UMA NOVA ALTERNATIVA NO TRATAMENTO
DA INFERTILIDADE
Os problemas imunológicos tem sido responsabilizados por
alguns casos de insucesso na Fertilização In Vitro e abortos
de repetição. Alguns autores acreditam que muitos casos
de falha são, na verdade, abortos muito precoces que, após
um período curto de implantação embrionária, que não chega
a ser detectado nos testes de gravidez, não evoluem e são
eliminados. Existem controvérsias a respeito deste tema,
mas os resultados positivos após a terapia com vacinas têm
nos encorajado a prosseguir este tratamento que deve ser
indicado em situações especiais.
Cross Match: para que se entenda este exame é necessária
a compreensão que todo o ser humano possui a capacidade
de rejeitar corpos estranhos e o embrião pode ser considerado
como tal, pois traz com ele o DNA paterno que é estranho
ao organismo materno. Entretanto, em condições normais,
o organismo da mãe deve produzir um "anticorpo protetor"
- chamada fração HLA-G - que protege o embrião contra este
"ataque imunológico" e impede esta rejeição. Quando
este “anticorpo de proteção” não é formado, os mecanismos
de agressão imunológica seguem o seu caminho natural impedindo
a gravidez ou mais tarde provocando o aborto.
Esta alteração do organismo - que curiosamente aparece quando
há semelhança imunológica entre o pai e a mãe e não quando
são muito diferentes - é detectada pelo exame Cross Match.
Para se realizar esta pesquisa retiram-se amostras de sangue
do homem e da mulher e, em laboratório, realiza-se uma prova
cruzada entre os dois, para identificar a presença dos anticorpos.
Se não estiverem presentes será necessário o tratamento
com vacinas. Esta imunização é realizada com o sangue paterno
de onde são separadas as células brancas (linfócitos), com
as quais as vacinas são preparadas e injetadas na mãe pela
via intradérmica. São realizadas duas ou três aplicações
no espaço de tempo de três semanas entre elas. Após o término
desta série, o Cross Match é repetido e confirmando a virada
do resultado anterior para positivo, uma nova tentativa
de fertilização poderá ser iniciada. Se não houver esta
virada, uma nova série de duas aplicações será realizada.
Trombofilias: Existem outros exames que avaliam fatores
imunológicos e, junto com este grupo de exames, estão as
trombofilias. São doenças pouco freqüentes e que provocam
alterações de coagulação do sangue. Estas alterações não
são detectadas em exames de sangue comuns, e quando existem,
aumentam a chance de formar coágulos sangüíneos e causar
tromboses mínimas capazes de impedir a implantação do embrião
ou provocar abortos.
Os exames para esta pesquisa são feitos por coleta de sangue
em laboratórios especializados e sempre com indicação médica.
São eles:
• Anticorpos antifosfolípides (Anticardiolipina e Anticoagulante
lúpico)
• Anticorpo antifosfatidil - serina (IgG, IgM e IgA)
• Anticorpos antitireoideanos
• Anticorpos antinucleares
• IgA
• Células NK (Natural Killer)
• Anticorpo antiespermatozóide
• Fator V de Leiden
• Antitrombina III
• MTHFR
• Protrombina mutação
• Hemocisteína
• Proteína S
• Proteína C
A presença destas alterações no sangue das mulheres sugere
causas imunológicas ou trombofilias. Os tratamentos variam
de uma simples aspirina infantil até medicamentos mais sofisticados
como a heparina, corticóides e imunoglobulina injetável.
É fundamental salientar que esta tecnologia não representa
garantia no sucesso para a obtenção da gestação e sim uma
nova alternativa para aqueles que até o momento não tiveram
sucesso em tratamentos anteriores (conheça
depoimentos de sucesso clique aqui)