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O efeito da epigenética nas receptoras de óvulos

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Arnaldo Schizzi Cambiaghi

“O IPGO realiza esta técnica na rotina de suas pacientes”.

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Uma das maiores preocupações das mulheres que vão receber óvulos doados é se o filho que será gerado por elas terá sua semelhança física e comportamental, uma vez que, temem no futuro que, as pessoas possam duvidar ou desconfiar da origem dos óvulos. É claro que, de início, o IPGO deixa claro para essas mulheres que toma todos os cuidados para que todos os critérios de semelhança com a futura mãe receptora sejam considerados, como a própria compatibilidade do tipo de sangue, para que nunca haja dúvida da criança de que o óvulo foi originado de outra mulher, a não ser que essa receptora deseje no futuro contar a verdade – isso será uma opção dela. É sempre bom lembrar que em uma família de vários irmãos não significa que todos serão sósias uns dos outros e que também não serão idênticos ao pai ou à mãe. Do ponto de vista genético, é interessante que todas as pessoas saibam que 99,9% dos nossos genes são idênticos. Isso significa que as diferenças que vemos ao nascimento entre uma criança e outra não dependem só de ela ter genes específicos herdados da mãe ou do pai, mas da influência importante dos efeitos do ambiente que determinam como será expresso o código genético. Em outras palavras, o DNA (ácido desoxirribonucleico) não é o único responsável pelas características do ser humano e, independentemente da origem do óvulo, são fundamentais para formação e desenvolvimento do novo ser os efeitos do ambiente, como o útero, a irrigação sanguínea, a nutrição e até mesmo o modo “como a futura mãe pensa”, que podem afetar a expressão dos genes do embrião. Os genes podem se expressar ou permanecer adormecidos, dependendo de sinais provenientes do exterior da célula. Nosso código genético possui verdadeiras “chaves de liga/desliga”, que ativam ou inativam a ação dos genes. Quem determina quais genes serão ativados ou não é o ambiente, a que chamamos de fatores epigenéticos. A expressão dos genes começa no útero. A mulher grávida, com seu útero representando o meio ambiente, é responsável pela forma como os genes do bebê serão expressos. Essa fase inicial da vida, as primeiras 40 semanas ou mais, começa a moldar as características da criança ao nascer.

O que é epigenética (do grego EPI = além de + genética)?

Os genes são as unidades fundamentais da hereditariedade e são formados por uma sequência específica de DNA, que contém as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos. A sequência de DNA é como as letras de um texto complexo, e as etiquetas epigenéticas como os espaços, a pontuação, os parágrafos, que fazem a sequência do texto adquirir um significado. Tais etiquetas epigenéticas são como chaves de liga/desliga, que ativam ou inativam a ação dos genes. A expressão destes genes, que chamamos de “imprinting genômico”, ocorre já na fase de formação dos gametas masculino e feminino e prossegue durante a fertilização e o desenvolvimento embrionário.

Evidências científicas têm demonstrado que os genes e o DNA não são responsáveis pela especificidade final dos seres humanos, e sim os imprintings genéticos, que fazem com que genes sejam expressos ou permaneçam adormecidos, dependendo de sinais provenientes do exterior da célula. O ambiente, no caso de uma gestação, é o útero da mulher. Assim, tudo o que ocorrer durante a gestação pode influenciar a ativação ou inativação de genes do futuro bebê. Dessa forma, uma criança nascida do útero de uma receptora será emocionalmente, fisicamente e psicologicamente diferente do que se a mesma criança fosse concebida no útero da doadora do óvulo. Um bebê concebido de um óvulo doado recebe as “instruções” sobre a expressão dos seus genes da mulher que o carrega. Em outras palavras, a mãe que gesta influencia na epigenética do seu filho. O útero assume muito mais do que o papel de uma incubadora, e o desenvolvimento do feto dependerá em tudo do corpo da mulher que o carrega: o oxigênio, os nutrientes, a excreção, estilo de vida, uso de hormônios, a exposição a agentes, a alimentação, e a forma como tudo isso é ofertado irá influenciar diretamente a ativação e expressão gênica do embrião. Assim, a receptora determina como será seu filho, até em nível genético!!! A criança que nasce será física e emocionalmente diferente da mulher que o doou. Em outras palavras, a mãe que gesta influencia o que a criança será, e, assim, em nível genético, é seu filho.

Talvez o maior mito que envolve a gravidez diz respeito ao fato de que o útero seria simplesmente uma incubadora. Nada poderia estar mais longe da verdade. O aspecto mais importante de todas as gestações – incluindo a decorrente de doação de óvulos – é que o crescimento de cada célula do corpo do feto em desenvolvimento é construído a partir do corpo da mãe grávida. O tecido de revestimento do seu útero (o endométrio) irá contribuir para a formação da placenta. O feto usará proteínas de seu corpo; o feto usará seu cálcio, seus açúcares, nitratos e fluidos. Assim, a gestante não é passiva nesse processo.

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