A Síndrome dos Ovários
Policísticos ocorre em 6 a 10% das mulheres que estão na
idade fértil (20 a 44 anos)(1). Para se ter uma idéia da
importância destes dados, estima-se que no mundo existam
cerca de 100 milhões de mulheres com esta doença. No Brasil,
se considerarmos os dados do último censo IBGE (2000) podem
existir 2,5 milhões de mulheres com esta síndrome, cerca de
800 mil mulheres no estado de São Paulo, 300 mil no estado
do Rio de Janeiro, 180 mil no estado do Paraná e 400 mil no
estado de Minas Gerais(1). Estes números são suficientes
para entendermos a importância desta síndrome(2).
Informativo para pacientes
O que é um cisto?
São pequenas bolsinhas com conteúdo líquido e que, a
princípio podem aparecer em qualquer parte do organismo.
Todo mês, nos ovários, desenvolve-se um cisto que
inicialmente é pequeno (5 a 9mm) cresce na primeira fase do
ciclo menstrual e atinge, na época da ovulação, a dimensão
aproximada de 18mm. Estes recebem o nome de folículo e
dentro está um óvulo. Na ovulação ele se rompe, o óvulo sai
e se encaminha para as tubas (trompas) onde poderá ser
fertilizado pelo espermatozóide - caso ocorra a relação
sexual nesta época. Nesses casos, cisto não é doença e
chama-se cisto funcional, isto é, decorrente do
funcionamento normal do organismo. Entretanto, quando um ou
mais cistos formam-se fora dessas características passam ser
uma doença.
O que é Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?
Nesta síndrome ocorrem alterações hormonais que podem
repercutir no organismo causando vários sintomas. Como
conseqüência, ao invés de se formar um único folículo no
ovário, que é um processo natural e normal, formam-se vários
que ficam "acumulados" e não liberam os óvulos; eles não se
rompem. Daí o nome "ovários policísticos" que, como veremos
mais adiante, não é alteração orgânica obrigatória nesta
síndrome. Existem vários hormônios que participam destas
alterações mas, os principais são os androgênios (hormônios
masculinos normalmente fabricados pelos ovários, em
quantidades pequenas).
Genética e Hereditariedade
Acredita-se que a SOP tenha caráter hereditária e muitas
publicações científicas têm confirmado esta possibilidade.
Foi observado este diagnóstico entre irmãs e alterações
metabólicas em irmãos destas pacientes que mesmo sendo
homens, apresentaram alterações laboratoriais idênticas as
suas irmãs com esta síndrome. Filhas e irmãs de mulheres com
SOP tem 50% mais de chance de desenvolver este problema.(3)
Diagnóstico
É feito através do histórico da paciente exame clínico e
exames laboratoriais. São importantes para o diagnóstico:
Histórico e exame clínico
- Menstruação irregular: é uma das principais
características. As menstruações vêm esporadicamente podendo
demorar até 90 dias entre uma e outra. Muitas vezes elas só
aparecem quando as pacientes recebem medicamentos para
estimular. Esse sintoma é comum em grande parte das mulheres
com essa síndrome.
- Obesidade: pelo menos metade dessas mulheres estão
acima do peso, isto é, o Índice de Massa Corpórea (IMC) está
entre 25 ou 30 (lembrete: IMC = Peso/Altura ao quadrado).
Esse é um fator fundamental para futuras complicações desta
doença. A circunferência abdominal não deve ser superior a
88cm (alguns já consideram o valor máximo de 80cm).
- Infertilidade: devido às alterações hormonais,
essas mulheres passam a ovular menos ou de maneira
inadequada e por isso podem ter dificuldade em engravidar.
Das causas de infertilidade o fator ovulatório ocupa um
lugar de destaque e 75% é devido a esta síndrome. Além
disso, essas mulheres têm um alto índice de aborto.
- Hirsutismo: é o aparecimento de pêlos em locais
onde normalmente não deveriam existir na mulher (face,
tórax, glúteos, ao redor dos mamilos, região inferior do
abdômen e parte superior do dorso).
