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“Fomos derrotados em muitas batalhas, mas nunca desistimos de vencer a guerra”

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Letícia e Rogério

Eu e meu marido nos casamos, mas inicialmente tínhamos a intenção de curtir um pouco para depois pensarmos em filhos. Após quase três anos de casada, eu parei de tomar anticoncepcional. Não tínhamos aquela busca incessante por uma gravidez, mas sabíamos que estávamos preparados. Era uma espera tranqüila.

A história da nossa luta em busca deste sonho que tanto nos consome começou com uma cólica muito forte que comecei a sentir pela madrugada. Ainda sentindo muita dor, meu marido me levou ao Pronto-Socorro mais próximo, onde fui examinada e diagnosticada. Foi detectado um cisto no ovário esquerdo. Logo me dirigi ao meu ginecologista, que constatou que o cisto era de endometriose. Eu nem sabia o que significava esta doença, mas logo fui informada por ele que era uma das causas da infertilidade da mulher. Eu fiquei em estado de choque, principalmente porque tudo estava acontecendo muito rápido. Descobri a existência de um cisto, logo depois uma doença que poderia me levar à infertilidade. Percebi que o sonho da gravidez não seria algo fácil e ser conquistado. Após 8 meses da cirurgia voltei a sentir dores, e ao fazer alguns exames foram constatados mais três cistos no mesmo lugar. Essa notícia foi frustrante, pois a única coisa que passava pela minha cabeça é que diante de tantos problemas, eu não seria mãe. Fiz outra cirurgia e tive que bloquear minha ovulação tomando pílula por alguns meses. Surgiram sentimentos confusos e contrários, uma mistura de medo do retorno da doença e esperança de ainda realizarmos nosso sonho.

Um casal de amigos conseguiu um filho através da Fertilização In Vitro, e nos incentivou para que procurássemos ajuda médica. Entusiasmados, logo marcamos uma consulta médica, onde expusemos tudo o que tinha acontecido conosco. O médico explicou o meu diagnóstico e nos orientou quanto às possibilidades de tratamento. Muito esperançosos, decidimos realizar uma Fertilização In Vitro.

O tratamento foi bem desgastante, mas logo chegou o dia da transferência. Sentíamos uma sensação de vitória muito grande, que nos consumia a cada instante. Os doze dias de espera foram tranqüilos, pois não passava pela nossa cabeça um resultado negativo. Para a nossa surpresa, chegado o dia do resultado, fui informada que eu não estava grávida. Fiquei muito decepcionada, frustrada, e o abalo emocional foi enorme. Chorava muito, pois não conseguia entender aquele resultado. Era como se eu tivesse perdido o que já fazia parte de mim.
Logo demos início à segunda tentativa, também através da Fertilização In Vitro. Para nossa surpresa, o procedimento teve que ser interrompido, pois os hormônios não estavam com bons resultados. Era horrível não conseguir terminar o que havíamos começado. Começamos a sentir o tamanho da dificuldade que encontraríamos para ter o nosso filho. Resolvemos descansar um pouco de tudo aquilo que estávamos vivendo, e por quase um ano passamos a nos dedicar e a preencher o nosso tempo e a nossa mente com aquilo que nos dava prazer.

Após esse tempo para a nossa recuperação, voltamos ao médico e demos início a uma terceira Fertilização In Vitro. Tudo o que sentimos nas tentativas anteriores foi aflorado em nós, juntamente com a esperança de que daquela vez daria certo. Novamente para o nosso desespero o procedimento foi interrompido. Vivemos momentos amargos e chegamos a acreditar que era algum carma que teríamos que passar aqui na Terra.

Mesmo ainda feridos, novamente fomos à luta do nosso sonho. A quarta Fertilização In Vitro foi iniciada, mas desta vez eu fiz tudo o que facilitava uma gravidez, inclusive acupuntura e terapia. Estávamos confiantes, mas por mais uma vez, recebi a ligação após os doze dias e soube que eu não estava grávida. Aquele momento foi muito complicado e atormentador, tanto para mim quanto para o meu marido. Ficávamos tentando achar alguma falha nossa durante o tratamento, talvez algo que deixamos de fazer. Além disso, não estávamos mais agüentando viver aquela rotina. Íamos sempre na mesma clínica, atendidos sempre pelas mesmas pessoas, víamos casais chegando e casais saindo, porém nós continuávamos ali, sem obter nenhum sucesso mediante a nossa luta que não media esforços.

Diante das quatro tentativas que não foram bem-sucedidas, o médico sugeriu que fizéssemos uma Fertilização In Vitro com ovodoação, ou seja, com óvulos de uma doadora. Naquele momento eu estranhei muito aquela idéia e meu marido disse que seria melhor partirmos para adoção. Depois de muita conversa decidimos que daríamos um tempo nesse projeto e começamos a conversar sobre adoção. Assim encerramos mais essa etapa sem conquistar nosso sonho de termos nosso filho e consolidarmos nossa família.

Para piorar ainda mais o nosso quadro emocional, neste período em que demos um tempo em tudo para nos preservar, meu sogro veio a falecer. Meu marido, além de sofrer com a perda, se sentiu frustrado por não ter podido dar um neto ao seu pai, ainda quando ele estava entre nós. Foi então que recuperamos nossa força e decidimos dar continuidade ao que havíamos parado. Porém, queríamos começar e não recomeçar. Apagamos das nossas memórias todos os momentos ruins que vivemos para que tudo fosse realmente novo. Decidimos mudar de clínica para quebrar a rotina que existiu por muito tempo, pois sentíamos a necessidade de lidar com novas pessoas, com um novo médico e de freqüentar um novo ambiente.

