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Porque tenho dificuldades de orgasmo ?

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Vivemos numa sociedade democrática. A igualdade de direitos entre homens e mulheres é um fato. Porém, as mudanças não ocorrem de uma hora para outra. Há pouco tempo atrás, falar de sexo como se fala hoje era inimaginável. Da mesma forma, a mulher simplesmente pensar em ter prazer na cama era algo fora de cogitação, uma vez que esse direito era reservado apenas ao homem.

Em contrapartida, estamos na era da “ditadura do orgasmo”, se a mulher não sente prazer na cama, algo está errado. Mas não é assim que deve ser? Digamos que não é bem assim. Ir para cama pensando exclusivamente em ter orgasmo, se preocupando antecipadamente com ele, é que está errado.

A cobrança interna para ser “boa de cama”, a qual a mulher atualmente vem se submetendo, é a causa nº 1 da dificuldade em se obter orgasmo, conhecida tecnicamente como anorgasmia. Ser “boa de cama” é ruim? Se a mulher assimilar que esta condição é de sua responsabilidade, a resposta é não. O que geralmente acontece é que a mulher responsabiliza o parceiro quando as coisas dão errado. Quer dizer que meu parceiro não tem nenhuma responsabilidade com o meu prazer na cama? Digamos que ele pode colaborar, participar, mas não dar (fazer) o orgasmo da mulher.

Uma coisa é certa, a mulher que consegue atingir o orgasmo sozinha, através da masturbação, conseguirá o mesmo quando estiver com alguém. Parece simples não? Sem dúvida que é, o problema está justamente em chegar até este ponto.

A maioria das mulheres não pensa em sexo em nenhum momento do dia, não recorre as fantasias eróticas, não fala abertamente sobre sexo e nem se estimula sexualmente, que dirá se masturbar. E por que isto acontece? Por medo de suas filhas serem consideradas pervertidas, muitas mães as criaram para não pensarem ou falarem sobre sexo, mesmo que sentissem desejo deveriam simplesmente nega-los, pois do contrário cairiam em desgraça.

Qual o resultado de uma criação repressora com esta?

A mulher passa a ocupar uma posição passiva em relação à atividade sexual, deixando toda a responsabilidade do seu prazer nas mãos do outro. Como a mulher fazia para lidar com esta situação? Fingia, quando nada sentia, para agradar o outro.

Será que isto mudou?

Chega disso! A mulher precisa, neste início de século, se conscientizar que a mudança deve partir dela mesma, buscando em primeiro lugar se conhecer, explorar o seu próprio corpo, identificar como gosta de ser tocada, quais regiões dão prazer, pensar mais em sexo, enfim, se desenvolver do ponto de vista psicossexual para assegurar o seu próprio prazer, o orgasmo.

Dr. Francisco Carlos Anello é ginecologista e terapeuta sexual
Tel: (11) 2296 – 5722
E-mail: cmp152@uol.com.br

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