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IPGO -
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Abortos
repetidos podem ser evitados
O aborto espontâneo é uma fatalidade comum que acomete de 20%
a 25% das mulheres que engravidam, geralmente ocorre em conseqüência
da má-formação cromossômica e esta alteração não pode ser evitada,
porém, outros problemas como “alérgicos” (causas imunológicas)
e de “coagulação sanguínea” (trombofilias), quando não diagnosticados,
podem levar a abortos repetidos em 2% a 5% dos casos, no entanto
estes podem ser evitados com tratamento adequado.
Embora do ponto de vista acadêmico a pesquisa mais detalhada
deva ser feita depois de três perdas fetais, na prática a pesquisa
avançada pode ser iniciada após o segundo ou até mesmo o primeiro
aborto. Isto poderá evitar frustrações importantes do casal.
Nos casos de abortamentos repetidos, as causas imunológicas
e trombofilias, podem ser responsáveis por 70% dos casos.
Nas causas imunológicas o organismo materno identifica o bebê
como um corpo estranho, devido à carga genética do pai, e forma
anticorpos contra ele. Esta alteração é diagnosticada através
de um exame chamado Cross Match, e o problema pode ser solucionado
com vacinas feitas do sangue do pai (imunoterapia com linfócitos).
Outros desequilíbrios imunológicos podem ocorrer devido a problemas
do sistema auto-imune.
As trombofilias são alterações da coagulação do sangue, podem
ser hereditárias ou adquiridas e aumentam o risco de trombose
(formação de coágulo sanguíneo) prejudicando a circulação placentária.
Além de levar a abortamentos de repetição podem causar infertilidade
e outros problemas durante a gestação, como descolamento prematuro
da placenta e pré-eclampsia. O tratamento é feito com anticoagulantes.
Os abortamentos de repetição representam um trauma na vida do
casal e, por isto, devem ser vistos com seriedade, caso contrário,
a alegria e expectativa positiva, por um filho que virá, sentidas
nos primeiros dias do atraso menstrual, poderão frustrar e causar
uma decepção imensurável. Portanto, todas alternativas que justifiquem
as causas de abortos, mesmo as pouco prováveis e não cobertas
por seguros-saúde, devem ser investigadas.
Sobre o autor
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi é especialista em infertilidade
do Centro de Reprodução Humana do IPGO - Instituto Paulista
de Ginecologia e Obstetrícia e membro da European Society of
Human Reproduction and Embriology e da Sociedade Brasileira
de Reprodução Humana. Autor dos livros Ser ou não ser fértil
– eis as questões e respostas, Grávida Feliz, Obstetra Feliz
e Fertilidade Natural pela Ed. LaVida Press.
Informações à
imprensa: LaVida Press
Assessoria de Comunicação e Editora Especializada
em Medicina e Saúde
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