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O “hormônio do sono”, melhora a fertilidade das mulheres

13 de maio de 2014
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O hormônio do sono (melatonina) ajuda na fertilidade e a combater endometriose, ovários policísticos e falência ovariana (menopausa precoce)

A melatonina é um hormônio produzido no sistema nervoso central pela glândula pineal, uma pequena glândula situada no cérebro que ajuda a controlar o ciclo natural de horas de sono e de vigília e, por isso, é conhecida como “o hormônio do sono”, regulando os ciclos circadianos (dormir-acordar). Sua produção é estimulada pela escuridão e inibida pela luz. Tem papel benéfico e recuperador na qualidade do sono. Quantidades muito pequenas são encontradas em alimentos como carnes, grãos, frutas, legumes e até no vinho tinto. Uma vez sintetizada, a melatonina não é armazenada na glândula pineal, mas é logo liberada para a corrente sanguínea e outros fluidos corpóreos como bile, saliva, liquor, sêmen, líquido amniótico e fluido folicular. Já é documentado que a melatonina é um excelente antioxidante natural. A partir dos 30, 40 anos poderá prevenir – ou pelo menos retardar – doenças relacionadas com o envelhecimento, os radicais livres e os processos inflamatórios. Sua capacidade em eliminar radicais livres é extremamente útil no manejo de diversos males tais como câncer, doenças imunológicas, doença de Alzheimer, diabetes e infecções virais, além de promover imunidade, regular a pressão arterial e gerar um efeito antidepressivo.

cortex cerebral
Fertilidade:

Nos eventos reprodutivos como a formação dos folículos ovulatórios (foliculogênese), atrofia dos folículos (atresia folicular), ovulação, maturação dos óvulos e formação do corpo lúteo, há envolvimento de radicais livres. Recentes estudos têm demonstrado que a qualidade dos óvulos e dos embriões depende não só da formação genética e cromossômica, mas também do ambiente onde os óvulos se desenvolvem (fluido folicular que envolve os oócitos antes da ovulação). Assim, a melatonina, com sua ação antioxidante, é essencial e tem papel benéfico no processo reprodutivo.

Grandes quantidades de melatonina são encontradas no fluido folicular periovulatório (líquido que envolve o óvulo dentro do folículo), com concentrações maiores do que no sangue periférico. O próprio ovário parece produzir melatonina (pelas células da granulosa), mas a maior parte é absorvida da circulação sanguínea. Quanto maior o folículo, maior a concentração de melatonina.

Além de sua ação antioxidante, a melatonina também regula a função ovariana através da regulação da liberação de gonadotrofinas no eixo hipotálamo hipofisário. Os hormônios sexuais têm um importante papel no crescimento e diferenciação de células ovarianas. A melatonina influencia na produção desses hormônios – progesterona, estradiol e androstenediona – em diferentes estágios da maturação folicular, podendo diminuir ou aumentar suas concentrações.

Durante o processo de ovulação, grande quantidade de radicais livres é produzida. Esse excesso induz à apoptose (morte celular programada), resultando na atresia folicular (atrofia dos folículos). Níveis aumentados de melatonina diminuem a quantidade de radicais livres prevenindo essa atresia. O folículo é resgatado pela melatonina e continua seu desenvolvimento até se tornar um folículo dominante.

O balanço entre radicais livres e antioxidantes tem papel importante na maturação do óvulo (oócito) e na fertilização. A ação antioxidante da melatonina melhora a qualidade do oócito. A melatonina estimula diretamente a liberação de progesterona pelo corpo lúteo e o protege da ação de radicais livres conferindo manutenção da função lútea.

A falta de melatonina está relacionada ainda com endometriose e com a Falência Ovariana Prematura (FOP). Tem ainda papel de supressão em doenças autoimunes, proteção contra radiação e diminuição de efeitos de alguns quimioterápicos.

Em pacientes com SOP há diminuição de melatonina no fluido folicular.

Em pacientes com infertilidade, o tratamento com melatonina melhora a qualidade do oócito além de melhorar as taxas de fertilização e reduzir os danos oxidativos no fluido folicular. Entretanto, o uso de melatonina para pacientes com SOP, FOP e endometriose é limitado.

