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TAS: Teste de Aneuploidias no Sêmen – Análise de anomalias cromossômicas espermáticas: 5 cromossomos: 13, 18, 21, X e Y

2 de setembro de 2014
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TAS: Teste de Aneuploidias no Sêmen – Análise de anomalias cromossômicas espermáticas: 5 cromossomos: 13, 18, 21, X e Y
 

Os fatores masculinos são responsáveis em até 50% dos casais inférteis que necessitam das tecnologias de reprodução assistida avançada (FIV).As anomalias genéticas, incluindo espermatozoides com aneuploidia bem como aberrações estruturais, estão entre as principais causas de infertilidade. (Aneuploide é a célula que teve o seu material genético alterado, sendo portador de um número cromossômico diferente do normal da espécie. Pode ter uma diminuição ou aumento do número de pares de cromossomos, porém não de todos).

A grande maioria de aneuploidias surge como resultado de um erro esporádico na formação dos óvulos e espermatozoides (segregação cromossômica) em pais com cariótipos normais. A maioria dos conceptos alterados (aneuploides) morre durante as fases iniciais do desenvolvimento do embrião, antes que eles sejam detectados clinicamente, manifestando-se como abortos espontâneos, ou infertilidade.

O TAS ou em inglês SAT: Sperm Aneuploidy Test, é um teste para avaliar a fertilidade masculina e estuda a etiologia genética da infertilidade do homem. Permite analisar a presença de um número anormal de cromossomos (aneuploidias) nos espermatozoides e determina o risco de transmissão destas anormalidades e outras doenças cromossômicas aos futuros filhos, além de ser uma das causas de abortos. Em casais com fator masculino grave, há um maior risco de transmissão de anomalias cromossômicas espermáticas a sua descendência. As únicas aneuploidias compatíveis com o nascimento são as trissomias (3 pares de um cromossomo) do 13 (síndrome de Patau), 18 (síndrome de Edwards), 21 (síndrome de Down) e dos aneuplodias dos cromossomos sexuais, incluindo monossomia do X (Síndrome de Turner) e Klinefelter. O TAS analisa no sêmen os cromossomos 13, 18, 21, X, e Y comumente envolvidos em abortos espontâneos e descendentes afetados com anormalidades cromossômicas, pela técnica hibridação fluorescente in situ (FISH – Fluorescent In Situ Hybridization). O teste TAS permite a identificação de homens com chances de sucesso reprodutivo baixo, ou seja, aqueles com menores taxas de gravidez, maior risco de aborto e de filhos com alterações cromossômicas. Assim, o teste TAS avalia fertilidade masculina e pode orientar o casal para um possível aconselhamento genético antes do inicio de um tratamento de reprodução assistida.

Um número aumentado de espermatozoides aneuploides no sêmen aumenta o risco de gerar embriões aneuploides. Isso pode se manifestar em 3 níveis:

– Os embriões aneuploides não chegam a implantar, levando a quadro de infertilidade e falhas em tratamento de reprodução assistida;
– embriões aneuploides implantam mas evoluem para aborto precoce, levando ao quadro de aborto recorrente;
– embriões aneuploides implantam e evoluem, levando a descendentes com anormalidades cromossômicas como síndrome de Down, Patau, Edwards, Klinefelter, ou Turner (aneuplodias compatíveis com a vida).

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Fator masculino: quanto menor a concentração de espermatozoides maior será a incidência de anomalias cromossômicas espermáticas

Causas de aneuploidias no sêmen:

• Cigarro
• Bebida alcoólica
• Cafeína
• Diazepan (doses >0,3 mg/kg/dia>6 meses)
• Finasterida
• Benzeno
• Varicocele
• Pesticidas: fenvalerato, carbaril, bifenilos, policlorados, organofosfato, piretorides.
• Quimioterapia (bleomicina, doxorrubicina, vincristina, dacarbazina, mitoxantrone) e radioterapia nos últimos 2 anos.
• Radiação ionizante
• Criptorquidia unilateral ou bilateral após orquidopexia
• Mutações Germline TP53*¹ (Síndrome de Li-Fraumeni (P53))
• Idade avançada

*1: Síndrome de Li-Fraumeni é uma doença hereditária rara, autossômica dominante, que se caracteriza pela ocorrência de vários tumores na mesma pessoa. É nomeada em honra de Frederick Pei Li e Joseph F. Fraumeni, Jr., médicos americanos que primeiro reconheceram e descreveram a síndrome. A síndrome está ligada a mutações do gene p53, que normalmente ajuda no controlo do ciclo celular. Mutações podem ser herdadas ou podem advir ‘de novo’, cedo na embriogênese ou nas células germinais dos pais. Risco 25x superior de desenvolver um tumor maligno antes dos 50 anos. Tipo de tumores que podem desenvolver é muito variável, sendo os mais comuns: sarcomas, cancro da mama, leucemias, tumores cerebrais. Comparado com tumores esporádicos, os tumores em indivíduos com este síndrome surgem numa idade mais precoce e podem desenvolver-se múltiplos tumores primários.

