
<ul>
<li>Não façam muito barulho. Cuidado com o volume da televisão e do som. </li>
<li>Evitem conflitos e discussões à toa. </li>
<li>Evitem comentários malcriados. </li>
<li>Não   piorem a situação, não saiam muito à noite, evitem deixá-la estressada.   Não façam bagunça e procurem deixar o quarto e o banheiro em ordem.</li>
</ul>
<p><strong> 3) Relacionamentos afetivos: </strong></p>
<ul>
<li>Tenha   paciência, pois neste período as mulheres ficam propensas a brigar.   Seja tolerante, evite conflitos e não revide. Fuja de discussões por   problemas sem importância. Se ela for ciumenta, nem olhe para os lados!!</li>
<li>Ajude nas tarefas domésticas para que ela possa relaxar. Saia com as crianças. </li>
<li>Se   ela não quiser conversar, não insista, pois é comum que prefira ficar   sozinha neste momento. Respeite os limites que ela impuser (desde que   não esteja exagerando). Atender a um pedido pode ajudar a animá-la. </li>
<li>Procure deixar as críticas para uma oportunidade fora deste período. </li>
<li>Se   houver por parte dela diminuição do entusiasmo pelo sexo, respeite as   restrições impostas com compreensão, mas não deixe de ser carinhoso. </li>
</ul>
<p><strong>3) Convívio social:</strong></p>
<ul>
<li>Converse com ela e ajude-a a combater a tristeza. </li>
<li>Quando estiver com ela suspenda o cigarro, o café, bebidas alcóolicas e doces. </li>
<li>Se ela não quiser sair, não insista. Caso aceite o convite, procure ir a lugares calmos.</li>
</ul>
<p><strong>4) Enfim:</strong></p>
<ul>
<li>Não duvidem que a SPM (TPM) existe. Não   acredite que a SPM (TPM) é “exagero”, “mimo” ou algo semelhante, porque   não é. Estejam atentos a estas mulheres.</li>
</ul>
<p><a href="http://"></p>
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		<title>Capítulo 10 &#8211; Endocrinologia da Mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 15:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar da Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Endocrinologia da Mulher Este capítulo contém várias doenças endócrinas descritas em detalhes em capítulos específicos. A idéia é que a leitora tenha uma noção do universo das principais alterações hormonais que ocorrem na mulher. Doenças Endócrinas Ginecológicas Durante todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Endocrinologia da Mulher</strong></p>
<p>Este capítulo contém várias doenças endócrinas descritas em detalhes   em capítulos específicos. A idéia é que a leitora tenha uma noção do   universo das principais alterações hormonais que ocorrem na mulher.</p>
<p><strong> Doenças Endócrinas Ginecológicas </strong></p>
<p> Durante todo o seu ciclo de vida, a mulher passa por eventos   secundários à ação hormonal. A própria formação e a diferenciação das   características sexuais femininas, ainda na vida intra-uterina, são   dependentes da ação de hormônios, assim como características adquiridas   na infância e adolescência. Durante a fase reprodutiva da mulher, o   ciclo menstrual, a vida sexual e a gestação devem-se ao perfeito   equilíbrio dessas substâncias. Por fim, a partir da quarta ou quinta   década de vida, o climatério e a menopausa também são decorrentes de   mudanças da função ovariana. </p>
<p><strong>Puberdade precoce</strong></p>
<p> Em geral, o desenvolvimento de caracteres sexuais na mulher ocorre   entre oito e treze anos. Na puberdade precoce, esta diferenciação   acontece antes do tempo previsto, com desenvolvimento prematuro de   mamas, genitália e alterações na velocidade de crescimento.</p>
<p> O   tratamento depende da origem da doença e baseia-se na administração de   hormônios. As pacientes com causa tumoral em geral são submetidas à   cirurgia.</p>
<p><strong>Hirsutismo</strong></p>
<p> É o crescimento de   pêlos com características masculinas e em áreas atípicas na mulher. Há   uma quantidade anormal de hormônios chamados androgênios, de origem nos   ovários ou supra-renais. Pode estar acompanhado de acne, virilização e   infertilidade.</p>
<p><strong>Hiperprolactinemia</strong></p>
<p> A prolactina é o hormônio cuja principal função no organismo é a   produção de leite na amamentação. Também tem efeitos sobre o ciclo   menstrual. O aumento anormal de seus níveis no organismo ocorre devido a   doenças de hipófise (tumores geralmente benignos), tireóide e uso de   algumas medicações (Plasil e calmantes), acarretando secreção láctea   fora dos períodos normais de amamentação. O aumento de prolactina pode   causar também irregularidade menstrual e infertilidade. O tratamento,   dependendo da causa, pode ser clínico (hormonal) ou cirúrgico.</p>
<p><strong> Anovulação crônica e a Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (SOP)<br />
</strong></p>
<p> É o estado disfuncional caracterizado por alterações menstruais   causadas por repetidas falhas na ovulação, secundárias a distúrbios no   sistema nervoso central (hipotálamo, hipófise) ou ovarianos (ovários   micropolicísticos). A irregularidade menstrual pode estar acompanhada de   hirsutismo (aumento de pêlos), acne e infertilidade. Cerca de 20 a 30%   dos casos de infertilidade podem ser atribuídos à anovulação crônica   (falta de ovulação adequada).</p>
<p>O tratamento é hormonal. Pacientes desejosas de gravidez podem ser submetidas à indução da ovulação.</p>
<p><strong>Climatério – Menopausa</strong></p>
<p> A falência ovariana, com queda da produção hormonal, acarreta   mudanças físicas e comportamentais na mulher. Estas alterações devem-se   basicamente à diminuição da ação dos estrogênios.</p>