- Acne: 30% das mulheres com SOP têm este sinal que consiste
num processo inflamatório da pele do rosto, caracterizada
por erupções superficiais causadas pela obstrução dos poros.
- Alopécia: é a queda em excesso de cabelos na região
do couro cabeludo levando á rarefação de pêlos, comum aos
homens e raro nas mulheres.
- Seborréia: é a oleosidade da pele e couro cabeludo.
- Acantose nigrans: é aumento da pigmentação da pele
(manchas escuras) em áreas de dobras, como pescoço e axilas.
Exames Complementares
- Ultra-som: o ideal é ser realizado pela via
transvaginal, mas muitas vezes é impossível de ser realizado
em adolescentes (virgens). Neste exame observa-se o volume
ovariano (>10cm3), a textura do ovário e a presença de
pequenos cistos. Se houver a presença de 12 ou mais em cada
ovário, medindo 2 a 9mm no seu maior diâmetro, o diagnóstico
já está confirmado.
- Resistência à insulina: a insulina é um hormônio
responsável por facilitar a entrada da glicose na célula. Em
algumas doenças como a SOP, existe um defeito na sua ação, o
que leva à um acúmulo de glicose no sangue. Como
conseqüência pode surgir a diabetes e um aumento da
concentração deste hormônio no sangue. A resistência à
insulina, é um exame muito importante tanto para o
diagnóstico como para a avaliar as possíveis complicações
futuras que serão descritas mais adiante. Existem algumas
dificuldades nesta avaliação, pois até hoje não existe um
exame específico para o diagnóstico definitivo. Atualmente,
a melhor opção é a dosagem da glicemia e a insulina em jejum
e depois repetida duas horas após a alimentação ou através
do índice de glicemia de jejum / insulina de jejum, que
deverá ser menor do que 4,5 (4, 5, 6 e 7).
Conseqüências clínicas da resistência à insulina
- Puberdade precoce(8)
- Anovulação
- Infertilidade
- Abortos
- Câncer endometrial
Conseqüências metabólicas
- Diabetes
- Alterações do sono
- Distúrbios cardiovasculares
Outros exames
Avaliação hormonal
- FSH e LH - a relação LH e FSH é > 3:1.
- Hidroxiprogesterona (17 OHP) - para descartar a
hiperplasia congênita da glândula supra-renal que pode
causar um quadro clínico semelhante à SOP.
- T3, T4, T4 livre e TSH - são hormônios ligados à tireóide
que estão relacionados à síndrome.
- Prolactina - hormônio que está aumentado normalmente em
mulheres que estão amamentando, mas fora desta condição
causa alterações menstruais.
- Androgênicos: Testosterona, Testosterona Livre, SHBG e
SDHEA, androstenediona e cortisol.
Avaliação metabólica
- Perfil lipídico (colesterol, triglicérides).
- Curva glicêmica (GTTO) com insulina ou de forma mais
simples e eficaz a glicemia de jejum e pós-prandial
acompanhada da insulina plasmática de jejum.
- HOMA-r/HOMA-B - são testes para avaliar a resistência a
insulina e não são realizados de rotina.
- TGO e TGP
Diagnóstico final (Consenso de Rotterdan - 2003)(4)
É feito quando houver pelo menos duas das três
características abaixo descritas:
A) hiperandrogenismo (aumento do hormônio masculino)
refletido por hirsutismo, acne, queda de cabelo (ver
sintomas acima) ou exames de laboratório;
B) ciclos menstruais com intervalos irregulares
anovulatórios ou longos (atrasos menstruais);
C) ovários com característica micropolicística.
Portanto o diagnóstico da SOP poderá ser A e B, A e C e B e
C, isto torna interessante o fato de a mulher com SOP não
precisar ter obrigatoriamente os ovários com múltiplos
cistos!!!
Importante: é necessário excluir outras doenças que têm
apresentação clínica semelhante como por exemplo tumores
virilizantes, hiperplasia congênita da supra-renal e a
Síndrome de Cushing.
Preservação da Fertilidade - Prevenção da SOP
A SOP não pode ser prevenida, mas quanto mais precoce for o
diagnóstico, menor será a chance de complicações futuras.
