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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

IPGO apresenta trabalho científico em congresso na Espanha

22 de junho de 2017
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Por: 

Arnaldo Schizzi Cambiaghi
Rogerio B. F. Leão

 

De 10 a 13 de maio de 2017, o IPGO esteve presente no 7th International IVI Congress – Reproductive Medicine and Beyond”, que ocorreu em Bilbao (Espanha). Este congresso é realizado pelo Instituto Valenciano de Infertlidad (IVI), um importante centro de reprodução da Europa, contando com nomes da Reprodução Humana de todo mundo.

O IPGO, além de estar presente, apresentou  um trabalho científico realizado por nós que avaliou o ERA (ERA – Receptividade Endometrial ARRAY), um teste da receptividade do endométrio. Abaixo está um resumo deste trabalho, em português e na sua versão original em inglês.

 

ENDOMETRIAL RECEPTIVITY ARRAY (ERA) AUMENTA A TAXA DE GRAVIDEZ EM RECEPTORAS DE ÓVULOS DE DOADORAS COM UMA FALHA DE IMPLANTAÇÃO PRÉVIA

Introdução: O sucesso da implantação depende de vários fatores relacionados à qualidade do embrião e a receptividade do endométrio. ERA é um teste que avalia a receptividade do endométrio na janela de implantação.

Objetivo: avaliar a eficácia do ERA em aumentar a taxa de gravidez de receptoras de óvulos com uma falha de implantação prévia, comparando com um grupo controle de receptoras que não fizeram o ERA.

Material e Métodos: Foi um estudo de corte retrospectivo. Entre pacientes receptoras de óvulos de janeiro de 2014 a Dezembro de 2016, selecionamos aquelas que tinham feito ERA, seguida de uma nova transferência de embriões de acordo com ERA. A taxa de gravidez foi comprada a um grupo controle formado por receptoras de óvulos que não fizeram ERA e foram submetidas a transferência de embriões no mesmo período. As comparações foram feitas usando Qui-quadrado.

Resultados: Trinta e nove receptoras foram submetidas a transferência de embriões de acordo com ERA. Todas já tinham pelo menos uma falha de implantação prévia como receptora. O resultado foi “Receptivo”em 17 mulheres (43,6%). ERA foi “Pré-receptivo” , sugerindo um dia mais de progesterona em 22 mulheres (56,4%). O grupo controle foi composto por 341 receptoras submetidas a transferência de embriões sem ERA. A taxa de gravidez no grupo com ERA foi 79,5%, mais alta que em receptoras sem ERA (60,1%), estatisticamente significativo (p=0.018). Comparando somente transferência de blastocistos, o grupo com ERA também teve maior taxa de gravidez (86,2%), comparadas com o grupo controle (68,1%) (p=0.045). Comparando somente transferências de embriões de terceiro dia, não houve diferença estatística entre os grupos.

Conclusão:Apesar das limitações deste estudo retrospectivo, nossos resultados são promissores e demonstram que o ERA pode aumentar a taxa de gravidez em receptoras com falha prévia. Entretanto, ensaios clínicos randomizados com amostras maiores devem ser feitos para confirmar a eficácia deste teste.

 

ENDOMETRIAL RECEPTIVITY ARRAY (ERA) IMPROVES PREGNANCY RATE IN EMBRYO TRANSFERS IN RECIPIENTESOF DONATED OOCYTES WITH A PREVIOUS IMPLATATION FAILURE

Introduction: Successful implantation depends on various factors related to the embryo quality and the endometrial receptivity. ERA is an array to diagnose the receptivity status of endometrium in the window of implantation.

Objective: to evaluate the efficacy of ERA in improving pregnancy rate in recipients of donate oocytes with one previous implantation failure comparing to a control group of recipients without ERA.

Material and Methods: It was a retrospective cohort study. Among recipients who were submitted to embryo transfer with donate oocytes from January of 2,014 to December of 2,016, we selected patients who had done ERA followed by embryo transfer according to ERA. Pregnancy rate after ERA were compared to a control group of recipients without ERA and submitted to embryo transfer with donate oocytes in the same period. The comparisons were performed using Chi-Square test.

Results: Thirty-nine recipients performed embryo transfers after ERA. All of them had had at least one previous implantation failure with donate oocytes. The result was “Receptive” in 17 women (43,6%). ERA was “Pre-receptive” suggesting 1 day more of progesterone in 22 women (56,4%). Control group was composed of by 341 recipients submitted to embryo transfer with donate oocytes without ERA. The pregnancy rate in ERA group was 79,5%, higher than recipients without ERA (60,1%), with statistical significance (p=0.018). Comparing only blastocyst transfers, ERA group had also higher pregnancy rate (86,2%) compared with control group (68,1%) (p=0.045). Comparing day 3 transfers, no differences were observed between the groups.

Conclusion: Besides the limitation of this retrospective study, our results showed ERA improves pregnancy rate in recipients with previous failure. Nevertheless, controlled randomized trials with larger samples must be performed in order to confirm the efficacy of this test.

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