Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi (www.ipgo.com.br/Dr.Arnaldo)
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Cerca
de 3%
das mulheres estão sujeitas à menopausa precoce ou falência
ovariana prematura. Nos Estados Unidos, um estudo
demonstrou que aproximadamente
500 mil mulheres apresentam este problema. No Brasil
pode chegar até 2 milhões de mulheres entre 12 e 40
anos. A falência ovariana prematura corresponde a 10% das de falta de menstruação e 1%
dos casos de infertilidade.
Conhecimentos
gerais:
As
mulheres nascem com um número
de óvulos pré-determinados que, em c
ondições normais, são suficientes para
que ovulem da
puberdade até próximo aos 50 anos, quando chega a
menopausa. A menopausa
precoce é aquela que ocorre antes dos 40 anos. Os ovários
deixam de funcionar
adequadamente ainda numa idade jovem. A menstruação
desaparece ou vem em quantidade mínima ou esporádica.
Depois desta idade não é considerada precoce. Quando for
causada por intervenções cirúrgicas que retiram os ovários
ou decorrentes de tratamentos como, por exemplo, a
quimioterapia ou radioterapia, não é
considerado precoce
e sim um evento natural.
Sintomas:
O
sintoma mais comum é a parada ou diminuição na freqüência
das menstruações. Outros
sintomas da menopausa precoce ou falência ovariana
prematura podem
surgir como ondas de
calor, sudorese noturna, insônia, alterações do humor,
secura vaginal, falta de energia, perda da libido, dor no
ato sexual e até perdas urinárias involuntárias.
Causas:
Embora,
na maioria das vezes as causas de Menopausa Precoce ou Falência
Ovariana Prematura possam não ser estabelecidas,
existem algumas que justificam este quadro. Vinte e
cinco a 35 % são
decorrentes de doenças auto-imunes. Depois seguem as causas
genéticas.
·
Causas Genéticas e Cromossômicas
Síndrome de Turner
Síndrome de Swyer
Síndrome do X Frágil
Síndrome de Sjogren
Ocorre
em 4 % dos casos. Nestes casos a Falência Ovariana pode ser
prevista pelo histórico familiar e a fertilidade pode ser
preservada pelas Técnicas de Preservação da
Fertilidade.
·
Defeitos metabólicos e enzimáticos
hereditários
Galactosemia
Talassemia major
Hemocromatose
Quimioterapia
Radioterapia
·
Doenças auto imunes
Disfunção
da tireóide
Hipoparatireoidismo
Artrite
reumatóide
Lupus
eritematoso (C3, C4, C50, Fator Reumatóide, anticorpo
anti-DNA, anticorpo anti-SM e células LE)
Vitiligo
Doença de Addison
Doença de Graves
Síndrome
de Sjogren
Púrpura Trombocitopênica
Idiopática
Diabetes
Insuficiência da Glândula
Supra-Renal
Anemia falciforme
·
Infecções:
Virais
Infecção
pélvica (DIP)
·
Cirurgias:
Cirurgias de ovário
Diagnóstico:
O diagnóstico da Menopausa Precoce ou Falência
Ovariana Prematura é
suspeitado quando houver parada repentina da menstruação e
não for gravidez, nem haver histórico de síndrome dos ovários
policísticos. Nestes casos a paciente deverá
procurar imediatamente um ginecologista. É recomendável,
antes da consulta,
preparar o seu histórico e concentrar-se nas possíveis
causas que justifiquem a falta de menstruação e que
poderiam causar a menopausa a quais já foram descritas nos
itens anteriores. Principalmente se houver histórico
familiar semelhante.
Muitas vezes, a falta da menstruação pode estar
associada ao estresse, entretanto, este diagnóstico só
deve ser concluído após os exames laboratoriais que
excluirão a menopausa ou falência ovariana prematura.