Já na adolescência podem ser notados os sinais desta
síndrome e por isso, além dos fatores hereditárias que podem
prenunciar o surgimento futuro desta doença (mãe e
irmãs)(3), deve-se estar atento à obesidade, à quantidade de
pêlos no corpo e ao padrão menstrual alterado, geralmente
longo, alterações estas que podem ser notadas pelos pais.
Uma vez que entre as causas mais freqüentes de infertilidade
é o fator ovulatório e entre estas a SOP é a mais comum,
conclui-se como diagnóstico precoce pois pode evitar as
complicações, entre elas a infertilidade. Quanto mais
precoce for o diagnóstico, mais fácil será a cura ou o
equilíbrio da doença.
| A Síndrome
dos Ovários Policísticos deve ser diagnosticada e
tratada já na adolescência devido às complicações
reprodutivas, metabólicas e oncológicas. O melhor
tratamento preventivo é uma dieta alimentar equilibrada
e um estilo de vida saudável (28, 33). |
Complicações
Síndrome metabólica
Síndrome metabólica ou plurimetabólica ou chamada
anteriormente de síndrome X , é uma doença de civilização
moderna, relacionada à obesidade, pode ocorrer em até 50%
das pacientes com SOP. É caracterizada pela associação de
fatores de riscos de doenças cardiovasculares (ataques
cardíacos e acidente vascular cerebrais) e diabetes. Tem
como base a resistência à ação de insulina o que obriga o
pâncreas a produzir mais este hormônio. O risco desta
complicação pode ser avaliado precocemente e pode ser
observada já na adolescência e seus familiares(10,11 e 12).
Fatores de risco
• Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia em
jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200
após administração de glicose;
• Hipertensão arterial;
• Níveis altos de colesterol ruim (LDL) e baixos do
colesterol bom (HDL);
• Aumento dos níveis de triglicérides;
• Obesidade, especialmente obesidade central que está
associada à presença de gordura visceral;
• Ácido úrico elevado;
• Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela
urina;
• Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do
sangue;
• Marcadores inflamatórios elevados (a inflamação da camada
interna dos vasos sangüíneos favorece a instalação de
doenças cardiovasculares);
• Resistência à insulina
Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta as características clínicas
(presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais. Basta
a associação de três dos fatores abaixo relacionados para
diagnosticar a síndrome metabólica. Existem vários critérios
para o diagnóstico mas os mais utilizados são os das
sociedades NCEPI e ATPIII.
1) Obesidade central ou periférica determinada pelo índice
de massa corpórea (IMC), ou pela medida da circunferência
abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 e nas
mulheres, até 88 - atualmente existe a tendência de diminuir
estes valores para 90 e 80 respectivamente).
2) Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico;
3) Valores baixos de HDL, o colesterol bom, e elevados de
LDL, o mau colesterol;
4) Hipertensão arterial
5) Glicemia em jejum superior a100 , ou entre 140 e 200
depois de ter tomado glicose.
Resumo para o diagnóstico - (3 destes 5 fatores fazem o
diagnóstico)
|
Avaliações |
Valores
de referência |
1. Obesidade abdominal
(medida da circunferência da cintura)
2. Triglicérides
3. HDL – Colesterol
4. Pressão sangüínea
5. Glicemia de jejum por prandial |
>88cm
>150mg/dl
>50mg/dl
>130/>85mmHg
100-126mg/dl (jejum) e/ou 140-199mg/dl (2h após GTT) |
Câncer endometrial
O câncer endometrial é o quarto mais comum entre mulheres, e
o mais freqüente entre os do sistema reprodutivo feminino
quando não se consideram as mamas.
A SOP pode aumentar a chance desta doença pelas alterações
hormonais que levam a ciclos menstruais longos, um estímulo
estrogênico prolongado sem a ação do hormônio progesterona,
além da obesidade que muitas vezes é acompanhada de
hipertensão arterial (síndrome metabólica).