Suplementação medicamentosa

Em adultos, a melatonina é tomada em doses 0,2-20,0 mg, com base na razão para o seu uso. A dose certa varia muito de uma pessoa para outra, mas a média é de 3 mg. Mulheres em uso de 3 mg de melatonina têm aumento da concentração de melatonina no fluido folicular.

A melatonina é sem dúvida a molécula chave que controla o relógio biológico dos animais e humanos.

Recentemente, essa substancia ficou mais cobiçada pois o cientista Vladimir Dilman (São Peterburgo) e sua equipe acrescentaram gotas de melatonina na água de ratos e observou-se que esses animais viveram 25% a mais do que o esperado!!!.

No mesmo sentido, Walter Pierpaoli, outro pesquisador na Itália, ao implantar uma glândula pineal novinha em folha em cobaias velhas obteve cerca de 30% a mais de longevidade nesses animais.

Uma pesquisa da Universidade da Barcelona mostrou que em cobaias uma dose diária de melatonina + atividades físicas retardou a instalação do mal de Alzheimer, ao contrário de alguns calmantes benzodiazepínicos que podem acelerar a doença.

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Aqui no Brasil, Mario Peres, da Universidade Federal de São Paulo, demonstrou a eficácia da melatonina contra enxaquecas.

Mas por que a melatonina estaria relacionada à longevidade?

Na verdade, a melatonina é muito eficiente no combate aos radicais livres, segundo o pesquisador Russel Reitel – autor do livro Your Body’s Nature Wonder Drug.

Se não bastasse isso, outras pesquisas já observaram um certo “poder” que ela tem em desacelerar tumor maligno e estimular a multiplicação de células de defesa!

Quando envelhecemos, assim como outras substâncias, a melatonina despenca, o que pode explicar a tão conhecida insônia na terceira idade.

A melatonina em forma de suplemento é um produto de síntese exatamente idêntico ao hormônio produzido naturalmente pela glândula pineal.

Conheça os múltiplos benefícios:

*Outros benefícios além de melhorar o sono e a fertilidade;

*Melhora o sistema imunológico;

*Redução do envelhecimento das células;

*Redução da hipertensão arterial;

*Previne a depressão;

*Retarda a instalação do mal de alzheimer;

*Protege contra o câncer e contra os efeitos tóxicos da quimioterapia;

*Restaura o funcionamento da tireoide e aumenta a população de linfócitos;

*Alivia os sintomas das tensões pré-menstrual (a famosa TPM);

*Influência no emagrecimento;

*Poderoso antioxidante natural;

*Não cria dependência (não é remédio, é um suplemento hormonal bioidêntico).

Como usar

Melatonin pills

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A dose recomendada costuma geralmente variar entre 2 e 10 mg. O melhor meio para conhecer a sua necessidade exata é o exame de saliva. Você deve consultar um profissional especializado, somente ele poderá examiná-lo e prescrever a dose correta. A melatonina deve sempre ser ingerida a noite, 1 hora antes de deitar ou de acordo com a prescrição médica.

Cuidados

Existem pessoas que não estão autorizadas a ingerir a suplementação do hormônio, já que ainda não há pesquisas específicas sobre esses casos, são elas:

*Pessoas que sofrem com as elevadas taxas de colesterol e que consomem estatina;

*Quem faz uso de medicamentos para controlar a pressão arterial;

*Portadores de doença cardiovascular ou que estejam em tratamento;

*Crianças com menos de 12 anos de idade;

*Gestante ou que estejam tentando engravidar.

Mas então, por que no Brasil é proibido a sua comercialização?

Por ainda precisarmos de mais estudos comprobatórios de sua eficácia? Sim, pode ser – porém, a venda de calmantes benzodiazepínicos é crescente e claro, de extremo interesse das industrias.

De modo contrário, enquanto no Brasil há um aumento no uso de benzodiazepínicos, nos países europeus como Alemanha e Inglaterra o consumo caiu 30% na última década.

Por fim, pesquisas demostram que ao usar a melatonina em pacientes com crises de ansiedade que fazem o uso de antidepressivos, é possível reduzir a frequência dessas crises bem como a quantidade no uso do antidepressivo. Ao reduzir então o antidepressivo, aqueles efeitos colaterais como boca seca e sonolência diurna por exemplo diminuem também.

Na Europa e nos EUA o poder da melatonina já foi reconhecido. Em terras europeias o hormônio é vendido como remédio e, nos Estados Unidos, como suplemento alimentar.

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