Encontre-nos nas redes sociais:

Instagram da IPGO

Use o sistema de busca.

“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

“Minha vitória estava em meu destino” Tânia e Paulo

Home » “Minha vitória estava em meu destino” Tânia e Paulo

“Minha vitória estava em meu destino” Tânia e Paulo

Sou de uma família pequena e durante minha adolescência e juventude quase não tive contato com crianças ou bebês. Meu meio social sempre foi a escola e a faculdade, pois grande parte da minha vida foi dedicada aos estudos. Nunca fui o tipo de mulher que idealiza esse momento desde jovem, que planeja quantos filhos quer ter, com qual idade, etc. Como não me casei moça, minha vida ficou voltada para o lado profissional. Eu não pensava em filhos e nem havia cobrança da minha família quanto a isso.

Aos 38 anos eu conheci meu atual marido. Ele sempre teve relacionamentos problemáticos e vinha de um casamento muito complicado. Quando já se encontrava em fase de separação, teve uma filha, hoje já adulta. Por várias razões e principalmente pela circunstância em que isso aconteceu, ele ficou muito traumatizado com essa paternidade inesperada. Com todo este histórico, o mais natural seria que eu deixasse mais distante ainda a possibilidade de uma gravidez. Porém, logo quando iniciamos o nosso relacionamento, esse desejo foi aflorando em mim e logo me vi idealizando uma família completa, com marido, mulher e pelo menos um filho.

Após dois anos de namoro decidimos nos casar. A essa altura a maternidade já tinha ganhado um grande espaço em meu coração. A cada dia o desejo aumentava e logo passou a ser incontrolável. Como eu já estava com 40 anos, logo imaginei que a minha idade já avançada poderia interferir na realização do desejo que acabara de se tornar um sonho de vida. Percebi que precisava correr contra o tempo e não prolongar ainda mais esse momento, mas havia um grande problema: meu marido não queria ouvir falar em filho nem de brincadeira. Simplesmente era impossível conversar com ele sobre o assunto. Passeando em shoppings eu parava em frente a vitrines de roupinhas de bebês e ele passava direto. Ele se mantinha irredutível, mesmo diante de todos os argumentos possíveis que eu apresentava a ele. Devido ao trauma anterior, filhos passaram a ser sinônimos de problemas e ele não queria estragar aquele momento bacana que estávamos vivendo.

Ao procurar ajuda médica, sempre ouvia que pela minha idade a probabilidade de uma gravidez por meios naturais seria quase impossível, e que o melhor era partir logo para um tratamento. Fiz todos os exames possíveis e tudo estava normal, mas eu dependia do meu marido. Não poderia dar início a nenhum procedimento sem que ele estivesse ao meu lado. Foi então quando comecei a entrar em depressão, pois não via saídas para o meu problema, e enquanto isso o tempo estava passando. A tristeza era imensurável, pois me sentia com as mãos atadas. Nesse momento, para mim, somente Deus é quem poderia reverter a situação e mudar o coração do meu marido. Apeguei-me muito à fé e foi nela que me agarrei por muito tempo, para que o meu estado emocional e psicológico não se agravasse mais ainda.

Certo dia, meu marido disse que não queria mais me ver daquele jeito. Decidiu ir comigo no meu médico. Foi uma grande emoção. Marquei a consulta imediatamente e na data agendada nos dirigimos à clínica IPGO. O Dr. Arnaldo explicou todos os tipos de tratamento e as chances de cada um. Optamos logo pela inseminação artificial, que era a de menor custo. Já com 41 anos, finalmente consegui dar início ao tão sonhado tratamento para uma gravidez. Fiz a inseminação no dia das mães, e isto me encheu de emoção e de esperança. Para mim, todos os meus problemas estavam acabando ali, naquele momento. Eu já me via grávida, com o meu coração cheio de alegria. Os doze dias foram de longa espera e ansiedade.