<p> Sintomas   ginecológicos: irregularidade menstrual, culminando com a menopausa   (parada da menstruação), atrofia genital, mudanças de<br />
comportamento   sexual.</p>
<p> Sintomas gerais: ondas de calor, alterações no humor, insônia, cefaléia, dores articulares, redistribuição da gordura corporal.</p>
<p> A longo prazo, a mulher na menopausa pode estar mais sujeita a doenças   cardiovasculares (por alterações no metabolismo das gorduras), diabetes,   osteoporose e doença de Alzheimer. Na menopausa precoce (antes dos 40   anos) os riscos são maiores. </p>
<p> A terapia hormonal ou uso de   substâncias alternativas (derivados da soja, por exemplo, isoflavona),   associadas à reposição de cálcio, atividade física e dieta amenizam os   sintomas e riscos desta fase. </p>
<p><strong>Doenças endócrinas não-ginecológicas mais comuns Diabetes</strong></p>
<p> O Diabetes mellitus é uma das doenças crônicas mais comuns no ser   humano, caracterizada por distúrbio no metabolismo dos carboidratos. No   diabetes tipo I, geralmente em jovens, o organismo não produz insulina,   hormônio responsável pela entrada da glicose na célula. No tipo II, mais   comum principalmente em pessoas com mais de 40 anos, há produção de   insulina, porém esta se apresenta em quantidade inadequada ou não é   aproveitada pelas células. Nos últimos anos, o diabetes vem sendo mais   diagnosticado, tanto pela iniciativa das pacientes que procuram os   consultórios médicos, como por campanhas governamentais para o   rastreamento da doença. </p>
<p> Obesidade, sedentarismo e herança   genética são os principais fatores de risco para o diabetes tipo II. A   mulher aumenta seu risco na menopausa, quando há mudança no metabolismo   dos carboidratos e lipídeos (gordura). O tipo I acomete o paciente   jovem, geralmente magro, com herança genética para a doença.</p>
<p> Embora a perda súbita de peso e aumento da dieta, de sede e do débito   urinário sejam os sintomas mais comuns do diabetes, a doença muitas   vezes não apresenta sintomas, o que torna mais difícil o diagnóstico. </p>
<p> A detecção do diabetes é feita através de testes sanguíneos de   glicemia, em jejum ou em dosagens seriadas com ou sem sobrecarga   (paciente ingere determinada quantidade de açúcar – dextrose, por   exemplo). </p>
<p> A prevenção e o acompanhamento do diabetes são   relevantes, pois a doença afeta diretamente a qualidade de vida, uma vez   que suas complicações podem atingir coração, rins, retina, sistema   nervoso e a imunidade. Por várias vezes, pode estar acompanhada por   alterações dos níveis de colesterol, exigindo maiores cuidados. </p>
<p> O   tratamento do diabetes inclui mudanças de hábito de vida (dieta,   atividade física), hipoglicemiantes orais e insulina. No diabetes tipo   II, dieta e atividade física são fundamentais para o tratamento.</p>
<p><strong>Doenças da tireóide</strong></p>
<p> A tireóide é uma glândula localizada na região cervical. Sua   principal função é regular o metabolismo através da secreção de dois   hormônios principais: a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Estas   substâncias relacionam-se ainda com a formação e o desenvolvimento de   vários aparelhos do organismo. </p>
<p> As doenças relacionadas à   tireóide são muito mais freqüentes em mulheres, e se diagnosticadas e   acompanhadas de forma adequada são perfeitamente controláveis.</p>
<p><strong>Hipertireoidismo</strong></p>
<p> Quando há um aumento da função da tireóide, isto é, maior   concentração de hormônios tireoidianos, o paciente passa a apresentar   sintomas de aumento do metabolismo, como nervosismo, tremores, aumento   do apetite e perda de peso, irregularidade menstrual, sudorese e   palpitações. Sua origem está ligada na maior parte das vezes a fatores   auto-imunes, podendo relacionar-se com causas emocionais, medicamentosas   e tumorais.</p>
<p> O tratamento clínico consiste em medicações capazes   de bloquear a função da tireóide. Opções mais invasivas são cirurgia e   tratamento com iodo radioativo.</p>
<p><strong>Hipotireoidismo</strong></p>
<p> No hipotireoidismo ocorre desaceleração dos processos metabólicos do   organismo, devido à diminuição da função tireoidiana. Fraqueza, fadiga,   diminuição da memória, aumento de peso, edema, constipação intestinal e   alterações no ciclo menstrual são os principais sintomas. </p>
<p> As   causas mais freqüentes são: auto-imune, congênita, medicamentosa,   pós-cirurgia de tireóide, falta de iodo na dieta e tumoral. </p>
<p> O tratamento consiste na administração de hormônios tireoidianos.</p>
<p><strong>Alterações no metabolismo dos lipídeos</strong></p>
<p> As dislipidemias são caracterizadas pelo aumento de colesterol e   triglicérides no organismo. Sua incidência aumenta conforme a idade em   ambos os sexos, sendo na mulher mais evidente após a menopausa. O fator   que torna esta patologia uma das mais importantes na medicina atual é   sua associação com obesidade, diabetes e infarto do miocárdio,   relacionando-se, portanto, com as grandes taxas de óbito por doenças   cardiovasculares.</p>
<p> Grande parte dos distúrbios do metabolismo dos   lipídeos pode ser evitada, ou pelo menos controlada com mudanças simples   de hábitos. Buscar o peso adequado, dieta, atividade física e não fumar   proporcionam muitas vezes efeitos importantes no controle da doença. Em   alguns casos há necessidade de tera</p>
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