Na Fertilização in vitro

Clinicamente, a presença de alterações no número de cromossomos no esperma tem sido associada a uma taxa de gravidez menor após ICSI, bem como uma maior taxa de abortos em casais que têm problemas de infertilidade.
No nível embrionário, observam-se consequências diferentes, dependendo do tipo de anomalia cromossômica observada nos espermatozoides, de modo que um aumento no número de espermatozoides com aneuploidias de cromossomos sexuais produz embriões principalmente aneuploides, que não implantam, ou podem levar a gestações anormais evolutivas (síndromes Patau, Edwards, Down, Klinefelter, Turner, XXX e XYY). No entanto, um aumento de espermatozoides diplóide também gerou embriões triplóides capazes de implantar, mas eles acabam principalmente em aborto.
Com relação a descendência, em vários estudos em pais de crianças com síndrome Klinefelter, Turner ou Down, tem sido associada a origem da anomalia cromossômica da criança com o aumento de anormalidades nos espermatozoides no número de cromossomos sexuais ou no cromossomo 21 do pai.

Portanto, recomenda-se o teste TAS nos seguintes casos:

• Casais com abortos repetidos sem etiologia identificada;
• Casais com vários tratamentos de reprodução assistida sem a gravidez (repetidas falhas de implantação);
• Infertilidade inexplicada;
• FSH elevado;
• Homens com padrão normal de cromossomos, mas que geram embriões cromossomicamente anormais;
• Oligoastenoteratozoospermia e teratozoospermia grave. Quanto menor a concentração espermática maior a incidência de anomalias cromossômicas espermáticas;
• Gestação anterior com anomalia cromossômica.

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Parâmetros normais

Cerca de 2 a 13% de todo o esperma são geneticamente anormal em homens normalmente férteis. Há evidências de que esse percentual pode ser aumentado em homens que são sub-férteis. Não há correlação direta entre a morfologia espermática e aneuploidia, e de fato, a aneuploidia no esperma também pode ser encontrada no sêmen com morfologia normal.

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Há limitações para o teste, como apenas cinco sondas são atualmente utilizadas rotineiramente para análise (três dos 22 autossomos: cromossomos 13, 18 e 21, eos cromossomos sexuais, X e Y), embora, em casos especiais outras estão disponíveis mediante solicitação específica. Os resultados são relatados mostrando a incidência de dissomia nulisomia ou para cada um dos autossoma separa ambos os cromossomos sexuais. A proporção de cromossomos sexuais também é relatado. Geralmente, leva cerca de 14 dias para receber os resultados.

Tratamento

Uma mudança no estilo de vida pode ajudar a reduzir esses níveis de aneuploidia esperma. No entanto, algumas alterações podem ser irreversíveis. Um estudo recente indica que a ingestão elevada de ácido fólico pode manter as taxas de aneuploidia mais baixas. Há alguns estudos que mostram que pode ser benéfico a utilização de ácido hialurônico para a seleção de espermatozoides geneticamente saudáveis para ICSI. Outra opção para casais com TAS anormal é a realização do PGD (Screening genético pré-implantacional) que permite a seleção de embriões cromossomicamente normais para a transferência, aumentando a taxa gestacional e a diminuição do risco de aborto.

Referências:

• Carrell, Douglas T., The Clinical Implementation of Andrology Lab Corner Sperm Chromosome Aneuploidy Testing: Pitfalls and Promises, Journal of Andrology, Vol. 29, No. 2, março/abril 2008.
• Kathleen Hwang, John W. Weedin e Dolores J. Lamb, The use of fluorescent in situ hybridization in male infertility. Therapeutic Advances in Urology, February 15, 2008.
• Nicopoullos, J.D.M, Smith, C. Gilling-, Almeida, P.A., S. Homa, L. Nice,H. Tempest e J.W.A. Ramsay, The role of sperm aneuploidy as a predictor of the success of intracytoplasmic sperm injection? Human Reproduction Vol.23, No.2 pp. 240–250, 2008.
• Perry, Melissa J., Effects of environmental and occupational pesticide exposure on human sperm: a systematic review, Human Reproduction Update, Vol.14, No.3 pp. 233–242, 2008.
• Tempest, H.G., Chan, E. Ko1, Robaire, P., B., Rademaker, A. e Martin, and R.H. , Sperm aneuploidy frequencies analysed before and after chemotherapy in testicular cancer and Hodgkin’s lymphoma patients, Human Reproduction Vol.23, No.2 pp. 251–258, 2008.

• Templado, C, Uroz, L , Estop, A., Newinsights on the origin and relevance of aneuploidy in human spermatozoa, Molecular Human Reproduction, Vol.19, No.10 pp. 634–643, 201.

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