Para minha felicidade, o meu sonho se realizou e se concretizou com a notícia de que o resultado tinha dado positivo. Impossível explicar o que senti e descrever o tamanho da felicidade, pois me sentia a mulher mais realizada da face da Terra! Após exatamente nove semanas de gestação, retornei à clínica para a realização do primeiro ultra-som. Durante o exame, para minha surpresa, fui informada que minha gravidez havia sido interrompida. Não conseguia me conformar com aquela situação, principalmente porque eu estava com todos os sintomas de uma gestante. Toda aquela alegria que dominava meu coração se tornou em desespero, angústia e decepção. Estava sozinha naquele momento e não conseguia conter as lágrimas que tomavam conta da minha face. Nunca imaginei que aquilo pudesse me acontecer. Saindo da clínica, fui direto para casa dos meus pais, porém mesmo que eles se esforçassem, nada do que me dissessem me acalmaria naquele momento. Eles não sabiam o que fazer e nem como me consolar. Uma das piores partes foi ter que dar a notícia para o meu marido, que já estava animado com a idéia de ser pai.

Para piorar ainda mais a situação, o aborto não se completava por conta dos medicamentos, e aquilo estava me deixando ainda mais apavorada. Depois de alguns dias, em um segundo ultrassom, fui diagnosticada e informada que se tratava de um aborto retido. Fui orientada a marcar uma curetagem, que foi outra tortura para mim, tanto física quanto psicológica. Já no hall do hospital, enquanto aguardava pelo atendimento, grávidas entravam e mulheres saíam com seus bebês em seus braços. A sensação de tristeza que senti só sabe quem passou por isso. Enquanto assistia à felicidade daquelas mulheres contentes e realizadas, eu estava ali, amargurada e angustiada, esperando que alguém viesse tirar de dentro de mim o sonho da maternidade. Quando me levaram para o quarto onde eu ficaria, passei pelo berçário, vi muitas crianças e os quartos das recentes mamães enfeitados, com flores encostadas nos rodapés. Era como se eu estivesse caminhando pelos sonhos alheios e me lamentando pelo meu pesadelo.

Ao retornar para casa, eu e meu marido decidimos nunca mais passar por tudo aquilo. Fiquei por um período de luto, e o meu interior por muito tempo se manteve abalado e instável. Mas não sou o tipo de pessoa que desiste fácil. Passou-se um tempo e aquele sonho que eu ainda não tinha conseguido realizar começou a crescer novamente. Foi então quando comecei a juntar dinheiro para uma Fertilização In Vitro. Não tinha o valor suficiente para bancar o tratamento. O tempo corria contra mim e eu já estava com 42 anos. Certo dia, fui conhecer uma nova clínica especializada em infertilidade, onde levei todos os meus exames. Contei ao médico tudo o que havia acontecido comigo. Analisando o meu histórico, sugeriu que eu fizesse uma FIV com ovodoação. Ele me falou sobre a possibilidade de eu receber óvulos de uma doadora mais jovem. Eu a ajudaria financeiramente com o tratamento e receberia a metade dos óvulos que ela produzisse. Minha cabeça ficou a mil por hora com essa possibilidade que estatisticamente me daria muito mais chances de ter um filho, já que financeiramente eu só teria condição para uma tentativa. Eu não podia desperdiçar aquela chance que era única. A decisão de receber ou não óvulos de uma doadora é muito pessoal. Cabe somente a você ponderar a vontade que tem de gerar um filho. Naquele momento era tudo o que eu mais queria, e acreditei que os nove meses de gestação seriam o suficiente para que eu me preparar psicologicamente para receber o bebê, indiferente da carga genética. Conversei com o meu marido e ele me apoiou. Juntos, decidimos fazer nossa última tentativa. Apesar dele ter sofrido muito com a perda do bebê, parecia estar preparado e entusiasmado com essa nova tentativa. Naquele momento, não era apenas um desejo meu, como dele também. Isso me confortou muito, pois me senti mais segura com o apoio total do meu marido. Através de uma rescisão contratual de trabalho, ele conseguiu me dar de uma só vez a outra metade do dinheiro que estava faltando.

