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“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Microinjeção de Mitocôndrias humanas

5 de junho de 2017
Home » Rejuvenescimento de Ovario » Microinjeção de Mitocôndrias humanas

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Microinjeção de mitocôndrias humanas autólogas (da própria paciente):

(AUGMENTSM): o tratamento AUGMENT–OVOSCIENCE é projetado especificamente para melhorar a qualidade ou a competência dos óvulos de uma paciente. A melhoria da saúde dos óvulos pode oferecer o potencial para o aumento dos resultados dos tratamentos de FIV. É uma nova abordagem projetada para mulheres que querem usar seus próprios óvulos que se apresentam de má qualidade pela idade ou outras razões.

O processo tem o objetivo de melhorar o desenvolvimento embrionário por meio da microinjeção de mitocôndrias humanas autólogas derivadas das próprias células precursoras de óvulos (jovens, no início do crescimento, dentro do próprio ovário da paciente), no momento da fertilização. Mais precisamente, no momento que o espermatozoide é injetado no óvulo (ICSI), quando a paciente passa por um ciclo de FIV. Em 2004, Jonathan Tilly e seu laboratório descobriram células precursoras de óvulos encontradas no epitélio avascular do córtex ovariano. Estes óvulos jovens foram isolados após a realização de uma biópsia laparoscópica da região externa do ovário (córtex ovariana). A biópsia de tecido foi congelada e depois descongelada, os óvulos jovens identificados e isolados por fluorescência. Estes óvulos encontrados contêm mitocôndrias morfologicamente semelhantes às mitocôndrias dos óvulos maduros.

Acredita-se que estas mitocôndrias poderiam fornecer uma fonte autóloga de mitocôndrias para serem injetados nos óvulos deficientes em energia, contornando, assim, as preocupações que levaram à sanção da injeção mitocondrial de óvulos do doador. O tratamento com injeção mitocondrial é baseado em uma escala de dados pré-clínicos e clínicos demonstrando que uma adição de mitocôndrias durante o tratamento de FIV é segura, aumenta a qualidade do embrião e melhora a taxa de sucesso da FIV. Embora este trabalho ainda seja experimental, alguns dados sugerem que o uso de mitocôndrias provenientes de óvulos imaturos pode melhorar a produção de energia mitocondrial em óvulos e embriões, e levar a melhores resultados reprodutivos em casos de fraco desenvolvimento embrionário e falha recorrente da gravidez.

Microinjeção de mitocôndrias humanas heterólogas: esta técnica é semelhante à anterior, com a diferença fundamental de ser feita com injeção citoplasmática de óvulos de uma doadora, não da própria paciente. Embora os resultados de gravidez tenham sido satisfatórios, a análise final demonstrou uma associação com heteroplasmia de DNA mitocondrial (heteroplasmia é a presença de uma mistura de mais do que um tipo de genoma mitocondrial ou genoma cloroplastidial em uma mesma célula; diz-se que um indivíduo é heteroplasmático quando possuía uma mistura de duas populações diferentes de mitocôndrias ou cloroplastos). Por isto, esta técnica foi suplantada pela injeção de mitocôndrias autólogas, derivadas de células precursoras de óvulos recentemente descobertas. Esta técnica demonstrou, recentemente, uma promessa clínica com melhores taxas de gravidez e nascidos vivos em mulheres com fertilização in vitro fracassada, devido ao fraco desenvolvimento embrionário. Entretanto, além de não estar comprovada a vantagem dessa técnica, a mistura de três materiais genéticos (mãe, pai e doadora = heteropasmia) inviabilizou esse procedimento, tornando-o proibido por indicações do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, inclusive no Brasil, até que novos conhecimentos sejam adquiridos.

É ainda considerada uma  técnica experimental e, por enquanto, não autorizada no Brasil. O IPGO só ministra tratamentos com Coenzima Q10, Rejuvenescimento via HIPPO (somente as pacientes que obedecerem os critérios de inclusão do IPGO) e outros tratamentos para casais com baixa reserva ovariana.

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