Encontre-nos nas redes sociais:

Instagram da IPGO

Use o sistema de busca.

“O sucesso do tratamento de fertilização assistida não se restringe ao teste de gravidez positivo. Muito mais que isso, é a garantia de que a mãe e o bebê permanecerão saudáveis desde o início dos procedimentos até o nascimento da criança. Afinal, de nada adianta alcançar rapidamente a gravidez única, gemelar ou até mesmo tripla, se o tratamento e a gravidez provocarem complicações que levem ao comprometimento da saúde do bebê e da mãe durante o tratamento a que estiver sendo submetida”
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

Soluções para Doenças Genéticas – PGD CGH/ DPI (Diagnóstico Pré – implantacional)

4 de dezembro de 2017
Home » Fertilidade do Homem » Soluções para Doenças Genéticas – PGD CGH/ DPI (Diagnóstico Pré – implantacional)

PGD-24

Leia na hora certa - Use o leitor QR Code e armazene este assunto para ler diretamente em seu Smartphone

Uma nova técnica de Diagnóstico Pré-Implantacional que analisa 24 cromossomos em um único procedimento

Hibridização genômica comparativa pela técnica de microarray (a-CGH)

microarray- Comparative Genomic Hybridization

PGD (Pré-Implantation Genetic Diagnosis), que pode ser traduzido como DPI (Diagnóstico Pré-Implantacional), é um exame que pode ser feito no processo de FIV – Fertilização In Vitro, com o objetivo de diagnosticar nos embriões a existência de alguma doença cromossômica, antes da implantação no útero da mãe.

Hibridação genômica comparativa (a-CGH – microarray- Comparative Genomic Hybridization) é uma nova técnica para o Diagnóstico Pré-Implantacional (PGD) que estuda os 24 cromossomos do corpo humano (22 pares de cromossomos autossomos denominados com números de 1 a 22 e mais dois sexuais X e Y). Essa técnica é capaz de identificar todas as anomalias cromossômicas chamadas aneuploidias, que são alterações no número de cromossomos, sendo perdas ou ganhos, causados por erros na divisão celular. Os embriões gerados com cromossomos a mais ou a menos não conseguem se desenvolver normalmente, e são a principal causa de falhas reprodutivas. Entres as aneuploidias mais conhecidas estão a Síndrome de Down, Patau, Edwards, Klinenfeter e Turner. Diferente do PGD-FISH (Fluorescence In Situ Hybrydization – saiba mais em www.ipgo.com.br/pgd), que é realizado por uma técnica que permite a análise de no máximo 12 cromossomos e é feita no 3º dia (72 horas), esta nova técnica CGH-array (ou a-CGH), também chamada de PGD-24, é mais eficaz, pois é capaz de detectar alterações envolvendo todos os 24 cromossomos ao invés de 12, em um único teste. Além do mais, o aCGH é realizado em uma fase mais adiantada de evolução embrionária, o blastocisto, no 5º dia após a fecundação (120 horas), o que permite a avaliação de um número maior de células (de 6 a 10) e, consequentemente, obter um resultado mais preciso.

O PGD-a-CGH deve ser realizado pela remoção de células embrionárias empregando o uso de um laser que faz uma pequena abertura na região externa do blastocisto, chamada de trofectoderma, por onde se exteriorizam algumas células que são aspiradas delicadamente e encaminhadas ao laboratório de genética. Em 30 horas obtém-se o resultado, possibilitando a transferência embrionária no dia seguinte da realização do procedimento (6º dia de evolução). Esta biópsia pode ser considerada menos invasiva que o PGD-FISH, pois remove somente células da camada externa do embrião, o que implica em uma menor agressão ao futuro bebê. Contudo, o a-CGH, não distingue células normais diploides (células com dois conjuntos de cromossomos – normais do nosso organismo) de haploides (células com apenas um conjunto de cromossomos), tri ou tetraploides (células com três ou quatro conjuntos de cromossomos). Essas são alterações muito raras, e os embriões provenientes delas não evoluem.

Importante: o a-CGH, da mesma forma que o PGD-FISH, não detecta anomalias gênicas e cromossômicas estruturais, somente as numéricas.