Já decididos, retornamos à clínica IPGO e conversamos com o Dr. Arnaldo sobre a ovodoação. Acreditava que ele e sua equipe eram as pessoas ideais para encontrar uma doadora certa para o meu caso. E foi o que aconteceu. Não passou muito tempo recebi uma ligação para conhecer uma possível candidata. Quando vi a foto da candidata quando pequena, fiquei apaixonada. Gostei muito da caligrafia e principalmente das coisas que ela mais gostava de fazer, que combinavam com as que eu gostava. Questões de compatibilidade sanguínea e outros exames de saúde já haviam sido feitos e aprovados pelo Dr. Arnaldo. Era ela! Deus tinha ouvido minhas orações. Começamos o tratamento nós duas ao mesmo tempo. Na divisão, fiquei com quatro óvulos, dos quais três foram fertilizados. Na hora da implantação, coloquei os dois mais bonitos. O terceiro óvulo fertilizado não se desenvolveu.

Os 12 dias foram torturosos, mas cheios de esperança. Devido ao fato de o meu exame ter demorado, não agüentei e fiz um teste de farmácia de noite, e a gravidez foi confirmada. Mesmo animada, eu não tinha a certeza, pois o laboratório ainda não tinha enviado o resultado. Foi então, no dia seguinte, que recebi a ligação do Dr. Arnaldo me dando os parabéns. A nossa alegria foi indescritível e inexplicável, mas para mim ainda era a primeira etapa. Passei o tempo necessário até o primeiro ultrassom, muito apreensiva, porém confiante que dessa vez tudo daria certo. Meu marido foi comigo e eu não me agüentava, pois queria saber se estava tudo bem e quantos eram. Um dos momentos mais emocionantes da minha vida foi ouvir o coraçãozinho do meu filho batendo. Afinal, finalmente eu estava grávida e tudo estava dentro dos conformes. Até os três meses e meio só algumas pessoas sabiam que eu estava grávida, depois contei pra todo mundo. A forma desse tratamento, só eu e meu marido sabemos.

Entrei num mundo de felicidades: roupas de grávida, roupinhas de bebê, móveis de quarto, quartinho enfeitado, CD’s de músicas de ninar, carrinho de passeio e a barriga crescendo… Tive uma gravidez maravilhosa. Não tive absolutamente nada de anormal. No dia do parto toda a família estava na maternidade. Tudo foi muito tranqüilo e meu bebê nasceu. Perfeito, grande, forte e lindo. Ele é a razão de eu ter nascido. Nunca havia conhecido um amor tão maravilhoso. Só Deus para criar um amor tão perfeito. Ainda fico emocionada quando passo em frente àquela maternidade. Ali dentro eu passei os momentos mais felizes que uma mulher pode passar na sua existência. Nunca vou esquecer.

Meu marido é um pai perfeito em amor, carinho, paciência e disciplina. Ele me surpreendeu. Apesar de ter sido ferido pela vida, optou por dar uma chance para a felicidade. Hoje é um homem totalmente realizado, porque ninguém é realmente feliz sem ter um lar feliz. É realmente um milagre acompanhar o desenvolvimento desde a foto do blastócito até o último mês de gestação, e hoje ver o meu menino me abraçando, me beijando e nos chamando de mamãezinha e papaizinho sem nem a gente ter ensinado. É tudo um milagre! Dou graças a Deus todos os dias pelo presente que Ele me deu, pois finalmente estou vivendo tudo o que sonhei.
“Na vida, às vezes a gente não entende as coisas ruins que acontecem conosco. Mas apesar de tudo ter dado errado no início, a vitória estava reservada para mim! Bastava eu não desistir e confiar. Corri atrás do meu sonho. Confiei em Deus, e Ele me ouviu e atendeu à minha oração.”

Comments

comments