Use o sistema de busca.
IPGO » Menopausa Precoce
| Caro leitor ou jornalista
Aqui vocês encontrarão as últimas novidades, pesquisas e estudos na área de reprodução humana que poderão ser utilizadas para esclarecimentos pessoais ou no trabalho. Caso necessite de fotos, vÃdeos ou ilustrações, colocamo-nos a disposição através do Centro de Estudos do IPGO, saude@ipgo.com.br Conte conosco / Fone: 55(11) 3887-7764 |
Cerca de 3% das mulheres estão sujeitas à menopausa precoce ou falência ovariana prematura. Nos Estados Unidos, um estudo demonstrou que aproximadamente 500 mil mulheres apresentam este problema. No Brasil pode chegar até 2 milhões de mulheres entre 12 e 40 anos. A falência ovariana prematura corresponde a 10% das de falta de menstruação e 1% dos casos de infertilidade.
As mulheres nascem com um número de óvulos pré-determinados que, em c ondições normais, são suficientes para que ovulem da puberdade até próximo aos 50 anos, quando chega a menopausa. A menopausa precoce é aquela que ocorre antes dos 40 anos. Os ovários deixam de funcionar adequadamente ainda numa idade jovem. A menstruação desaparece ou vem em quantidade mÃnima ou esporádica. Depois desta idade não é considerada precoce. Quando for causada por intervenções cirúrgicas que retiram os ovários ou decorrentes de tratamentos como, por exemplo, a quimioterapia ou radioterapia, não é considerado precoce e sim um evento natural.
O sintoma mais comum é a parada ou diminuição na freqüência das menstruações. Outros sintomas da menopausa precoce ou falência ovariana prematura podem surgir como ondas de calor, sudorese noturna, insônia, alterações do humor, secura vaginal, falta de energia, perda da libido, dor no ato sexual e até perdas urinárias involuntárias.
Embora, na maioria das vezes as causas de Menopausa Precoce ou Falência Ovariana Prematura possam não ser estabelecidas, existem algumas que justificam este quadro. Vinte e cinco a 35 % são decorrentes de doenças auto-imunes. Depois seguem as causas genéticas.
Ocorre em 4 % dos casos. Nestes casos a Falência Ovariana pode ser prevista pelo histórico familiar e a fertilidade pode ser preservada pelas Técnicas de Preservação da Fertilidade.
O diagnóstico da Menopausa Precoce ou Falência Ovariana Prematura é suspeitado quando houver parada repentina da menstruação e não for gravidez, nem haver histórico de sÃndrome dos ovários policÃsticos. Nestes casos a paciente deverá procurar imediatamente um ginecologista. É recomendável, antes da consulta, preparar o seu histórico e concentrar-se nas possÃveis causas que justifiquem a falta de menstruação e que poderiam causar a menopausa a quais já foram descritas nos itens anteriores. Principalmente se houver histórico familiar semelhante.
Muitas vezes, a falta da menstruação pode estar associada ao estresse, entretanto, este diagnóstico só deve ser concluÃdo após os exames laboratoriais que excluirão a menopausa ou falência ovariana prematura.
Quando houver suspeita de Lupus Eritematoso (Complementos C3, C4, C50, Fator Reumatóide, anticorpo anti-DNA, anticorpo anti-SM e células LE)
A infertilidade pode ser a principal conseqüência para as mulheres solteiras ou que ainda não tenham filhos. Para as mulheres que já tenham os filhos desejados, os cuidados relacionados à falta de hormônios deverão ser avaliados para uma eventual reposição hormonal.
Nem sempre é possÃvel o diagnóstico antecipado ou a prevenção da menopausa precoce, mesmo por que, excluÃdas as causas desencadeantes, não existem medidas preventivas que possam impedir que isso ocorra quando for de origem hereditária. Entretanto, quando houver um histórico familiar, deve-se por prudência, pensar na possibilidade de congelamento de óvulos para garantir a fertilidade futura.
É a melhor opção. O congelamento de óvulos é uma boa alternativa para a preservação da fertilidade e deve ser indicado em casos especÃficos. Embora seja considerada, por alguns, uma opção em fase experimental, como a própria Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) declarou no passado, o alto Ãndice de resultados positivos nos últimos anos vêm demonstrando que este conceito está prestes a ser modificado.
Atualmente, o congelamento de óvulos tem maior chance de sucesso quando realizado com óvulos maduros e por isso, é necessário que a paciente passe por um processo idêntico ao da Fertilização in Vitro: os ovários precisam ser estimulados com drogas indutoras da ovulação, o crescimento dos folÃculos ovulatórios devem ser acompanhados pelo ultra-som para, posteriormente, os óvulos serem coletados sob sedação Em seguida são encaminhados para o laboratório de reprodução humana, desidratados e congelados ou vitrificados. A taxa de sucesso desta técnica está ao redor de 30%.
O tratamento de menopausa precoce ou falência ovariana prematura vai depender dos objetivos da vida futura da mulher. Se não houver desejo de ter filhos, o tratamento se resume, além da já citada e eventual reposição hormonal, os cuidados gerais para esta fase da vida como dieta adequada, exercÃcios fÃsicos e bons hábitos. Caso contrário a melhor opção é o tratamento de fertilização com óvulos doados.
Doação de óvulos: Até pouco tempo não havia solução para a gravidez nos casos de Menopausa, Menopausa Precoce e Falência Ovariana Prematura. A doação de óvulos tornou a gestação possÃvel para estas mulheres e é praticamente a única solução.
O primeiro caso de doação de óvulos foi realizado em 1983 por Trounson e colaboradores. Posteriormente outros autores passaram a utilizar esta técnica e atualmente vem sendo utilizada por muitas clinicas do mundo todo.
O IPGO há mais de 10 anos realiza o tratamento com óvulos doados para conseguir a gravidez em casos de menopausa, menopausa precoce e falência ovariana prematura provenientes de pacientes participantes do Programa de Fertilização In Vitro de acordo com as normas éticas do Conselho Federal de Medicina.