Histórico
e exame clinico:
·
Histórico
Antecedentes médicos
pessoais
Antecedentes médicos familiares
Exame físico
Altura
Peso
Pressão arterial
Estigmas turnerianos
Características sexuais secundárias
Exame pélvico
·
Exames
clínicos:
Ultra-sonografias pélvica e trasnvaginal
Teste do progestógeno
Dosagens hormonais em geral
T4 livre, TSH, anticorpos antitireoglobulina, e
antiperoxidase tireoidiana
Teste do ACTH (dosagem do cortisol)
LH, FSH, Estradiol e Progesterona
17 alfa-OH-progesterona
Sulfato de dehidroepiandrosterona
Adrostenediona
Testosterona
Fator antinuclear
Fator reumatóide
Quando
houver suspeita de Lupus Eritematoso (Complementos C3, C4,
C50, Fator Reumatóide, anticorpo anti-DNA, anticorpo
anti-SM e células LE)
Anticorpos anti-supra-renais
Anticorpos antiovarianos
Colesterol total e frações
Fosfatase alcalina
Cariótipo
Biópsia ovariana (somente em casos individualizados)
Desintometria óssea
Conseqüências:
A infertilidade pode ser a principal conseqüência
para as mulheres solteiras ou que ainda não tenham filhos.
Para as mulheres que já tenham os filhos desejados, os
cuidados relacionados à falta de hormônios deverão ser
avaliados para uma eventual reposição hormonal.
Prevenção:
Nem sempre é possível o diagnóstico antecipado ou
a prevenção da menopausa precoce, mesmo por que, excluídas
as causas desencadeantes, não existem medidas
preventivas que possam impedir que isso ocorra quando for de
origem hereditária. Entretanto, quando houver um histórico
familiar, deve-se por prudência, pensar na possibilidade
de congelamento de óvulos para garantir a
fertilidade futura.
Congelamento de Óvulos
(www.ipgo.com.br/congelamentodeovulos):
É a melhor opção. O congelamento de óvulos é uma boa alternativa para
a preservação da fertilidade e deve ser indicado em casos
específicos. Embora seja considerada, por alguns, uma opção
em fase experimental, como a própria Sociedade Americana de
Medicina Reprodutiva (ASRM) declarou no passado, o alto índice
de resultados positivos nos últimos anos vêm demonstrando
que este conceito está prestes a ser modificado.
Atualmente,
o congelamento de óvulos tem maior chance de sucesso quando
realizado com óvulos maduros e por isso, é necessário que
a paciente passe por um processo idêntico ao da Fertilização
in Vitro: os ovários precisam ser
estimulados com drogas indutoras da ovulação, o
crescimento dos folículos ovulatórios devem ser
acompanhados pelo ultra-som para, posteriormente, os
óvulos serem coletados sob sedação Em seguida são
encaminhados para o laboratório de reprodução humana,
desidratados e congelados ou vitrificados. A taxa de sucesso
desta técnica está ao redor de 30%.
Tratamentos:
O
tratamento de menopausa precoce ou falência ovariana
prematura vai depender dos objetivos da vida futura
da mulher. Se não houver desejo de ter filhos, o
tratamento se resume, além da já citada e eventual reposição
hormonal, os cuidados gerais para esta fase da vida como
dieta adequada, exercícios físicos e bons hábitos. Caso
contrário a melhor opção é o tratamento
de fertilização com óvulos doados.
Para
quem quer ter filhos:
Doação
de óvulos: Até pouco tempo não havia solução
para a gravidez nos
casos de Menopausa, Menopausa Precoce e Falência
Ovariana Prematura.
A doação de óvulos tornou a gestação possível para
estas mulheres e é praticamente a única solução.
O primeiro caso de doação de óvulos foi realizado em 1983 por Trounson
e colaboradores. Posteriormente outros autores
passaram a utilizar esta técnica e atualmente vem
sendo utilizada por muitas clinicas do mundo todo.
O IPGO há mais de 10 anos realiza o tratamento com óvulos doados para
conseguir a gravidez em casos de menopausa, menopausa
precoce e falência
ovariana prematura provenientes de pacientes participantes
do Programa de Fertilização In Vitro
de acordo com as normas éticas do Conselho Federal de
Medicina.
O IPGO
realiza tratamento com doação
de óvulos.
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi