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Tratamento da endometriose relacionada à dor pélvica com Orilissa elagolix – um antagonista do GnRH via oral

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Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi e EQUIPE IPGO

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endometriose é uma doença crônica, estrógeno-dependente relacionada à dismenorreia e à dor pélvica.

Muitos tratamentos foram propostos: cirúrgicos e clínicos, cuja indicação varia para cada caso. Entre as opções de tratamentos clínicos, um novo medicamento vem sendo testado e já usado pelo IPGO: Orilissa elagolix tablets.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NOVO MEDICAMENTO – ORILISSA ELAGOLIX

O IPGO já vem apresentando esta medicação há tempos e representa um grande avanço nos tratamentos de endometriose. Este medicamento que tem o nome de antagonista de GnRH, o ELAGOLIX (Abbott e Neurocrine), o principal deles no momento, foi lançado na Europa, recentemente nos Estados Unidos e promete ser a nova sensação nos tratamentos da endometriose.

A novidade deste fármaco em comparação com outros da mesma categoria é ser um  antagonista da GnRH que pode ser administrado por via oral, diferente de outros como Zoladex (acetato de gosserrelina), Lectrum (acetato de leuprorrelina), Lupron (acetato de leuprorrelina) e outros que são injetáveis.

O Elagolix é um antagonista oral e os estudos mostraram eficácia no controle tanto da dismenorreia quanto da dor pélvica não menstrual, com um perfil de segurança aceitável em uma dose (uma vez ao dia de 150 mg) que produza supressão parcial do estrogênio. O ELAGOLIX (na dose de 200 mg duas vezes ao dia) levou à supressão quase completa do estrogênio.

Ele bloqueia a glândula hipófise, diminuindo a produção de FSH e LH, que estimulam a ovulação, além da produção ovariana de estradiol. Com isso, há o benefício de bloquear a ovulação e, logo, a menstruação, que, nessas pacientes, é muito dolorosa. Além disso, ele bloqueia a produção de estradiol, hormônio que estimula o crescimento das lesões de endometriose.

No artigo foram apresentados os resultados de dois estudos de fase 3 (Elaris EM-I e Elaris EM-II), comparando o uso do medicamento, em duas diferentes doses, com placebo. São estudos multicêntricos, controlados, randomizados, duplo-cegos, com cerca de 800 pacientes com diagnóstico confirmado de endometriose e queixa moderada a severa de dor pélvica. Foram avaliadas as doses de Elagolix de 150 mg via oral uma vez ao dia e 200 mg via oral duas vezes ao dia.

Após 3 meses de uso, em ambos os estudos, foi observada redução significativa de sintomas em ambas as doses, principalmente com a dose maior. A melhora foi tanto na dor de cólica menstrual quanto na dor fora da menstruação. Essa situação se manteve por até seis meses após o término do uso.

Alguns efeitos colaterais foram relatados, como ondas de calor, dores de cabeça, insônia, amenorreia, alterações de humor, sudorese noturna, artralgia e perda de densidade mineral óssea, sintomas relacionadas com a baixa do hormônio estradiol. Novos estudos confirmarão a eficácia e a segurança do medicamento, mas é uma nova opção que pode ser útil no tratamento da patologia.

Acesse também: www.ipgo.com.br

Referência: Taylor HS, Giudice LC, Lessey BA et al. Treatment of Endometriosis-Associated Pain with Elagolix, an Oral GnRH Antagonist.  N Engl J Med. 2017 Jul 6;377(1):28-40.

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