Indicações do a-CGH:

  • Mulheres com mais de 35 anos
  • Mulheres com história de abortos repetidos
  • Mulheres com anomalias cromossômicas
  • Casais que tiveram várias tentativas de FIV sem sucesso

Vantagens de a-CGH:

  • Identifica os 22 pares de cromossomos autossomos e os cromossomos sexuais e, consequentemente, os embriões saudáveis.
  • Reduz a chance de gestação múltipla, pois permite a transferência de um menor número de embriões uma vez que se tem, antecipadamente, o diagnóstico do complemento cromossômico de cada embrião.
  • A taxa de sucesso do tratamento é maior, pois ao detectarmos quais embriões são cromossomicamente normais, somente estes serão transferidos para o útero materno. Sendo assim, evitamos a causa mais frequente de perdas gestacionais, que são as aneuploidias embrionárias.
  • Pode ser aplicado em embriões gerados por casais portadores de translocações, além de outras alterações cromossômicas.
  • A seleção natural que ocorre durante o desenvolvimento dos embriões até o estágio de blastocisto, implica em uma diminuição do número de embriões a serem examinados e, portanto, a redução relativa no custo financeiro do exame quando comparado ao PGD-FISH, que é realizado no terceiro dia. O PGD-FISH examina mais embriões em uma fase mais precoce de desenvolvimento e, por isso, pode representar na conta final um custo maior.

Riscos do a-CGH:

Se, por um lado, a seleção natural até o estágio de blastocisto pode representar uma vantagem, o casal deve estar ciente de que esta redução pode ser tão grande a ponto de não sobrarem embriões para serem transferidos. Nessas situação, infelizmente não haverá transferência. É importante que saibam que este fato provavelmente apenas está antecipando um resultado negativo de gravidez. A frustração frente a notícias como essa é sempre muito grande , entretanto, o casal deve estar preparado para essa possibilidade.

Referências:

A PROSPECTVE RANDOMIZED CONTROLLED TRIAL DEMONSTRATING SIGNIFICANTLY INCREASED CLINICAL PREGNANCY RATES FOLLOWING 24 CHROMOSOME ANEUPLOIDY SCREENING: BIOPSY AND ANALYSIS ON DAY 5 WITH FRESH TRANSFER.

R.T. Scott, Jr, X. Tao, D. Taylor, K. M. Ferry, N.R. Treff. Reproductive Medicine Associates of New jersew, Morristown, NJ; UMDNJ-Robert Wood Johnson Medical School, New Brunswick, NJ.

TROPHECTODERM BIOPSY FOR ANEUPLOIDY TESTING: PRELIMINARY OBSERVATIONS AND ONGOING PREGNANCIES.

R. F. Feinberg, G. Kovalevsky, C. F. Boylan, S. M. Carney, L. S. Morrison, M. P. Portmann. Reproductive Associates of Delaware, Newark, DE.

CHARACTERIZING THE RELATIONSHIP BETWEEN MORPHOLOGIC

EMBRYONIC DEVELOPMENT AND PLOIDY STATUS AS ASSESSED BY 24 CHROMOSOME MICROARRAY PGD.

K. L. Scott, D. Taylor, K. Ferry, N. Treff, R. T. Scott. Reproductive Medicine Associates of New Jersey, Morristown, NJ; Division of Reproductive Endocrinology,

Department of Obstetrics Gynecology and Reproductive Sciences, Robert Wood Johnson Medical School, New Brunswick, NJ.

THE UNBELIEVABLE SHRINKING MOSAICISM PROBLEM OF PGD.

T. Escudero, C. Gutierrez, P. Colls, D. Hill, K. Wiemer, M. Santi. Reprogenetics,

Livingston, NJ; ART Reproductive Center, Beverly Hills, CA; Northwest Center for Reproductive Sciences, Kirkland, WA.

FIRST PREGNANCIES AFTER BLASTOCYST BIOPSYAND RAPID 24 CHROMOSOME ANEUPLOIDY SCREENING ALLOWING A FRESH TRANSFER WITHIN FOUR HOURS OF BIOPSY.

N. R. Treff, X. Tao, D. Taylor, K. M. Ferry, R. T. Scott, Jr. Reproductive Medicine

Associates of New Jersey, Morristown, NJ; UMDNJ-Robert Wood Johnson Medical School, New Brunswick, NJ.

GENETIC ANALYSIS OF HUMAN EMBRYOS BY MATAPHASE COMPARAIVE GENOMIC HYBRIDIZATION (mCGH) IMPROVES EFFICIENTYof IVF by increasing embryo implantationrate and reducing multiple pregnancies and spontaneous miscarriages

Geoffrey Sher, M.D.,a,b Levent Keskintepe, Ph.D.,a,b Meral Keskintepe, Ph.D., Fertility and Sterility_ Vol. 92, No. 6, December 2009 0015-0282/09 , American Society for Reproductive Medicine, Published by Elsevier Inc. Ghanima Maassarani, M.D.,b Drew Tortoriello, M.D.,b,d and Steven Brody, M.D.e

Informações importantes sobre as Síndromes cromossômicas mais freqüentes causadas por aneuploidias

A) Autossômicas (cromossomos não sexuais)

  • 1-S. Down – 47, XX ou XY +21
  • 2-S. Patau – 47, XX ou XY +13
  • 3-S. Edwards – 47, XX ou XY +18
  • 4-Mosaicismo 47, XX ou XY +8 / Normal
  • 5-Mosaicismo 47, XX ou XY +9 / Normal