Foi então que conhecemos a clínica IPGO e nos dirigimos à primeira consulta com o Dr. Arnaldo. Contamos a nossa trajetória, falando sempre do desejo incessante que tínhamos de ter um filho. Sentimos bastante confiança em toda a equipe e logo partimos para a quinta Fertilização In Vitro. A esperança voltou e a ansiedade pelo resultado foi muito grande, mas para nossa tristeza, após os doze dias recebemos a ligação com a notícia de que eu não estava grávida. Apesar de tristes, entendemos e recebemos a notícia de forma mais natural, pois era a quinta tentativa para nós, porém a primeira com a nova equipe.

Depois de tudo o que nós tínhamos vivido, tanto eu quanto o meu marido estávamos aceitando com mais naturalidade a idéia de tentar uma ovodoação. Sendo assim, após algumas conversas, retornamos à clínica e sugerimos a ovodoação ao Dr. Arnaldo. Ele aprovou a nossa sugestão e logo fizemos a sexta Fertilização In Vitro, porém com mais confiança. Achávamos que tínhamos superado uma dificuldade e que com óvulos de uma doadora teríamos uma notícia boa. Novamente, após os doze dias de muita ansiedade e esperança, veio o resultado negativo.

Naquele momento senti que o tropeço foi muito grande, e talvez o mais dolorido de todos. Eu pensava: “Será que nem com óvulo de outra mulher poderei ser mãe?” Meu marido ficou arrasado, até muito pior do que eu. Começou a se culpar, achando que o problema era com o esperma. Percebemos que o Dr. Arnaldo também ficava chateado, e isso nos confortava um pouco mais, pois sentíamos que ele lutava com a gente por um sonho que era nosso.

Eu não conseguia me conformar com a situação, pois meu endométrio sempre foi excelente. Os embriões não se fixavam e na minha cabeça tinha que ter uma explicação científica para este fato. Comecei a pesquisar na internet e li alguns textos que falavam sobre sistemas imunológicos. Explicava que esse problema poderia causar abortos ou até mesmo falhas nas tentativas de FIV.

Neste período ligaram da clínica e disseram que tinha aparecido uma doadora muito compatível comigo, inclusive na feição. Resolvemos ir sem compromisso, aproveitaríamos para conversar sobre tudo o que eu tinha lido. O Dr. Arnaldo nos explicou todo o tratamento de imunologia e resolvemos então que seria interessante fazer os exames para pesquisa. Ele percebeu a nossa situação emocional e nos deixou à vontade para conversarmos a respeito com calma, e dar uma resposta posteriormente. Conversando com o meu marido, expliquei que se não aproveitássemos aquela oportunidade, era o mesmo que permitir que a possibilidade da realização do nosso sonho escapasse por entre os dedos. Assim que chegamos em casa, ligamos para a clínica avisando que daríamos a resposta em no máximo uma semana. Nos informaram que a doadora já estava iniciando o processo, independente de eu ser a receptora. Percebi que o bonde estava andando e eu tinha que pegar uma carona. Falei com meu marido que estava sentindo algo diferente. O meu marido refletiu sobre as minhas argumentações e aceitou fazer mais uma tentativa.

Após já ter iniciado a nossa sétima Fertilização In Vitro, comecei a tomar os remédios e fiz um exame que constatou a existência de problemas de imunidade. Logo o Dr. Arnaldo me receitou algumas medicações para controlar o problema. Comecei a sentir uma sensação boa como nunca tinha sentido antes, mas percebia que o meu marido ainda estava muito angustiado e irritado com tudo. Após fazer a transferência dos embriões, eu sentia uma paz dentro de mim muito grande, parecia saber que minha hora estava chegando.

Os doze dias, como todos os outros, foram terríveis. Um dia antes de fazer o teste de gravidez, Dia das Mães, meu marido chegou em casa com flores e também estava feliz, sentindo algo diferente. Finalmente o dia chegou! As horas demoravam a passar e a nossa espera pela ligação com a resposta era agoniante. Quando o telefone tocou, meu coração disparou e as mãos ficaram geladas. Meu marido atendeu e logo que ouviu a voz do Dr. Arnaldo, passou o telefone para mim, para que eu fosse a primeira a receber a notícia: “Não sei para quem eu falo, se para você ou para o seu marido, que você esta grávida!”

Neste momento sentimos uma felicidade impossível de ser descrita em simples palavras. Nos abraçamos e choramos muito, mas as lágrimas desta vez eram de alegria. Hoje sabemos que tudo tem a sua hora certa, e apesar da medicina estar muito avançada, existe uma força divina superior a nós que determina o momento certo das coisas acontecerem.

Estamos grávidos, felizes e realizados! Agradecemos todos os dias a Deus pela sua bênção, pela equipe médica e pela doadora, que nos possibilitou alcançar esta conquista tão difícil.

“Nunca desista de realizar o seu grande sonho. Tenha sempre a certeza de que o fracasso acontece somente quando paramos e desistimos de lutar.”

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