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Rejuvenescimento pela via HIPPO

5 de junho de 2017
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Ativação simultânea pela via HIPPO – Fragmentação do tecido ovariano

 

Apesar dos resultados positivos da técnica ativação in vitro pela via AKT, alguns problemas foram levantados: é uma técnica muito complexa; a paciente precisa ser submetida a duas cirurgias; e há perda de folículos nos dois dias nos quais fica incubado, além de perda no congelamento. Pensando em simplificar o processo, foi proposto realizar, em uma única cirurgia, a remoção do tecido ovariano, a fragmentação e o reimplante simultâneos, sem o tratamento em laboratório. Não há os benefícios dos estimuladores da via AKT, mas como a reimplantação é feita na hora, não há a perda que havia nos dias de incubação e congelamento. Com essa técnica, a via hippo, descrita no item anterior, continuaria sendo ativada, podendo ter benefício no recrutamento folicular. Assim, novos estudos comparam as duas técnicas e procuram demonstrar a melhor opção para estas pacientes.

Foi realizado um estudo com pacientes com menopausa precoce ou nas quais os ovários não respondiam, embora não estivessem ainda em menopausa, todas com menos de 40 anos. Foram submetidas à cirurgia laparoscópica, na qual foi retirado parte de um ovário, cortado em múltiplos e pequenos fragmentos e, então, reimplantados neste ovário e na serosa da trompa. Foram submetidas a este procedimento 14 mulheres. Destas, quatro (28%) engravidaram e duas já tiveram o bebê. Considerando que eram mulheres que a única opção era óvulos doados, uma taxa de sucesso de 28% é muito promissora.

 

 

A fragmentação ovariana leva a modificações intercelulares, facilitando a conversão da G-actina a F-actina. A F-actina interrompe a via de sinalização hippo, levando à queda na transformação de YAP em pYAP. Isso leva a uma cascata de ativação de fatores de crescimento CCN e inibidores de apoptose BIRC, que levam ao crescimento folicular.

Estas técnicas já foram utilizas em pacientes más respondedoras, cujos ovários ainda respondiam ao estímulo para FIV, e apresentavam resposta igual às que não fizeram a cirurgia, mostrando que não houve benefício neste grupo de pacientes.

O IPGO realiza este procedimento em pacientes que obedecem aos critérios de inclusão, médicos e éticos, para este procedimento.

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