Fatores de risco para o câncer do endométrio
|
Reprodutivo |
Outros |
- Puberdade precoce
- Menopausa tardia
- Sem filhos
- Infertilidade
- Estrogênio persistente
- Ciclos menstruais longos (estímulo estrogênico
persistente) |
- Idade
- Obesidade
- Diabetes
- Dieta rica em gorduras
- Hipertensão arterial
- Tratamento com o tamoxifeno (medicamento para câncer
de mama) |
Alterações do sono ou
apnéia noturna
Alguns homens (17 a 24%) e algumas mulheres (5 a 9%)
apresentam distúrbio do sono e repetidos episódios de
dificuldade de respiração durante o sono. Está
freqüentemente associado com obesidade, distribuição
inadequada da gordura pelo corpo, a resistência da insulina,
hipertensão arterial e a síndrome dos ovários policísticos,
principalmente quando houver excesso de andrógenos.
Diabetes
A resistência à insulina favorece o surgimento da diabetes.
Este favorecimento pode ser ainda maior quando estiver
acompanhado de obesidade. O controle de peso rigoroso e a
dieta alimentar equilibrada diminui a possibilidade desta
complicação.(13)
Tratamentos
Entre os problemas mais comuns estão aqueles ligados à
fertilidade. Os tratamentos visam ajudar os casais que tem
dificuldade em engravidar (hiperestimulação ovariana,
gestação múltipla e abortamento), diminuir a complicação da
gestação (toxemia gravídica, diabetes gestacional)
regularizar as menstruações, combater o excesso de hormônios
masculinos, prevenir o câncer do endométrio, diminuir o
risco de diabetes tipo II e a doença cardiovascular
(síndrome metabólica).
Estilo de vida e terapia alimentar
Redução de peso deve ser recomendada a pacientes obesas ou
com sobrepeso (IMC entre 25 e 30). Alguns estudos demonstram
que a perda de 5 a 10% do peso corpóreo pode restaurar a
ovulação e da fertilidade além de melhorar o colesterol, a
pressão arterial, a resistência a insulina e diminuir as
queixas de excesso de pêlos e acne. Para isto é fundamental
a modificação do estilo de vida, uma dieta balanceada, a
prática de exercícios físicos de forma regular
(principalmente aquelas que aumentam a circulação pélvica).
Como nesta síndrome existe o aumento da resistência da
insulina que faz aumentar os níveis de glicose, a melhor
dieta é evitar alimentos ricos em carboidrato.(13)
Dicas de alimentação
• evite todas as formas de açúcar
• evite ao máximo os carboidratos, pois são rapidamente
transformadas em açúcares, como exemplo pão, massas, arroz,
cereais no café da manhã e bolos.
• evite refrigerantes, sucos de frutas que possam elevar os
níveis de açúcar, principalmente laranja, melancia e uva..
• consuma quantidades adequadas de proteínas, mas tome
cuidado com carnes que podem conter hormônios.
• coma vegetal à vontade, frutas vermelhas, que não são
muito doces (morango, framboesa, cereja, amora, etc.) e
alimentos integrais como arroz e aveia.
• prefira leite e derivados desnatados ou "light".
• elimine álcool e cigarro.
• aumente a quantidade de alimentos com fibra.
Tratamento medicamentoso
Os tratamentos devem ser escolhidos de acordo com o perfil e
a prioridade da paciente. Entretanto, não devem ser deixados
de lado os riscos de complicações futuras causadas pela
doença. Os cuidados estéticos são importantes e devem ser
medicados com drogas específicas, como no caso do hirsutismo
e acne. O acompanhamento por especialistas em medicina
estética pode ser bastante útil.
A escolha do tipo de medicamento vai depender do objetivo do
paciente. Se ela não quiser ter filhos, tiver irregularidade
menstrual e pêlos em excesso, os anticoncepcionais poderão
ser uma boa escolha. Muitos deles contêm na fórmula
substâncias antiandrogênicas (anti-hormônio masculino)
chamada CIPROTERONA (Diane e Diclin). Outros medicamentos
com esta finalidade são espironolactona, finasterida,
eflornitina (creme de aplicação local que reduz a quantidade
de pêlos) e por último a flutamida, perigosa pelo seu efeito
agressivo no fígado.