B) Alossômicas (cromossomos sexuais)

  • 6-S. Turner – 45, X0
  • 7- S. Klinefelter – 47, XXY
  • 8-S. Triplo X – 47, XXX; 48, XXXX
  • 9-48, XXXY – 49, XXXXY
  • 10-S XYY – 47, XYY

C) Autossômicas (cromossomos não sexuais)

  • 1-SÍNDROME DE DOWN
  • 47, XX ou XY +21 – Características:
  • Prega Epicântica
  • Hipotonia
  • Hiperflexibilidade das Juntas
  • Baixa estatura com ossos curtos e largos
  • Deficiência Mental moderada
  • Frequência de 1/700 – 1/1000 nascidos vivos

2-SÍNDROME DE PATAU

  • 47, XX (ou XY) + 13
  • Deficiência mental;
  • Surdez; Polidactilia
  • Lábio e/ou Palato Fendido
  • Anomalias Cardíacas
  • Ocorrência 1/10.000
  • 88% morre no 1º mês só 5% sobrevive até o 6º mês

3-SÍNDROME DE EDWARDS

  • – Características:
  • Deficiência mental e crescimento
  • Hipertonicidade
  • Implantação baixa das orelhas
  • Mandíbula Recuada
  • Rim duplo
  • Ocorrência 1/6.000 nascimentos
  • 5% a 10% sobrevive o 1º ano

4-Mosaicismo 47, XX ou XY +8 / Normal

  • Geralmente é mosaicismo (se for completa é letal)
  • 47, XX(ou XY) +8/ Normal
  • – Características:
  • Estrabismo, hipertelorismo
  • Deficiência mental variável (leve a severa) dependendo do grau de mosaicismo
  • Crescimento variável
  • Orelhas com lobos alterados
  • Tronco alongado e magro, escápula e esterno anormais
  • Pescoço curto ou alado
  • Mamilos muito afastados
  • Defeitos cardíacos
  • Ocorrência de mais de 100 casos relatados

5-Mosaicismo 47, XX ou XY +9 / Normal

  • – Características:
  • Crescimento pré-natal deficiente
  • Deficiência mental severa
  • Anomalias nas juntas
  • Anomalias Cardíacas em 2/3 dos casos
  • Maior parte morre na fase pós-natal, os que sobrevivem apresentam severa deficiência mental e motora

B)Aneuplodias alossômicas

6-SÍNDROME DE TURNER

  • 45, X0 – Características:
  • Desenvolvimento sexual retardado (indicando a necessidade de realização de análise cariotípica em adolescentes de baixa estatura que não apresentarem desenvolvimento das mamas até os 13 anos e apresentarem amenorréia primária ou secundária)
  • Geralmente estéreis ou subférteis
  • Baixa estatura;
  • Tendência a obesidade
  • Pescoço Alado
  • Defeitos Cardíacos
  • Ocorrência 1/2.500 – 1 / 10.000 nascimentos do sexo feminino

7-SÍNDROME DE KLINEFELTER

  • Características:
  • Homens subférteis
  • Desenvolvimento de seios
  • Timbre Feminino
  • Membros alongados
  • Desenvolvimento mental entre 85-90 em média
  • Problemas comportamentais
  • Ocorrência 1/1000 nascimentos do sexo masculino

8- 48, XXXY – 49, XXXXY

  • Características:
  • Quanto maior a aneuploidia mais severa será a deficiência mental e física.
  • Hipogenitalismo
  • Maturação óssea tardia
  • Desenvolvimento de seios
  • Problemas comportamentais, incluindo irritabilidade, agitação, hiperatividade.
  • Membros alongados
  • 48, XXXY = 1 / 25.000
  • Indivíduos XXY XXXY XXXY XXXXY

9-SÍNDROME XXX e XXXX

  • 47, XXX ou 48, XXXX ou 49, XXXXX – Características:
  • Mulheres com genitália normal e leve retardamento mental
  • Geralmente há deficiência de crescimento pré-natal, baixa estatura (XXXXX)
  • Ocorrência 1/1000 nascimentos do sexo feminino
  • XXXXX

10–SÍNDROME XYY

  • 47, XYY – Características:
  • A maioria dos Homens com XYY fenotipicamente normais
  • Crescimento ligeiramente acelerado na Infância
  • Homens com estatura muito elevada
  • antigamente associada a comportamento anti-social, porém são relatados problemas comportamentais como distração, hiperatividade e crises de fúria na infância e início da adolescência, sendo que o comportamento agressivo usualmente não é problema e eles aprendem a controlar a raiva à medida que crescem.
  • Ocorrência 1/1.000 nascimentos do sexo masculino.

Comments

comments