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O IPGO esteve presente no 21º Congresso COGI, em Frankfurt, Alemanha, de 14 e 16 maio de 2015

13 de outubro de 2015
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NOVIDADES IPGO EM REPRODUÇÃO HUMANA

 

Por Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

 

 

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O 21º Congresso COGI – Inovação em Medicina Reprodutiva, aconteceu em Frankfurt, Alemanha, entre os dias 14 e 16 maio de 2015. Este congresso forneceu aos participantes as inovações mais importantes no campo da Medicina Reprodutiva. Debates e palestras plenárias facilitaram o diálogo entre os médicos presentes elevando o nível das questões clínicas e tecnológicas mais dinâmicas e desafiadoras desta especialidade. Foram escolhidos os temas mais importantes, tais como novos medicamentos, exames, além de cirurgias ao vivo no tratamento da endometriose.

Os trabalhos mostrados incluíram temas inovadores e algumas das apresentações introduziram “novas descobertas” no campo. Por isso, considero importante divulgar este resumo para fins educacionais e para incentivar discussões sobre o tema. Os assuntos que serão abordados ainda representam uma promessa pois a tecnologia avançada empregada nestes procedimentos ainda é difícil de ser executada, o que os inviabiliza na realidade atual.

AS PRINCIPAIS NOVIDADES PARA O FUTURO FORAM:

Congelamento de tecido ovariano para manter a fertilidade e adiar a menopausa pode ser uma alternativa com bons resultados.
Transferência autóloga de mitocôndrias em mulheres (autóloga = do mesmo organismo) para aumentar a energia dos óvulos (Ova Science’s AUGMENT Treatment).
Falência Ovariana ou Menopausa – Novo tratamento de infertilidade (IVA: a ativação in vitro) de pacientes com insuficiência ovariana primária ou Precoce (POI).

1. Congelamento de tecido ovariano para manter a fertilidade e adiar a menopausa pode ser uma alternativa com bons resultados.

A cada dia aumenta o número de mulheres na menopausa uma vez que a população está ficando cada vez mais velha. Isto é decorrência dos avanços no diagnóstico precoce das doenças e os tratamentos preventivos e curativos cada vez mais avançados e eficientes. A menopausa provoca uma longa lista de sintomas indesejáveis, incluindo a osteoporose, doenças cardiovasculares e muitas outras doenças. Uma opção é retirar por videolaparoscopia alguns fragmentos do tecido ovariano das mulheres ainda jovens sem afetar a fertilidade e congelar este tecido até a entrada na menopausa. O tecido ovariano congelado é reimplantado restaurando a função ovariana com boa eficácia durante alguns anos. Assim, no futuro, não será necessário a reposição hormonal medicamentosa. Os próprios fragmentos implantados produzirão os hormônios naturais da mesma forma que eram produzidos quando a paciente era mais jovem.

O lado negativo é que esses implantes deverão ser substituídos em intervalos de um ou dois anos, mas, por outro lado, neste período, proporcionará vários ciclos menstruais naturais, com seu próprio tecido saiba mais clicando aqui

2. Transferência autóloga de mitocôndrias em mulheres (autóloga = do mesmo organismo) para aumentar a energia dos óvulos (OvaScience’s AUGMENT Treatment).

A mitocôndria é a organela celular presente no interior das células, e também dos óvulos, responsável pela produção de energia. A transferência de mitocôndrias autóloga (na mesma paciente) é uma nova técnica que pode ser indicada em mulheres que foram submetidas a tratamentos de FIV sem sucesso, devido a embriões que não se desenvolveram adequadamnente, ficaram muito fragmentados ou óvulos que não fertilizaram. A razão para estes problemas pode ser a diminuição da produção de energia mitocondrial. Já foi proposto a transferência de citoplasma de óvulos de doadoras saudáveis em óvulos de mulheres com má qualidade de embriões ( que é proibido no Brasil e na maioria dos países europeus).

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A recente descoberta de células precursoras de oócitos no córtex (região mais externa do ovário) e a observação de que as mitocôndrias contidas nestas células são morfologicamente idênticas às dos óvulos maduros, tem levado ao desenvolvimento deste novo procedimento terapêutico para as mulheres que não tiveram sucesso devido à má qualidade do embrião. O procedimento envolve o isolamento de mitocôndrias autóloga de células precursoras a partir de óvulos obtidos por biópsia do ovário por videolaparoscopia e injeção no momento da ICSI.

Este novo tratamento, que tem o nome AUGMENT, é realizado no Canadá (TCART Fertility Partner sand University of Toronto, Canadá) e foi projetado especificamente para melhorar a saúde dos óvulos de pacientes que querem usar os seus próprios óvulos na fertilização in vitro, mas têm um comprometimento da qualidade, pela idade ou outras razões.

Este trabalho demonstrou uma melhora no desenvolvimento do embrião e o sucesso da fertilização in vitro. Neste tratamento (AUGMENT) as mitocôndrias são retiradas dos próprios óvulos imaturos da paciente, encontrados no córtex (revestimento do ovário), e são adicionados aos óvulos maduros da paciente para complementar as mitocôndrias já existentes.

Acredita-se que estes resultados já são extremamente promissores para mulheres com menos de 40 anos de idade e está atualmente ganhando experiência com o tratamento em mulheres acima desta idade saiba mais: Fertilização in vitro para mulheres mais velhas
e ovascience.com/treatments

3. Falência Ovariana ou Menopausa – Novo tratamento de infertilidade (IVA: a ativação in vitro) de pacientes com insuficiência ovariana primária ou Precoce (POI).

A insuficiência ovarianaprimária (POI) ou Falência Ovariana ou Menopausa Precoce é caracterizada pela falta de menstruação e por níveis elevados do hormônio FSH antes dos 40 anos de idade. Estas pacientes são inférteis devido a uma falta de ovulação e a doação de óvulos é a única opção de tratamento eficaz. Os folículos ovarianos residuais nestas pacientes não respondem mais aos tratamentos tradicionais de gonadotrofinas.

Recentemente, foi desenvolvido um método para a ativação de folículos latentes usando cultura in vitro de fragmentos de ovário tratados com Akt estimuladores (IVa).

Sob a cirurgia laparoscópica, os ovários são removidos e cortados em tiras ovarianas que são vitrificadas. Após descongelamento, as tiras são fragmentadas em cubos de 1-2 mm e recebem estímulos de Akt. Dois dias depois, os cubos são reimplantados também sob cirurgia laparoscópica. Após a detecção de folículos antrais, as pacientes tem os ovários estimulados com hormônio FSH e após atingirem o diâmetro de 18mm de hCG quando os folículos pré-ovulatórios forem encontrados. O crescimento dos folículos é monitorado por ultrassom transvaginal e por níveis de estrogênio no sangue. Os óvulos maduros são recuperados e fertilizados in vitro e os embriões criopreservados. Em um próximo ciclo as pacientes recebem tratamentos hormonais para a preparação do endométrio seguida pela transferência dos embriões descongelados.

Apesar da doação de óvulos ser até o momento o único tratamento eficaz para os pacientes com falência ovariana que desejam engravidar, esta nova estratégia ainda é experimental e poderá permitir no futuro que estas mulheres possam engravidar usando seus próprios óvulos, saiba mais clicando aqui

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