Combatendo a resistência à insulina - agentes
sensibilizantes da insulina - metformina
Estas drogas aumentam a sensibilidade do organismo à
insulina o que resulta na diminuição deste hormônio, dos
androgênicos, restauração dos ciclos menstruais ovulatórios,
diminuição das chances de aborto e diabetes gestacional,
além da própria diminuição do peso.
A droga mais utilizada para este fim é a metformina e a dose
diária é de 1500 a 2000mg por dia. Os seus efeitos benéficos
podem demorar meses para serem percebidos, mas a paciente
não deve desanimar, pois este tempo de espera é normal. Este
medicamento pode produzir efeitos colaterais desagradáveis
como diarréia, náuseas, flatulência entretanto, uma nova
formulação de liberação lenta (GLIFAGE-XR) pode ser tomada
em dose única, três comprimidos no jantar, com efeitos
indesejáveis mínimos.(29)
Outras drogas sensibilizantes da insulina
Embora a metformina seja a droga mais utilizada para este
fim, outros medicamentos com efeito semelhantes tem sido
utilizados. Entre elas estão a: TROGLITZONA, PIOGLITAZONA e
a ROSIGLITAZONA, GLUCOBAY - Acarbose e NAC (N -
acetylcisteina).
O Glucobay - Acarbose - é um hipoglicemiante e pode ser
usado na dose 150 à 300 mg/dia.
O NAC (N - acetylcisteina) tem o nome comercial de Fluimicil
e é usado também para problemas respiratórios. É um
antioxidante que melhora a concentração de insulina. Um
estudo realizado na Universidade Católica de Roma na Itália,
demonstrou que o uso de 1,8 à 3,0 g de NAC por dia diminuem
a concentração de androgênios, colesterol e triglicérides
entre outras vantagens.
Existem ainda medicamentos naturais que podem ser uma
alternativa interessante, mas só devem ser receitados por
especialistas em medicina natural. Os principais são:
A) Clorophyl: melhora os sintomas de hipoglicemia.
B) Chromium: aumenta a sensibilidade dos receptores de
insulina (300 miligramas por dia).
C) Extrato de Canela (Cinnamom): é uma nova alternativa,
ajuda a diminuir os níveis de glicemia. A dose indicada é de
1g/dia dividida em três doses na colher de chá, três vezes
ao dia (trabalho apresentado pelo Dr. Jeff Wang durante o
62º Congresso Mundial da American Society of Reproductive
Medicine, New Orleans - USA - 2006)(3).
D) D-chiro-inositol: é uma substância pura denominada
Pinotol. Esta substância melhora a ação da insulina. A dose
recomendada é 1200 mg/dia.
E) Vitaminas B, Magnésio, Ácido alfalipórico, Ácido
linoléicos conjugados: melhoram a resistência à insulina.
Drogas complementares que ajudam no controle de peso
Algumas drogas aumentam o controle do peso e podem ser
utilizadas em conjunto com uma dieta alimentar equilibrada,
exercícios físicos e um estilo de vida adequado. As
indicações são restritas ao médico que fará o controle de
peso. Entre as possibilidades estão a: Sibutramina, Orlistat
e por último a RIMONABANT que é uma substância antagonista
dos receptores endocanabinóides, todas responsáveis pelo
controle de peso.
Tratamento Cirúrgico
É recomendado somente em situações excepcionais em que todos
tratamentos clínicos utilizados não resultaram bons
resultados. A intervenção é feita por videolaparoscopia.
Nesta intervenção realizam-se pequenos furos nos ovários ("ovary
drilling") que diminuem o tamanho dos ovários e melhoram o
quadro ovulatório. O inconveniente desta intervenção é que
podem levar a formação de aderências que podem causar dor e
um outro fator, a infertilidade.
Conclusão
A SOP é uma síndrome complexa que tem como origem mais
provável a resistência à insulina. Por isto o foco do
tratamento deve ser o combate a esta alteração. Muitas
pesquisas tem sido direcionadas com o objetivo de avaliar
outros fatores determinantes como os ambientais e genéticos
que poderão ter influência direta nesta doença.
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